I Hate You Too!

22 XXII- É assim que começará tudo!


Notas iniciais
Capítulo XXII está aqui! — Vamos aos comentários? Obrigadão aos lindos! Lipe, Klarisse, Heloisa, Graymarker, Konig, Linkbill, Antonio e bii devon! Lindões do Sket! (Senti uma pequena queda nos reviews, mas eu já esperava que isso fosse acontecer!) — Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo! — Sintam-se a vontade de comentar e recomendar!

(POV: Jonathan)

Logo que eu cheguei ao aeroporto, porra que aeroporto, Nova Iorque era definitivamente uma cidade linda, meu avô estava lá. Um homem bem branco, com o cabelo todo branco e uma expressão cansada, muito cansada no rosto. Senhor Otaviano, era pai do meu pai e estava muito abatido com a doença da minha avó. Ele me recebeu com um abraço bem apertado e depois colocou suas duas mãos nas minhas bochechas, apertando a minha cara.

—Nossa... Você tá um homem, Jonathan? Sua avó vai ficar tão surpresa quando ver, o tamanho do “pequeno John” dela. –Minha avó não conseguia falar Jonathan, então sempre me chamou de pequeno John. Meu avô era menor do que eu e um pouco gordo.

—Como a vovó está, vô?

—Ela teve um problema esses dias, filho... –A expressão de alegria dele sumiu na mesma hora. –Sua avó teve um problema no cérebro, felizmente ela estava no hospital, ela está em um estágio em que está desacordada, algo parecido com uma princesa que está em sono profundo, mas conseguimos levar ela para casa... Então ela está em casa, tendo acompanhamento médico em casa e tem um enfermeiro lá o tempo inteiro. Falaram que dentro de alguns dias ela vai acordar e vão fazer alguns exames... Se for necessário levarão ela para o hospital, se não ficaremos com ela em casa mesmo.

—Nossa, que situação... Mas o que ela tem?

—Um tumor no cérebro, mas ele é em um lugar fácil de retirar, só não foi retirado ainda, por que... Bem, sua avó estava nervosa e acabou tendo algumas complicações com o coração e a pressão.

—Entendo... –Já havíamos saído do aeroporto, eu carregava uma mala e meu avô carregava a outra. Fomos em direção ao carro que estava ali próximo e jogamos tudo nos bancos de trás. Meu avô foi até o volante e sentou.

—Então vamos para a casa? –Perguntei, na verdade, eu ainda estava meio atordoado da viagem, então porra, não pensem que eu sou um idiota que não entendeu que a minha avó está em casa.

—Sim, filho... Lá em casa tem um enfermeiro cuidando da sua avó, eu sei que você iria preferir uma gatinha... –Ri sem graça... Era óbvio que o meu pai havia dito pro meu avô que o neto dele seguia a tradição dos Maserati de pegar e não se apegar, mas que seja... Eu devia mesmo era me desligar, Has devia estar deitado ao lado do bartender lá, com certeza já deve ter chupado o pau dele então... Estou livre em Nova Iorque.

—A gente pode ir, vovô... Sabe, estou meio com dor de cabeça e cansado da viagem, gostaria de ir dormir.

Meu avô acelerou e logo seguimos pelas ruas largas de Nova Iorque. Aquela cidade era surpreendente, tudo parecia funcionar tão bem, os prédios eram gigantes e as pessoas caminhavam nas ruas com as suas roupas perfeitas e suas expressões fechadas. Logo os prédios foram dando lugar as casas e parece que estávamos nos aproximando. Meu avô disse que a casa era bem simples, era um sobrado com três quartos e uma suíte e com uma larga cozinha e uma larga sala e um escritório. Minha avó estava na suíte, um dos quartos estava sendo usado pelo meu avô, o outro estava sendo dividido pelo enfermeiro e pelo médico, já que os dois ficavam revezando os horários e o outro seria usado por mim, que estava chegando agora. Logo ele parou em frente à casa e destravou as portas.

—O senhor vai deixar o carro na rua? E o trânsito e os assaltos?

—Eu vou só te ajudar a deixar suas malas no quarto, o trânsito é tranquilo e o bairro é bem calmo. Vamos? –Ele pegou uma mala e eu a outra e logo fomos entrando.

A sala era bem comum, cheia de lembrança e detalhes, aquela coisa típica de velhos... Minha avó era muito organizada e eu estava bem surpreso pelo fato de tudo estar organizado, meu avô era um bagunceiro. Tinha uma TV, o sofá era bem antigo, tipo antigaço mesmo e um tapete no chão. Meu avô começou a subir com a mala e eu acompanhei. A escada era estreita, mas dava para subir de boa e logo chegamos num corredor, onde tinha duas portas de cada lado e uma porta ao fundo. Meu avô disse que minha avó estava na porta do final e no lado esquerdo eram o quarto dele e o quarto do enfermeiro, no lado direito, era o meu quarto e a outra porta o banheiro. Todos nós usávamos o mesmo banheiro, já que o dá suíte era restrito.

—Jonathan, esse é seu quarto. –Entramos no quarto ao lado do banheiro e ele era bem grande. Tinha uma janela e a cama era bem espaçosa, o armário estava por ali e uma mesa bem antiga ficava perto do criado-mudo que tinha ao lado da cama. O chão era de madeira e as paredes eram brancas, parecia um quarto recentemente feito. –Filho, você deve tá cansado, tem comida lá embaixo na cozinha e pode usar o banheiro, a água é quente, embora você não vá usá-la não se preocupe, meu computador fica no escritório, pode usar se quiser...

—Acho que eu vou tomar banho e dormir, vovô... –Ele colocou a mala na cama e baixou minha cabeça beijando minha testa.

—Bom sono, pequeno John... –Meu avô sorriu e vi uma lágrima descendo por um de seus olhos, ele estava no fundo bem feliz por eu estar ali. Acho que sem a minha avó ele deveria estar se sentindo bem sozinho. –Acho que não vou poder mais te chamar de pequeno, não é?

—Que é isso, vovô? O senhor pode me chamar do que quiser... –Abracei ele e apoiei minha cabeça em seu ombro enquanto ele passava as mãos pelas minhas costas largas.

—Você não sabe a falta que a sua avó estava sentindo do seu pai, tomara que ele possa vir aqui logo, também quero ver meu filho... Conhecer a esposa dele, soube até que ela já é mãe de um garoto, que por acaso tem sua idade... Como eles são Jonathan?

—A mulher se chama Gabriela e é até gente boa, já o filho dela é detestável, um garoto mimado chamado Hassan...

—Então filho, eu vou ficar lá embaixo e você pode ir tomar seu banho, ok? –Meu velho saiu e eu peguei uma toalha no grande armário daquele quarto e logo fui ao banheiro. Na verdade, eu nem ia tomar um banho, ia mesmo só me molhar e vestir uma roupa mais agasalhada para assim dormir.

O banheiro era espaçoso, todo cheio de cerâmica branca, tinha uma banheira... Porra, na casa dos meus avôs tinha uma banheira, mas eu não ia usar aquilo hoje, liguei o chuveiro numa temperatura mais fria, afinal tava um calor danado naquele país dos infernos. A água era diferente da água do Brasil.

O banho foi rápido, logo saí do banheiro e voltei para o quarto e para a minha surpresa... Um garoto, sim um garoto. Estava mexendo na minha mala que estava em cima da cama.

—Hey! –O garoto virou, era moreno, com um tom de bele diferente, ele não era tao branco e nem tão negro, parecia uma tonalidade meio caramelada, tinha olhos negros, bem escuros e cabelos levemente compridos, mais ou menos, na altura do meio do pescoço. –O que você está mexendo aí? –Perguntei em inglês afinal o garoto tinha cara de americano.

—Ohh, desculpe. –Respondeu em inglês. –É que o senhor Otaviano pediu para eu vir ver se você precisa de alguma coisa? Então, eu vi a sua mala aqui e achei que poderia ajudar guardando suas roupas, desculpe... –Ele me olhou dos pés a cabeça, eu estava com meias e com um moletom, com a toalha secava meu peito e eu reparei que ele olhava pra mim, especialmente pra meu peito desnudo. Sorri.

—Ahh, garoto idiota! –Falei português, afinal ele não ia entender droga nenhuma que eu ia dizer, né? Ele tinha minha altura e até que era bonitinho.

—Senhor Otaviano não disse que eu falo português, não é? -Encarei o garoto com os olhos arregalados, ele não só falava português, ele falava português perfeitamente, nem tinha o enrolado de língua típico de gringo. –A proposito, não me chame de garoto, eu já sou formado e bem mais velho que você, garoto! –Falou me desafiando, eu fui até aquele garoto e fiquei face a face com ele. Aquele molequinho achava que só por que era formado tinha algum tipo de autoridade.

—Você não tem ideia de quem eu sou, não é?

—E nem você sobre mim! -Ele deu um empurrão no meu corpo e eu repeti o mesmo feito, empurrando ele com mais força. –Qual é? Caí pra dentro, garoto! Diferente de você eu não tenho 19 anos com cabeça de 15!

—Olha aqui, cara...

—Wow... –Meu avô entrou no quarto com a velha expressão de cansaço e logo foi se aproximando de mim e daquele cara. –Que é isso, hein Jonathan? Brigando com o enfermeiro da sua avó e você, Caleb?

—Desculpa, senhor Otaviano... Eu prometo que isso foi apenas um lapso, não irá se repetir...

—Não vai mesmo se repetir, desde que ele não tente mais mexer nas minhas coisas...

—Eu que pedi pro Caleb ver se você estava precisando de algum tipo de ajuda. Bem garotos, espero que esteja tudo bem...

—Isso não vai se repetir senhor Otaviano, basta não contar ao meu superior...

—Não se preocupe, Caleb... Pode ir agora! –O tal Caleb saiu sem olhar para trás e meu avô se aproximou de mim, segurando minha mão. –Bem que seu pai disse que você era esquentado, me lembra até um pouco ele quando era mais jovem... Um garoto loiro inconsequente, que só queria saber de transar... Se quiser posso te dar o endereço de algumas boates, onde as garotas mais lindas que eu já vi costumam frequentar, mas não se preocupe não são prostitutas...

—Depois vovô... Eu só quero dormir agora! –Peguei a mala que estava ali em cima e coloquei no chão e logo me joguei em cima da cama macia daquele quarto, meu avô saiu e eu fiquei olhando para o teto, até o sono aparecer...

[...]

Já era o terceiro dia... Eu já havia visto minha avó, já havia conhecido o médico dela e já tinha até me adaptado ao tal Caleb fazendo as refeições junto comigo e meu avô. A rotina era simples, o médico e o enfermeiro ficavam trocando, um ficava durante vinte e quatro horas e o outro ficava no dia seguinte, sempre alternando.

Eu estava sozinho no computador, no escritório. Meu avô havia ido fazer algumas compras e naquele dia era o médico quem estaria ali. O senhor Western era muito fechado e eu quase não mantinha contato com ele, além de ser britânico, o que dificultava mais ainda o seu inglês complexo, nem meu avô compreendia direito.

Não havia feito contato com ninguém no Brasil, meu pai deveria estar louco e bem, meu avô havia ligado para ele e dito que eu estava ainda me acostumando com tudo, na verdade eu pedi para ele dizer isso... Falar com meu pai lembraria de Hassan e isso só iria me deixar com raiva... Hassan... Aquele árabe idiota, nojento, magrelo, mas com uma bunda deliciosa e com todo aquele jeito meio tapado, meio nerd e meio sem graça que eu adorava.

Eu estava olhando o perfil de Hassan, vendo suas fotos, vendo seu sorriso, vendo seus olhos verdes expressivos, vendo o seu topete que eu adorava puxar, para fazê-lo ficar submisso a mim. Nos últimos dias não havia postagens dele, isso significava que ele deveria estar aproveitando pra caramba o amorzinho dele com o bartender e aquilo me fazia ficar puto de ódio.

O idiota do Hassanzinho, lá de quatro aproveitando pra ser comido pelo motoqueiro favelado. Aquilo me deixava com muita raiva, mas o que realmente me deixava com ódio, era o fato dele nunca ter dito que me amava, quer dizer, eu sentia raiva de mim mesmo por ter impedido de ter aceitado ele falar que me amava, claro que seriam palavras ao vento... Hassan era um idiota filho da puta que parecia uma vadia mal comida. E por uma loucura do destino, Mandei uma solicitação de amizade para o árabe, ao me dar conta da idiotice que eu fiz, ele já havia aceitado do convite e estava online... E como eu não queria falar com ele, a melhor coisa que fiz foi sair...

[...]

(POV: Hassan)

E Jonathan havia saído...

João continuava ali ao meu lado, com a mesma cara de quem não havia entendido nada. De repente eu estava eufórico, feliz e em outro instante eu estava decepcionado. Será que Jonathan saiu por que eu havia aceitado o convite dele? Mas se ele havia saído por eu ter aceitado o convite dele, por que então que ele me convidou? Aquilo me deixava com uma confusão terrível. Olhei com meu olhar confuso para João que me retribuiu um olhar extremamente confuso...

—O que diabos eu tenho a ver com o Yuri, o seu ódio por ele, o Jonathan e uma suposta vingança?

Olhei sem entender nada, até que por um estalo, tudo voltou... A ideia da vingança e todas as outras coisas que eu andei pensando e sorri novamente... Sim, a minha vingança seria tão foda que até a felicidade voltou.

—É simples, João... Muito simples...

—As coisas simples me assustam!

—Você tem dois meses de férias?

—Basicamente...

—Então, você tem dois meses para conquistar e fazer o Yuri se arrepender de tudo que já fez...

—O que? Você só pode estar viajando... –Jonathan começou a caminhar pelo quarto. –Has, isso é impossível, você acha que aquele menino vai se interessar por mim?

—Ele é solitário! E João, não adianta você se menosprezar, porra, você é lindo! –O moreno sorriu e sentou-se na cadeira que eu usava para estudar.

—Mas você é meu amigo, como ele vai gostar de uma pessoa que é amiga de alguém que ele odeia...

—Aí é que está a cartada... Você não vai mais falar comigo, ele sempre vem falar comigo e quando souber que eu e você nos odiamos... Ele vai achar que você pode vir a ser um possível aliado...

—Você acha realmente que isso vai dar certo?

—Eu pensei em tudo... Você vai se aproximar dele e ele vai vir se certificar comigo que eu te odeio, ele acha que é craque em manipulação, mas ele não me conhece... Você investe nele como se ele fosse a pessoa mais sensacional do mundo, ele vai cair como patinho, afinal ele é solitário e vendo um motoqueiro gato dando bola pra ele, é óbvio que ele vai aceitar... Você vai fazer de tudo pra fazer ele se apaixonar por você, o que não deve ser difícil e no final...

—Eu realmente não acredito que você tá dizendo isso! –Ele ficou de pé... –Você tem noção de quão bárbaro você está sendo? Has! Você quer que eu vá iludir alguém!

—Por Deus né, você viu o que aquele fez? Ele fez com que o Jonathan achasse que matou alguém? Você tem ideia? Isso sim é maldade, o que eu quero é que ele aprenda que mexer comigo não é tão simples assim e nem com as pessoas que eu amo!

—Mas... Você tem certeza que isso vai dar certo?

—Sim, eu pensei em tudo, olha...

Contei para João cada vírgula do meu plano, em que ele seria o envolvido principal. Teríamos que deixar de nos falar em público e eu compraria um celular falso pra mim, Yuri costumava mandar detetives atrás das pessoas que odiava, mas das pessoas que amava ele devia botar um cão de caça. Ele viria me visitar pelo menos uma vez durante a semana e seria na madrugada, entraria pela minha janela que eu deixaria aberta e sairia pela mesma na manhã seguinte, fazendo assim com que a descoberta de Yuri seja no mínimo mais complicada. Tentei fazê-lo aceitar algum dinheiro, mas João disse que não... Que faria aquilo por amizade, mas que a partir do momento que achar que está indo longe demais, ele para e desiste... Tomara que ele não desista!

[...]

Na manhã seguinte eu havia ido sozinho pra ela, sem a companhia de João, aquele seria o primeiro dia da nossa vingança, na verdade eu só queria mesmo saber como Yuri iria se sentir. Ao cegar no quarteirão da escola, coloquei a minha maior cara de raiva e decepção e continuei, apenas seguindo meus passos lentos e olhando para o nada. Yuri já havia chegado, eu não havia saído cedo de casa, por tanto eu tinha certeza que ele já estava por ali.

Logo que passei pelos grandes portões da escola vi que ele estava lá na frente, próximo a entrada principal e as escadas. Continuei meu caminho como se não ligasse e quando estava quase passando por ele, senti seus dedos finos apertarem meu braço sobre o moletom e me virarem pra ele, meus olhos se transformaram nos mais odiosos possíveis e meu sorriso de satisfação logo sumiu.

—Bom dia, árabe? Pensei que você tivesse educação!

—E eu pensei que você ia largar do meu pé... –Puxei meu braço com força e ele sorriu.

—Nossa, parece que alguém não foi comido ontem à noite...

—Por que diabos, tu não me esquece? Sabia que existe gente mais interessante, pra atormentar do que eu... –Comecei a subir as escadas, com raiva e não era fingimento, Yuri conseguia me deixar com ódio.

—Ué, por que seu namoradinho não veio te deixar hoje?

—Porque ele foi pra inferno! –Eu sabia que ele sorriu, mas eu também sorri e aposto que foi um sorriso bem maior que o dele.

E é assim que começará tudo!

Notas finais
O Personagem novo, pra quem não quer imaginar! > http://singlegalz.files.wordpress.com/2011/08/tyler.png — Gostaram? Espero que sim... O POV do Jonathan saiu grande, mas eu queria que vocês entendessem bem a situação dele em NY! Gostaram do enfermeiro? Caleb é bonito? Hassan e João? Será essa dupla infalivel? Vocês sabem que se meter com o Yuri não é sempre bom não é? Será que a vadia loira vai descobrir e estragar mais ainda a vida do Hassan? E do João? Curtiram o plano? No decorrer dos capítulos alguns detalhes serão mais trabalhados, mas a ideia inicial é legal? Próximo capítulo... O primeiro POV de um personagem... Se arriscam a dizer quem? — GENTE, EU ESTOU COM UM GRUPO NO FACE E QUERO A PRESENÇA DOS LEITORES, NÃO É UMA OBRIGAÇÃO, MAS EU QUERIA MANTER CONTATO COM O MÁXIMO QUE EU PUDER... OLHA TÁ AQUI O LINK DO GRUPO, OLHEM E ENTREM, POR FAVOR! https://www.facebook.com/groups/225119220990657/ — COMENTEM E RECOMENDEM!