I Just Called To Say... I Love You
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Ela parou na porta de entrada. Ela estava linda. Trajava uma blusa vermelha de manga longa bem colada ao corpo e uma calça. Em suas mãos trazia um casaco. Ela sorriu. E que sorriso! Grissom ficou extremamente feliz ao vê-la. Havia chegado a hora de descobrir a verdade.
_ O que significa isso? –ele perguntou, a voz soando mais ríspida do que pretendia.
_ É apenas o que diz: um pedido para uma licença sem vencimentos – ela respondeu enquanto caminhava em direção à ele –Seis meses... a um ano, talvez.
_ Por quê?
Ele sabia que estava sendo injusto. Ele sabia muito bem o motivo: ele.
_ Eu estava pensando em experimentar o sistema do governo federal o FBI...
Ele riu. Aquilo era uma desculpa esfarrapada. Por que ela não dizia logo? E por que ele sentia a necessidade de ser duro com ela. Ela não tinha culpa. Se ele não conseguia falar o que realmente sentia, então deveria ser objetivo. Por isso disse:
_ Nós temos o melhor laboratório do país.
_ Eu preciso de um ambiente de trabalho diferente – ela respondeu fingindo uma calma que estava longe de sentir.
_ Que quer dizer com isso? – ele perguntou à ela, enquanto se perguntava como ele fazia uma pergunta daquelas.
_ Um com comunicação... de mais respeito.
_ Aqui todos te respeitam – ele respondeu sinceramente.
_ Você não.
Ele fora atingido pelo peso daquelas palavras. Será que ela não percebia o quão importante ela era para ele. Será que ela não conseguia ver além, ler as entrelinhas? Vamos Grissom, fale o que você sente por ela! Ele dizia para si. Mas o que saiu foi:
_ Isto tem alguma coisa a ver com o hambúrguer?
“Maldição!” Porque ele não conseguia? Era tão difícil assim falar aquelas três palavras? Para ele sim.
_ Não. Grissom... isso não é sobre essa coisa do hambúrguer. Não posso acreditar nisso. Como pode reduzir tudo o que eu disse à uma birra? Pensa que o problema aqui é só sobre mim?
“O problema é você Sara. Não consigo tirar você da minha cabeça e o pior, do meu coração” ele pensou.
_ Se você não assinar minha licença, sou forçada a pedir demissão – disse ela dando meia volta, dirigindo-se à saída.
“Demissão? Não! Só por cima do meu cadáver! Vamos Grissom faça alguma coisa!”
_ Sara? – ele por fim disse.
Ela virou para ouvi-lo.
_ O laboratório precisa de você aqui!
Ela forçou um sorriso.
_ Que bom! – disse isso e saiu.
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