Notas iniciais
drama rolando solto hj. Pois bem, eu n quero ficar enrolando com esses dois, pq sei q isso é chato, então vamos direto ao ponto, pq imagino q ngm queira ficar lendo a rotina da Marisa né hehe, espero que gostem

Sem demoras, tratei de resolver esse assunto, já que Anthony não me deixava esquecer. E conforme eu imaginava, eu não pude quebrar o contrato, teria que voltar pra a Europa e ficar lá por alguns meses, nem sabia como falar isso pro Anthony, e eu tinha que contar imediatamente já que ele estava na minha frente impaciente para que eu terminasse logo a ligação. E quando eu finalizei, fiquei olhando pra cara dele sem saber o que fazer.
- Vai Marisa, fala! Para de me torturar, fala alguma coisa.
- O que você acha? – minha cara não era muito positiva.
- Ah não me diz que você vai ter que voltar? – fiz que sim – Eu vou junto.
- E como fica suas coisas aqui?
- Mas é por pouco tempo não é?
- Ah, uns dois meses mais ou menos. – falei meio baixo e não o encarando
- DOIS MESES?!
- mais ou menos.- a cara dele era péssima, ele não ficava quieto em um canto, parecia pensar em uma saída desesperadamente — Vai passar rápido amor, e você pode ir pra lá, o problema vai ser eu vir pra cá.
- Por que?
- Eu não vou ter tempo durante esses dois meses, e quando acabar eu já vou estar no sétimo mês, não vou poder voltar.
Preciso dizer a reação do Anthony? Ele estava revoltado com a situação, e eu não podia fazer nada.

Aproveitamos ao máximo o tempo que ainda tínhamos juntos, mas era muito pouco, então tive que voltar pra Europa.
- Se cuida amor, e me liga.
- Ok, eu vou. E você vê se não se casa enquanto estou fora hein.
- Não sou louco. – ele me puxou e me deu um beijo forte. – Achei que nunca mais ia ter que te ver ir embora.
- A gente se vê logo. – mal terminei a frase e anunciaram meu voo.
- Te amo querida.
- Também de amo Anthony.
Me despedi do Everly e da Sunny que tinha ido junto, e fui sem olhar pra trás, pra não me arrepender.
Passei o voo inteiro com dor de cabeça, dei graças a Deus quando chegamos. Voltei pra casa, e os dias foram meio sem graça, gostava de fazer o que estava fazendo, mas ficar longe do Anthony era como se só uma parte de mim estivesse funcionando.

Os dias passavam normais, nem rápido nem devagar, minha barriga cada vez maior, e Anthony fazia questão de falar comigo todas as noites por webcam para poder acompanhar isso. Ele planejava ir me visitar, mas era difícil, a banda estava com a agenda lotada, apresentações, entrevistas e nenhuma na onde eu estava.
Mas até que ele conseguiu uma semana e foi até Londres.
- Meu Deus! Quantos meses se passaram mesmo?! – disse assim que me viu no aeroporto
- É, eu sei que estou enorme.
- Você está muito linda. – eu até ia responder, mas ele me interrompeu com um beijo.
Já era noite, fomos direto pra casa, eu tinha feito uma lasanha, sabia que Everly adorava. Eu estava colocando a mesa, Anthony arrumando as coisas no quarto e Everly vendo desenho.
Fui pegar os pratos mas estavam meio altos, e me esticar foi um pouco difícil com aquela barriga gigante.
- Eu pego – Anthony apareceu atrás de mim já pegando os pratos. – Você já pensou em algum nome?
- Não, por que? Tem algum em mente?
- Pra menina não, mas eu gosto de Noah o que você acha?
- Noah é lindo. – e eu realmente gostava desse nome. – Mas e se for menina?
- A gente ainda tem tempo pra isso.
- Não muito.
-Mas algo me diz que vai ser menino.
- Estou perdida, vou ficar cercada de meninos. Podia ser uma menina, pro time ficar mais equilibrado.
- Seja o que for vai ser perfeito se for igual a mãe. – ai como ele me deixava sem graça, enfim ele me virou e começou a me beijar.
- Papai to com fome! – Everly gritou lá da sala.
- Isso por que ele comeu a parte dele a minha no avião.
Acabamos de colocar a mesa e já fomos jantar.
- É menino ou menina? – Everly quebrou o silencio.
- A gente não sabe ainda – respondeu Anthony. – Só vamos descobrir na hora.
- Ah por que? Eu quero saber logo.
- Por que tanta presa? – perguntei.
- Porque eu quero que seja menino.
- Isso ai Everly, concordo.
Pronto, mais um querendo menino.
Ficamos vendo filme depois disso, Everly foi o primeiro a dormir. Anthony o levou pro quarto enquanto eu arrumava as coisas na sala.
- Estava com saudades amor. – ele me abraçou enquanto eu estava de costas fechando a janela.
Virei meu rosto de encontro com o dele, onde se iniciou um beijo calmo.
- E esse garotão, ta tudo bem? Você está indo no medico?
- Uhum, está tudo ótimo. Tem certeza que não quer saber o sexo?
- Tenho, vamos esperar até o dia, e descobrir na hora, assim é mais legal.
- Ok. – falei saindo de perto dele e indo para a cama, e ele logo me acompanhou.
Não demorei a pegar no sono, mas quando acordei achei que tinha dormido muito mas o relógio marcava apenas três da manhã. Olhei a luz do corredor acessa e estranhei Anthony não estar ao meu lado. Mas logo ele apareceu na porta e ficou me olhando.
- Aconteceu alguma coisa? — perguntei
- Não, eu só não consigo dormir. – fiz sinal para que ele voltasse pra cama, e ele logo se sentou ao meu lado.
- Tá tudo bem?
- Eu não quero te deixar sozinha aqui, você não pode voltar e eu não posso ficar, não queria que fosse assim. Eu fico preocupado.
- Mas amor, você disse que logo vai voltar.
- Eu sei, mas você já está indo para o nono mês, pode nascer a qualquer momento, e se eu não tiver chegado ainda? Você fica aqui sozinha, o que eu vou poder fazer por você estando do outro lado do mapa.
- Não se preocupe com isso, eu não fico sozinha, sempre tem algum amigo por aqui, e não vai nascer antes de você chegar.
- Não sei não Marisa, não gosto da ideia de você ficar aqui.
- Mas não tem escolha, você não pode cancelar suas coisas. Agora relaxa, vai dar tudo certo. – O puxei para que ele se deitasse novamente.
Eu sabia que ele ter que ficar longe de mim, nesse período era ruim, era algo que ele deveria acompanhar e eu sabia que era a vontade dele, mas não tínhamos escolha, eu não queria me arriscar entrando num avião, e ele também não permitiria que eu fizesse isso.
Deitei sobre seu peito e fiquei olhando ele enquanto mexia em seu cabelo, esperando ele dormir.
- Não se preocupa tá?- dei um beijo em seu ombro.
- Falar é fácil.
- mas vai dar tudo certo. – por sua vez ele me deu um beijo na testa e eu voltei a mexer em seu cabelo.