I Hate You Too!

48 XLVIII - Visita


Notas iniciais
Desculpa! Eu sei que demorei, mas em minha defesa, eu estava com umas entregas de trabalho da faculdade e acabei dando uma pausa na escrita pra poder fazer tudo. — Quero deixar um beijão a todo mundo que comentou, deu uma aumentada no número de reviews, capítulo passado. Um beijão bem lindo pra: Kit Kat, Zephtx, Pathy, Amanda, Rick e Mahii. — COMENTEM E RECOMENDEM.

Depois da situação caótica de sábado, eu acabei deixando aquilo assim mesmo. Jonathan nunca era fácil de se lidar, mas todas as vezes eu era quem tinha que ser a pessoa madura. Tinha que perdoar ou esquecer e fazer as coisas caminharem nos passos normais, porém aquilo estava me cansando já. Lidar com alguém que não parece pronto para certas ou que realmente não quer que essas coisas funcionem não dá. Jonathan não estava tão interessado em “nós”, não tanto quanto eu. Não dava para insistir em algo, quando o outro não quer. Saber que já tinha basicamente um ano que nós nos conhecíamos, que tudo havia sido louco em nossas vidas, como fomos de um ódio, para um relacionamento sexual e depois uma partida de uns bons meses um do outro, todo esse tempo, que parecia bem mais que um ano, sempre ia ser assustador.

Resolvi tirar meu resto de tarde de estudo, tentaria ficar até o início do anoitecer e depois disso apenas descansar, talvez ver alguma série no notebook e me dar certa paz. O próximo dia era domingo e eu estaria em casa, talvez não precisasse estudar ou estudasse apenas um pouco. Minha mãe costumava vir me ver domingo ao entardecer. Vinha sozinha e ficava até umas sete ou oito da noite e depois disso iria embora. Nessas visitas ela costumava me trazer algum dinheiro e juntos pedíamos algum jantar em algum delivery por aí.

Era estranho pensar que eu vivia sozinho, mas a pior parte era pensar que eu estava fazendo minha mãe gastar muito mais do que o normal. Antes ela bancava apenas uma casa com a ajuda de Paulo e agora ela bancava as duas casas, porque basicamente ela não havia deixado de ajudar nos gastos da sua família, no entanto, só ela poderia me ajudar aqui. Se meus avós estivessem vivos, talvez as coisas estariam melhor. Eu poderia voltar a viver com eles e diminuiria os gastos da minha mãe. Aquilo tudo só me fazia mais mal ainda, ao pensar que ainda teria o bebê. Sacudi os pensamentos ruins e fui fazer o meu planejado. Jonathan já havia ido e agora eu iria estudar. Nada de pensamentos sobre Jonathan hoje!

A tarde passou calma, consegui ler tudo o que eu gostaria e havia sobrado bastante do almoço, o que me despreocuparia sobre o jantar do dia e até o almoço do próximo dia. Uma das coisas que eu havia aprendido nessa nova fase. Cozinhar para muitas refeições era bem melhor do que cozinhar apenas para aquela refeição em particular. Comer a mesma coisa por um ou dois dias seguidos poderia parecer ruim, mas morando sozinho aquilo era música para os ouvidos de alguém que teria todo o trabalho de cozinhar, limpar tudo e fazer tudo isso novamente depois.

Já a noite, eu acabei indo assistir o bom e velho seriado que eu estava vendo recentemente. Deitei-me no sofá e liguei a TV. Aquela conexão com internet naquela TV enorme era maravilhosa. Minha cabeça estava cansada pela discussão de mais cedo e por tanto tempo lendo e tentando entender aquelas coisas iniciais de Medicina que eu não estava tão habituado assim. Estava vendo “Orphan Black”, ainda era cedo, por volta de nove da noite, mas minha mente estava tão cansada, que parecia que nem meu corpo queria me ajudar nisso. Acabei adormecendo no sofá mesmo e nem percebi que havia perdido quase que o episódio todo. Desliguei a TV e resolvi ir dormir. Seria melhor para mim e me faria bem.

Por mais que minha mente me questionasse o tempo todo “e Jonathan?” eu não estava querendo pensar nisso. Fora o fato de eu estar mais velho do que o usual. Geralmente as dez da noite eu ainda estava na ativa e conseguia ver seriados numa boa, até uma da manhã, porém com todas as responsabilidades do apartamento nas minhas costas, as coisas da Universidade, acabava que eu não conseguia ser mais uma pessoa tão noturna assim.

Na manhã seguinte, eu acordei quase às oito da manhã. Um horário cedo para um fim de semana e para um jovem de dezoito anos. Fiz o habitual de todas as manhãs. Tomei banho e comi algo, começando a limpar minimamente a casa. Felizmente, na manhã seguinte a diarista chegaria. Uma mulher que mamãe defendeu num caso de divórcio com um marido agressivo, num dos programas sociais promovidos pela empresa. Uma mulher íntegra e de extrema confiança. Ela chegava e geralmente eu ainda estava em casa, quase de saída. Limpava tudo e quando ia embora deixava a chave na portaria.

Como ela limpava tudo na segunda, eu conseguia ficar uns dois dias sem limpar a casa, apenas o essencial, como alguma louça que estava suja ou uma sujeira de fogão ou bancada da cozinha. Fiz café na cafeteira e esquentei um pão com queijo para ser meu café da manhã. Com a pressa atual na minha vida. Percebi que eu estava começando a desenvolver uma barriguinha, algo completamente novo na minha vida. Eu não era muito de fazer exercícios, mas sempre havia preservado um corpo mais magro, sem excessos, mas acho que com a correria, os lanches nada saudáveis da Universidade e a falta de exercícios, eu estava começando a ganhar peso e não só peso, gorduras localizadas. Acho que era hora de ir iniciar a academia.

Quando eu terminei de comer e de limpar a sujeira do café da manhã. Ouvi a campainha tocar. Aquele horário era esquisito. Será que era mamãe? Geralmente ela só vinha a tarde. Fui até a porta e a abri....

Paulo.

Fiquei parado segurando a porta e olhando petrificado para o homem. Os olhos dele bem azuis olhavam para mim, ele estava parado usando seus roupas usuais e não ameaçou entrar ou nada. O mais surpreendente era ele estar sozinho, ele não deveria estar sozinho. Minha mãe deveria estar acompanhando ele.

—Hassan… Podemos conversar?

—Não. -Fiquei ainda com a porta aberta, porém dessa vez mais próxima ao meu corpo, numa forma de defesa e de fechá-la mais rápido. -Não temos o que conversar…

—Temos sim! Eu te devo desculpas… Eu não sou essa pessoa louca que faz esse tipo de coisa…

—Olha... -Interrompi. -Eu não preciso disso. Eu tô aqui, bem longe de você e isso tá me fazendo bem. Entenda como um perdão o fato de eu não ter te denunciado, mas não fiz isso pensando em você! Eu não fiz isso pensando principalmente na minha mãe e no Jonathan.

—Has… -Ele tentou entrar, mas eu fui mais rápido. Fechei a porta com rapidez e encostei nela. Ficando de costas para ela. -Me escuta… -Ele seguiu falando e eu ali parado. -Eu… Eu não aguento mais ter sido o fator principal de ter destruído minha família.

Me sentei no chão, ouvindo o relato do homem.

—Eu sei que eu fiz isso, mas eu não aguento mais o Jonathan me olhando torto todos os dias, falando quase nada comigo e nem me ouvindo. Gabriela tenta me tratar igual, mas nem no nosso quarto ela consegue dormir… Ela está dormindo na sua cama. -Comecei a chorar baixinho ouvindo aquilo.

Meu corpo tremia e eu me abracei sozinho ali, chorando ouvindo ele falando do outro lado da porta. Eu não sabia por aquilo me afetava tanto. Era para eu ser forte e não me importar com isso.

—Parece que tudo acabou pra mim… -Paulo continuou na porta. Eu tentava segurar meu choro, para que ele não fosse alto e aquilo não fizesse ele continuar ali. Eu queria que ele fosse embora! -E eu quero reverter essa situação… Me deixe reverter isso?

Paulo continuou por pouco tempo ali na porta, mas logo eu pude ouvir apenas o silêncio do corredor. Era o sinal de que ele já havia ido embora. Meu corpo não havia parado de tremer e eu ainda estava chorando. Aquilo era uma grande merda, isso sim. Sentimentos eram grandes drogas nas nossas vidas.

[...]

Já era quase duas da tarde. O resto da manhã e início da tarde eu aproveitei para fazer coisas mecânicas e tirar minha cabeça dos meus pensamentos. Eu devia voltar a terapia isso sim… Aquela vida louca não estava facilitando nada as minhas faculdades mentais. Resolvi, depois do pequeno descanso do almoço, reiniciar minhas leituras e tentar não acumular muitas coisas possíveis, afinal acumular matéria poderia destruir minha vida.

Peguei os livros e coloquei sobre a cama, iniciando algumas leituras, porém com pouco tempo disso, meu telefone tocou… Poderia ser Jonathan? Não sei, mas era bem difícil.

—Alô? -Perguntei sem conferir quem era.

—Has? Sou eu, Felipe. —Felipe? Era surpreendente ele ser do tipo que ligava…

Ok, frase esquisita.

—Oi… Eai tudo bem?

—Tudo tranquilo e contigo?

—Eu tô bem também… -Mentira!

—Sabe…—Silêncio. Nossa, aquilo era no mínimo… Estranho! -Você lembra que você falou que eu poderia ir na sua casa quando quisesse e você me deu seu endereço? —Confirmei que sim. —Então, será que você me aceitaria aí?

—Poxa, claro! Pode vir!

—Ok, obrigado! Eu estou saindo, chego em trinta minutos.

Aquilo era estranho, nós tínhamos nos tornado amigos há pouco tempo, basicamente uma semana e aquilo talvez fosse íntimo demais, pensar que eu havia oferecido minha casa para ele não era problema, porque aquilo realmente tinha acontecido, mas eu imaginei que ele fosse “precisar” depois de certo tempo e não tão rápido assim.

Continuei a leitura ali na cama mesmo, quando ele chegasse o porteiro iria interfonar. Depois de pouco mais de vinte minutos de leitura eu ouvi o interfone tocar e fui atendê-lo. Felipe havia chegado até cedo. Depois de autorizar sua entrada, fiquei na sala de estar esperando ele subir. Felipe tocou a campainha e eu abri a porta.

O negro usava uma camiseta larga e preta, os dreads estavam presos no topo da cabeça e um ou outro caídos sobre as costas, ele também usava uma bermuda larga, porém muito bonita e um sapato normal.

—Entra! -Convidei e ele entrou, olhando o apartamento. Parecia impressionado. -O quê?

—Quando você falou que morava sozinho, eu não imaginei que fosse num lugar tão grande, achei que fosse um kitnet pequeno, posso? -Pediu ao encostar no sofá.

—Claro! -Falei e ele sentou, colocando a bolsa sobre o móvel.

—Eu sabia que você era tão rico assim e só estava fingindo.

Rimos. Felipe vivia insistindo que eu era rico e estava apenas fingindo ser pobre e legal para sermos amigos. Eu não podia negar que vivia bem, nem tinha ideia de como Felipe vivia, mas rico é algo bem mais próximo de Yuri do que de mim. Inclusive, um péssimo exemplo a se lembrar.

—Esse era o apartamento que eu morava com minha mãe antes dela casar com meu padrasto, acabei voltando pra cá por ser mais perto da Universidade.

Eu não tinha intimidade o suficiente para falar tudo aquilo para Felipe ainda. Estávamos nos conhecendo e desenvolvendo uma amizade, eu não poderia ser tão desmedido e ir dizendo que eu tinha um relacionamento conturbado com meu meio irmão e que o pai dele descobriu e acabou me agredindo e eu fui embora. Era informação demais para dizer pra um desconhecido até alguns dias atrás. Felipe abriu a bolsa e tirou um caderno e um livro.

—Lá em casa estava um caos… -Felipe sorriu abrindo livro. -Já estudou algo de biologia celular?

—Sim, espera! -Falei me levantando e indo até o quarto. Sala, embora estivesse um pouco quente, tinha uma ventilação melhor que o meu quarto, que era um pouco fechado demais por causa do ar condicionado. Voltei com os livros e o caderno, onde estava anotando algumas coisas. -Olha. -Entreguei meu caderno para ele que começou a ler a folha em que estava. -Esse é o resumo do capítulo que o professor falou sobre. -Sentei ao lado do negro e ele leu o resumo todo e pegou o livro em seguida, para ler do próprio autor.

Ficamos estudando um pouco, quase sem conversamos sobre amenidades, apenas concentrados nos livros e nessas coisas importantes. Quando dei por mim, já tinha passado mais de uma hora e eu havia ficado com fome.

—Ei… -Falei e Felipe me olhou. -Tá com fome? Eu acho que tenho pipoca e tem refrigerante.

—Eu não tomo refrigerante… -O quê?

—Sério? Porque? -Levantei e o negro me acompanhou até a cozinha.

—Trabalho… Modelos se privam muito em alimentação.

—Ahh sim. -Olhei ao redor, vendo se tinha algo que ele pudesse comer e fosse mais saudável, apesar de que a minha alimentação era bem caótica. -É… Tem café? -Ofereci e ele aceitou.

Levei o pacote com a pipoca ao microondas e depois de poucos minutos estava feita. Talvez ele nem comesse pipoca também e estivesse comendo hoje apenas pra não fazer desfeita, acho que isso era um sinal de que eu deveria comer melhor. Coloquei a pipoca num recipiente e coloquei sobre a mesa junto com o café.

—Como você consegue ter esse corpo comendo tanta besteira?

“Esse corpo…”

Será que Felipe estava prestando atenção em mim?

—Ah, não sei. Genética talvez? -Ri e ele riu junto. -Mas eu não como tanta besteira, só no fim de semana.

—Ué e todas as coxinhas essa semana? -Rimos de novo.

—Juro que eu vou parar! -Levantei a mão como se fizesse um juramento e continuamos lanchando.

Felipe era legal, divertido, atencioso e muito bonito… Além de tudo, nossa amizade caminhava muito bem. Isso deveria significar um grande problema.

[...]

(POV: YURI)

Estudar em outra cidade era uma droga, felizmente talvez eu logo viesse morar ali. Mesmo que fosse com o dinheiro do meu pai, a morar sozinho me faria bem. A cidade vizinha era cerca de trinta minutos da minha, de carro nem parecia tempo demais, mesmo assim eu queria morar ali e me libertar do meu lar terrível, a única coisa ruim era deixar minha irmã menor.

Administração não era, nem de longe, o curso que eu queria. Estar fazendo algo pela exigência do meu pai era terrível, eu estava revoltado com isso, a área era até interessante, mas não era tão próximo das coisas que eu gostava.

A manhã já estava próximo do fim. Eu estava sentado nos bancos da praça que tinha nas proximidades daqueles blocos. Aquela parte da Universidade tinha todos os cursos de humanas, divididos em três espaços menores. Na frente do campus ficavam os cursos de Administração, Economia, Contabilidade, Finanças e Secretariado Executivo, saindo daqueles blocos, se encontrava os grandes blocos do curso de Direito, embora fosse apenas um curso, o número de alunos exigia mais de um bloco e no final do campus ficavam os cursos ligados a licenciatura como as mais variadas Letras, História, Sociais, Filosofia. A maioria dos estudantes saia das salas e passava rápido pelos corredores para se encaminhar ao Restaurante Universitário, que ficava no meio do campus,

A minha intenção era ir embora, não comer na Universidade, pelo menos não hoje. Eu e João estávamos nos vendo com uma frequência ótima. Ele havia dispensado Marco, embora o agente tivesse colocado uma cláusula no contrato sobre a quebra, mas eu ajudei financeiramente e agora João estava com outro agente, que eu não tinha ideia de quem era, mas parecia ser muito conhecido no meio da moda, principalmente da moda de passarela, que era o novo alvo do moreno.

Havia conseguido com meu pai, uma forma de abrir uma investigação sobre a empresa de Marco com a polícia e acredito que com isso ele perderia bem mais dinheiro do que havia conseguido arrancar de mim. A vida de João estava migrando das fotografias para as passarelas e aquilo me deixava um pouco apreensivo sobre como proceder… Já era difícil ter um namorado, e esse termo já era difícil de falar normalmente, mas era bem difícil ter um namorado modelo e agora um namorado modelo que além de fotografar desfila… Aquilo iria me deixar bem diminuído em relação a ele. Logo ele estaria viajando para desfilar pra muita gente e eu continuaria na mediocridade de me formar para dar seguimento nos negócios do meu pai. Ser um Grambell como ele tanto falava.

Saquei meu celular e a última mensagem do moreno era avisando que iria almoçar com Eduardo. Que era o novo agente. Eduardo era moreno como João, tinha os cabelos meio longos, na altura do pescoço, era um cara mais velho, deveria ter quase quarenta, solteiro e trabalhava muito. Estar apaixonado era assustador.

—Oi. -Levantei meu olhar e eu sabia exatamente quem era. Bruno estava ali na minha frente, com sua bolsa de uma alça só e o seu terno. O negro estudava durante a manhã e estagiava no forúm municipal daquela cidade. -Vamos almoçar?

—Não. -Respondi e voltei a olhar para o celular.

—Porque? -Bruno se abaixou, ficando da minha altura, já que estava sentado. -Está combinando de almoçar com o motoqueiro?

—E se for? -Bloqueie a tela do celular e coloquei no meu bolso. -Sempre deixei claro pra você que o que a gente teve não era nada sério, tanto que você vivia levando putos pro meu apartamento.

—A gente teve? Agora você conjuga a gente no passado? -Bruno segurou meu pulso e me levantou, se levantando junto. -Não sabia que você estava se virando tão bem sem mim, agora ele te ajuda nas suas falcatruas.

—Você é um ótimo comediante, sabia Bruno? -Puxei meu braço com força. -Eu estou muito bem com João e você não deve se meter em nada disso, porque nada disso lhe cabe!

—Olha aqui! -O negro me segurou pelos braços. Algumas pessoas passavam mais lentamente vendo a cena, talvez eles achassem que estivessemos brigando como dois namorados e mesmo que eu gritasse por ajuda, ninguém viria. Bruno era muito aterrorizante quando queria. -Aquele patético motoqueiro não tem nada a te oferecer… Eu…

—Você o que? -Ri na cara dele. Bruno era quase vinte centímetros maior do que eu, seus braços eram duas vezes maiores que o meu, mas eu não me assustava com ele. -O que você tem a me oferecer, Bruno? Eu não sinto mais nada por você, talvez gratidão…

—Então é assim? -O negro me soltou. -Você sabe exatamente o que eu posso fazer, não sabe? -Bruno virou e começou a sair.

Aquilo era um tipo de ameaça? Era uma clara ameaça, mas não era pra mim…

—Bruno! -Falei seu nome e caminhei atrás dele. Ele parou e virou. -O que você tá querendo dizer?

—Aquele motoqueiro, avisa que ele deve ficar esperto!

—Você não é louco! -Segurei seu braço, na verdade aquilo era inútil, Bruno conseguiria se soltar muito facilmente, mas era óbvio que ele estava me deixando tocar nele de propósito, ele sabia que eu revidaria uma ameaça daquelas. -Se você fizer algo com o João, eu mando te matar... E dessa vez não vai ser de mentirinha!

—Você acha que eu tenho medo de você?

—Deveria! -O peitei, eu poderia estar sendo bem doido, mas eu não iria deixar sair por cima, eu nunca deixava ninguém sair por cima! -Você mais do que ninguém sabe que dinheiro consegue tudo e você mais do que ninguém também sabe que eu tenho dinheiro suficiente pra conseguir tudo!

—E eu que pensei que você estava salvando minha vida!

—Eu estou! -Continuei segurando seu corpo e fiz ele virar para me olhar. -Se você ficar quietinho, eu te deixo no apartamento, vivendo sua vida até acabar a Universidade e você ir se resolver com sua profissão e a grana que você ganhar, mas se você pensar em encostar no João… Eu acabo com você!

Notas finais
Eaí? Gostaram? — Eu gosto desse capítulo principalmente pela calma normalidade dele, nada muito fora do comum... Algo a dizer sobre o Has? Paulo? Felipe? Bruno? Yuri? kkkk O próximo capítulo é o aniversário do Jonathan... O que vocês esperam disso? — COMENTEM E RECOMENDEM!