Notas iniciais
Voltei :D
Demorei um pouco, mas aqui estou eu com um presente de Natal para vocês ^-^
ENJOY ;-)

- Sim Tom. Estou grávido. Vamos ser pais. – Ele sorria como nunca, e eu ainda estava em choque, o meu cérebro ainda não tinha processado as palavras “estou grávido”.

- Ist-to é s-sério? – Ele assentiu, e um sorriso começava a nascer no meu rosto. Levantei Bill do chão, e comecei a andar às voltas com ele no meu colo e com as suas pernas enlaçada na minha cintura, e os braços no meu pescoço. Riamos descontroladamente.

- Ahhh! Tooom! – Bill ria. – Larga-me, põe-me no chão! – Pu-lo no chão, e dei-lhe um beijo apaixonado ao qual ele correspondeu sem problemas.

- Isto é mágico. – Falei olhando em seus olhos. – As duas pessoas mais importantes na minha vida. – Disse acariciando o seu rosto com uma mão, e a barriga com a outra.

- Tom… — Abraçou-me pondo a cabeça no meu ombro. – Eu não acredito que isto está mesmo a acontecer! Nós vamos ser pais! – Disse entusiasmado olhando para mim desta vez. – Mal posso ouvir o meu bebé a chamar-me de ‘papá’. – Ele acariciou a sua barriga, e depois olhou para mim, sorrindo e ainda com lágrimas nos olhos.

- Eu acho mas é que ele ou ela te vai confundir com ‘mamã’. – Ele deu me um tapa, mas depois rimo-nos.

- Eu nem me importo. Afinal, não somos um casal normal… E eu sou mais sensível e mais feminino do que tu, portanto não vejo problema em ser chamado de mamã. Até será bom para o bebé ter uma “mãe” – Sorriu. Ahh como eu adoro o seu sorriso.

- Vem cá. – Sentei-me na cama, e chamei-o para se sentar no meu colo. Ele veio, passando os braços pelo meu pescoço. – Só espero que essa criancinha linda que está aí dentro de ti tenha um sorriso tão lindo como o teu, e que seja parecida contigo. – Disse beijando-o logo de seguida.

- Ahh não!! – Disse manhoso. – Eu não quero que seja parecido comigo… Queria um rapaz parecido contigo… — Falou com olhos brilhando.

- Então se for uma menina, terá que ser parecida contigo? – Ele assentiu. – Então quero uma menina. – Ele riu e revirou os olhos. Ficámos em silêncio olhando um para o outro, e eu falei. – Tu és tão lindo. – Disse começando um beijo com língua e cheio de saliva. Deitei-o na cama e comecei a chupar o seu pescoço. Bill já gemia baixinho, mas depois empurrou-me e falou:

- Tom, é melhor não… Isso poderá fazer mal ao bebé. – Suspirei, mas ele tinha razão.

- Tens razão amor, desculpa.

- Tudo bem. É que também seria meio estranho estarmos a fazer amor, com uma pessoa dentro de mim. É como se o nosso bebé estivesse a presenciar a cena. – Disse envergonhado e eu ri da sua teoria.

- Bill, às vezes penso que vivo com uma criança. – Eu ainda estava sobre ele. Tirei a sua camisa de pijama, e comecei a dar beijos na sua barriga. – Tu vais ser a menina mais linda do mundo. – Beijei mais uma vez o ventre de Bill e ele riu.

- Como é que tu tens tanta certeza que vai ser uma menina?

- Eu apenas sei. – Voltei a falar para a barriga de Bill. – Vais ser muito linda porque a tua mãe é a mais linda de todas, e o pai também.

- Saíste-me cá um convencido Tom. – Bill falou rindo.

- Não sou convencido, sou realista. – Bill revirou os olhos e pôs a mão no seu ventre, acariciando-o. – Quando queres contar aos nossos pais? – Perguntei.

- Não sei… Eu acho que devíamos ir ao médico primeiro. – Falo um pouco preocupado. – Pode acontecer que eu nem esteja grávido ainda…

- Tudo bem, eu depois telefono-lhes. Agora, quero aproveitar este dia com a minha família. – Dei mais um beijo na sua barriga.

- Tom! Se continuas assim, a minha barriga vai ficar toda babada! – Exclamou rindo e eu ri junto.

- Seu ciumento, o que tu querias era ter essa baba toda na tua boca. – Disse provocando-o, e ele respondeu indiferente:

- Talvez. – Falou olhando para as suas unhas. Fui para cima dele rindo e beijando-o.

Ficámos o dia inteiro nessas brincadeiras amorosas, e a falar com o nosso bebé.

*---------------------------------------------------------------------------*

[Bill]

NÓS VAMOS SER PAIS.

Essas palavras não me saíam da cabeça. É estranho dizer isso, é estranho pensar que eu tenho um ser a crescer dentro de mim, é estranho dizer que eu vou ser ‘mãe’. Isto tudo está a ser estranhamente bom! Acho que este é um dos melhores dias da minha vida!

Os meus olhos tinham-se enchido de lágrimas quando vi o resultado do teste, e a reação do Tom não podia ter sido melhor!

Ficámos o dia todo a ‘brincar’ e a falar com o nosso bebé.

*---------------------------------------------------------------------------*

Já era 1h da manhã, e eu não conseguia adormecer. Passava várias vezes a mão pela barriga e acariciava-a. Observava Tom, cada detalhe do seu rosto era perfeito.

Estava com um enorme desejo de comer banana com maionese. Eu sei, estranho, mas era o meu desejo de grávido. Não queria acordar Tom, mas a vontade falou mais alto:

- Tom. – Chamei baixinho, ele não se mexeu, então toquei-o. – Tom? – Ele resmungou algo incompreensível, e chamei-o mais uma vez. – Tom!

- Uhm? – Disse ainda de olhos fechados.

- Eu tou com fome. – Ele abriu os olhos, e eu fiz cara de cachorrinho sem dono, mas parece que isso não o afetou, e virou-se para outro lado.

- Então vai comer. – Disse sonolento e sem emoção.

- Tooooom. – Chamei manhoso. – Por favoooor! Eu tou com preguiça, não quero levantar. – Abracei-o por trás, e dei-lhe um beijinho na nuca. – E além de mais, eu tenho que comer sempre que me apetecer, tudo o que o me apetecer. Não queiras que o nosso filho nasça fraquinho, não é? – Ele suspirou e eu sorri, sabendo que já tinha ganho a batalha.

- O que queres comer?

- Banana com maionese. – Ele virou-me para mim, com a maior cara de nojo, e perguntou:

- Tu vais comer isso? – Assenti com a cabeça. – Que nojo Bill!

- Por favoooooor Tom! – Choraminguei. Ele suspirou mais uma vez, e levantou-se da cama rumo a cozinha.

Quando ele saiu do quarto, uma tristeza tinha se apoderado de mim.

Se calhar não o devia ter acordado… Será que ele ficou chateado comigo??? Eu acho que sim… Também, quem é que não fica chateado quando alguém te acorda a meio da noite para pedir comida?!

É… ele está mesmo chateado comigo…

De um momento para o outro, comecei a chorar. Eu não queria que Tom ficasse chateado comigo por causa de um simples desejo…

Quando o Tom chegou ao quarto com um prato com a banana descascada e cortada às rodelas com maionese ao lado, arregalou os olhos quando me viu chorar. Correu para pôr o prato na mesa-de-cabeceira, e foi logo abraçar-me, colocando-me no seu colo, e a minha cabeça no seu peito.

- Bill, o que foi meu amor? – Perguntou alisando os meus cabelos.

- Eu… eu… Desculpa…

- Desculpa? Desculpa por quê?

- Eu não queria te acordar, mas eu estava com muita preguiça para me levantar… Estás chateado comigo?

- O quê? Bill, onde é que tu foste tirar essa ideia? – Perguntou rindo.

- Então não estás chateado comigo? – Perguntei baixinho.

- Claro que não meu amor. Os teus desejos são uma ordem. – Olhei para ele e ri fraquinho. – Era por isso que estavas a chorar? Porque pensavas que eu estava chateado contigo? – Assenti. – Tolo… — Riu e voltou-me a abraçar.

Balançava-me como a um bebé, e o choro foi parando.

- Amo-te Tommy… — Proferi com a voz um pouco rouca.

- Também te amo meu amor. – Beijou-me. – Ainda vais comer a tua “comida”? – Quando ele falou em comida, fiquei com uma fome enorme outra vez, e peguei o prato com a comida, e pu-la no meu colo. Mergulhava cada rodela de banana na maionese, satisfazendo o meu desejo. Tom olhava-me com cara de nojo, e eu ria das caretas que ele fazia. Depois de acabar, fui lavar os dentes, e voltei para cama, onde Tom me esperava sorridente.

Aconcheguei-me no seu peito, e ele desligou a luz. Acariciava o meu cabelo, e eu grunhia como um gato.

- Boa noite Billy.

- Boa noite Tommy.

*---------------------------------------------------------------------------*

- Bom dia Doutor. – Falei, entrando no gabinete do médico ao lado de Tom.

- Bom dia Bill e Tom. – Sorriu. – Sentem-se. – Apontou-nos as duas cadeiras á frente da sua secretária, e sentámo-nos. — Está tudo bem? – Perguntou.

- Não podia estar melhor! – Sorri radiante, e bati palmas.

- Então o que vos traz aqui? Que eu saiba, a consulta só estava marcada para a semana que vem… O que aconteceu?

– Bem… Eu ontem tive uma sensação estranha ao sentir o cheiro a tabaco, e acabei por vomitar. – O Doutor assentiu, ouvindo atentamente o que eu dizia. — No dia seguinte, quando acordei, reparei que algo estava diferente no meu organismo, fiz o teste de gravidez, e deu positivo! – Disse a última palavra num gritinho baixinho e afeminado. — Agora estamos aqui para comprovar se é mesmo verdade. – Mordi o lábio inferior, em sinal de nervosismo.

- Mas isso são ótimas notícias! – Exclamou o médico sorrindo. – Vamos fazer o ultra-som para sabermos mesmo a verdade.

Deitei-me na cama de hospital ao pé de uma máquina super esquisita, tirei a minha T-shirt, e mexi-me um pouco até encontrar uma posição confortável. Tom olhou malicioso para o meu piercing do mamilo, e depois para as minhas tatuagens, e eu revirei os olhos. Como é que ele podia pensar em sexo, numa hora destas?!

O médico passou um gel na minha barriga, espalhando-o com um aparelho pequenino, e olhava para o ecrã, que fazia parte da máquina. Peguei a mão do Tom, e olhei-o sorrindo e cheio de paixão… Eu estava a realizar o meu sonho de ser pai, neste caso, mãe…

- Bem… — Falou o médico ao fim de algum tempo. – Vocês estavam certos. O Bill está realmente grávido. – Sorriu para nós, e lágrimas de felicidade começaram a sair dos meus olhos. Tom abraçou-me, e eu não parava de dizer ‘nós vamos ser pais’. Quando saímos do abraço, beijámo-nos como nunca antes tinha acontecido. – Parabéns! – Exclamou o médico, assim que parámos o nosso beijo. – Estava difícil de encontrar o bebé… O Bill só está grávido há aproximadamente 2 semanas, e o pequenino ainda não passa de um embrião… — Riu.

- Erm… — Interrompeu o Tom. – A pequenina. Vai ser uma menina. – Sorriu para mim, e eu revirei os olhos.

- Como é que tu tens tanta certeza? – Perguntei por uma milésima vez.

- Eu já disse, eu simplesmente sei. – Sorriu convencido.

- Doutor, já é possível ver o sexo do bebé? – Perguntei.

- Ainda não, só quando o embrião começar a desenvolver os seus músculos é que será possível saber o sexo. Podes te levantar. – Disse, e fiz o que me mandou. Limpei o gel da minha barriga e acaricie-a sorrindo. Voltei a vestir a minha T-shirt e sentei-me ao lado de Tom, á frente da secretária do médico. – Bem, já que o Bill está mesmo grávido, terão que tomar umas precauções. – Avisou-nos. — Não fazer esforços, não stressar, não comer porcarias e descansar muito. – Falou olhando para mim, e eu ouvia tudo atentamente, tomando nota mental de tudo. — Durante a gravidez, é normal que o Bill se sinta cansado, que sinta enjoos e que tenha várias mudanças de humor repentinas. – Tom riu por causa de “mudanças de humor repentinas”. Se isso já eu tinha mesmo antes da gravidez, agora vai ser muito pior… — Também terá vários desejos de comida, e por mais estranho que eles sejam, terão que ser realizados. – Olhei para Tom rindo um pouco, lembrando-me do acontecimento de ontem á noite. — E por último, nada de relações sexuais. – Como eu estava de mãos dadas com o Tom, pude sentir que ele congelou só de ouvir aquelas palavras. Também fiquei um pouco triste… Afinal, são 9 meses, e mais o tempo em que vou ficar a repousar após parto… — Eu sei que essa não é uma boa notícia, mas têm que perceber que esta não é uma gravidez normal, e todo o cuidado é pouco… — Falou olhando atentamente para nós. Olhei para Tom, e vi que ele quase se segurava na cadeira para não bater no médico, mas acabou por respirar fundo e concordando com a cabeça. – Ótimo. É tudo. – Sorriu. — Tenho que lembrar que o Bill terá que vir aqui 1 vez a cada duas semanas para podermos garantir que a gravidez está indo bem.

- Ok Doutor, muito obrigado. – Sorri, apertando sua mão.

- É… Obrigado. – Falou Tom também apertando a sua mão e forçando um sorriso.

- Oras… Eu não fiz nada… — Sorriu. – E Tom, desculpa… — Disse referindo-se á parte de não fazer sexo. — Mas é para o bem do vosso bebé. – Tom sorriu e acenou.

Saímos do gabinete, e abracei logo Tom. Ele correspondeu ao abraço e rodopiou-me no ar rindo.

- Vamos ser pais Tommy. – Abracei-o fortemente quando me parou de rodopiar.

- Sim Billy, vamos ser os melhores pais do mundo. – Falou acariciando os meus cabelos.

- Não estás chateado com o “nada de relações sexuais”? – Perguntei quase caindo da gargalhada. Ele suspirou pesado, e falou:

- Não. Claro que não é uma coisa boa de se ouvir, mas se for pela minha filha, faço tudo. – Olhei nos seus olhos, e sorri com as suas palavras.

- Tom, eu estou a sonhar? – Perguntei rindo. – É que se estiver, não quero que nada me acorde.

- Não Billy, isto não é um sonho, é a realidade. – Abraçámo-nos pela última vez, e fomos para casa, convidando os nossos amigos e pais para contar a novidade.

*---------------------------------------------------------------------------*

[Tom]

A caminho de casa, Bill telefonou aos nossos pais e amigos, convidando-os para irem a nossa casa almoçar. Bill estava tão animado, que eu não podia deixar de rir.

Ele também convidou o Mikael (para quem não se lembra, ele fez a massagem ao Bill na sua despedida de solteiro). Eu continuava a não gostar muito do “Miky” como o Bill lhe chamava. Era bastante visível que ele olhava para o MEU Bill com outros olhos. Agora não comento nada contra ele com o Bill porque da última vez que eu fiz isso, discutimos feio, mas isso não quer dizer que eu não continue com as minhas ideias “Anti-Mikael”.

- Estou Miky? É o Bill! – Ele fez uma pausa ouvindo o Mikael. – Eu estou ótimo! Olha, queria te convidar para almoçar lá em minha casa com a minha família e amigos… Eu tenho uma coisa muito importante para contar, e gostaria que as pessoas mais especiais da minha vida estivessem presentes. – Bufei por causa da sua última frase, e ele me mandou um olhar ameaçador. – Ótimo! Então... espero-te daqui a duas horas na minha casa pode ser? Xau beijos. – E desligou o telemóvel.

- Com que então, convidas-te o Mikael… — Comecei calmo continuando a conduzir e a olhar para a estrada.

- Tooom. – Falou arrastando a voz, e ameaçando começar uma discussão. – Não vais pôr os teus neurónios de ciúmes a funcionar a esta hora, não é?

- Eu não estou com ciúmes, eu só estava a afirmar… — Um silêncio um pouco desconfortável instalou-se no carro, e eu decidi quebrá-lo. – Já convidas-te toda a gente?

- Uhmm… — Fez cara de pensativo. – Deixa-me ver… Já convidei os nossos pais, a minha irmã e o Andreas, a Adriana e o Georg, a Clara e o Gustav, o Mikael… Ah! Esqueci-me da Jess! – Falou discando o número da tal Jess.

- Jess? Que Jess?? Nunca me falas-te de nenhuma Jess…

- Ah… A Jéssica era a minha estilista, mas agora é colega de trabalho. Nunca tive a oportunidade de vos apresentar, mas acho que vais gostar dela. Estou? Jess? É o Bill… Olha eu gostaria que estivesses presente num almoço que vai acontecer na minha casa. Eu gostaria de te contar uma novidade. É hoje daqui a duas horas. – Pausa. – Ótimo! Assim finalmente vais conhecer o Tom. – Sorriu para mim e eu retribuí. – Olha, já agora, traz todo o meu material de trabalho, vou precisar dele em casa, ok? Então pronto, até já. Beijos. – Desligou o telemóvel. – Pronto, agora é só ligar às empregadas para elas virem fazer o almoço. – E mais uma vez ligou o telemóvel.

*---------------------------------------------------------------------------*

O almoço já estava pronto. Bill estava no quarto a arrumar-se e eu esperava-o na sala. Estava a pensar no nome que poderíamos dar á nossa filha, quando fui interrompido dos meus pensamentos com o barulho da campainha.

Levantei-me do sofá para abrir a porta, e quando o fiz, vi o Andreas, a Anna e a Amanda no colo da mãe. Quando a minha sobrinha me viu, sorriu e gritou de alegria:

- Tiiooo Tooom! – Esticou os braços para me agarrar e eu ri.

- Oii pequena. – Pu-la no meu colo e abraçámo-nos. – Está tudo bem? – Ela assentiu e deu-me um beijo na bochecha. Cumprimentei a Anna e o Andreas, e começámos a conversar no sofá.

- E então. Onde tá o Bill? – Perguntou a Anna, depois de alguns minutos de conversa.

- Está lá em cima, a arrumar-se. – Respondi.

- Eu gostaria de saber o que vocês têm para nos contar. – Começou Andreas desconfiado. — Da última vez que o Bill telefonou com aquele entusiasmo na sua voz, deu casamento. – Ri da observação do Andreas.

- Desta vez vão se surpreender, e muito! – Sorri.

- Tiiioo Bill!! – Gritou a Amanda, que ainda estava no meu colo, quando viu o Bill. Pu-la no chão e ela foi a correr ao seu encontro.

Quando olhei para Bill, os meus olhos brilharam. Ver Bill com a Amanda no colo e a rir, arrancou-me um sorriso de rasgar a cara, só de pensar que a mesma cena se vai repetir vezes sem conta quando a nossa filha nascer. Ele cumprimentou o Andreas e a Anna, e ficou sentado ao meu lado no sofá com a Amanda no colo, apoiando a sua cabeça no meu ombro.

Logo os nossos convidados foram aparecendo. Os nossos pais vieram juntos, depois chegou a Adriana, a Clara e o Mikael, e depois chegou o Georg junto com o Gustav. Só faltava a amiga do Bill, a tal de Jess. Fomos conversando uns com os outros. Bill brincava com a Amanda no seu colo, e eu babava só de olhar aquela cena. A campainha tinha tocado, e Bill ia-se levantar para abrir a porta, dizendo:

- Deve ser a Jess. Fiquem aqui, que eu vou abrir. – E saiu da sala, sempre com a Amanda no seu colo. Continuamos a Conversar enquanto esperávamos pelo Bill, e quando ele apareceu na sala com aquela mulher, meu coração quase que saltou da garganta.

Era a Jéssica. Aquela mulher que eu não sabia se havia de gostar ou odiar.

Ela estava ao lado do Bill, a sorrir para todos cumprimentando-nos com um aceno um pouco tímido. Olhei para Andreas, Gustav e Georg e vi que eles estavam na mesma situação que eu: boquiabertos.

- Atenção gente, para quem não conhece, esta é a Jéssica. – Apresentou Bill. — A minha colega de trabalho e amiga. – Ela foi primeiro cumprimentar as meninas e ao Mikael, que pelos vistos já a conheciam, depois os nossos pais, e quando chegou aos rapazes, o Bill começou por apresentá-los um por um. – Jess, este é o Andreas, marido da minha irmã.

- Prazer. – Cumprimentou-o com dois beijos na cara, como se não o conhecesse, e fez a mesma coisa com Georg e Gustav. Quando chegou a minha vez, Bill pôs-se ao meu lado, agarrando meu braço, apresentando-me de uma forma um tanto engraçada.

- E este, é o meu querido, fofo, lindo e gostoso marido, Tom. – Ri um pouco com as palavras de Bill, mas depois parei para encarar a pessoa que estava á minha frente.

- Prazer em conhecer-te Tom. – Ela cumprimentou-me.

- Igualmente. — Decidi entrar no jogo dela, ou seja, fingir que não a conhecia.

- Estou tão feliz por te conhecer! – Exclamou sorrindo. – O Bill fala tanto de ti! Fala coisas tão lindas e inacreditáveis, que eu cheguei a pensar que ele estava mentindo, que não existia nenhum Tom, mas afinal, parece que estava enganada. – Ela riu e eu ri também um pouco.

- Engraçado… Fico feliz por saber que o Bill fala tanto de mim, mas ele nunca me falou de ti… — Ergui a sobrancelha.

- Ah… Eu não sou um assunto importante na vossa vida pessoal, portanto não me surpreendo que ele nunca te tenha falado de mim. – Deu um sorriso cínico, que apenas eu percebi.

- Bem, já que já estão todos aqui, vamos aproveitar, e dar a tão esperada notícia. – Falou Bill empolgado, entregando a Amanda á Anna. Pôs-se ao meu lado segurando a minha mão. Suspirou fundo e começou a falar. – Bem, como sabem, eu e Tom já estamos juntos há 6 anos, e casados há 3. Cerca de um ano para cá, eu decidi que devíamos dar um novo passo na nossa relação, e esse passo seria um bebé. – Ele parou o seu discurso, observando a reação de cada um dos convidados. Todos sorriam, e o Bill continuou. – Portanto, pensámos em adotar, mas eu não quis uma criança que não fosse do nosso sangue. – Parou mais uma vez, vendo agora caras confusas. – Eu andei pesquisando como nós poderíamos ter um filho totalmente nosso, e descobri. – Fez outra pausa, suspirando. – Eu fiz uma operação de implantação do útero, e agora estou grávido. – Bill apertou a minha mão, nervoso com a reação que viria dos convidados. Todos estavam boquiabertos e com olhos arregalados. Aproximou-se de mim, abraçando-me de lado, e eu correspondi.

- Wow! — Exclamou o Andreas boquiaberto.

- Isso é mesmo sério? – Perguntou a Anna e nós assentimos.

- Quer dizer, que nós vamos ter tios? – Perguntou Georg.

- E nós tias?? – Sorriu a Clara. Nós continuámos a assentir.

- Ó meu Deus Bill! Estou tão feliz! – Exclamou Simone correndo para abraçar o Bill. – Eu vou ter um neto!

- Erm… uma neta. Vai ser menina. – Vi Bill revirar os olhos, e eu ri do seu ato.

- Menina? Já sabem o sexo do bebé? – Perguntou o Mikael.

- Não. Mas o Tom pôs na sua cabeça que vai ser menina, e agora está por aí a dizer isso.

- Parabéns! – Ouvi essa palavra da boca de cada um que estava presente e sorria, mas nada comparado ao sorriso de Bill, que estava radiante por estar no centro das atenções naquele momento. O meu pai veio falar connosco pessoalmente, e começou sério:

- Eu espero que vocês tenham caprichado na noite em que o Bill engravidou. Eu quero que o meu neto seja forte e saudável. – Bill riu envergonhado, e eu falei.

- Erm… Neta. Já disse que vai ser uma menina. – Meu pai riu.

- Não interessa. Eu vou amar esse bebé, não importa que sexo que ele tenha. – Sorriu, e pôs a mão no meu ombro. – Parabéns Tom, se não fosses tu e o teu Tomzão, como tu o chamas, não haveria bebé nenhum. Parabéns. – E assim afastou-se. Eu passei a mãos pelo rosto envergonhado, e Bill disse no meu ouvido.

- O teu pai é tão pervertido… Ele vem aqui, e diz essas coisas sem mais nem menos. O mais engraçado é que ele fala tão naturalmente, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Eu ri.

- É para tu veres a quem eu puxei o meu lado perverso. – Sorri malicioso e Bill revirou os olhos rindo.

- É… estou mesmo a ver. – Rimo-nos e demos um beijo rápido, voltando a prestar atenção nos convidados, conversando com eles.

Ao longo da conversa, as meninas pediram para acariciar a barriga de Bill, mas logo lembrei-me que o Mikael podia-se aproveitar da situação e também passar a mãos no MEU Bill, portanto disse:

- Ei… Acho que isso já é abuso! – Puxei Bill levemente pelo braço, e abracei-o. — Ninguém vai tocar no meu Bill! – Avisei e Bill riu.

- Seu ciumento! – Disse rindo e beijando-me. – Vamos comer? – Sugeriu para todos.

- Espera! – Disse Jéssica. – Eu trouxe todo o material que me pediste, mas é um pouco pesado, eu preciso de ajuda…

- Tudo bem, eu ajudo-te. – Nesse momento, o meu cérebro lindo pôs-se a funcionar, e tive uma ideia.

- Não! – Falei. – Deixa estar Bill, eu ajudo-a. Tu não podes fazer muito esforço, lembras-te?

- Ahh… Ok então.

Jéssica sorriu para mim e começou a andar para a saída, e eu fui seguindo-a. Aproveitaria este momento para esclarecer todas as minhas dúvidas. Quando saímos de casa, certifiquei-me que ninguém nos estava a ver e a ouvir, e comecei a falar.

- Ok Jéssica. Diz-me porque estás aqui e o que queres.

- Quê isso Tom? Eu estou aqui porque fui convidada, e de momento quero que me ajudes com o material do Bill. – Sorriu cínica.

- AHAH. Que piada. – Ironizei. – Sério Jéssica, há quanto tempo conheces o Bill? – Perguntei preocupado.

- Erm… Há mais ou menos 4 anos… — Disse pensativa.

- E porque nunca me contas-te?!

- Ai amor, tu nunca mais apareces-te lá no casino. – Fez biquinho, e começou a passar a mão pelo meu corpo até eu retirá-la.

- Eu estive lá na minha despedida de solteiro…

- Ahh… pois foi… esqueci-me. – Riu. Suspirei fundo, estava preocupado com aquela situação.

- Contas-te ao Bill sobre nós?

- Claro que não amor! – Sorriu. – Não achas que seria um pouco esquisito ele conhecer a única mulher com a qual o seu marido fudeu? – Falou a frase proferida por mim há 3 anos. – Relaxa. Tu sabes que eu sou estilista já há muito tempo. – Começou calma. – Quando nos conhecemos, Bill apenas estava a passar pela minha loja, e entrou para comprar umas roupas, e fomo-nos tornando amigos. Foi mera coincidência. Eu não o procurei para me tornar amiga dele ou coisa do género, se é isso que queres saber. Bill é uma ótima pessoa. Eu não irei dizer ou fazer nada que possa prejudicar a nossa amizade, ou a vossa relação. – Sorriu e eu sorri de volta.

- Obrigada Jess. – Abracei-a e ela correspondeu.

- Não tens de quê amor. Agora, ajuda-me com as coisas do Bill, já que é muita tralha. – Eu ri. A Jéssica não muda.

Entramos em casa, pusemos os sacos ao lado da porta e fomos para a sala de jantar, onde já estavam todos á nossa espera. Sentei-me ao lado do Bill e começámos a comer. Durante a refeição, faziam-nos perguntas sobre como decorreria a gravidez do Bill, o perto, etc.

No fim do almoço, Bill ficou com sono. Os convidados foram indo embora, e quando ficámos a sós, Bill abraçou-me sonolento.

- Tommy… Quero dormir…

- Vamos, eu levo-te até ao nosso quarto. – Peguei-o no colo ao estilo “princesinha”, e subi as escadas rumo ao nosso quarto. Quando lá chegámos, deitei Bill na cama com cuidado, e fui tirando a sua roupa. Quando tirei a sua T-shirt, beijei a sua barriga como uma forma de carinho para a nossa filha, e ele riu meio sonolento e com os olhos fechados. Vesti-lhe o pijama, e ajeitei-o na cama debaixo dos cobertores.

- Tommy… Dorme comigo… — Pediu baixinho. Fui tirando a minha roupa, e quando já só estava de boxe, deitei-me, aconchegando Bill no meu peito. – Tom, temos que pensar no nome que vamos dar á nossa filha. – Ri. Bill finalmente tinha aceitado a minha ideia de o bebé ser uma menina.

- Nós depois pensamos em alguma coisa. – Disse. – Agora descansa meu amor.

- Bons sonhos Tommy. – Disse de olhos fechados.

- Bons sonhos Billy, dorme bem. – Beijei a sua cabeça, e passei a mãos pela sua barriga, falando para a nossa filha. – Dorme bem pequena.

E assim adormecemos os três.

Notas finais
E aí, estão a gostar??
Será que ganho pelo menos 8 reviews?? *-*
Bom Natal liebes :D
Kusse ♥