I Just Cant Stop Loving You
21 Capítulo 22
Notas iniciais
NÃO SE ESQUEÇAS QUE O ITÁLICO É PARA LINGUAGEM GESTUAL OU AMBAS!
[Bill]
Era início de dezembro, e estávamos na Austrália. O Tom teria que gravar a ultima cena do seu filme aqui, e iriamos aproveitar para passar um tempinho em família.
Quando chegámos ao nosso destino, alugámos uma casa pequena de dois quartos em Sydney, pois como estávamos de férias em família, eu não queria que estivéssemos num hotel, pois assim os nossos filhos podem fazer o que quiserem sem eu estar preocupado em incomodar os outros hóspedes. Assim até tivemos a oportunidade de trazer o Scotty.
Era tarde, portanto pusemos os nossos filhos logo a dormir, enquanto nós arrumávamos as suas roupas, e depois as nossas.
Não falámos muito, apenas o essencial, e quando fomos dormir, Tom desligou a luz do seu lado e adormeceu.
Suspirei, e fiz o mesmo.
[Tom]
No dia seguinte, saí do chuveiro e encontrei o Bill mesmo á minha frente, apoiado com os cotovelos no lavatório a lavar os dentes, apenas com uma boxe apertada e com o rabo empinado. Ele olhou para mim pelo espelho, mas voltou logo a escovar os dentes. Quando acabou, continuou no mesmo sítio, na mesma posição a olhar para mim.
Aproximei-me dele e pus as mãos na sua cintura, e a cabeça na curva do seu ombro. Ele suspirou e olhou para o nosso reflexo com olhos cansados.
- O que está a acontecer connosco Tom? – Sussurrou.
Não respondi e comecei a passar as mãos pelo seu corpo. Aos poucos, ele foi respondendo aos toques, mas quando pus a mão por cima das suas genitálias, ele começou a afastar-se.
- Tom, não… — Falou, acabando por soltar um gemido assim que eu o comecei a massagear. Pôs a mão por cima da minha, tentando afastá-la, mas assim que a minha mão entrou em contacto direto com o seu órgão, ele desistiu de me afastar.
Comecei a massagear o seu membro enquanto ele gemia levemente. Com a outra comecei a brincar com o piercing do seu mamilo, fazendo- estremecer de prazer.
Uns minutos depois, ele começou a empinar o seu rabo cada vez mais, esfregando-se assim no meu membro já meio ereto.
Tirei a mão que estava a brincar com o seu piercing, e levei-a á sua entrada
Comecei a provocá-lo com os meus dedos, ameaçando penetrá-lo, arrancando assim, gemidos de insatisfação e de frustração da sua parte.
Olhámos os dois para o nosso reflexo e olhámos um para o outro. Nesse momento vimos prazer, desejo e luxúria nos nossos olhos, tudo!
Tudo menos…
Amor…
Era visível que o nosso amor diminuía a cada minuto, e ao olhar para Bill naquele momento fez me perder o controlo, deixando-me muito zangado e irritado. Os olhos dele diziam, “Eu sinto muito…”.
Sem avisar, abaixei a sua boxer até aos joelhos e penetrei-o com um dedo, sem carinho nem cuidado.
Ouviam-se gemidos de dor da sua parte enquanto eu fazia movimentos bruscos de vai e vem, adicionando logo um segundo dedo e mais tarde o terceiro.
Penetrei-o de uma vez com o meu membro, fazendo-o gritar e comecei os movimentos sem esperar que ele se acostumasse.
- Oh meu Deus… — Suspirou. – Tom, por favor para! Não! Para!
- Cala-te sua puta! – Bati no seu rabo com força e ele gritou de dor. Continuei as estocadas sem dar ouvidos aos seus pedidos para parar.
- T-Tom… por, por favor… — Gemeu de dor. – P-Para, por favor… — Choramingou e eu bati-lhe outra vez.
- Já te disse! Cala-te! Eu não percebo porque reclamas… Sempre gostaste de sexo selvagem, não é sua putinha? Nunca reclamas-te antes… Estou te a dar o que queres já não fodemos à uns 4 meses. Qual é o teu problema agora? – Falei ao seu ouvido mordendo-o e descendo para o seu ombro.
Ao olhar para baixo reparei que ele não estava nem um pouco excitado, e o seu membro balançava para cima e para baixo a cada estocada que eu dava.
Gozei nesse mesmo instante, e parei com os movimentos.
Fiquei estático.
O quê que eu acabei de fazer?! O quê que me deu???!
Olhei para o nosso reflexo no espelho com os olhos arregalados, finalmente ouvindo o choro de Bill, e vendo os seus olhos que sempre que faziam sorrir do quão bonitos que eram, vermelhos e molhados de lágrimas que escorriam pela sua face.
Saí de dentro dele, e ele caiu já sem forçar de joelhos, apoiando as suas mãos no chão.
Ao olhar para ele ali no chão sem forçar e indefeso, os meus olhos se arregalaram ainda mais com a visão que tive.
- Oh meu Deus…
Lá, no meio das suas bochechas do rabo, estava uma enorme mancha de sangue. Sangue esse que continuava a sair e a pingar da sua entrada, misturado com o meu gozo.
Ajoelhei-me ao seu lado e envolvi-o num abraço apertado, sem ser correspondido.
- Deus Bill. Por favor, desculpa!! Eu… eu não sei o que me deu! E-Eu estava fora de mim, eu perdi a cabeça… — Com estas palavras, o seu choro se tornou ainda mais alto e eu pude sentir o quão molhado estava o meu pescoço por causa daas suas lagrimas. – Bill, Bill olha para mim. – Pus a sua cara estre as minhas mãos para ele olhar para mim e falei. – Bill, desculpa-me meu amor. – Limpei as suas lágrimas com os meus dedos. – Eu amo-te.
Ele olhou para mim com a boca aberta por uns segundos e depois deu-me um estalo super forte na cara.
- Como é que tu podes dizer uma coisa dessas depois do que acabas-te de fazer? – Perguntou baixinho a meio do choro. – Tu violaste-me! – Gritou, voltando a bater-me. – SEU MONSTRO! – Gritou em plenos pulmões e escondeu a cara nas suas mãos.
- Bill… eu…
- EU ODEIO-TE!
Paralisei.
- Bill, calma… tu não queres mesmo dizer isso…
- Engraçado, na verdade sim, eu quero. E eu disse isso porque é o que eu sinto agora! – Paramos para olhar um para o outro. Eu em choque e ele com odio nos seus olhos. – Sai daqui por favor… — Sussurrou a olhar para o chão.
Levantei-me e sai lentamente da casa de banho, olhando uma última vez para Bill antes de fechar a porta.
- Eu sou um idiota.
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Ao longo do dia, Bill e Tom não falaram um com o outro.
Bill passou o dia com as crianças em Sydney divertindo-se, tentando esquecer o que tinha acontecido naquela manhã, enquanto Tom continuava com as suas gravações, sentindo-se pior do que nunca
Ao anoitecer, a família preparava-se para o jantar que estava combinado desde o início destas pequenas férias.
A falta de comunicação dos pais não passou despercebida ás crianças durante o jantar, fazendo a Milly questionar-se:
- Aconteceu alguma coisa? – O casal olhou para ela e Tobi continuou a comer, não se dando conta da conversa.
- O que queres dizer Milly? – Perguntou Tom, enquanto Bill dava um gole no seu vinho.
- Vocês discutiram? Porquê que não falam um com o outro? – Bill quase que se engasgou ao ouvir a pergunta, fazendo o Tobi notar que algo estava errado.
- O que se passa?
- O pai e o papá não falam um com o outro. – Respondeu Milly.
- Porquê?
- Filho… — Bill quis explicar mas não sabia o que havia de dizer, então Tom continuou.
- Não é nada Tobi. Nós simplesmente tivemos uma dia difícil e estamos ambos cansados.
Bill olhou para ele com tristeza e dor nos olhos, e lentamente acenou com a cabeça, virando-se para os seus filhos, dando um pequeno sorriso.
- É isso mesmo meus amores, não é nada de especial.
Bill voltou para a sua comida, e Tom olhava para ele com pena.
- Podem se beijar? – O casal olhou chocado para a Milly e depois para Tobi que acenou freneticamente apoiando a irmã.
Normalmente as crianças não gostam de ver os seus pais se beijando, mas Tobi e Milly achavam fofo e adoravam saber que era assim que os seus pais exprimiam o seu amor um pelo outro.
Bill e Tom olharam hesitantemente um para o outro e decidiram, mentalmente, fazer a vontade aos seus filhos.
Aproximaram os seus rostos, lentamente, até seus lábios se tocarem.
Um beijo de 3 segundos, sem língua e nem um movimento.
O casal separou-se, olhando nos olhos um do outro por uns segundos.
- Está tudo bem? – Perguntou Milly confusa.
- Sim. – Bill virou-se para ela, deu um pequeno sorriso, e voltou a olhar para o Tom, agora sério. – Está tudo bem…
Tom tentou ler os seus olhos para ter alguma certeza no que Bill acabou de dizer, mas não encontrou nada.
Não estava tudo bem…
Notas finais
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Thank you :)
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