I Hate You Too!
32 XXXII- Aceita?
Notas iniciais
(POV: João)
Depois do empolgante encontro com o Has, eu tinha que fotografar. O tal agente Marco havia me ajudado com o book e já havia aparecido um primeiro trabalho. Uma marca de jeans queria que eu fizesse parte do catálogo da estação. Marco havia dito que seriam por volta de três fotos e que aquilo… Nossa, seria o dinheiro de metade de um mês inteiro no clube, em apenas algumas horas e tirando fotos. Ele ainda havia me explicado que aquilo era pouco, porque eu estava começando e as empresas não iria pagar muito ainda.
O dia parecia estar correndo super bem, o encontro com Has foi radical para perceber que podemos sim ter alguma coisa. Afinal, havíamos nos beijado. Aquilo deveria ser o começo de uma nova relação. Porém, eu não conseguia não pensar em Yuri… O loirinho vinha se mostrando… Diferente do que era esperado.
Sacudi a cabeça, enquanto dirigia a moto pelas ruas. Já estava chegando perto do estúdio que Marco havia me passado e era bom eu parar de pensar neles e começar a pensar em trabalho. Talvez, se aquilo deslanchasse mesmo, eu conseguiria sair do clube, melhor um pouco a minha vida trabalhando nesse meio e sendo bem mais feliz. Fora uma grana menos sofrida que eu conseguiria.
Parei no estúdio indicado por Marco e estacionei dentro do prédio. Ao entrar, dei de cara com uma grande recepção com duas funcionárias e algumas pessoas circulando. Era um prédio grande, imaginei que nem tudo aquilo fosse apenas do estúdio, afinal era muito grande e concluí que aquilo era verdade, ao ver que uma das recepcionistas tinham a logo do estúdio no peito e a outra tinha a logo de um jornal. Me encaminhei até a moça com a logo do estúdio.
—Bom dia…
—Oi. posso ajudá-lo?
—Eu tenho uma sessão com o Marco, mas ele esqueceu de dizer a sala, sou o João.
—Ahh claro, ele comentou. É no terceiro andar, sala sete. Bom dia, sr.
—Obrigado.
Me encaminhei até o elevador. Minha moto estava estacionada e eu estava bem calmo. Ainda era por volta de três da tarde e eu imaginava que aquilo demoraria por volta de no máximo umas duas horas. Entrei na sala e encontrei Marco e alguém surpreendente.
Yuri estava sentado numa das cadeiras, sozinho e me olhou ao entrar.
—Yuri?
—Oi…
—O que você tá fazendo aqui? -Perguntei um tanto rápido demais, eu estava assustado. Será que ele havia percebido o roubo e agora estava ali para mandar me prender? Respirei fundo. O loiro me olhava com calma, talvez eu estivesse apenas reagindo mal.
—Marco é meu amigo de algum tempo. -Falou o loiro olhando para Marco.
—O meu agente é teu amigo? -Esquisito no mínimo.
—Coincidências…
—Vamos lá, João? -Foi a vez de Marco falar.
O estúdio estava todo pronto, tinha um fundo preto atrás de uma grande câmera fotográfica, luzes davam para esse fundo e Marco estava acompanhado de outro senhor. Esse mais velho e bem arrumado.
—João… -Me chamou e eu me aproximei dos dois. -Esse é o Sr. Pucci. Ele é o gerente da marca que vamos trabalhar. -O homem estava com a mão estendida e eu a apertei, ele parecia um senhor bem centrado e gentil.
—Oi, meu jovem. Você é muito bonito, com certeza vai ser uma campanha de sucesso.
—Obrigado, sr.
—É melhor iniciarmos logo, não é? -Marco falou se aproximando da câmera. Além de agente, ele também estava como fotógrafo do ensaio. -João vem… Vamos fazer uns testes de luz. Tira a camisa.
—Vo-você vai ficar? -Perguntei para Yuri que permanecia sentado ali perto. O loiro apenas acenou que sim e continuou me olhando.
Porque que eu estava envergonhado? Chacoalhei a cabeça e tirei a camisa, indo para a parte de frente a câmera. Marco falou que eu precisava apenas ficar parado e olhando para a câmera, eram apenas testes de luz. Depois de poucas fotos, com Marco pedindo pra que eu virasse e olhasse para o lado. O agente me entregou a calça.
Era um jeans escuro, seria a única peça que eu usaria no ensaio e eu me encaminhei para a pequena porta do banheiro daquela sala. Primeiro sentei no vaso e respirei fundo. Ok, era o meu primeiro ensaio, dependendo da repercussão daquilo, eu conseguiria mais alguns outros e até Marco disse que ele teria mais coragem de me indicar para mais pessoas, afinal, aquilo envolvia dinheiro… E ele mesmo me explicou que ser bonito nem sempre significa ser bom modelo.
Mas porque meu coração palpitava tanto? Não podia ser só a emoção de fotografar, era muito pouco pra tanta palpitação. Seria Yuri?
Tentei tirar aqueles pensamentos da minha cabeça e logo troquei o meu jeans, pelo jeans da propaganda. Era um pouco justo demais, mas conseguia fechar. Voltei para a sala principal e Marco pediu para o maquiador me maquiar. Segundo ele, era apenas para diminuir o brilho que a pele fazia e para manter uma certa conformidade. Depois disso, acabei entrando na frente da câmera de novo, o maquiador acabou passando um pouco de óleo, no meu peito e barriga, dizendo que era procedimento padrão.
—Certo, João… -Marco falou já no seu posto. Yuri me olhava de relance e ficava alternando o olhar para mim e para a revista que ele segurava, mas no fundo não lia nada. -Relaxa, primeiro a gente vai tirar uma fotos bem naturais e demais vamos aumentando…
—Aumentando o que?
—Adivinha, bartender… -Yuri ironizou do sofá, mas logo calou-se novamente fingindo olhando a revista.
—Certo, olhando pra câmera agora… -E logo Marco iniciou os flashes. Primeiro as poses eram comuns, apenas de lado ou de frente, sem muita movimentação. Alguns com o rosto de perfil, ou mexendo o cabelo. -Muito bom, cara… Levanta o braço direito de novo e olha pro lado… Isso.
O clima era calmo, as fotos iam acontecendo de leve, vez por outra eu olhava para o loiro que estava ali perto e ele cada vez menos fingia olhar para a revista e passava a me encarar.
—Agora, João… Abre o botão e abaixa o zíper…
—Hã?
—Não se faz de santo, garoto. -Marco riu sozinho. -Eu tô falando sério… A marca quer umas fotos mais quentes, para ver como vai ser a recepção do público, você não tiver as fotos leves e as quentes, o gerente nem vai se importar em olhar suas fotos.
—Isso é sério? -Olhei para Yuri que continuava olhando, mas parecia não saber de nada que estávamos falando, apenas continuava olhando. Por fim, resolvi deixar a timidez de lado e acabei abrindo o botão e o zíper de vez.
—Certo… Muito bem, agora olha pra câmera… Isso… Muito bom, esse olhar mesmo…
As fotos continuaram, agora com uma pegada mais sensual. Inicialmente apenas o zíper aberto e o botão não faziam tanta diferença, mas depois Marco pediu para que eu baixasse um pouco a calça e a cueca branca contrastava com a coloração escura do jeans.
—Isso… Mantém esse olhar, ele tá ótimo…
Era difícil alternar entre o olhar para câmera e o olhar para Yuri. O loiro já tinha até largado a revista e estava apenas olhando para mim, Pouco tempo depois, Marco finalizou as fotos e disse que eu poderia me trocar.
—Parabéns… -Falou o loiro quando eu passei por ele para ir me trocar, apenas sorri e me encaminhei para o pequeno banheiro.
Porque eu continuava nervoso e com o coração palpitando. As fotos já tinham acabado. Só poderia ser Yuri… E se ele tivesse descoberto que eu consegui o telefone dele e estivesse apenas esperando para dar o bote? Aquilo seria possível?
Claro que seria… Eu não fui discreto o suficiente e agora ele vai me destruir como já deve ter destruído vários. Respirei fundo e troquei de roupa. Era melhor acabar com aquilo tudo logo.
Ao sair do banheiro, Yuri ainda se encontrava próximo do sofá. Dessa vez, em pé.
—Yuri…
—Olha, você pode me esperar lá embaixo? Precisamos conversar… Eu tenho que entregar algo importante para o Marco.
—Ah… Pode ser… -Adiando o inevitável. -Até mais.
—Até…
—João. -Marco falou arrumando a bagunça do ensaio. -Até sexta o dinheiro do ensaio entra na sua conta, ok? Qualquer novidade eu entro em contato com você.
—Certo. Obrigado, Marco. -O moreno apenas acenou e eu saí. Deixando Marco e Yuri sozinhos.
[...]
(POV: Yuri)
O ensaio foi incrível. Quem eu estava querendo enganar, aquele garoto era sexy pra caralho e eu sabia disso e gostava disso. Depois que ele desceu, fui falar com Marco.
—Então?
—O garoto fotografa muito bem, mas não sei se ele está preparado para esse mercado…
—Porque diz isso?
—Ele tá pouco habituado, modelos com a idade dele já sabem exatamente o que fazer e como fazer, poucos são os fotógrafos que vão ficar dizendo passo a passo o que ele deve ou não fazer.
—Fala logo o que você quer… -Falei sentando numa cadeira ali perto.
Todo aquele blá blá era apenas mais uma forma de Marco me arrancar mais algum dinheiro. Não era segredo que ele queria e sabia que comigo seria fácil de arrumar.
—Quem anda fazendo a publicidade da empresa da sua família?
—Não sei, meu pai não me fala essas coisas.
—E se a minha emissora começasse a fazer isso…
—Você tá querendo mexer numa grana que não cabe a mim…
—Olha, é simples, Yuri… Você quer ajuda e eu quero ajudar, mas isso envolve dinheiro. Simples assim… -Marco assinou um papel e me entregou e simplesmente… Aquilo era dinheiro demais, até para mim.
—Você só pode estar brincando, né?
—É isso ou o garoto não vinga… -Suspirei.
—Ok… Em duas semanas eu consigo tudo, não adianta achar que eu consigo esse dinheiro com pouco tempo… -O moreno sorriu e eu levantei para sair. -Mas se você passar a perna em mim ou no João, você nem fique achando que vai continuar com essa sua emissora por muito tempo. Eu sou ótimo com ameaças, Marco.
[...]
—Nossa, demorou… -João me esperava escorado na moto dele, mexia no celular. -O que foi? Era sobre mim?
—Não, garoto! Acha que eu vou falar com um amigo meu sobre você, se enxerga. -O moreno riu. Acho que ele já sabia que toda aquela agressividade vinha de um lugar de humor e não de desprezo, mas será que vinha mesmo?
Eu que sempre desprezei todos os pobres e menos afortunados que conhecia, mas porque que com João era diferente… Só uma pessoa também tinha esse tratamento diferenciado e era Bruno, tudo porque eu gostava dele, mas será que eu realmente não tinha deixado de gostar do Bruno?
Ele era complicado e vivia se agarrando com um e outro, várias vezes eu havia visto ele acompanhado de outros caras e de outras garotas também, o sentimento talvez tivesse acabado e agora eu vivia uma nova fase, talvez de um novo romance?
Quem que eu estava querendo enganar não era? Aquele garoto era uma cilada, ele deveria ser só um oportunista qualquer querendo uma forma fácil de ganhar dinheiro, oportunista por oportunista, Bruno já é um.
—Oi… -Acordei do meu devaneio, com João me olhando sem entender. -Te fiz uma pergunta!
—Hã? Sim… O que foi?
—O que você queria comigo? Disse que precisamos conversar.
—Ahh, sim… Você trouxe o outro capacete?
—Porque? Vai se rebaixar e andar com o bartender? Achei que você era melhor que isso… -Falou divertido e eu dei um soco no peito do moreno.
—Para de ser idiota, trouxe ou não?
—Não…
—Ok, vamos para uma padaria aqui perto então? Você deixa a moto aqui e pega depois numa boa.
—E seu motorista?
—Imaginei que ele fosse demorar, mandei ele voltar para casa. Minha irmã também tinha que ir para a aula de balé.
—Então você tem uma irmã? -João me puxou pela cintura e grudou nossos corpos. Minha boca ficou a centímetros do pescoço dele, afinal ele era mais alto do que eu. Talvez, o ensaio tenha dado confiança a ele. O bartender estava cheio de si. -Você nunca me fala muito da sua família.
—Você não precisa saber!
—Sempre rude… Vamos logo para essa padaria então?
—Se você me soltar…
E logo o moreno largou meu corpo e colocou as duas mãos a vista, como se eu fosse um policial. Talvez eu estivesse sendo rude demais, mas eu não era o garoto que iria me agarrar com alguém no estacionamento de uma emissora de tv, claro que eu não faria isso. João saiu na frente e eu o acompanhei. E se ele estivesse chateado, mas o que eu poderia fazer?
—Ei espera… -Falei e ele parou. E fomos juntos até a padaria ali perto.
[...]
—Então você gostou? -Perguntei enquanto esperávamos o café.
O lugar era bem arrumado. Tinha algumas mesas próximas a janela de vidro e alguns bancos altos perto de uma bancada. A decoração era toda em branco e rosa e dava um clima bem caseiro para a pequena padaria. Nós optamos por sentar numa mesa bem perto da janela da esquerda. Onde quase não tinha pessoas, para que pudéssemos conversar em paz. joão havia pedido um café com leite e uns pequenos pães que tinham ali no vidro do balcão e eu pedi um capuccino.
—Nossa, foi bem legal. Eu nunca tinha me sentido tão bem assim, trabalhando pelo menos. -O moreno parecia realmente ter gostado o que me deixava no questionamento se eu deveria contar ou não para ele. -Você parece pensativo…
—Estava querendo me desculpar por ter sido grosso com você. -Fui sincero. -Sim, eu tenho uma irmã menor, ela foi adotada quando era bebê e nós nos damos muito bem, diferente da minha relação com meus pais. Nicole parece ser a única família que eu tenho naquela casa.
—Desculpa… -Falou o moreno me olhando. -Isso parece ser difícil para você e eu não quero ser um amigo chato que fica irritando…
—Amigo?
—Nós somos, não? -Perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas.
Somos? Realmente éramos amigos? Nós tínhamos desenvolvido nas últimas semanas, nos dávamos bem, saíamos juntos, até nos beijamos. E isso me fez rir.
—O que foi?
—Amigos se beijam? -Perguntei irônico e senti a mão dele juntar com a minha. Olhei para a mão e depois olhei para os olhos do moreno que me encarava.
—Depende dos amigos, não? Mas a gente nem se beija muito. -Falou apertando a minha mão.
—Ok, então… Somos amigos!
Os cafés chegaram logo em seguida, o que nós deixou um pouco tímidos com a chegada do garçom. Aquela padaria era até bastante surpreendente, o café era delicioso e os pãezinhos não estavam nada mal.
—Olha…
—Fala…
—Eu queria te dizer uma coisa. -Respirei, João pareceu tenso ao me ouvir dizer aquela frase. -Sabe o Marco… -Respirei fundo novamente. -Na verdade, eu que te indiquei para ele como modelo e pedi pra que ele iniciasse seu book.
—O que? -João falou franzindo a testa, com uma expressão bem negativa.
Ele deveria estar revoltado, afinal, ele mesmo havia dito que não queria nada meu e eu acreditava. Quer dizer, não acreditava porque sempre todo mundo queria algo meu. Era comum sempre pessoas pedirem ou se aproximarem para conseguir. Meu pai sempre deixava claro como as pessoas se aproximariam por interesse e caberia a mim reprimi-las.
—Calma.
—Porque você fez isso? É isso que você acha que amigos fazem? Vão lá e fazem coisas na surdina para “ajudar” os outros.
—João…
—Yuri você tá muito equivocado, se acha que eu vou ficar querendo que você seja meu herói, só porque você tem algum dinheiro.
O moreno levantou, porém eu segurei sua mão, como ele havia feito comigo antes e ele parou. O rosto do moreno estava vermelho, ele com certeza queria ir embora dali e eu deveria deixá-lo ir. Eu havia sido o ridículo e me equivocado, porém talvez a minha expressão de remorso ou tristeza estivesse fazendo com que ele continuasse ali. Parado. Apenas me olhando.
—Eu sei que eu fiz isso errado, mas eu acho que você merece algo maior do que apenas trabalhar no clube…
—Ou você tem vergonha de ter um amigo que trabalha no clube e prefere que esse amigo seja um modelo? -Falou sentando-se bem rapidamente e me olhando fundo nos olhos. Baixei o olhar.
Será que era aquilo mesmo? Será que eu só tinha vergonha de imaginar que eu tinha alguma relação com um simples funcionário do clube? Será que não era melhor que ele fosse um modelo e tivesse algum tipo de dinheiro menos vergonhoso. Afinal, existe dinheiro vergonhoso? Meu pai era empresário e todo o dinheiro que tínhamos era dele e aquela forma banal de ganhar dinheiro não seria vergonhosa? Pela mentalidade da minha mãe não. E pela minha?
João novamente quis sair e eu segurei na sua mão. Ainda impedindo-o de ir.
—Não é da forma que você pensa. Você merece um futuro tão melhor do que aquilo… Você é lindo! -Falei ainda sentado, queria que ele sentasse e continuasse o nosso café. -Você pode ter mil empregos, fazer tudo o que quiser, isso não vai mudar o fato de sermos amigos, ok? Pode pensar em largar a modelagem agora mesmo… Eu não fiz isso querendo te mudar, eu fiz isso querendo te ajudar e eu achei que tinha conseguido, que você estava gostando e que levaria isso a sério.
—Você poderia pensar que eu iria preferir conseguir isso apenas com os meus próprios pés e não com a indicação de uma pessoa influente, não?
—Desculpe, então. -Apertei a mão do bartender. -Senta? Vamos terminar o café?
Mesmo relutante, João aceitou e continuou o café.
—Eu não quero que você pense que eu sou alguém comprável, Yuri. Você pode ter seus amiguinhos comprados, mas eu sou mais do que isso.
—Eu já percebi isso… E é isso que nos torna tão diferente e tão parecidos ao mesmo tempo. Somos pessoas sozinhas por motivos diferentes, mas somos sozinhos, mas quer saber? Vamos voltar a leveza que estava antes, ok?
—Certo. -Confirmou tomando um longo gole do café e eu fiz o mesmo. -Você se sente sozinho?
—Sim, meus pais quase não tem relação íntima comigo, minha irmã é muito nova para que possamos ser amigos e eu não tenho amigos na escola, porque as pessoas presumem que eu seja um monstro.
—Entendo.
—Eu posso não ser a pessoa mais fácil de se lidar, mas eu consigo ser fiel aos meus amigos e me dar bem com eles…
—Concordo quando você diz que somos sozinhos, embora que pode motivos diferentes…
—É por isso que nós devemos ficar juntos.
—Como assim?
—Quer namorar comigo, João? -O moreno ficou vermelho na hora. Primeiro abriu a boca para dizer algo, mas logo fechou.
O clima não era do melhores e aquilo deveria ser uma válvula de escape inconsciente que o meu cérebro pensou para que pudéssemos mudar o clima esquisito, poderia parecer precipitado ou até desnecessário, mas eu gostava do garoto. Nossos beijos me deixavam louco, fora que éramos mais parecidos do que eu imaginava.
Bruno para mim deveria se tornar uma coisa do passado e João era a coisa do presente. Bruno era fiel como amigo e mensageiro, mas traidor como namorado e aquilo machucava. Principalmente ao me colocar no lugar de todas as pessoas que eu já havia visto junto com ele, então aquilo estragava o nosso relacionamento e tentar com João… Seria no mínimo interessante?
—Então, aceita?
Fale com o autor