Notas iniciais
Oi gente! :D
Fui rápida ein? :P
Obrigada pelos reviews :) ainda não respondi, mas vou fazê-lo este fim de semana, agora, aproveitem o capítulo :)

[Bill]

Passaram 3 anos desde o nosso casamento. Hoje em dia tenho 22 anos, e Tom tem 27. Vou vos contar o que aconteceu durante este tempo todo.

Passámos a nossa lua-de-mel nas Maldivas, depois viajámos pela Europa, e depois pela nossa querida América. Percorremos a América toda de carro, com muuuitas paragens em Motéis, se é que me entendem… Comprámos um cachorrinho, o Scotty, e eu tornei-me um estilista famoso. Bem… famoso porque o facto de eu ser marido de Tom Kaulitz Trümper também ajuda… LOL, estou a brincar. Tornei-me famoso porque eu só lanço uma ou duas coleções por ano, mas quando o faço, o meu trabalho é bastante apreciado e elogiado por outros estilistas. Lanço poucas coleções porque quero que fiquem perfeitas, e isso demora algum tempo, já que eu sou um perfeccionista. A minha irmã Anna casou com Andreas, e teve uma filha linda, a minha sobrinha Amanda, que agora tem 9 meses. Tom continua a trabalhar nos seus filmes e eu ajudo-o algumas vezes com a roupa dos atores.

A nossa relação não podia estar melhor, é claro que existem brigas, isso é normal, mas nada que não se resolva com um beijo e uma noite beem longa. O sexo é ótimo, e é raro passarmos mais de 3 dias sem sexo.

Hoje estou aqui na sala a ver TV, enquanto espero por Tom. De uns dias para cá, eu andava muito entediado quando Tom não estava em casa. Fiquei com muitos ciúmes da Anna por ela já ter uma filha. A Amanda era uma bebé linda e gostava muito de mim, não é por acaso que a sua primeira palavra foi “Bill”. Às vezes ela ficava comigo e com o Tom cá em casa, e era a maior festa, mas sempre que eu estava sozinho em casa, sem o Tom nem a Amanda por perto, sentia-me muito vazio, e por isso pensei em ter uma criança. O Tom tinha-me dito que poderíamos adotar uma, mas eu queria alguém sangue do nosso sangue, eu queria TER um filho, queria ficar GRÁVIDO, tal como a Anna. Eu pesquisei na internet, e isso é realmente possível, mas eu não sabia se o Tom iria aceitar.

Enquanto pensava mais uma vez no mesmo assunto, o telefone toca.

- Alô?

- Oi bebé.

- Oi velhote. – Ri. Ultimamente andava a chamá-lo de velhote por ele estar quase nos 30.

- Tá tudo bem?

- Não! Isto está um completo tédio…

- Deixa lá, quando eu chegar, já terás o que fazer. – Riu malicioso.

- Tom, eu preciso de falar contigo.

- Porque? Aconteceu alguma coisa?

- Não… Bem… Sim… Mais ou menos… A que horas voltas?

- Às 8h…

- Tão tarde?? – Choraminguei.

- Desculpa Bill… Mas tu sabes como é que isto é… Eu prometo fazer de tudo para chegar o mais cedo possível, ok?

- Ok… Então vou ficar á tua espera… Xau amor, bom trabalho.

- Xau lindo.

Eu estava mesmo decidido a contar o que tinha em mente, afinal, não custa nada tentar, né?

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Lá estava eu a pesquisar mais uma vez sobre gravidez masculina na internet, quando ouço a porta da entrada e ser aberta.

- Bill, cheguei! – Era Tom.

- Estou no quarto. – Ouvi passos na escada, e vi Tom a entrar no quarto. Fui ao seu encontro, e dei-lhe um beijo demorado.

- Que boa maneira de chegar a casa. – Sorriu e eu retribuí.

- Como foi o teu dia? – Perguntei passando os meus braços pelos seus ombros.

- Chato. Os meus dias são sempre chatos quando não estás comigo. – Sorriu malicioso.

- Tolo. – Revirei os olhos.

- E tu? O que querias falar comigo?

É agora. Tirei os meus braços dos seus ombros e comecei a falar.

- Erm… lembras-te de teres dito que um dia poderíamos adotar uma criança? – Perguntei mordendo o lábio, sinal de nervosismo.

- Sim…? – Perguntou desconfiado, incentivando-me a continuar.

- É que… bem… eu acho que já está na hora de termos uma…

- Sério Bill? – Podia ver o brilho em seus olhos por causa da felicidade que estava a sentir. — Por mim podemos ir já para um orfanato escolher! – Exclamou com um sorriso gigante na cara.

- Não Tom. – Suspirei. — Tu não percebeste… — Seria agora ou nunca. — Eu quero TER um filho… um filho completamente nosso, sangue no nosso sangue… quero ficar grávido, quero ter um ser dentro da minha barriga a dar pontapés, quero ter um parto normal como a Anna teve, e quero ter o nosso filho nos meus braços e dar-lhe de mamar… — Tom olhava para mim com os olhos arregalados e confusos.

- Mas Bill, tu sabes que isso é impossível! – Exclamou chocado.

- Não Tom, era impossível no século passado. Com a medicina avançada que temos agora, isso é totalmente possível! Eu posso implantar um útero e engravidar naturalmente e ter um parto completamente normal! – Tentava utilizar todos os conhecimentos que tinha, para convencê-lo.

- Mas essa operação para implantar um útero deve ser cara… — Era isso que eu mais temia. Quando o Tom não gosta de alguma coisa e não o diz directamente, tenta arranjar argumentos contra a ideia para não parecer rude e não negá-la directamente.

- Mas nós podemos pagá-la não é? Dinheiro não nos falta! – Tentei, mais uma vez, defender a minha posição.

- Mas Bill, isso não é perigoso? Aqueles que já fizeram essa operação estão bem de saúde? – Epa… ponto fraco…

- Bem… eu estive a pesquisar e… — Eu já devia estar a suar pelo nervosismo que sentia. — Bem… existem hipóteses de tudo não correr como esperado durante o parto, e eu serei o primeiro homem a fazê-la… — Acho que já tinha perdido a “batalha”.

- O quê?! Estás louco?! Porquê que disseste que serás o primeiro a fazer essa operação?! – Perguntou já alterado.

- Bem… eu vou fazer a operação, não vou? – Perguntei receoso, mesmo já sabendo a resposta.

- Não, não vais! – Foi curto e grosso.

- Mas porquê Tom? – Lágrimas já escorriam dos meus olhos.

- Porque é perigoso! – Gritou.

- Mas tu disseste que querias ter filhos, ainda agora estavas super feliz por saber que agora eu estou pronto para ter um! – Comecei também a gritar durante o choro, que agora se tornava abundante.

- Mas isto é diferente! Tu podes morrer! Eu não conseguiria viver sem ti! E não seria só a ti que eu iria perder, seria a ti, e ao nosso filho, e eu não suportaria perder duas pessoas ao mesmo tempo! – Exclamou mais uma vez, tentando-me fazer desistir da ideia.

Olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas, e com maquilhagem provavelmente a borrar o meu rosto. Respirei fundo e limpei-as com a palma da minha mão direita. Ele parecia arrependido da maneira como tinha falado comigo há minutos atrás e tentou desculpar-se.

- Bill… Desculpa… Eu… — Cortei-o.

- Só para avisar: eu não quero crianças que não sejam do nosso sangue… — E saí do nosso quarto para a casa de banho.

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Depois de cerca de 2 horas fechado na casa de banho, tomei banho e vesti o meu pijama preto, super confortável. Desci as escadas e ouvi um choro. Só podia ser o Tom. Entrei na sala, e as minhas suspeitas foram confirmadas. Ele estava de costas e estava mesmo a chorar.

- Tom? – Chamei-o. No mesmo momento, ele virou-se na minha direção, e pude ver os seus olhos vermelhos de tanto chorar. Ele veio ao meu encontro e abraçou-me com muita forçar, e quando digo muita força, é muita força mesmo!

- Desculpa-me Bill! Por favor! Eu não queria! Eu fiquei fora de mim só de pensar que te posso perder! Desculpa! Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor… — Pedia a meio do choro, mas eu mal conseguia responder, porque, como já disse, ele abraçou-me mesmo com muita força.

- Tom, eu n-não c-consigo r-respirar. – Nesse momento ele soltou-me e eu pude finalmente inspirar todo o ar que me faltava.

- Ups. Desculpa… — Ele parecia preocupado, e eu ri da sua expressão facial e abracei-o.

- Está tudo bem amor. – Respondi ás duas coisas pelas quais ele me tinha pedido desculpa e sorri. Senti-o a dar um suspiro de alívio.

- Só… dá-me algum tempo para pensar no assunto, pode ser? – Assenti, e beijei-o.

Deitámo-nos no sofá, e decidimos ver um filme de comédia para acabar com o clima que se havia instalado.

Depois de umas risadas, dormimos abraçados um ao outro, e eu sonhei como se estivesse grávido e como se já tivesse o meu filho nos meus braços.

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Passaram-se alguns dias desde a nossa “pequena” discussão. Tom fazia-me umas perguntas em relação à gravidez masculina, e eu tentava responder defendendo a minha posição.

Hoje, a Anna tinha passado pela nossa casa e deixado a Amanda connosco, para ir fazer umas compras tranquila, sem nenhum ser de 9 meses lá para atrapalhar.

Estávamos agora na sala a brincar com ela. Fazíamos lhe cócegas e ríamos sem parar.

Passadas algumas horas, a Amanda tinha adormecido no meu colo enquanto víamos uns desenhos animados no nosso quarto. Reparei que fazia um bom tempo que Tom não pronunciava uma palavra. Olhei para ele para saber a razão disso.

Ele olhava para mim com olhos cheios de alegria e eu perguntei-lhe:

- Porque olhas assim para mim? – Ri.

- Estava aqui a pensar… Como seria se a Amanda fosse nossa filha… — Olhou para mim sorrindo, e eu fiquei estático. Será que ele estava a pensar em aceitar?

- O que queres dizer com isso?

- Eu estou a dizer que também quero um filho sangue do nosso sangue. – Arregalei os olhos, e lágrimas começaram a cair. Pousei a Amanda com cuidado na cama, e abracei-o com muita força.

- Obrigado Tom! Muito obrigado mesmo! – Ele correspondia ao meu abraço com a mesma intensidade.

Ficámos uns minutos assim, e depois de sairmos do abraço, ele falou:

- Mas antes, vamos consultar o médico para ficarmos a par de tudo o que vai acontecer, ok? – Perguntou e eu apenas assenti com a cabeça. Abracei-o mais uma vez, e a Amanda tinha acordado e começado a chorar, devia estar com fome.

- Deixa estar, eu cuido dela. – Sorri para Tom e acariciei a sua face. Levantei-me, peguei a Amanda, e fui preparar o seu leite. Enquanto a alimentava, fui para a sala e sentei-me no sofá. Tom foi comigo, e decidiu ligar para o consultório do nosso médico de família, para marcar consulta. Eu olhava atento.

- Estou? – Alguém do outro lado tinha atendido. – Eu queria marcar uma consulta com o meu médico de família, o Doutor Vítor Costa. – Pude ouvir a senhora a perguntar “Quem vai ser atendido?” – Tom e Bill Trümper. – Pausa. – Sim, está ótimo! Obrigada. – E desligou o telefone.

- E então? – Perguntei curioso.

- A consulta está marcada para amanhã, para às três da tarde.

- Amanhã? Mas tu não tens gravações para fazer?

- Oh… Vou adiar, afinal, este assunto é muito mais importante do que uma gravação qualquer. – Sorri e ele passou o seu braço pelos meus ombros, beijando-me. Adorava quando o Tom adiava o seu trabalho só para estar comigo.

- Amo-te. – Proferi com brilho nos olhos.

- Também te amo. Muito! – Sorri e beijei-o mais uma vez.

À noite, quando a Amanda já não estava connosco, amámo-nos mais uma vez. Uma noite longa e cheia de sentimentos.

Notas finais
E aí? Reviews?? Recomendações???
Até ao próximo :)