I Hate You Too!
1 I- Primeiro contato
Notas iniciais
Quer ser um lindo? Me mande um review logo após ler esse capítulo!
ADORO VOCÊS!
-Sejam bem-vindos ao novo lar de vocês! –Essa foi à exclamação que o senhor Paulo usou conosco, ele agora seria o meu novo pai. Ele tinha por volta de seus quarenta e sete anos, cabelos loiros e bem poucos, se tivesse cabelos brancos iriam se camuflar com os loiros, era um homem normal, não era musculoso nem gordo, tinha olhos azuis incríveis e um sorriso simpático. Minha mãe me disse que ele tinha um filho da minha idade, ela também me falou que ele era um delegado respeitado na cidade e tinha muito trabalho.
Eles se conheceram quando minha mãe havia sido assaltada. Roubaram o carro e a carteira dela, assim ela teve de ir para a delegacia mais próxima, exatamente onde Paulo trabalhava, acho que foi amor à primeira vista. Depois de todo o procedimento padrão, eles conversaram, jantaram, namoraram por sete meses, e casaram há dois dias. A lua de mel foi adiada devido ao trabalho dos dois e por milhares de pedidos dele, minha mãe e eu viemos morar na casa dele.
Nós não iriamos vir morar com eles, mas como todo casal apaixonado precisa de espaço ela resolveu alugar nossa casa e morar junto com Paulo e seu filho. A casa era realmente grande para ser de um delegado com e um filho, mas isso não vem ao caso. Minha mãe, uma mulher branca de longos cabelos pretos e lisos, olhos negros como a noite era descendente de árabe, mas não tinha aqueles nomes esquisitos, apenas o sobrenome. Gabriela Mebarak, esse era o nome da minha mãe. Já o que meu era árabe, Hassan Mebarak, mas os meus amigos me chamam de Has. Meus antigos amigos, já que agora longe do meu antigo bairro, vamos ter que começar tudo de novo. Bem, eu era branco com cabelos negros em um belo topete e olhos claros, devem ser do meu pai, sempre fui bem parecido com minha mãe.
-O jantar está na mesa. –Aquelas palavras proferidas por Paulo me fizeram acordar dos meus pensamentos. –Venha Hassan, sente-se! –Fui até a mesa do jantar, era linda. Redonda com todos os pratos, copos e talheres postos, um lindo lustre negro que brilhava estava preso ao teto. Lá estava um garoto loiro, mal encarado e bastante sério, ele não parecia gostar muito da ideia do seu pai se casar com outra mulher e eu entendo muito bem esse posicionamento, como nunca tive pai, até gostei da ideia da minha mãe de se casar e tentar ser feliz. Ele tinha os olhos azuis do seu pai e um cabelo bem singelo, parecia não ter cuidado com ele, mesmo assim era um belo cabelo. Os lábios finos e nariz bem desenhado suavizavam o rosto bem másculo devido ao maxilar quadrado. Seus braços eram fortes e largos junto com os ombros e o peitoral também devia ser bem definido, junto com o abdômen, as pernas eu não pude ver e mesmo sentado na cadeira ele devia ser poucos centímetros maior do que eu.
Começamos a comer e a comida estava mesmo deliciosa, minha se deliciava com a comida e Paulo sorria abobado a cada fez que os olhos dele se encontravam com os dela. O garoto loiro permanecia sério e sempre olhava minha mãe com uma aparência rude e desrespeitosa e claro que eu não gostei disso, ele simplesmente não pode olhar pra minha mãe assim. Ela é uma boa mulher, claro que ela nunca vai chegar a ser como a mãe dele, mas ele tem que dar uma chance a ela. Ela não é uma madrasta ruim de conto de fadas.
-Está gostando do jantar, querida? –Perguntou Paulo.
-Está uma delícia, querido! Que você está achando Has?
-Está ótimo, mamãe!
-Está uma merda! –Esbravejou o loiro, ele tinha uma voz muito difícil de descrever, talvez por ela tiver me parecido bastante rude, era tão grave, que causava até arrepios.
-Filho! –Repreendeu Paulo. –Já conversamos sobre isso!
-Claro que já! –Ele levantou enraivecido. –Você tem que tentar colocar alguém no lugar da minha mãe, sempre foi assim! –Apontou o dedo para minha mãe e isso foi quase que crucial para o meu ódio. –Você nunca, escuta bem, nunca vai chegar perto do que a minha mãe representa pra mim! –Saiu enraivecido e subiu as escadas.
-Vou dar um jeito nesse moleque agora! –Paulo se levantou transtornado, mas minha mãe segurou seu braço.
-Calma, querido. Vai ser difícil pra ele, mas eu tenho total paciência, eu sei como é difícil.
Paulo se acalmou e voltou a sentar. Comemos em um silêncio que chegava até a ser mórbido. Depois de longos minutos de refeição. Terminei e resolvi saber onde eu iria dormir.
-Mãe, já vou dormir! A propósito Paulo, onde irei dormir?
-Então Hassan, nossa casa é grande, mas só tem dois quartos, não se preocupe lá tem espaço suficiente para vocês!
-Ahh, ok... –Sério, eu não queria mesmo dormir com aquele garoto idiota, mas eu também não queria armar confusão com minha mãe, afinal ela tinha se casado a pouco tempo e já seria difícil ela tentar conviver com aquele lá. –Onde fica o quarto?
-No primeiro andar, é a única porta negra de lá. –Já fiquei assustado, quem sabe se eu falasse alguma besteira ele não tentaria me matar.
Subi lentamente até chegar num grande corredor. Vi logo a porta negra e abri. O quarto era mesmo amplo, tinha uma janela grande próximo à cama, onde o garoto estava que eu julguei ser a cama dele. Alguns metros ao lado tinha outra cama de solteiro que era a minha, meu notebook estava sobre ela. Do outro lado tinha uma grande porta e ao lado uma escrivaninha com outro notebook e um guarda-roupa ao lado, bem próximo à janela.
-Suas roupas estão na parte esquerda. Se abrir a direita eu te mato!
-Boa noite pra você também! –Ele virou e me encarou com uma cara de pouquíssimos amigos. Fui até a parte esquerda e peguei uma toalha. –Essa porta é um banheiro?
-Descubra por si só! –Exclamou e logo virou pra o lado. Que cara idiota! Entrei e vi o amplo banheiro dividido em duas partes. O Box e um lugar onde ficava o vaso e a pia. Entrei no Box e tomei um banho bem quentinho. Depois de longos minutos ali embaixo daquela água resolvi sair. Enxuguei-me e pendurei a toalha perto de outra que já tinha lá. Julguei ser daquele garoto. Saí apenas de boxer azul e fui direto pra cama, a luz já estava apagada então já estava pronto para dormir. O próximo dia seria na escola nova e seria muito melhor se eu não fosse estudar na mesma sala que aquele garoto.
-Qual seu nome? –Algo me fez perguntar isso, nem sabia se ele estava acordado ou não.
-Pouco te interessa, moleque!
-Grosseiro, eu achei que o teu pai tinha te dado educação. –Esbravejei deitando de um lado. Sem nem olhar o vulto dele.
-Bixinha, você nem devia estar aqui.
-Idiota!
-Gay!
-Estúpido!
-Jonathan.
-Hã?
-Eu sou Jonathan!
-Ahh, me chamo Hassan!
Aquilo foi algo mais perto de um diálogo que tivemos!
Notas finais
Me digam se gostaram e se eu devo continuar! Beijokas em cada um de vocês e até mais!
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