I Just Need You
9 Capítulo Nove
Notas iniciais
- Não me peça pra fazer isso! – Gritei com Jeremy – Não me peça para enfrentar aquele Stefan, porque eu não quero isso! Ele não é quem eu tinha esperanças...
Deixei Jeremy e Klaus na escola e fui para casa. Minhas esperanças haviam ido embora, junto com Stefan. Eu não tinha motivo algum para ir atrás, mas havia prometido que não desistiria. Eu precisava de um tempo para descobrir como eu faria isso funcionar daqui para frente.
- Caroline? – Minha mãe chamou.
- Por favor... Eu preciso ficar sozinha – Falei.
- Eu preciso...
- Mãe, agora não! Eu perdi de vez todas as chances que eu tinha de trazer o Stefan de volta! Isso não está sendo suficiente? Por favor, eu preciso ficar sozinha!
Minha mãe suspirou e então encostou sua mão em meu rosto, virando na direção da cozinha. Só então consegui ver um par de sapatos sociais para fora da porta. O resto do corpo eu não conseguia ver, mas tinha quase certeza de que sabia quem estava caído ali.
Levantei do lugar onde eu estava sentada e caminhei até a cozinha onde encontrei Stefan.
- O que?
- Eu disse que ajudaria, mas precisava me planejar para isso... Eu sei que você quer a humanidade dele de volta, mas esse não é o Stefan que nós conhecemos.
- O que você quer dizer com isso?
- Você tem a chance de acabar com tudo isso agora...
- Não, mãe! Eu não...
Não terminei a frase. Klaus entrou furioso pela porta, com uma adaga nas mãos, pronto para acabar com tudo.
Ele se preparou para apunhalar Stefan, mas, de alguma forma, eu consegui segurá-lo.
- Não! – Gritei, mas Klaus continuava investindo.
O empurrei para trás na tentativa de levá-lo para mais longe do corpo. Ele estava cego pelo ódio. Ódio de algo que até mesmo eu já havia superado... Ou talvez houvesse algum outro motivo por trás disso tudo.
Chutei a mão de Klaus, fazendo com que ele deixasse a adaga cair. Tentei agarrá-la à tempo, mas o Original me empurrou com força, fazendo com que eu batesse as costas contra a porta.
Minha mãe usou uma de suas armas para atirar balas de madeira em Klaus, mas isso fez apenas com que ele hesitasse por um momento, antes de puxar a arma das mãos da minha mãe e atirar na perna dela.
Senti o sangue correndo dentro de mim. A raiva multiplicada, maldição dos vampiros que não sabem controlá-la.
Investi contra Klaus, chutando-o contra a parede, e no momento em que toquei a adaga, alguém a puxou das minhas mãos.
Vi Stefan apunhalar Klaus no abdômen e encará-lo com os olhos mais esverdeados e sombrios que eu havia visto na minha vida.
- Você não é melhor que eu!
Tentei impedir a ação seguinte de Stefan, mas tudo estava agora mais tranqüilo.
Klaus não só tinha uma simples adaga cravada no abdômen, como também uma adaga de carvalho branco que Stefan havia puxado de baixo da blusa.
Com a mesma agilidade que ele a cravara no abdômen, ele retirou a adaga e agora havia cravado no peito de Klaus.
Coloquei as mãos na boca, não acreditando no que acabara de acontecer. O corpo de Klaus queimava na porta da cozinha, e Stefan olhava tudo indiferente.
Em meio à velocidade que minha mente corria, lembrei da minha mãe com sua perna sangrando e ferida por uma bala de madeira.
Tentei retirar a bala, mas estava banhada em Verbena.
- Mãe! – Chamei apoiando a cabeça dela em meu colo – Por favor, olha pra mim!
As lágrimas escorriam por meu rosto, enquanto eu segurava o dela. Aos poucos, ela ia ficando pálida e gelada e seus olhos iam se fechando com uma dolorosa lentidão.
- Ele não faria isso por você! – Stefan falou, enfrentando a dor e tirando a bala de madeira da perna da minha mãe. Em seguida ele deu do próprio sangue para ela.
Não tive tempo de agradecer, Stefan já havia partido levando duas adagas consigo e algo que eu descobriria mais tarde.
***
- Como ela está? – Matt perguntou atravessando a porta.
- Ela vai ficar bem – Respondi ainda não recuperada do susto.
Eu estava limpando o chão da casa, com meus pensamentos distantes. Matt agachou ao meu lado e pegou o pano das minhas mãos, começando a esfregar o chão.
- E Stefan?
- Não sei como entender o que aconteceu. Em um momento Klaus perdeu o controle, Stefan se defendeu sendo o estripador que eu tanto odeio e depois salvou minha mãe... Não sei o que pensar.
- Tudo bem se sentir confuso às vezes... Quando se é Humano, isso acontece freqüentemente.
- Eu me sinto confusa, culpada, com raiva o tempo inteiro... Isso não é normal! Nem quando se é humano, nem quando se é vampiro Matt!
Matt não respondeu, apenas abaixou a cabeça e voltou à esfregar o chão.
Meu mundo havia desmoronado depois de tanto tempo. Eu me sentia de mãos atadas sem saber o que fazer... Foi então que decidi ler o diário de Stefan, na tentativa de encontrar respostas.
“É complicado... Daniel olhava em meus olhos agora, completamente aterrorizado. Afinal, eu havia matado seus pais.
Mas algo dentro desse garoto implorava por algo novo e talvez isso foi o que motivou minha atitude.
Movido pela fome e curiosidade sobre o que poderia acontecer no futuro, eu o fiz beber do meu sangue e em seguida o mordi, drenando todo o seu sangue.
Deixei a escolha à critério dele. Morrer ou viver.
Encontrei com ele há algum tempo atrás e ele me agradeceu por isso.
Pensei que talvez não fosse tão ruim assim viver eternamente. Não da forma que Daniel vivia. Segui o exemplo dele e voltei à viver... Longe dali, mas definitivamente, vivi como se o dia seguinte fosse o último.
Talvez isso me trouxe de volta...”
Fiquei pensando sobre as coisas que Stefan havia escrito e cheguei à conclusão de que precisávamos encontrar esse tal Daniel. Ele nos traria respostas, com certeza nos diria como encontrar Stefan.
Meu celular tocou e no visor vi o nome que menos esperava ver. Elena.
- Stefan levou Katherine – Ela falou.
- Quando?
- Provavelmente, logo depois que saiu da sua casa. Não faço idéia do porquê, mas não é algo bom Katherine e Stefan estripador juntos.
- Eu vou dar um jeito nisso... Já sei pra qual caminho ir.
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