Notas iniciais
Aqui estou eu! Fui rápida ein? =P
Queria agradecer muuuuuuuuuuito à SSSG por ter feito uma recomedação!!! Obrigada linda!! Adorei as tuas palavras e tu também és muito fofa *-*
Bem, este capítulo não é nada de especial, mas a fic ainda só esta a começar...
Boa leitura!

— Tom! Podes abrir a porta se faz favor? Devem ser os meus pais!

— Claro! Já estou a ir!

Bem, para quem não percebeu, eu vou passar a explicar.

Depois do pedido de casamento, eu e Tom passámos 3 dias seguidos fechados em casa a fazer… bem, vocês sabem o quê…

Depois disso, decidimos chamar os nossos pais e os nossos amigos para um almoço para contar a novidade. De momento, eu estou na cozinha a preparar o almoço e o Tom, como sempre, não faz nada. Ao menos ajudou-me a pôr a mesa, e agora vai abrir a porta. Já não é mau…

— Tooom! Há quanto tempo! – Da cozinha já podia ouvir a voz alta e feliz da minha mãe. Simone está sempre alegre e sempre me deixou fazer o que eu quisesse.

Os meus pais são os melhores que existem e apoiaram-me da minha decisão de ser gay sem nenhum problema.

— Onde está o meu amado filho?

— Está na cozinha Simone.

— Eu vou lá falar com ele. – Ouvi passos em direção à cozinha e vi a minha mãe a correr ao meu encontro. Abracei-a com força, já que não nos víamos há algum tempo. – Tive saudades tuas! – Disse quando nos desenvencilha-mos do abraço.

— Também tive mãe! O pai?

— Está lá na sala a conversar com o Tom. Sabes, vocês parecem muito felizes… Alguma coisa que eu não saiba? – Perguntou a minha mãe desconfiada.

— Bem… não por agora. – Disse deixando a minha mãe mais curiosa. Sorri. – Anda, vamos ter com o pai. – Fomos para a sala e encontrámos o Tom e o meu pai Jörg a conversar e a gargalhar. – Oi pai! – Sentei-me ao seu lado no sofá e abracei-o. – Tudo bem?

— Tudo ótimo filho e tu, como vais?

— Melhor impossível. – Disse com um sorriso de rasgar a cara e olhei para Tom, que me piscou o olho. O meu pai reparou e disse:

— Ei! Eu vi isso! Vocês estão a esconder alguma coisa?

— Tudo a seu tempo pai. – Disse batendo-lhe levemente no ombro. – A Anna não veio convosco?

— Não, ela vem com o Andreas. – Respondeu a minha mãe. Nesse momento, a campainha tocou.

— Devem ser os meus pais, já volto. – Tom saiu da sala, e a minha mãe aproximou-se de mim e disse no meu ouvido.

– O Tom está cada vez mais lindo! Não mo queres emprestar para eu torná-lo hetero novamente?

— Mãe! Eu não acredito que ouvi isso! – Disse espantado.

— Pronto, pronto! Não é não… Já não está cá quem falou! – Disse a minha mãe com as mãos no ar, como se fosse uma derrota. – Mas um homem assim, é mesmo um desperdício para a humanidade…

— Mãe!

— Pronto, parei! – Eu ri-me e ela piscou-me o olho. Revirei os olhos. Tom entrou na sala com o Gordon e a Alda, os seus pais.

A Alda veio logo a correr ao meu encontro. Não sei porquê, mas ela gosta mesmo muito de mim. Podia até dizer que gosta mais de mim do que do Tom… Eu sei… É estranho, mas eu não reclamo. Cumprimentei os pais do Tom, que cumprimentaram os meus. Conversámos e gargalhámos um pouco, e a Alda perguntou:

— É impressão minha, ou vocês estão mais alegres do que o normal?

— Eu também achei isso! – Disse a minha mãe.

— Passa-se alguma coisa? – Desta vez foi o meu pai.

— Eu acho que eles nos estão a esconder alguma coisa… — Proferiu o Gordon.

— Ei! Não falem como se não estivéssemos aqui! – Exclamou o Tom. – Acalmem-se ok? Nós já explicamos tudo… — Nesse momento, a campainha tocou mais uma vez.

— Eu abro, deve ser a Anna com o Andreas. – Fui até à porta e abri.

— Oi maninho querido! – Disse a minha irmã sorrindo, acompanhada de Andreas, Adriana, Clara, Gustav e Georg.

— Atrasados como sempre… — Disse mexendo negativamente a cabeça. – Entrem. – Cumprimentei-os, e eles foram para a sala cumprimentar Tom e os nossos pais. Ao fim de alguns minutos de conversa, anunciei. – Bem, como já devem ter percebido, chamámos-vos para contar uma novidade. – Todos pareciam curiosos e interessados no assunto, principalmente os nossos pais. Olhei para Tom e segurei a sua mão. Sorrimos um para o outro, e dissemos ao mesmo tempo. – Estamos noivos. – Ouve uns momentos de silêncio na sala, ninguém falou nada por uns segundos processando o que lhes foi dito, e momentos depois, as meninas correram para mim gritando e correndo feitas histéricas, e abraçaram-me, quase que me esmagando.

Os rapazes vieram ter com o Tom abraçando-o e dando os parabéns e depois ‘trocamos’ de grupos. Depois fomos abraçados pelos pais de Tom e logo a seguir, aproximaram-se os meus pais. A minha mãe estava com a cabeça baixa e estava a chorar. Abracei-a e perguntei:

— Mãe, porque estás a chorar? Devias estar contente…

— É que… Eu nunca te vi tão feliz na minha vida, como te vejo ao lado de Tom e… — Ela saiu do meu abraço e continuou. — …e tu começas-te a ter um relacionamento sério muito novo, quase nunca estavas em casa e depois mudaste-te definitivamente. Já não vives connosco há praticamente um ano, e eu ainda penso que continuas lá em casa. Eu continuo a ir ao teu quarto como fazia antes de ir dormir para te dar um beijo de boa noite, quase que pergunto na hora do pequeno-almoço a que horas voltas a casa e ainda quase que pergunto o que achas-te do almoço ou do jantar que fiz, pensando que ainda estás lá… Eu estou feliz por ti, muito mesmo, porque o casamento é uma nova etapa da vida, mas tu ainda só tens 19 anos filho…

— Oh mãe… — suspirei — eu… eu sou mesmo feliz com o Tom. Eu quero passar o resto da minha vida com ele, mas eu vou ser sempre o seu filho mais novo aconteça o que acontecer… Eu sei que só tenho 19 anos, mas eu nunca estive tão decidido em toda a minha vida… Tem que perceber que o tempo passa e cada um toma rumos diferentes… Mas eu nunca a vou esquecer. – Ela sorriu ainda com os olhos molhados e olhou para Tom.

— Estás a dever-me uma. Tiras-te o meu filho de mim. – Disse a meio de risos.

— Mãe, ninguém me afastou de ninguém. Eu continuo a ser seu filho, e você continua a ser a minha mãe. A senhora sempre foi uma mãe incrível e compreensível, mas tem que me deixar seguir o meu rumo da vida que é ao lado do Tom.

— É dona Simone, a senhora já me conhece e sabe que eu amo o seu filho mais do que a mim mesmo e faria tudo por ele.

Ela olhou para nós, e parecia que ia chorar novamente. Abraçou-nos aos dois e disse:

— Vocês têm razão. Eu estou habituada a ter o Bill sempre ao pé de mim, mas eu sei que ele está em boas mãos. – Desenvencilhou-se do abraço e acariciou a face de Tom. – Eu quero que vocês sejam muito felizes juntos. – Ela sorriu mais uma vez, e reparámos que toda a atenção estava em nós, e na sala pairava um clima meloso. Decidi quebrar o momento.

— Bem, quem quer comer? – Toda a gente suspirou como se quisessem conter o choro e foram todos para a sala de jantar, ficando na sala só eu e o Tom.

— Tens a certeza que queres dar este passo? Numa coisa a tua mãe tem razão, tu ainda és muito novo e…

— Shh. – Cortei-o, tapando-lhe a boca com dois dedos. – Eu disse que nunca estive tão decidido da minha vida e não a consigo imaginar sem ti. – Ele sorriu e eu retribuí. Começamos um beijo de língua calmo e suave, mas fomos interrompidos pela Anna.

— Erm… Desculpem interromper, mas é que vocês são as estrelas da festa e os convidados estão com fome. – Ai… ela não muda – Pensei.

— Já estamos a ir. – Ela saiu da sala e eu voltei a olhar para Tom, que continuava com os olhos grudados em mim. – É melhor irmos.

— Só mais um beijinho… — Disse, fazendo biquinho e eu não resisti. Beijei-o suavemente e depois parei. – Vamos.

Fomos para a cozinha com o Tom atrás de mim, que deu uma chapada no meu rabo. Dei um saltinho pelo susto e virei a cara para trás.

— Eiii, então? – Reparei que ele tinha um sorriso malicioso na cara, fazendo me perceber o que ele queria. – Não te chegaram 3 dias seguidos? – Perguntei rindo-me e ele apenas acenou negativamente com o mesmo sorriso. Revirei os olhos e entrámos na sala de jantar.

Depois do almoço, continuámos à mesa a rir de piadas que contávamos uns aos outros. O Tom contou como é que me pediu em casamento e eu contei sobre a minha tatuagem nova.

— Mais uma Bill? – Perguntou a minha mãe.

— Sim mãe, mas esta representa o quanto o Tom é especial para mim. Foi a minha surpresa para o Tom. – Sorri abraçando o seu braço.

Sabem aquela sensação depois do almoço num dia de calor, quando a única coisa que te apetece fazer, é dormir? Eu estava assim. Sonolento, agarrando o braço do Tom, com a cabeça inclinada no seu ombro.

— E então? Já decidiram a data para o casamento? – Perguntou a minha irmã.

— Não, mas estávamos a pensar em nos casar no início de agosto… — Respondi.

— É, eu tirei 3 meses de férias para termos tempo de organizar tudo para o casamento. Depois peço mais 1 para irmos em lua-de-mel, e depois, tiro mais 2 ou 3 com a desculpa para aproveitar os meus primeiros meses de casado. – Disse Tom orgulhoso de si mesmo, como se o que tivesse planeado, fosse a coisa mais brilhante do mundo. Sorri revirando os olhos e abracei-o com força, suspirando longamente e fechando os olhos, sentido os braço de Tom à volta da minha cintura.

— E tu podes fazer isso Tom? – Perguntou a Adriana.

— Querida, eu sou Tom Trümper, eu posso fazer o que eu quiser.

— Ai Tom… Sais-te me cá um convencido… — Disse a Alda.

— Saiu a mim! Eu também era assim na idade dele. – Desta vez foi o Gordon de falou. – Estou muito orgulhoso de ti meu filho. Estou muito feliz por fazeres o que gostas de fazer, e por estarem ao lado daquele que mais amas.

— Obrigado pai. Eu vou sempre proteger o meu pequenote. – Sorri para ele e ele retribuiu.

— E então Bill, já vi que vais fazer o papel da mulher neste casamento… — Disse Gustav.

— Já escolhes-te o teu vestido de noiva? – Perguntou Georg rindo logo em seguida.

— Ei ei ei! Nada de ofender o meu Billy! – Disse Tom dando-me um beijo na testa, pois eu ainda estava abraçado a ele.

— Calma mano! Foi só brincadeira! – Disse Georg ainda entre risos.

— Pois, mas eu não gostei! – Respondeu Tom, abraçando-me mais forte. Sorri e mostrei a minha língua ao Georg de um modo infantil, rindo-me em seguida do meu ato.

— Criança… — Disse movendo a cabeça negativamente.

— Por falar em crianças… — Interrompeu a Clara. – Já pensaram em ter alguma?

Olhei curioso para Tom, já que nós nunca falámos sobre esse assunto. Eu sempre fui mimado pelos meus pais, minha irmã e Tom, mas eu também queria mimar alguém…

— Bem… — Ele olhou para mim e continuou. – Nós ainda somos muito jovens, mas quem sabe, daqui a 4 ou 5 anos… — Ele sorriu para mim e eu sorri para ele, contente com a sua resposta.

Quando todos se foram embora, perguntei a Tom.

— Aquilo que disseste em relação às crianças, era verdade? – Olhei em seus olhos.

— Sim. Eu sempre disse que gosto de crianças. Eu disse isso no nosso primeiro dia juntos, lembras-te? – Sorriu malicioso.

— Como é que me podia esquecer? – Falei revirando os olhos. – Mas é verdade? Podemos ter crianças daqui a alguns aninhos? – Disse com os olhos a brilhar.

— Claro! Aliás, as crianças trazem mais alegria a casa.

— Sério?! Ai Tom obrigada! – Abracei-o. – Eu queria ter uma menina… ou um rapaz… não sei… quero ter os dois! E os nomes? Eu gosto de… — Fui interrompido pelo Tom.

— Hey! Calma! Nós ainda nem nos casámos, e tu já estás a pensar em filhos… Vamos aproveitar o tempo que temos só para nós dois, e depois falamos sobre isso.

— Tens razão, desculpa… Então… Queres subir? – Disse numa voz roca e sexy. Num segundo para o outro, ele foi n minha direção, e pôs-me ao seu colo e começou a subir as escadas apressadamente.

Cá vamos nós para mais uma noite longa e agitada. – Pensei e sorri.

Notas finais
E então? Gostaram?
Mandem um review nem que seja só com um smile :)
Recomedações?
Até ao próximo capítulo ;)