I Just Love You

6 Minha nova família


Entrei em casa, coloquei minha camisola e dormi. Quando percebi o meu despertador já estava tocando...

- Hi, Barbie!
— Hi, Ken!
- You wanna go for a ride?
— Sure, Ken!
— Jump in!

I\'m a Barbie Girl in a Barbie World


Life in plastic, it\'s fantastic


You can brush my hair, undress me everywhere


Imagination, life is your creation


Não me lembro dos sonhos que tive, mas tenho certeza de que eles foram bons, pois acordei com o melhor dos humores. Tomei banho e fui de bicicleta para a faculdade, pois era perto da minha casa. Na faculdade o dia foi igual a todos os outros, mas eu não estava prestando muita atenção nas coisas a minha volta, pois estava pensando no Gee. Será que é certo levar isso adiante? Se uma pessoa que convivi durante um ano teve coragem de me magoar, imagine uma pessoa que conheço a apenas um dia...

Meus pensamentos foram interrompidos pelo ultimo sinal, fiquei um pouco assustada, pois a aula passou muito rápido e pois já estava na hora de encontrar o Gee. Será que ele viria? Cheguei no estacionamento procurando a van pichada, mas me surpreendi quando o vi encostado uma moto Harley Davidson preta. Me surpreendeu o fato de que Gee não ligava para as cantadas que as meninas da minha escola lançavam para ele. Fui em sua direção e ele estava entretido com uma revista em quadrinhos.

- Oi! – Eu disse e Gee deu um pulo de susto.

- Bia. Você me assustou! – Disse Gee me dando um abraço e depois um beijo demorado. – Estava pensando em te levar para conhecer umas pessoas, que tal?

- Quem seriam as pessoas?

- Meus companheiros de banda! Eles estão ansiosos para te conhecer...

- Se é assim, então vamos! – Eu disse. Coloquei um capacete que Gee me deu e subi na moto. Em poucos minutos chegamos a uma casa branca de dois andares.

- Chegamos. Essa é minha casa! – Gee disse e eu apenas sorri. Assim que passei do portão da casa pude ouvir um forte barulho de pessoas correndo.

- CHEGUEI GALERA! – Gee gritou assim que passamos da porta e em menos de um minuto quatro homens esquisitos estavam de pé na minha frente...

- Bia, esse é o Frank – Gee disse e apontou para um homem de cabelos negros e piercings na boca que veio me cumprimentar com abraço.

- Oi Bia! Estava ansioso para te conhecer, Gee falou muito de você! – Frank disse.

- Espero que seja bem! – Brinquei com ele.

- Esse é Ray – Gee disse mostrando um cara de cabelos enrolados que sorriu e fez um sinal positivo com a cabeça.

- Esse é Bob – Gerard apontou para o simpático homem de cabelos loiros.

- Olá! Não liga pra bagunça da nossa casa não viu!? Cinco homens morando juntos não dá muito certo! – Bob disse e me cumprimentou com um beijo nos rosto.

- E por ultimo e menos importante o meu esquisito irmãozinho Michael. – Gee começou a cutucar um cara magro de cabelos castanhos.

- Pode me chamar de Mikey – Michael disse e acenou.

- Então, o quê tem para o almoço cozinheira Bob? — Gee brincou.

- Hoje teremos um cardápio especial e super light de pizza de ontem, macarrão do Mikey ou até um delicioso pedaço de hambúrguer mofado e de sobremesa nada mais tradicional que cervejas. Vocês já podem se servir! — Bob disse imitando muito mal a voz de uma mulher e fazendo todos caírem na gargalhada.

- SALVE — SE QUEM PUDEEER! — Frank gritou e saiu correndo para fora. Os outros foram logo se servindo.

- Então o quê você vai querer Bia? — Gee perguntou todo atencioso.

- Vou apostar no macarrão do seu irmão... — Respondi

- Péssima pedida — Gee disse e então reparei o porquê assim que vi um macarrão cheio de legumes esquisitos com um molho meio branco meio verde.

- Adeus vida cruel! — Eu disse e coloquei um pouco do macarrão feito por Mikey na boca, e cuspindo logo em seguida. Todos deram risada, menos Mikey que fingiu estar magoado.

- Nossa cunhadinha, essa doeu! — Mikey brincou.

- Os casos de morte e intoxicação alimentar nessa casa devem ser frequêntes...

- Pobre Paçoca... — Ray disse e todos concordaram. Quer dizer, todos menos eu que não entendi o porquê daquilo.

- Quem é Paçoca? — Perguntei

- O Paçoca era nosso cachorrinho de estimação, até que um dia ele comeu o arroz do Bob e ‘misteriosamente’ morreu. — Disse Frank chegando à cozinha com um lanche na mão.

- Nossa! Desde quando vocês não comem uma comida decente? — Naquele momento ninguém mais comia e todos prestavam atenção na conversa.

- Desde quando saímos da casa de nossos pais... — Gee respondeu e todos os outros concordaram.

- Como eu me sensibilizei muito com a comovente história de vocês hoje eu faço o almoço! — Eu disse e eles gritaram como crianças em manhã de natal.

- E o quê você vai fazer? — Gee perguntou.

- Alguém aqui não gosta de torta de frango? — Perguntei para todos.

- Torta de frango! — Eles responderam em coro.

- Mikey, tem como você me arrumar uma caneta e um papel?

- Já ta aqui — Disse Mikey me entregando um papel meio amassado e uma caneta estourada.

- Obrigada! — Eu disse e comecei a escrever os ingredientes no papel... — Frank veja qual desses ingredientes tem aqui e compre os outros, e chame o Bob para te ajudar.

- Claro chefe! — Disse Frank pegando a folha das minhas mãos...

- Mikey. Ray.

- Sim chefe! — Os dois responderam em coro.

- Mikey, você lava a louça e Ray, você seca.

- Fazer o quê... — Ray disse.

Assim que acabei de falar com Ray, Gee me puxou pela mão para um quarto no andar de cima.

- Gee, eu preciso ajudar os meninos!

- Depois você ajuda. Primeiro quero que você veja uma coisa...

- Gerard Way, você me dá medo!

- Sabe, minha mãe sempre falou isso!

Entramos em um quarto preto, com detalhes vermelhos e brancos, com uma cama de casal, uma mesinha cheia de lápis, tintas e papéis amassados, um notebook no chão, e um closet espaçoso.

- Então...? — Eu disse.

- Eu vim aqui para te mostrar isso. — Gee pegou uma tela grande no canto de seu closet.

- Uma tela?

- Não, isso! — Gerard virou a tela e pude ver meu rosto pintado com perfeição, todo preto e branco. Estava sem reação e só consegui falar alguma coisa depois de alguns minutos.

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- F-foi você?

- Foi sim! — Gee respondeu orgulhoso de si mesmo.

- Nossa! — Eu disse, o abracei e lhe dei um beijo com vontade.

Gee me deitou em sua cama e ficamos abraçados por um bom tempo.

- Gee seu garanhão! Deixa a Bia fazer a torta que depois vocês continuam com a suruba. — Frank disse.

- Já to indo Frank — Eu respondi. Eu ia me levantar da cama quando Gee me puxou e me beijou com uma vontade imensa. Nenhuma sensação se iguala a sensação de ser beijada por ele, é algo mágico e especial.

-BIIA VAI LOGO! — Frank gritou e começou a chutar a porta. Era engraçado pensar que eu conhecia os meninos por menos de um dia e já parecíamos uma família.

— TÔ INDOOOO — Eu disse, dei um selinho no Gee, e fui para a cozinha.

- Tá tudo aqui, agora dá pra você fazer logo isso que eu estou com fome! — Frank disse.

- Claro senhor educação, já vou começar!

Todos os meninos ficaram na sala jogando GTA San Andreas. Enquanto eu fazia a torta na cozinha. Ficou pronta em apenas meia hora e estava com um cheiro delicioso.

- A torta já ta pronta! — Falei para os meninos, que em menos de um segundo já estavam se servindo.

- Gee, se você largar essa menina eu te mato. — Ray disse enquanto comia que nem um animal que passou um mês bebendo apenas água.

As três tortas de frango que eu fiz acabaram em uns quinze minutos.

- Nossa Bia você vai ter que cozinhar todo dia pra gente. — Disse Bob enquanto acabava com o seu quarto prato consecutivo de comida.

- Gente, eu tava aqui pensando, bem que agente podia assistir um filme agora. — Mikey disse.

- Nossa, o Mikey pensa! — Frank disse e Mikey mostrou o dedo para ele.

- Vocês têm algum filme aqui?

- O Exorcista, O Grito, O Chamado, O Massacre da Serra Elétrica e Crepúsculo, do viadinho do Mikey. — Ray disse.

- Vamos assistir O Exorcista? — Gee disse.

- Isso! — Concordei.

- Eu quero o massacre da serra elétrica. — Disse Ray

- Eu também quero O Exorcista — Bob disse.

- A maioria venceu! — Disse Gee indo colocar o filme

- Eu vou fazer pipoca — Eu disse.

- Eu pego as cervejas — Disse Frank

- Eu vou pegar o meu lugar na poltrona! — Disse Ray correndo para a poltrona, seguido de Bob.

- Nããããããoooo! — Disse Bob ao ver Ray sentando na poltrona antes que ele.

Todo mundo já estava em seu devido lugar na sala, e Ray tomava conta da vasilha de pipocas. Ninguém prestou muita atenção no filme, pois uns estavam dormindo, outros fazendo guerrinha de pipoca e outros se beijando. — Eu e Gee no caso. Quando o filme acabou já eram 18:45.

- Gee, eu tenho que ir para casa agora.

- Ah Bia, fica mais um pouco...

- A Nath vai deixar os gêmeos em casa daqui a pouco.

- Ah verdade, tinha me esquecido, vamos então eu te deixo lá.

- Não precisa. Minha casa só fica a duas quadras daqui.

- Mesmo assim, eu te trouxe eu te levo!

- Então vamos...

Fomos de moto e em poucos minutos chegamos a minha casa.

- Gee, fica aqui em casa enquanto eu cuido dos meninos? Prometo que vai ser divertido! — eu disse fazendo cara de pidona.

- Com você fazendo essa cara não tem como dizer não!

Notas finais

Heey!

Oquê acharam??

Please, comentem, mesmo se for pra dizer que a fic não é boa!

Eu gostaria muito de saber oqe vocês achaam....

bgz da Noodles'