I Just Cant Stop Loving You
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acho que a maioria de vocês percebeu que eu escrevo com o portugues de portugal, e eu espero que isso não atrapalhe na vossa leitura :)
Queria também avisar que as minhas aulas começam no dia 14. Vou tentar postar o próximo capítulo até lá, mas vou tentar arranjar um espaço de tempo para escrever a fic durante o fim de semana ou em horas livres...
Enfim...
Como uma sugestão da Steeh_Q, fiz um capítulo com o Flashback de como o Bill e o Tom se conheceram.
Espero que gostem :D
Enjoy ;)
Quando olhei para o relógio, vi que ainda faltava meia hora para o meu Tommy lindo chegar. Ai… Amo-o tanto… Na verdade, nem consigo imaginar a minha vida sem ele… Agradeço tanto por naquele dia ter estado a fazer um calor infernal… Nunca vou esquecer o dia 21 de Agosto…
[Flashback on]
Eu, a minha irmã mais velha Anna, e as suas duas melhores amigas, Clara e Adriana estávamos na praia a conversar sobre os rapazes. Sim, eu já tinha descoberto que era gay e elas não me largavam por causa disso. Não percebo porquê que quase todas as meninas querem ter um amigo gay, mas isso também não importa. A companhia delas é bastante agradável e passamos a ser os melhores amigos.
A Adriana era a mais velha do grupo, tinha 18 anos e o seu aniversário era a 8 de Abril. A Anna fazia 18 no dia 21 de Agosto. A Clara era da minha idade mas mais nova, faria 17 a 28 de Dezembro, e eu a 1 de Setembro.
Estávamos na praia precisamente a comemorar o aniversário da minha irmã com algumas cervejas e petiscos que tínhamos trazido.
— Quem seria o vosso homem de sonho? – Perguntou a Adriana. Todas ficaram pensativas. – O meu seria o Jared Leto.
— O meu seria o Andy Sixx . – Disse a Anna, ao fim de algum tempo.
— O meu seria o Taylor Lautner. – Continuou a Clara.
— Tom Trümper. – Disse meio que sonhador e quando me dei conta, elas olhavam para mim, eu diria que… com inveja?
— Sorte a tua que o Tom é gay! – Disse a Anna. – Ele é tããão gato! E Deus, que corpo!
— É mesmo! Porquê que todos os homens que são uns Deuses Gregos, têm que estar comprometidos, ou serem gays? – Disse a Adriana, quase num tom choroso.
— Pois é, quando eu abri o meu coração ao Bill a dizer que estava apaixonada, ele me vem dizer que é gay, não é senhor Bill Kaulitz?
— Ahahah! Só de lembrar isso… Até me vêem lágrimas aos olhos. – Disse a Anna quase a chorar de tanto rir.
— Não tem piada, sorte que ainda só tinha 14 e não levei muito a peito.
— Ei, já chega de falar como se eu não estivesse aqui! – Elas olharam para mim como se estivessem a pedir desculpa. — Está muito calor, eu vou para casa tá?
— Tudo bem. – Disseram as três em coro.
— Ah! Bill, depois da praia eu vou à disco tá? Provavelmente só volto amanhã. Avisa os pais ok? – Disse a Anna.
— Ok. Feliz aniversário mais uma vez. – Dei-lhe um beijo na cara.
— Obrigada. – Respondeu com um sorriso na cara.
— Xau meninas.
— Xau Bill. – Disseram as três em coro, e eu fui andando para casa a pé.
Comecei a andar pelas ruas de Los Angeles num passo bastante lento até que encontrei um café.
— Graças a Deus! – Disse para mim mesmo.
Entrei no café com a intenção de comprar um gelado e pus-me na fila. Paguei ao senhor e quando me virei para ir embora, esbarrei contra alguém e sujei as camisas de ambos.
— Ó meus Deus! Eu peço desculpa! Eu não o vi.
— Ei, cuidado aí! Da próxima vez que… — Nesse momento eu olhei para ele e ele olhou para mim. – Deixa estar, está tudo bem. É só uma camisa. – Ele sorriu. Foi com aquele sorriso que eu percebi.
— TOM TRÜMPER!!! – Eu não conseguia acreditar no que os meus olhos viam. O meu ídolo, estava mesmo à minha frente!
— Ei, shh! Calma, não quero que ninguém me reconheça aqui.
— Desculpa… e desculpa também pela camisa.
— Tudo bem, acontece com qualquer um. – Deu um sorriso que me fez derreter. – Eu é que devia pedir desculpa já que a tua camisa está pior que a minha. – Abaixei o olhar e realmente era verdade. – Olha, eu podia te emprestar uma das minhas para não andares assim pelas ruas. Estás com pressa?
— Não, na verdade não. E eu até agradecia. – Dei um sorriso de orelha a orelha.
— Então vamos, o meu apartamento é logo aqui à frente.
— Wow! Tom Trümper, o famoso realizador, a viver numa rua de baixa classe? – Ri um pouco e ele também.
— É… bem, eu pensei que assim teria mais privacidade, mas as paredes são muito finas e dá para ouvir apenas um espirro dos vizinhos. Vou mudar para uma casa nos arredores de Los Angeles, lá é muito sossegado. – Impressão minha, ou ele disse esta frase cheia de segundas intenções? – Vamos?
— Claro.
Ele passou levemente a sua mão em minha cintura e assim fomos até chegarmos ao elevador do seu prédio.
Subimos em silêncio e entrámos no seu apartamento. Era bem bonito e bem decorado
.
— Toma. – Estendeu-me uma toalha. – Podes tomar um banho para relaxares, pareces um pouco cansado. – Na verdade eu estava, 20 minutos a pé num calor de quase 45 graus não é para qualquer um.
— Obrigado. – Aceitei a toalha e ele indicou-me o caminho para a casa de banho.
Ele fechou a porta e eu encarei o meu reflexo no espelho. Comecei a rir. Eu só podia estar louco. Aceitar ir a casa de um desconhecido e ainda por cima tomar banho lá é de loucos, apesar de o desconhecido ser conhecido pelo mundo inteiro. Era estranho, mas eu sentia que ele me olhava com carinho, ternura e paixão.
Abanei a cabeça tirando-me dos meus pensamentos. Como se Tom Trümper fosse apaixonar por mim… Essa foi boa.
Entrei no chuveiro e tomei um banho rápido sempre com o cuidado de não tirar a maquilhagem da minha cara. Quando acabei, vesti-me e sequei o meu cabelo. Quando saí da casa de banho, procurei Tom e encontrei-o na sala a ver TV.
— Tom? – Ele virou para mim e vi que o seu olhar descia para a minha estrela. Já me tinha esquecido de que estava de tronco nu. Senti a minha face corar. – Tom? Eu preciso de uma camisa. – Disse numa pequena gargalhada. Ele levantou-se do sofá com aquele sorriso típico de Tom Trümper que me fez derreter novamente, e foi até mim.
— Desculpa. Eu nem sequer perguntei o teu nome.
— Bill. Bill Kaulitz.
— Prazer Bill, eu sou o Tom, mas parece que já sabes.
— É…
— Vem, eu vou te dar algo para vestires. – Ele segurou o meu braço e uma onda de sensações que eu nunca tinha experimentado antes, ocupou o meu corpo. O seu toque era carinhoso e delicado, como se tivesse medo de que quebrar.
Entrámos num corredor com 4 portas, duas de cada lado. A primeira do lado direito era uma casa de banho, e a do lado esquerdo devia ser um quarto de hóspedes. Ao andarmos mais um pouco, pude notar que também havia um possível escritório, já que tinha muitos papéis, e á frente do mesmo, era o seu quarto.
Quando entrámos, ele e disse:
— Fica à vontade, eu vou procurar algo que te sirva, já que as minhas roupas te vão ficar grandes. – Sorriu e eu ri do seu comentário.
Sentei-me na sua cama, que por sinal era bem fofa, e ele desapareceu no closet. O quarto era enorme, e tudo está impecavelmente bem arrumado. Ao fim de algum tempo, ele apareceu com uma T-shirt do meu tamanho.
— Toma, era minha quando tinha 14 anos.
Eu ri, parece que o seu estilo fez parte da sua vida toda. Ri ainda mais quando a vesti a T-shirt e vi que era na mesma um pouco larga.
— Desculpa, mas é a mais pequena que tenho.
— Não faz mal, também não convém muito vestir roupas muito justas com este calor. – Rimos do meu pequeno comentário.
Ficámos num silêncio bastante agradável a olhar um para o outro durante alguns minutos. Quando ele abriu a boca para falar algo, o meu telemóvel tocou.
— Argh… — Porquê que tem que haver sempre algo para interromper um momento tão bom? Olhei para o telemóvel, e vi que era a Anna. – Desculpa, dá me só um minuto. – Disse para Tom e ele assentiu com a cabeça.
— Alô?
- Bill? Está tudo bem?!
— Sim Anna, porque perguntas?
— É que eu liguei para casa e a mãe disse que ainda não tinhas voltado.
— Ah! É que eu… bem… encontrei um amigo… — Olhei para Tom e ele sorriu. — … e decidimos ir para casa dele, para conversar um pouco e tal…
— Uhm… um amigo ein? Estou a ver…
— Anna, não comeces, não tem piada.
— Eu só espero que esse teu amigo não te faça esquecer a maravilhosa irmã que tens.
— Claro que não, tu és única e insubstituível! Tu sabes disso.
— Oww… és tão fofo maninho. Amo-te muito.
— Eu amo-te mais, muito mais! – Ri e olhei para Tom, que parecia sério e triste.
— Tenho sorte em ter um irmão como tu. E aí? Tu e o teu amigo vão nos fazer companhia aqui na praia?
— Não sei… Vamos ver, mas vais estar aí até que horas?
— Umas 6 ou 7…
— Ok, eu logo vejo.
— Então tá. Beijos.
— Beijos. Xau. – Desliguei o telemóvel e olhei para Tom. – Mulheres… — Comentei.
— Era a tua namorada? – Perguntou com olhos tristes.
— Quem? A Anna?! Não! É a minha irmã! – Quando me ouviu, um sorriso se alargou no seu rosto mostrando os seus dentes perfeitamente alinhados.
— Então… não tens namorada?
— Não, tive umas, até descobrir que era gay. – Fui directo ao ponto que eu sabia que ele queria chegar e se o seu sorriso já era grande, este parecia que lhe iria rasgar a cara.
Ele sentou-se ao pé de mim na cama, e pôs a sua mão no meu rosto aproximando-me do seu.
— Quando eu te vi, eu senti te devia proteger, cuidar de ti, e te acompanhar em todos os momentos da tua vida. – Conseguia sentir as nossas respirações e bem perto dos meus lábios, ele disse. – Bill, chama-me de louco, mas eu acho que te amo. Eu sei que nem te conheço como deve ser, mas acho que foi amor à primeira vista. Eu…
— Shh… — Interrompi-o colocando dois dedos sobre os seus lábios. – Tom, eu também te amo. – Ele beijou os meus dedos e logo a seguir, afastou-os e juntou os meus lábios com os dele. Pediu passagem com a língua e eu cedi. As nossas línguas dançavam em sintonia e nada pareceu importar naquele momento. Era um beijo calmo cheio de paixão e ternura. Ele pôs a sua mão entre os meus cabelos e a outra na minha nunca, enquanto as minhas estavam ambas nos seus ombros. O momento estava a ser perfeito, mas foi interrompido pois o ar foi necessário. Parámos o beijo e encostamos as nossas testas.
— Eu nunca tive esta sensação ao beijar alguém… — Disse Tom um pouco ofegante.
— Eu também não. – Ambos sorrimos e voltámos a beijar, mas desta vez com mais intensidade e mais urgência. Afundei as minhas mãos nas suas tranças, e ele pôs ambas as mão na minha cintura, deitando me na cama por baixo dele.
Começou a explorar a lateral do meu corpo com a sua mão e desceu-a, entrando dentro da minha camisa, começando a acariciar o meu mamilo. Fiquei super nervoso… Afinal, eu era virgem e não sabia como reagir.
— T-Tom… — Disse meio ofegante entre o beijo, tirando a sua mão dos meus mamilos. Ele cessou o beijo, olhando para mim confuso. – Eu… eu sou virgem… — Disse tímido e senti as minhas bochechas esquentarem. Ele riu da minha expressão.
— Quantos anos tens?
— 16…
— Uhm… ainda és uma criança. – Ele riu e eu não gostei de quando ele me chamou de criança.
— Vou fazer 17 daqui a duas semanas… — Ele riu parecendo perceber que eu me senti um pouco mal por ser tão novo.
— Não faz mal… Eu adoro crianças. – Disse com um sorriso na cara e selando os nossos beijos por breves segundos. – Se não quiseres tudo bem, eu não quero que te sintas forçado.
— Não! – Quase berrei. – Eu quero mas, eu não sei como agir, e tenho medo de não te proporcionar prazer suficiente. – Disse olhando em seus olhos.
— Bill… a cada segundo me apaixono mais por ti. – Ele aproximou-se outra vez de vir, ficando perto da minha orelha e sussurrando. — Relaxa… Não penses e deixa-te levar… Eu prometo ser cuidadoso. — Beijou a minha orelha e voltou a me olhar nos olhos. – Tudo bem?
— Ok… — Disse suspirando. Ele voltou-me a beijar, desta vez com mais calma. Começou a tirar as minhas roupas, deixando-me completamente nu e exposto. Senti-me envergonhado e ele riu.
— És perfeito Bill. – Disse começando a beijar os meus mamilos, demorando no mamilo esquerdo, brincando com o meu piercing. Comecei a soltar uns baixos gemidos que já não conseguia conter. Quando deixou os meus mamilos bem rijos, começou a tirar a sua roupa, ficando apenas de boxer.
Começou a lamber a minha estrela e desceu até a minha virilha. Começou a chupar o meu pénis já ereto com movimentos rápidos, o que me fez soltar uns gemidos bem altos. Aquela sensação era maravilhosa, e eu mal podia esperar para ser logo penetrado.
— Uhm… T…Tom – Disse com certa dificuldade. Ele parou e olhou para mim. – Já chega, eu quero-te em mim, agora! – Um sorriso malicioso formou-se no seu rosto e levantou-se para ir buscar o lubrificante. Quando voltou, sentou se entre as minhas pernas e as abriu. Pôs um dedo no pote, e começou a penetrar-me com o indicador. A sensação foi óptima, e não consegui segurar um gemido bem alto que quase pareceu um grito. Senti um pouco de dor, mas nada que eu não pudesse controlar.
Quando Tom notou que eu já me tinha habituado começou a fazer movimentos de vai e vem lentos. Ao fim de algum tempo, ele retirou o dedo e pôs dois no pote, penetrando-me com os dois logo de seguida. Não senti dor nenhuma, apenas um certo desconforto e um prazer inexplicável. Não esperou que me acostumasse e começou a fazer movimentos mais rápidos do que da vez anterior. Fez o mesmo processo com o terceiro dedo, e ao fim de algum tempo, retirou-os todos de dentro de mim, e começou a tirar a sua boxer que já tinha um volume bastante visível.
Quando tirou a boxer por completo, os meus olhos arregalaram-se. Ele era bem dotado… O pénis dele era bastante grosso… E se não couber em mim? Tom começou a passar o lubrificante pelo seu membro, e eu gemi só de ver aquela cena. Quando acabou, pôs o pote na mesinha e segurou as minhas pernas.
— Espera… — Disse preocupado e ele olhou para mim confuso.
— O quê? – Eu continuava a olhar para o seu membro.
— Eu… arhm… eu acho que não vai caber. – Disse envergonhado e ele riu.
— Não te preocupes, nós damos um jeito. Se doer avisa. – Eu fiz um aceno positivo com a cabeça e ele começou-me a penetrar.
Eu sentia dor, muita dor mesmo, mas não o demonstrei. Eu estava decidido a avançar. Ao fim de algum tempo, ele me penetrou por completo.
— Ain Bill, és tão apertadinho. – Eu gemi só de ouvir aquelas palavras.
Quando eu me acostumei com a invasão, Tom começou com os movimentos que no início eram lentos, mas que passaram a ser investidas rápidas e intensas.
— Ahhhh.. T–Toooooooom!!! – Eu estava a gritar com tamanho prazer que sentia.
— Oww Biiiiill!
— Tom… és… és tão… tão boooooom!!!!!!!!!!!!!! – Gritei ainda mais alto. Ele tinha acertado num lugar que me fazia ter várias sensações ao mesmo tempo.
— Está tudo bem? – Perguntou visivelmente preocupado. – Queres que pare?
— Não! Faz… faz isso de… de novo!
Ele percebeu e sorriu malicioso. Estocadas mais fortes vieram e Tom não falhou nem uma vez aquele ponto estratégico.
— Mais Tom… mais rápido Tom! – Quase que ordenei. Se os movimentos já estavam rápidos, imaginem agora! A cama quase que saltava e batia na parede com tanta força que os vizinhos já berravam.
— Bill… eu… eu vou gozar… — Disse Tom ofegante.
— Eu… — não consegui acabar a frase, quando senti Tom a investir em mim uma última vez e gozar dentro de mim, enquanto eu gozava na sua barriga. Os movimentos começaram a cessar e quando pararam, Tom saiu de dentro de mim e eu soltei um gemido de desconforto por me sentir vazio.
Eu estava com um sorriso estampado em meu rosto. Olhei para o lado e Tom olhava para mim, ainda tentando regularizar a sua respiração.
— Como te sentes? – Perguntou-me com um sorriso de orelha a orelha.
— Sinto-me um homem completo agora. – Respondi e ele riu.
— Pois… depois de hoje, já não és uma criança. – Olhei sério para ele, mas depois desmanchamo-nos a rir. Ele puxou-me para ao pé dele e eu deitei a cabeça no seu peito, já cansado, enquanto ele brincava com o meu cabelo.
Estávamos em completo silêncio, até que começámos a ouvir um ranger. Levantei a cabeça do seu peito desconfiado e perguntei:
— Estás a ouvir?
— Estou, shh… — Fizemos silêncio e o ranger parecia cada vez mais alto até que ouvimos um som de madeira a partir-se. Olhámos um para o outro confusos, e logo de seguida, adivinhem o que aconteceu? Os pés da cama não aguentaram e partiram-se! Dá para acreditar? Começámos a rir e eu adormeci nos braços da pessoa que eu amava. Devem estar pensando que eu me aproveitei do Tom, mas isso não é verdade. Eu o amo mesmo, até sofri demais só de pensar que nunca vou puder demonstrar isso. Quando ele disse que me amava, eu gritava de alegria por dentro, pois ele tinha dito em várias entrevistas que acreditava que podia amar uma pessoa há primeira vista, e essa pessoa fui eu.
---X---
Acordei com um cheiro maravilhoso a invadir as minhas narinas. Procurei por Tom do outro lado da cama, mas ele não estava lá.
— Tom? – Chamei levantando da cama, sonolento.
— Estou na cozinha. – Eu levantei da cama, vestindo uma camisa do Tom que parecia mais um vestido em mim. Fui até a cozinha e ele me agarrou de surpresa. Ele estava com uma calça moletom cinza, e de tronco nu.
— Boa tarde bela adormecida. – Disse e selou os nossos lábios. – Incrível, ficas lindo mesmo sem a tua maquilhagem.
— O quê?! Eu estou sem maquilhagem?!
— Calma, ficas lindo de qualquer forma. – Ele sorriu e eu corei. – Estás com fome?
— Estou, que cheiro é este?
— É o cheiro da minha especialidade. – Ele pôs me no chão e foi até a mesa que tinha um prato, voltou para ao pé de mim e mostrou-o. – Waffles! Gostas?
— Claro! Adoro!
— Fi-los enquanto estiveste a dormir, não te queria acordar.
— Dormi muito tempo?
— Não, umas 2 horas, eu também devo ter acordado meia hora antes. Vem, vamos. – Ele levou-me até a mesa e eu contei-lhe sobre a minha vida, e ele contou-me coisas sobre a sua. Ao fim de uma duas horas de conversa, eu perguntei:
— Que horas são? – Ele olhou o seu telemóvel e disse:
— São 5 da tarde.
— Que tal irmos à praia, ter com a minha irmã e mais umas amigas dela? Ela tinha convidado a mim e a ti quando me ligou mais cedo… Elas iriam adorar ver-te.
— Ok, por mim tudo bem. – Ele sorriu e selou os nossos lábios. – Importas-te se eu levar uns amigos?
— Ah não, claro que não.
— Então, vamos. Vou lhes telefonar e depois vamos.
Tom telefonou aos seus amigos e depois tomamos banho juntos. Vestimo-nos, e quando saímos de casa eu perguntei:
— Os teus amigos vivem longe daqui?
— Não, vivem neste andar. – Tom tocou à campainha de 3 apartamentos e de lá saíram 3 rapazes da idade do Tom. – Bill, estes são os meus amigos. Este é o Georg, ele é o responsável pelas trilhas sonoras dos meus filmes. Este é o Gustav que é responsável pelos cenários e este é o Andreas, o responsável pelo guarda-roupa dos actores. – Cumprimentei os três com um aperto de mão.
— Bem, vocês podiam ter mais cuidado não? – Perguntou Georg.
— Do que estás a falar? – Perguntou Tom confuso.
— Podiam fazer menos barulho não? Acho que todos do prédio devem saber o que aconteceu no teu apartamento. – Explicou Andreas.
— Claro que já sabem, não ouviste os berros dos vizinhos a pedirem para pararem? – Perguntou Gustav.
Eu devia estar vermelho como um tomate.
— Ai, vamos logo… — Disse o Tom. – Eu disse que as paredes eram finas. – Sussurrou no meu ouvido. Eu dei uma pequena risada e saímos do prédio de mãos dadas. Quando chegámos à praia eu disse:
— Vou telefonar à Anna para saber onde elas estão. – Peguei o meu telemóvel, liguei e ela atendeu:
— Alô?
— Anna, eu estou aqui na pária mais uns amigos meus, onde estás?
— Os teus amigos são bonitos?
— Ai Anna, o quê que isso interessa?
— Tudo! São ou não?
— Vá, pronto são… Agora, onde vocês estão?
— Como foi com o teu amigo?
— Ai Anna! Não mudes se assunto! Depois falamos sobre isso. Agora, onde estão?
— No mesmo sítio de hoje de manhã.
— Ah ok… Olha, tenho uma surpresa para ti, só te peço que não te passes quando eu chegar, tá? Diz o mesmo para a Cá e a Díí.
— Uiii… o quê que estás a tramar?
— Já vês, mas não se passem tá?
— Ok ok, estamos à vossa espera. Até já.
— Até já. – Desliguei o telemóvel e disse para os quatro. – É assim, hoje é o aniversário da Anna, e a surpresa é o Tom. Elas são tuas fãs.
— Armm… Tá… Quantos anos ela faz? – Perguntou Tom.
— 18.
— Uhm… Já é grandinha… — Disse Andreas com um sorriso malicioso na cara.
— Calma aí, ela é minha irmã! – Todos riram. – Ela vai estar com mais duas amigas, a Clara e a Adriana.
— E quem é quem? – Perguntou Georg.
— A Anna é loira, a Adriana tem cabelo castanho, e a Clara preto.
— Uhmm… Interessante… — Disse Gustav.
— Pronto, agora vamos.
Fomos ter com elas e de longe, já as conseguia ver com as mãos na boca por estarem a ver Tom Trümper comigo. Ri para mim mesmo. Quando chegamos, apresentei Tom, Andreas, Gustav e Georg, à Anna, Clara e Adriana. Conversamos por uns minutos, e depois o Andreas disse:
— Nós vamos buscar umas bebidas tudo bem?
— Ok. – Dissemos em coro e eles foram ao bar. Quando já estavam longe o suficiente, a Anna pulou em cima de mim.
— Obrigada obrigada obrigada obrigada!!! Como é que tu conseguis-te encontrar o Tom?
— Longa história… em casa conto.
— Tá, e qual deles é o teu amigo? – Perguntou a Díí.
— O Tom. – Elas olharam estáticas para mim.
— Como assim? – Perguntou a Anna.
— Bem, acontece que eu sujei as nossas camisas com gelado, depois fomos para casa dele.
— Ahn?? Não entendi nada…
— Isso não interessa agora, depois contas, mas rolou alguma coisa? – Perguntou a Cá.
— Ermm… Sim… — Elas olharam para mim e depois perceberam o que eu quis dizer. Começaram aos gritos de felicidade e toda a gente da praia começou a olhar para nós. – Ei, acalmem-se!
— Como é que queres que eu me acalme, quando o meu irmão gay já não é virgem!
— Ei, isso suou um pouco mal…
— Ups… mas tu sabes que eu não te quis ofender! Eu amo-te demais!!!!
— Então, mas vocês namoram? – Perguntou a Díí.
— Não sei, ele não confirmou nada…
— Ai, não te preocupes, ninguém resiste à tua carinha de anjo e à tua bunda redonda. – Disse a Anna dando em estalo na minha bunda.
— Anna, tu não existes. – Elas começaram a gargalhar e logo os rapazes chegaram com as bebidas.
— Que gritaria é esta? – Perguntou Georg.
— Nada, elas é que são umas histéricas. – Disse rindo e olhando para a Anna.
Começámos a beber e a conversar e a rir muito. Num momento, Tom segurou a minha mão e disse no meu ouvido:
— Que tal uma volta? – Eu acenei com a cabeça, e começámos a afastar do grupo.
O Sol já se estava a pôr, e nós estávamos de mãos dadas a andar à beira mar, e a conversar sobre nós, coisas que ainda não sabíamos um do outro. Subimos uma pequena colina, e a paisagem era linda. O Sol já estava a desaparecer do outro lado do oceano, e o céu tinha tons alaranjados. Sentámo-nos na areia da colina, a apreciar a bela vista que estávamos a ter.
— Bill…
— Sim Tom?
— Eu… armm…
— Tu?
— Bem, eu sei que nós só nos conhecemos hoje e tal mas…
— Sim, Tom. Eu estou te a ouvir.
— Bem, eu queria perguntar se querias namorar comigo. – Olhei para ele espantado e feliz ao mesmo tempo. Fiquei em silêncio por alguns segundos, e quando decidi falar, ele interrompeu. – Eu sei que é cedo mas eu sinto como se já nos conhecêssemos a anos.
— T…
— Se não quiseres tudo bem.
— To…
— Eu compreendo perfeitamente.
— Tom! Cala-te! Estás a estragar o momento. – Olhámos um para o outro, e começámos a rir. – Claro que sim. – Ele olhou para mim com os olhos brilhantes e beijou-me ao pôr-do-sol.
[Flashback off]
Suspirei feliz só de me lembrar daquele dia maravilhoso. Claro que depois disso, passámos a nos encontrar na sua nova casa para a qual ele foi quase obrigado a mudar depois daquele incidente com a cama. Essa casa agora é só nossa.
A Anna passou a namorar Andreas, a Díí o Georg, e a Cá o Gustav e passámos a ser os melhores amigos.
Olhei para o relógio e já estava na hora que o Tom disse que ai estar em casa. Nesse momento recebi uma mensagem.
Estás pronto amor?
Tom
Estou sim Tommy
Abre a porta da entrada.
Eu estranhei aquela mensagem. O quê que o meu Tommy estava a tramar?
Resolvi abrir a porta tal como ele disse e não acreditava no que os meus olhos viam.
Notas finais
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