I Hope Youre The One.

1 Capítulo Único - The One.


Notas iniciais
Essa fic é pra mamain (mahrxon), que se apaixonou na foto da capa. IASIASUIOASOIUAS kya. :K

Estávamos em plena avenida principal. Centro. Inverno. Saindo da escola. A neve era bastante alva nas calçadas. Mas como estávamos no final de inverno, podia-se andar nas ruas sem previsões de nevasca. Ou fim de mundo generalizado.

Eu estava acompanhado de um... Hm... Amigo. Ou era assim que nós nos apresentávamos, por mais que o que realmente somos esteja bem longe disso. Eu considero Alistair como uma pessoa importante pra mim; Mas eu não sei o que ele pensa sobre isso. Tenho uma ideia, mas ele nunca realmente disse.

Ele me acordou dos meus pensamentos quando percebi seu hálito batendo no meu rosto.

- Está frio. – Foi o que Alistair sussurrou antes de me envolver em seus braços. Ele era moreno; Sua pele era tão alva quanto a minha e ele era muito fofo! Ele dizia o mesmo de mim, mas eu era ruivo, duh. Ruivos são meio... Tendentes à loucura.

Isso era só mais uma desculpa, em um singelo abraço.

Além do que eu penso, eu não sabia como lidar com isso. Com essa relação ‘no ar’.

Somos homens. Sem falar que eu sou menor de idade! E... Oras, que aproveitador barato. Aproveitando-se de uma criança doce e indefesa como eu.

Eu bufei alguma coisa e o meu rosto provavelmente estava muito próximo de um tomate. Provavelmente por isso ele deve ter rido. Mas eu estava irritado, isso era impossível de não ser notado.

- O que foi Daniel? – Ele fingiu estar preocupado, mas eu percebia seu sorriso malicioso.

Enquanto eu estava extremamente concentrado em seu rosto, procurando alguma coisa em seus olhos, eu senti seu hálito com um forte cheiro de hortelã. Aquele idiota! O cheiro era extremamente agradável. Controle-se. Controle-se, Dan, você tem uma reputação a zelar.

Abaixei o rosto, pensativo. Ele provavelmente estaria confuso pela minha reação.

- Dan?

Novamente senti seu hálito quente batendo em meu rosto carinhosamente.

Eu o olhei sentindo minhas bochechas esquentarem.

Balancei a cabeça tentando retirar qualquer pensamento. Inclinei-me para mais perto dele, mais precisamente de seus lábios. Encostei-os aos meus lentamente. Comecei a movimentá-los devagar, e então ele pediu permissão com a língua. Eu cedi, Deus, era gostoso. Alistair, pelo menos, não queria que terminássemos aquilo tão cedo. Mas o ar se foi necessário. Nos afastamos novamente.

Nos observamos por algum tempo, olhei para os cantos e vários transeuntes nos observavam pelo canto dos olhos. Sabe que eu não me importo? Hm, é. O raio que os parta.

- O frio está afetando o seu cérebro, Dan? – Ele riu, após normalizar sua respiração.

- Cale a boca, Alistair. – Bufei.

- Que gracinha. – Alistair apertou minhas bochechas.

Bati em suas mãos, afastando-as.

- Para com isso! – Gemi a contragosto, fazendo bico.

- Você deveria ser menos infantil. – Alistair riu, voltando a andar só que desta vez segurando minha mão.

- Claro. Vou encarnar Chuck Norris. – Fui irônico.

Ele me olhou desdenhoso.

- Mas não foi uma ordem, Dan, eu gosto de você assim. – Ele se aproximou e beijou o meu nariz.

Eu vi uma criatura conhecida passar pela gente com cara de poucos amigos. A criatura era um professor nosso. Eu não preciso dizer que congelei, né? Um professor ver dois de seus alunos de mãos dadas é constrangedor.

Mais constrangedor ainda foi ele se virar para nós, parar o passo e sorrir.

- Porque vocês não assumem logo? – Sua voz era divertida, e seu rosto mostrava algo como... Sabedoria? Ah, sei lá, essa é a cara dos professores quando nos dão um conselho. Ele se virou e voltou a caminhar para seu destino.

Eu congelei.

- O que ele cheirou, Deus? – Eu perguntei de olhos arregalados enquanto via o homem sumir pelo estacionamento do colégio.

- Não sei. Mas ele falou uma coisa interessante... – Sua voz era distante, mas ele estava ao meu lado. Alistair pensando de novo. Isso não é bom.

- O que? – Indaguei, fingindo curiosidade. Mas na verdade eu estava apavorado, o que o Alistair está pensando? Ele quer que nos tornemos n-namorados? A palavra me assusta. Imagino o que namorados fazem...

- Quer namorar comigo, Dan? – Alistair perguntou com certo brilho nos olhos. Seu sorriso era impecavelmente lindo e sedutor. Que porcaria, Dan, olha na grande enrascada em que você se meteu.

- Alistair... Eu... – Gaguejei.

- Dan... Shhh. Você gosta de mim, certo, Dan? Afinal, se não gostasse de mim você não me beijaria de livre e espontânea vontade, não é? Na escola. Quando vamos ao Shopping. Quando você está feliz e eu estou contigo é como se o sol brilhasse no meu coração, entende? Então, amar você eu faço isso muito bem. – Ele sorriu pra mim de uma maneira que... Bem... Ele só sorri assim quando é algo muito bom. Ou qualquer pessoa sorri dessa maneira quando algo muito bom acontece com ela. – Eu tenho certeza dos meus sentimentos por você. Mas e o Daniel, hm?

Eu corei.

- O Daniel? – Indaguei, receoso. Eu estou com medo. Eu não sei o que responder. Eu gosto do Alistair? Bem... Gosto de ficar ao lado dele. Gosto de beijá-lo, por mais que isso seja estranho. Gosto quando ele se preocupa comigo. E eu gosto do calor que eu só sinto quando estou com ele. Isso se chama... Gostar?

É mais do que isso. É amar.

- É. Dan. O que você sente por mim? – Ele perguntou novamente visto que eu não havia respondido.

- Ah. Hm... E-Eu gosto. Gosto de você, Alistair. Eu gosto de tudo em você. E... Eu só estou com m-medo disso. – Ele riu e eu fiquei calado, com vergonha de ter falado porcarias.

- Vamos. Continue, eu quero ouvir. – Ele sorriu daquela maneira que só ele consegue fazer.

Que bonito, eu estou numa situação e tanto agora.

- Eu gosto quando você t-traz morangos pra mim na escola, gosto quando você se preocupa comigo e... – Eu corei absurdamente. -... Por favor, eu não quero continuar. Já deu pra entender que eu te amo.

Ele riu docemente.

- Own. – Seus olhos estavam mais brilhantes que o normal. – Isso é um ‘sim’, então?

Não tive muito tempo para responder, apenas a minha expressão que se tornou assustada. Olhei para ele com medo, mas logo relaxei a expressão e sorri, ainda meio transtornado.

- É sim.

Em um pequeno movimento ele me pegou nos braços, me abraçando e sorrindo como se acabasse de ganhar na loteria.

- Oh, Daniel, esse é o meu melhor presente! – Ele beijou a minha testa.

- Pare com essa besteira, Alistair.

- Por quê? Eu poderia morrer agora. – Ele sorriu, como se não tivesse ouvido o que eu estava falando.

Ele me soltou no chão, ainda muito próximo de mim.

Alistair se inclinou mais para baixo, encarando o meu rosto.

- Você é lindo e eu te amo. – Suas mãos encontraram suporte em minha cintura e as minhas próprias foram parar em seus ombros, enquanto sua boca encontrou caminho em minha testa, depositando um beijo ali. Alistair recolocou-se de frente para mim com um sorriso em seus lábios.

- Own, amor, eu também te amo. – Fiquei na ponta dos meus pés para lhe dar um beijo simples; Mais como um selinho.

Eu me afastei dele e sorri.

Acho que estou me acostumando. Foi rápido...

- Seu nariz está muito gelado.

Eu fiz bico, olhando pra ele como se eu entendesse a sugestão dele. Eu não queria ir pra casa.

Ele riu, entendendo.

- Então vamos à uma lanchonete que tenha aquecedor.

- Hm... Tudo bem!

Ele se inclinou para um beijo rápido.

- Então vamos.

E o segui para a tal lanchonete.

- O que você pediu pra mim? – Eu perguntei extremamente curioso, enquanto ele voltava para a nossa mesa.

- Cappuccino, quentinho pra você se esquentar. – Ele se sentou do meu lado e, após dizer isso, me beijou docemente. Foi só um pequeno encostar de lábios que poderia dizer ‘voltei!’ para o meu coração se sentir mais aconchegado. -... E biscoitos, ya know, cookies.

Eu ri da sua expressão; Ele parecia meio confuso com o que dizia.

- Parece gostoso. – Eu ri baixinho.

Fiz uma careta quando meu dedo enroscou no meu cachecol que jazia na mesa.

Com o aquecedor da loja, os nossos cachecóis, mochilas e sobretudos estavam na mesa ou no banco. O banco era estofado, sabe? Aqueles que todo mundo adora deitar? Pelo menos eu deito.

- Você é uma criança teimosa. – Alistair riu, desenroscando meu dedo. – Se não parar, você vai ficar com o dedo aí pra sempre.

O olhei com desdém.

- Por favor, não diga isso como se eu fosse criança.

- Ok. – Ele riu. – Você não vai gostar da sensação dele preso... – Sua voz era baixa. -... Pronto, viu? – Me mostrou o meu próprio dedo, colocando o cachecol longe de mim.

Eu podia ver uma listra vermelha no local. Pressão nos dedos, ok, eu entendi, Alistair.

Eu encontrei um novo passatempo: Mexer o meu dedo e sentir uma dor amena. Era legal.

Eu senti Alistair se aproximar mais do meu rosto.

- Dan... – Sua voz era manhosa e baixinha.

Eu o olhei, curioso.

- Hm?

Alistair se aproximou de mim e capturou os meus lábios de forma tênue, calmamente. Nossos lábios se moviam de forma lenta e, às vezes, eu me sentia incrivelmente agraciado pela sua respiração quente em minha pele. Ele se afastou, quebrando o beijo.

Sorriu e sussurrou.

- Eu sei que somos muito jovens, e que ainda é muito cedo para dizer isso... Mas eu espero que você seja a única pessoa para mim.

Eu congelei.

O olhei com espanto.

- O quê? – Eu parei de respirar por um momento, soltando o ar bruscamente depois. — Você tem noção do que disse?

Ele riu.

- Mas é claro! Você é uma gracinha, eu quero você pra sempre, Dan. – Ele beijou minha bochecha.

Eu relaxei minha expressão.

- Uhum. Não é uma má ideia. – Fiquei pensativo. – A gente pode tentar. – Eu sorri.

Alistair sorriu de uma forma nunca antes vista. Ele parecia que poderia ter um acesso bem ali na minha frente. Me abraçou fortemente.

- Eu não poderia estar mais feliz. – Sussurrou.

Eu beijei sua bochecha.

- Você diz isso toda hora... – Eu ri.

- Isso é ótimo! Você me surpreende sempre. – E me afastou para me beijar.

Eu me senti estranho quando disse aquilo. Parecia uma promessa que eu não deveria quebrar, nunca. Mas era estranho como essa promessa não fazia me sentir inseguro ou preso. Eu me sentia feliz.

Porque eu sabia que eu seria feliz ao lado dele. Para sempre.

Notas finais
E AE? :D
Eu sei que eu estou só escrevendo coisinhas fofas, sem lemon e etc. Mas eu juro... É melhor ler isso do que um lemon mal feito, porque eu realmente não sou boa em nisso. *cry* ;-;

Reviews? ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!