I Just Cant Stop Loving You
16 Capítulo 17
Notas iniciais
Não tenho nada a declarar a não ser... ENJOY :D
3 Semanas depois…
[Georg]
Quando o Tom me pediu para ficar com Bill, eu aceitei pensando: “O Tom é meu amigo e precisa de ajuda, tenho a certeza que se eu também precisasse, também me ajudaria… Além disso, não deve ser difícil cuidar de um homem grávido, certo?”
ERRADO!
O Bill andava simplesmente insuportável! Chateava-se por tudo e por nada! Como é que o Tom o aguenta?! Cada vez que dou a minha opinião sobre algum assunto, ele diz que não quer saber. Se eu arrumar a casa, diz que está mal arrumada. Se puser um objeto com centímetros de diferença em relação á sua posição anterior, grita comigo. Já para não falar que às vezes dorme comigo com medo por causa das chuvas e das trovoadas que começaram há pouco tempo, e acorda-me a meio da noite porque quer comida, ou porque chora com saudades do Tom…
Ainda por cima, enchia-me de tarefas! “Arruma isto, limpa aquilo, cozinha isto, arranja aquilo…” E depois dizia que estava tudo mal feito! Eu não sou um robot! Eu mal tinha tempo para mim mesmo! Ele só sorria quando falava com Tom ao telemóvel, e quando a conversa terminava, mudava logo de humor.
Sério! Eu já estava no auge da minha paciência. Mais umas cenas assim, e ele conseguirá me tirar do sério!
Bem… Em fim…
Era de manhã, e eu estava a preparar o pequeno-almoço para mim e para o Bill. Estava a fazer torradas com manteiga, café para mim, e leite para ele, já que não pode beber café por causa da gravidez.
Estava a pôr os pratos, os guardanapos e os talheres na mesa, quando o mesmo aparece na cozinha de pijama e roupão, ainda um pouco sonolento:
- Bom dia. – Falou sentando-se na mesa, apoiando a cabeça no braço que estava apoiado na mesa.
- Bom dia Bill. Dormis-te bem? – Perguntei amigavelmente, sentando-me á sua frente.
- Uhm… Mais ou menos… É que agora que a barriga está maior, é difícil encontrar uma boa posição para dormir… E às vezes acordo por causa dum ponta pé que a Milly dá. – Falou acariciando a sua barriga. Sorri com a cena. Era tão fofo vê-lo nestes momentos de “ ’mãe’ e filha ”. – É incrível, ela ainda não nasceu, e já não me deixa dormir. – Falou para mim, arrancando-me um sorriso da cara, e voltou a falar para a Milly. – Tens que deixar a mamã dormir, se não, onde é que eu vou arranjar forças a meio da noite para te dar comida quando nasceres? – Disse me arrancando mais um sorriso da minha cara. A Milly tem mesmo sorte por ter pais como o Bill e Tom. – Por falar em comida, estou com fome. O que há para comer?
- Preparei torradas, leite para ti e café para mim. – Disse pondo a comida na mesa, e Bill começou-se a servir.
- E tu Georg, dormiste bem? – Perguntou dando um gole no leite e uma mordida no pão.
- Bem, na verdade… — Não consegui concluir a minha frase, quando o Bill cuspiu o pedaço de pão que comeu, no prato.
- Georg! Este pão contém sal! E eu não como pão com sal! Que nojo! – Falou alto, fazendo uma careta.
- Bill, é só um pão… — Falei abismado, não acreditando que ele iria começar uma discussão por causa de um pão com sal.
- Não quero saber! Não gosto e pronto, se tu queres que eu morra á fome, TUDO BEM! – Gritou as últimas palavras, pegando no leite e indo para o seu quarto.
Aquela foi a gota de água! Aquele Bill com hormonas femininas conseguiu irritar-me profundamente! Nem pensem que eu vou continuar a aguentar isto!
Fui á procura do meu telemóvel para ligar ao Tom, e quando o encontrei, o mesmo estava a ligar para mim. Atendi:
- Alô?
- Tom! Por favor! Volta depressa! O Bill está insuportável! Eu já nem consigo raciocinar como deve ser! – Falei depressa.
- O quê? – Perguntou confuso.
- Ele muda de humor a cada dez segundos! Tudo o que eu faço está mal, tudo o que eu falo não lhe interessa, reclama por tudo e por nada! Eu não aguento mais! Por favor, volta o mais depressa que conseguires! – Nunca pensei que iria fazer isto, mas eu estava a implorar para que o Tom voltasse.
- Calma Georg! Vai ficar tudo ok. Eu até liguei para avisar que vou chegar hoje. – Falou calmo, mas se bem o conheço, aposto que ele queria rir naquele momento.
- Sério?! Isso é ótimo! Chegas a que horas? – Perguntei feliz.
- Daqui a 2 horas.
- Ai obrigada Tom! Queres que avise o Bill? – Por favor, diz que não! Eu não quero voltar a falar com aquela mulher histérica em corpo de homem - pensava.
- Não, deixa estar, quero fazer-lhe uma surpresa. – Uffa! Ainda bem…
- Ok, então até já. Vou fazer as minhas malas.
- Até. – E desligou o telemóvel.
Finalmente o meu inferno vai acabar!
[Bill]
Tá, eu sei o que vocês estão a pensar. Estão a pensar que eu fui muito duro com o Ge, mas não me culpem!
Esse era o meu plano: irritá-lo, para ele depois implorar ao Tom para ele voltar, pois eu estava com muitas saudades dele! Se bem que as implicações que eu fazia em relação ao Ge tinham sempre um fundo de verdade, ou então às vezes, irritavam-me mesmo…
Por exemplo, eu odeio pão com sal! Por isso agi daquela maneira tão bruta com ele, fiz proveito da situação, e dupliquei a minha irritação para deixar bem claro que ele só atrapalha e que eu queria o Tom cá em casa, e não ele…
Enfim… Fui para o meu quarto acabar de beber o meu leite, e deitei-me na cama, começando a ver TV. Estava a ver as notícias, quando apareceu uma sobre o novo filme de Tom. Fiquei tão feliz, que até aumentei o volume, e sentei-me na cama, prestando atenção a tudo que passava na TV. Mostravam alguns excertos do filme, e alguns cenários e no fim, até mostraram uma entrevista com ele:
- Olá Tom. – Era a Ellen, sempre simpática. — Fale-nos do seu novo filme.
- Bem. É um filme romântico. Nunca fiz nada assim antes, é totalmente uma inovação minha… Tem muito romance, drama, tragédia, alguma comédia… Enfim… Posso dizer que foi um filme em que eu me inspirei muito na vida que eu estou a levar agora com o Bill. – OMG! Ele falou de mim! – Sabe, esta história de engravidar, ter filhos, é uma coisa totalmente inovadora para o personagem principal, com o qual me identifico muito. A primeira parte do filme é muito idêntica em relação á minha vida com o Bill, mas tudo o que acontece depois do nascimento do filho do casal no filme, é pura ficção minha.
- E como é ter um grávido em casa?
- Erm... – Fez uma careta que me fez rir. — É complicado, desculpa amor se estar a ver isto – falou para a câmara, voltei a rir. – Mas é complicado. Eu tenho que fazer praticamente tudo por ele, fazer a comida, arrumar a casa, trazer-lhe comida a meio da noite para a cama, já que ele ficou muito preguiçoso por causa da gravidez.
- Mas não têm empregadas em casa para fazerem isso?
- Temos, mas decidimos dispensá-las. Queríamos estar num momento de paz, só nós os três em casa.
- Então, é verdade que vai ser uma menina? – Perguntou interessada.
- Sim! Eu tive esse pressentimento desde que soube que ele estava grávido. E estava certo! Como sempre… — Fez a sua cara safada. É dessa cara que eu tenho saudades!
- Pode nos contar, resumidamente, como foi o processo de gravidez?
- Bem, o Bill queria ter um filho com o nosso sangue, então pesquisou se isso era possível. Depois perguntou se eu estava de acordo que ele engravidasse, no início estava um pouco indeciso, porque havia hipótese de tudo correr mal, mas depois acabei por aceitar. O Bill fez uma implantação de útero, e depois de alguns meses, engravidou. – Eu comecei a rir e ele também. Com aquelas palavras, até parece que não houve quase problemas nenhuns.
- Porque está a rir? – Perguntou a apresentadora, confusa.
- É que esta história, é mesmo um resumo muito bem resumido do que aconteceu. – Parece que ele também pensa assim.
- Ah… ok… E como vão chamar a menina?
- Milly. É uma combinação dos diminutivos dos nossos nomes. O nome completo será Milla Kaulitz Trümper.
- E gostarias de ter mais filhos? – Ele pareceu um pouco pensativo, e depois falou:
- Eu até gostaria de ter mais um, não sei quanto ao Bill, mas acho que se ele quisesse, ele iria querer engravidar outra vez, e uma segunda gravidez poderia ser muito arriscada…
- Pois… Compreendo… Ouvi dizer que vocês agora estão separados, é verdade?
- Sim e não. Nós fomos viver para a nossa casa da floresta para o Bill se acalmar um pouco, já que aqui em L.A. ele andava um pouco stressado, mas depois eu tive que voltar para acabar o filme, e ele não quis vir comigo. Por tanto, estamos a viver separados por agora, mas o nosso relacionamento não terminou.
- E não sente saudades?
- Muitas! Nem imagina quantas! – Os olhos dele brilharam, e quase que aposto que os meus também. — Você nem imagina o quão difícil é viver sem ele ao meu lado. Tem dias que eu nem falo com ele porque não tenho tempo… Tenho mesmo muitas saudades do Bill e da minha filha.
- Quer deixar umas palavras para ele?
- Bill, eu amo-te muito. Estou com muitas saudades, por favor não te zangues comigo por estar a demorar tanto tempo, já falta pouco para eu voltar. Fala para a Milly que eu também a amo muito.
- Obrigada Tom, pela entrevista. – Os dois sorriram, e a entrevista acabou passando algumas fotos do Tom.
Eu estava com lágrimas nos olhos. As palavras de Tom foram tão bonitas e sinceras.
- Também te amo Tom. – Falei sorrindo para a televisão, para as fotos dele. — Ouviste Milly? O papá ama-te muito! – Falei rindo e acariciando a minha barriga.
Depois daquele momento, tentei me acalmar um pouco, fui tomar banho, e fiquei a relaxar na banheira.
Conversava com a Milly e cantava-lhe canções. Parecia que quando me dava um ponta pé, queria que eu parasse de cantar, por não gostar da música, e eu ria sempre que isso acontecia.
Quando a água começou a esfriar, levantei-me, sequei-me e enrolei-me numa toalha branca. Enrolei-a como as mulheres fazem, ou seja, acima do peito, já que agora com a barriga, a toalha não se segura muito bem abaixo da cintura…
Saí da casa de banho, e não acreditei no que os meus olhos viam.
- Oi.
- Tom! – Os meus olhos estavam arregalados. Ele tinha voltado!
- Não me das um abraço? – Perguntou rindo. Não foi preciso dizer mais nada porque fui logo a correr para os seus braços. Ele abraçou-me forte, e eu comecei a chorar de alegria. – Calma Bill…
- Tu voltas-te! – Exclamei feliz, olhando nos seus olhos e sorrindo.
- Sim Bill, eu estou aqui amor, não chores. – Falou com os olhos brilhantes, e eu acariciei a sua face. – Deus, tu nem sabes quantas saudades eu tive! – Exclamou, voltando-me a abraçar.
- Eu também, Tommy! – Chorava feliz, tinha sido o máximo tempo que nós ficámos separados. – Tive saudades da tua voz, do teu sorriso, da tua risada, dos teus braços fortes me abraçando, da tua respiração enquanto dormes, das caretas que fazes, das piadas que contas… De tudo! – Ele riu e falou:
- Ouvi dizer que te portas-te muito mal durante este tempo que eu não estive cá. – Disse olhando para mim. – Andas-te a encher o saco do Georg não foi? – Riu maroto.
- Ahh… Isso… — Falei um pouco envergonhado. – Eu fazia de propósito para ele se cansar de mim, e chamar-te a ti para voltar. – Ele soltou uma gargalhada.
- Deus! Obrigada por pôr no meu caminho do destino, esta pessoa maravilhosa. – Falou olhando para o teto, e depois novamente para mim, me fazendo rir. – Tu não mudas amor. – Voltou a falar sorrindo, e depois abaixou-se, ficando com a cara em frente á minha barriga, acariciando-a. – A nossa menina cresceu ein?
- Eu não sei… é capaz, eu não dou conta. – Ri.
- Deixa-me ver. – Falou olhando sempre nos meus olhos, e retirando a toalha, deixando-a cair, mostrando o meu corpo totalmente nu. Eu devo ter corado, pois ele riu, e abaixou os olhos pelo meu corpo, passando a sua mão pela lateral do mesmo. Parou a mão na minha barriga, acariciando-a e beijando-a. – Tive saudades tuas bebé. – Ambos sorrimos quando a Milly deu um ponta pé. – Portaste-te bem? Tiveste saudades minhas? – Mais um ponta pé. – Eu também tive… Muitas. – Falou abraçando a barriga e a minha cintura. Depois de algum tempo, voltou a olhar para mim. – Tive saudades de olhar para os teus olhos, o teu sorriso, tive saudades de acariciar o teu cabelo macio… Saudades de ver este corpo, que me pertence… — Corei naquela altura e ele riu. – Tive saudades do meu coelhinho. – Falou beijando o meu pénis de leve, fazendo-me soltar um gemido baixo. Ele voltou a olhar para mim, e levantou-se ficando da minha altura. – Mas do que eu tive mais saudades, foi de beijar a tua boca. – Fomo-nos aproximando lentamente, nunca quebrando o contacto visual. Os nossos lábios se tocaram, fazendo um selinho, que se foi tornando um beijo intenso e necessitado. Deus! 3 Semanas sem este homem ao meu lado! Como é que sobrevivi? Passei os meus braços pelo seu pescoço, aproximando-nos o mais que possível, pois a barriga atrapalhava um bocado, e ele pôs as mãos na minha cintura, também me puxando para si. Pude senti-lo a tirar as suas roupas, mas só parámos o beijo por segundos quando ele precisou de tirar a camisa. Andámos meio desajeitados até á cama, e parámos o beijo. Ele deitou-se, me ajudando a fazer o mesmo, e puxou-se para o seu peito, acariciando os meus cabelos. Tinha-me esquecido que não podíamos fazer sexo, então ficámos deitados como viemos ao mundo, o mais junto possível.
- Desculpa… — Falei baixo.
- Por quê? – Perguntou confuso. Eu ri um pouco.
- Desculpa por não podermos fazer nada. Ele seria a cena perfeita para uma ação, mas eu tive que estragar tudo. – Rimo-nos.
- Bill, não sejas tolo! Eu não estou chateado, esta “pausa” até está a ser boa para mim. Esta situação fez-me perceber que amor existe, mesmo sem sexo, e fez me perceber que o sexo já não é uma necessidade para mim. – Falou sério.
- Uau! Esse é um Tom Trümper que eu não sabia da existência! – Falei irónico. – Tom Trümper achando que sexo não é importante! Até me surpreende! – Ele revirou os olhos. – Acho que estás a ficar velho!
- Ei! – Fez uma cara de indignado. – Tenho 28 anos, ainda não sou velho!
- Mas tens quase 30! – Ele fez uma carinha triste, e abaixou os olhos. – Own bebé! – Falei carinhoso, levantando a sua cara e acariciando-a, fazendo-o olhar para mim. – Não te preocupes, és o MEU velho. – Sorri, e ele riu revirando os olhos.
- Tu andas muito malvado… — Rimos os dois. Ficámos um tempo a olhar um para o outro, quando falei:
- Hoje vi a tua entrevista com a Ellen.
- E que tal?
- Com que então, é difícil ter um grávido em casa, ein?! Eu dou muito trabalho?! – Fiz cara de bravo, que ele até pensou que eu estava a falar a sério. – Ai Tom, calma! Só estava a brincar contigo. – Ele deu um suspiro de alívio, e eu ri.
- Tu assustas-me! – Ri ainda mais. – Mas a sério, o que achas-te?
- Amei as tuas palavras. – Os meus olhos brilharam. – Achei muito fofas as coisas que disseste sobre nós. – Ele sorriu a abraçou-me.
- Apenas falei a verdade. – Olhou-me nos olhos, e beijámo-nos calmamente e sem pressas. O beijo continuou até a Milly chutar e nos fazer rir. – Parece que alguém está com ciúmes. – Falou, e logo de seguida beijou minha barriga. – E então, o que fizeste enquanto eu não estive cá? Pra além de chatear o Georg. – Ri.
- Desenhei roupas novas, também desenhei coisas para a nossa Milly.
- E como ficaram?
- Liindas! Não é para me gabar, mas ficaram mesmo muito lindas.
- Bill, acho melhor voltarmos para L.A. … Tu já estás com 7 meses, sabe-se lá quando a Milly decidir nascer. Lá estaríamos mais perto do nosso médico…
- É… tens razão, é melhor voltarmos. – Sorrimos um para o outro, e ficámos assim o resto da tarde, a matar saudades, a contar as novidades… O Georg já tinha ido embora, portanto tivemos um pequeno jantar em família, comendo saladas em frente á TV. Depois fomos dormir, agarradinhos um ao outro.
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De manhã acordei, e procurei Tom pela cama, não o encontrando. Sentei-me com cuidado na cama, e vi-o a fazer as minhas malas. Quando me viu, foi ao meu encontro, abraçando-me e beijando-me com muita paixão.
- Bom dia minha alegria. – Rimos. – Dormiste bem?
- Melhor impossível! – Dei o meu melhor sorriso.
- Olha amor, já estou fazendo as tuas malas para irmos embora daqui o mais depressa possível, porque eu tenho uma surpresa para ti lá em casa.
- Uma surpresa?! – Perguntei feliz. – O que é??
- Não te vou dizer, só quando lá chegarmos!
- Então espera aí, eu vou tomar um banho e já volto. – Quando pus os meus pés para fora da cama, senti uma tontura e voltei a cair, sentando-me ficando apoiado nos meus cotovelos. Tom correu até mim preocupadíssimo, pondo-me nos seus braços.
- Bill! Amor, o que aconteceu?
- Ain… não sei Tom, acho que foi só uma tontura, nada de mais. Deixa pra lá, eu vou tomar banho.
- Deixa pra lá não! Sentes alguma coisa? Dor de cabeça… dor de barriga…
- Não Tom, eu estou bem, a sério. – Ele continuava a olhar para mim preocupado, e suspirou.
- Tudo bem… Se tu o dizes… Mas mesmo assim, vou tomar banho contigo para me certificar que vais ficar bem. – Revirei os olhos rindo.
- Tudo bem, se tu o dizes. – Falei provocador. Ele respondeu-me com um sorriso malicioso. Fomos ao banheiro, começando a despir, e esperando a banheira encher. Primeiro tomámos um duche rápido, e depois fomos relaxar na banheira quente e cheia de espuma. Deitei-me entre as pernas de Tom, e apoiei a minha cabeça no seu peito. Estávamos ambos com a mão na minha barriga, acariciando-a.
- Estás bem? – Perguntou, e eu apenas assenti com a cabeça. Ficámos assim por uns 20 minutos, e quando a água começou a esfriar, saímos, secámo-nos e vestimos as nossas roupas. Continuámos a fazer as minhas malas, já que as dele estavam no carro, e depois descemos para a garagem para ir embora. Entrei no banco de passageiro com a ajuda do Tom, e partimos para L.A., para a nossa casa.
Cerca de 1 hora e meia depois, chegámos ao nosso destino. Ajudei o Tom com as malas mais leves, já que a minha barriga de 7 meses não me permitia carregar coisas muito pesadas.
- Espera aqui só um pouquinho. Eu vou lá acima ver se a surpresa está apresentável. – Sorriu e subiu as escadas. Dei uma vista de olhos no andar de baixo, e lembrei-me de uma coisa.
- Sotty, Sotty! – Estava com saudades do meu cachorrinho. Ele apareceu e quando me viu, veio a correr ao meu encontro. Pulou em cima de mim, e eu ajoelhei-me para abraçá-lo. Começou lamber a minha cara, me fazendo rir alto. – Calma rapaz, ainda me babas todo. – Logo ele começou a cheirar a minha barriga, levantei a minha camisa, e ele começou a lamber a minha barriga. Devia estar a sentir a Milly. – Também estavas com saudades da minha filha? – Ele latiu, o que me fez sorrir.
- Isto foi tão fofo. – Olhei para cima, e vi o Tom no topo da escada a filmar a cena toda e a rir-se.
- Toom! – Disse manhoso. Ele desceu as escadas e deu-me um beijo.
- Queres ir lá acima ver a tua surpresa? – Perguntou-me e um sorriso nasceu logo na minha cara.
- Vamos logo! – Comecei a subir as escadas com a ajuda de Tom, e a meio do caminho, senti uma tontura. Parei para me recuperar, e Tom olhou para mim preocupado.
- Bill, o que foi amor? Estás bem? Dói-te alguma coisa? É a barriga?
- Calma Tom! Foi só uma tontura! – Expliquei, tentando acalmá-lo.
- Bill, aconteceu a mesma coisa hoje de manhã! Tu já estás com 7 meses, devias ter cuidado! – Continuava preocupado.
- Tom, eu estou bem! A sério! – Perguntei já quase sem paciência. Ele suspirou.
- Tudo bem, mas da próxima vez que isso acontecer, vamos ao médico! – Avisou-me. – Enfim… Consegues continuar a andar? – Assenti positivamente. – Então vamos. – Continuamos a subir as escadas, e entrámos no corredor do nosso quarto e dos quartos de hóspede. Parámos em frente do maior quarto a seguir ao nosso, e olhei para Tom com o cenho franzido. O que ele tinha para me mostrar num quarto de hospede? Ele riu da minha expressão facial, e falou. – Calma, tenho a certeza que vais gostar. – Sorriu e abriu a porta. Os meus olhos arregalaram-se pela tamanha surpresa!
O quarto estava totalmente modificado! Estava todo rosa, com bonecos espalhados pelo cómodo, com uma cama de bebé, enfim… Tudo o que um quarto de menina bebé precisa. Olhei sorridente e surpreendido para Tom, e disse:
- Tom! Isto… isto é lindo! Quando é que fizeste isto?
- Quando voltei para L.A. para trabalhar, aproveitei e mandei fazer umas obras para o quarto da nossa menina. – Sorriu. – Gostas-te?
- Se gostei? Isto está magnífico! Eu amei! – Sorri e abracei-o, beijando-o apaixonadamente.
- Isso é bom. – Falou depois do beijo, rindo. Ficámos o resto da tarde a desfazer as nossas malas, a comer, a ver filmes, e a falar com a Milly.
Mal posso esperar para que ela nasça!
Notas finais
Se tiverem sugestões ou perguntas, mandem um comentário *-*
Kusse ♥
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