Notas iniciais
isso pode parecer um pulo no história, mas foi msmo. Prefero assim do que encher linguiça. Não sei se vão gostar, n tem dialogos e acho que ficou meio sem sal, mesmo assim reviews
Minhas pernas tremiam mais do que vara verde, o vestido leve moldado em meu corpo tinha a mesma direção que meus cabelos soltos. Por mais que pudesse parecer confiante, pois era o que meu sorriso demostrava, eu estava tensa. Não pela minha escolha e sim por só então ter percebido como minha vida mudou, até outro dia eu ia de avião para avião pensando como seria minha vida, a qual mudou rapidamente. Se eu desviar a atenção do ponto que me prende, o mesmo que ao longo desse tempo me passou uma segurança e conforto inexplicáveis, onde eu tinha a dúvida e a resposta de tudo, e ao mesmo tempo a sensação de que tudo ia acabar bem, se eu me desviar disso e olhar para minha direita, vejo três crianças lindas, apenas um deles é meu filho de sangue, mas se tivesse que salvar apenas um deles provavelmente eu morreria a ter que escolher.
Recebo todos os olhares que vinham em minha direção amigavelmente, eu tinha um sorriso calmo e confiante e um olhar alegre, retribuindo a meus amigos e familiares, mas o único sorriso ou olhar que me importava nesse momento, era do homem que estava a poucos passos de mim, sorria absurdamente feliz sem tirar os olhos dos meus.
Como se eu observasse a cena sem participar do momento, vagava em meus pensamentos, até que algo em meu lado me fez sair desse transe, olhei ainda vagarosamente para o lado e a pessoa que me ensinou a ser quem eu sou sorria para mim. Meu pai que me apoiou em tantos momentos da minha vida, esteve comigo sempre, não diferente desse momento.
O sol agradável que recepciona o dia calorosamente não era exaustivo ou que causasse incomodo, era amigável e acolhedor. O barulho do mar sempre tão delicado, hoje mais do que nunca soava como uma sinfonia. Os ventos que se quebravam em meu corpo, não causava arrepios e sim aconchego.
Por fim meu ultimo passo, sem que eu fizesse o mínimo esforço senti minhas mãos sendo soltas, mas antes que caíssem outra a pegou rapidamente e o suave beijo me fez acordar. Encarando mais próxima o olhar que sempre me atraiu. Por um minuto me senti sozinha, por não ter mais a presença do meu pai, mesmo sendo por alguns segundos, aquilo foi como se eu estivesse o deixando e começando uma vida nova, mesmo que eu já estivesse vivendo nela.
Olhei para o lado novamente e vi o motivo do meu sorriso. Segurava firmemente na minha mão, me dando uma segurança não só daquele momento e sim que significava pro resto da vida. Aquilo me fez voltar ao passado, e ver aquele homem que me enfiou num pequeno banheiro e me beijou como se eu fosse o maior bem da vida dele, mesmo nunca tendo nos vistos. O mesmo que me seguiu e confesso que com meu jeito de ser, posso até ter parecido arrogante, mas ele soube me conquistar com uma personalidade difícil de explicar.
De vez enquanto uma voz me trazia a realidade, o que me lembrava que eu tinha participação no acontecimento, e como que meu subconsciente respondesse por mim, deixava palavras saírem da minha boca sem eu ao menos lembrar o que falei. Uma das vezes disse algo que causou um sorriso enorme a meu companheiro, que logo eu retribuí. Mas eu estava em outra dimensão, um universo paralelo tão longe da realidade, que posso dizer que mal me recordo de como foi. Talvez isso seja motivo de arrependimento para alguns, mas eu o que eu precisava lembrar, eu tinha certeza que estava bem guardado na minha mente.
A mesma mão que antes estava junto com a minha, agora se encontrava nas minhas costas e sutilmente me puxava, a resultado me deparei com aquele corpo que me fazia perder o folego, seus lábios suaves brincavam com os meus, num beijo inocente e apaixonado.
Não muito longe dali, em um lugar mais fechado, as crianças corriam alegres, as pessoas conversavam amigavelmente e a música era apenas um conforto. Depois de ter recepcionado os convidados eu estava sentada desfrutando de um champanhe que acabara de me servir.
A risada contagiante atraiu minha atenção a uma mesa não muito longe onde Noah brincava no colo do avô, Blackie. Anthony logo em frente, observava atentamente com um sorriso, o pai se divertindo com a pequena criança, ele estava com as mãos nos bolsos e arriscava um gargalhada quando falavam algo que não chegava aos meus ouvidos.
Dei um ultimo gole em minha bebida e a coloquei sobre a mesa, me levantei e fui em direção a grande janela que me dava total permissão para que eu observasse o mar. A água luminosamente azul dançava com o brilho que a noite a concedia. As ondas calmas se formavam e quebravam incansavelmente.
Em meio aquilo, senti um arrepio percorrer pelo meu corpo e um sorriso involuntário se formar. Anthony me segurava firmemente pela cintura e depois de alguns beijos no pescoço deu um ultimo e demorado no meu rosto. Aquilo me dava o aviso que já estava na nossa hora. Depois da maravilhosa festa que eu acabara de sair, fomos para a lua de mel.
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