I Hate Myself For Loving You

4 Garotos normais ainda não estão em extinção


Notas iniciais
Oi fantasmas. Acho que esse será o último capítulo que eu vou postar, pois não tem ninguém lendo, e isso me deixa seriamente triste ):

Eu, Kat Harrison conversando com alguém no primeiro dia de aula? Pois é, estranho. Muito estranho. Acho que, sei lá, nunca tinha conhecido alguém legal assim. Ta, eu não conversei com ela direito pra saber se ela realmente era legal, mas pelo seu ponto de vista do mundo, de tudo o que a gente conversou ali, em menos de 30 minutos, deu pra perceber que ela era uma garota muito legal. E é claro, diferente dessas garotas que são todas iguais. Umas cópias das outras.
Sai correndo para achar a minha sala e graças a os deuses, era no primeiro andar. Entrei quase me jogando na carteira. Dessa vez 4 classes a a frente da mesa do professor. Fiquei ali, olhando as pessoas que entravam, o de sempre. A sala já estava cheia e, ah não. Só tinha a classe ao meu lado vazia. Por favor que não entre mais ninguém nessa sala se não eu me mato. E como de costume, minha boca grande falou demais. O garoto da cratera no rosto, entrou correndo e quase sem as calças na sala. Olhou em volta e percebeu depois de alguns segundos que só tinha um lugar vazio. E era ao meu lado. Droga, droga, droga. Abaixei a cabeça e fingi que estava lendo alguma coisa. Não queria conversar com algum garoto.
Quando ele sentou na carteira ao meu lado, pude sentir seu perfume. Hm, muito bom por sinal. Fica quieta Kat. Ele jogou os cadernos em cima da mesa, e junto com eles, escorregou um pouco para a minha mesa, uma folha amarela e com muitos rabiscos nela. Eram letras de músicas. Ele escrevia canções? Nossa, que... diferente. Eu também escrevia, as vezes. Mas nunca deixei ninguém ler, óbvio. Entortei um pouco o pescoço para tentar ler o que estava escrito ali, enquanto o garoto tentava pegar algo dentro da sua mochila. Depois de forçar muito a minha visão pude ler um pequeno trecho.
“Yesterday you asked me something I thought you knew

So I told you with a smile, it's all about you

Then you whispered in my ear and you told me too

Said you'd make my life worthwhile, it's all about you”
Fiquei paralizada. Totalmente chocada. Meu deus, aquele garoto realmente existia? não era possível. Os ouvi falando que ele namorava a mesma garota desde os 10 anos de idade. Teria ele feito uma música para ela? Ah meu deus, ah meu deus, esse garoto não existe e o que? Cala essa merda de boca Katherine.
Fiquei extremamente curiosa depois de ler aquilo. Queria lhe perguntar se ele realmente escreveu aquilo. E se realmente foi para a namorada dele. Se fosse verdade, meu deus, ele é o cara mais romântico que já conheci na minha vida inteira. Fiquei ali lendo e relendo aquele trecho, até levantar o olhar para o garoto e ver que ele estava olhado para mim e para a sua folha.
— Ah, me desculpe eu... Eu não queria.. Er, desculpe. – Disse rapidamente, sentindo como se todo o sangue de todo meu corpo fosse para meu rosto. Para a minha surpresa, o garoto sorriu de lado pra mim, aprofundando mais a covinha em sua bochecha esquerda.
— Tudo bem, calma – é, acho que ele estava rindo da minha cara – Isso é só um rabisco, ainda não está acabado, precisa de muitos ajustes e...
— Está perfeito. Quer dizer eu gostei mesmo, de verdade. Tem.. sentimento, coisa difícil de ver um garoto escrever. – Eu disse mais olhando para a folha do que para ele.
— Sério? Você acha mesmo? Poxa, muito obrigado! Ah, espero que a Gio goste de verdade. Não quero parecer um bobo. – Disse Tom parecendo nervoso, sorrindo e passando as mãos pelos cabelos.
— Você não vai parecer um bobo, seja lá o que você vai fazer. Está realmente bom. Uma linda letra. Gio é sua namorada? – Ele assentiu – Garanto para você que ela vai adorar. – Tentei dar meu melhor sorriso, mas acho que deformei minha cara ao fazer isso, porque ele começou a rir.
— Você parecer ser bem legal — disse ele sorrindo docemente para mim. Achei aquilo fofo. Ta Katherine, agora estou realmente com medo de você. Quem? Eu, sua consciência. Mas que merda... Cala a boca consciência ninguém te chamou! Kat Harrison achando um garoto fofo? Que avanço para a ciência. CALA A PORRA DA BOCA! Já estou ficando tão louca a ponto de discutir com a minha consciência. Ok, concentre-se.
— Você também. É.. diferente dos outros. – Respondi sorrindo sincera para ele. O que há com as pessoas dessa escola? Isabella e Tom são diferentes, pessoas legais e nada parecidos com o restante do mundo. E essa diferença parece estar me afetando também, porque estou parecendo até... simpática? É, digamos que sim.
— Diferente como?
— Diferente. Diferente dos outros, os garotos não costumam ser.. ãhm... românticos...? – Respondi, mas ficou parecendo uma pergunta. Sou idiota.
— Hm, entendi. E você também é diferente das garotas daqui. A maioria delas não pensa e correm atrás dos garotos do time de futebol. – Ele disse e eu ri.
— Com certeza eu não sou assim – E nós dois rimos. Estranho.
Nesse tempo que a gente ficou conversando, a professora de química se apresentou, e já de cara deu um trabalho, que deveria ser entregue no fim do mês. Droga, logo no primeiro dia! Mas eu estava me sentindo... bem? Demais para me preocupar com trabalhos.
— Ah, eu não me apresentei – disse ele tirando minha concentração da lousa. – Meu nome é Thomas Fletcher, mas pode me chamar de Tom. – Sorriu e esticou a mão para me cumprimentar. Hm, muito educado por sinal.
— Bem, prazer Tom! Sou Katherine Harrison, mas pode me chamar de Kat, porque eu odeio meu nome. – Falei embasbacada e ele riu.
— Prazer Kat.
— Hey, posso te fazer uma pergunta? – Qual é, eu estava realmente curiosa.
— Claro.
— Você realmente escreveu aquilo? E foi para sua namorada? – Soltei tudo de uma vez só. Mas ele entendeu pois abafou uma risada e ficou vermelho. Ele ficava fofo quando fazia isso. Meu deus quem é você e o que fez com Katherine?
— Sim, fui eu. Sozinho.
— Sozinho?
— Os caras da banda não ajudaram. Foi meu total momento de inspiração. — Perai, ele disse banda?
— Perai, você disse banda? Você tem uma banda? – Minha voz saiu mais alta do que o normal. Meu deus, se esse garoto tinha uma banda, eu precisava ouvi-los.
— Sim — riu – É uma banda iniciante, nunca tocamos para ninguém. Nos achamos péssimos. E eu não toco guitarra direito, quem arrebenta é o Danny. – É, ele tinha uma banda. E eu estou começando a ter certeza de que é com os outros 3 garotos da primeira aula.
— Nossa, que incrível! Qual o nome da banda? – Eu queria saber mais. Curiosa eu? As vezes e só quando o assunto me interessa. E dessa vez me interessava. Mesmo que o assunto fosse com um menino. Mas ele não era como os outros.
— Então, ainda não temos um nome. Está difícil achar um. – Tom disse com uma expressão pensativa.
— Sério? Mas daqui a pouco vocês vão achar um nome bom para a banda. – Eu disse fazendo ele sorrir de uma maneira que aprofundava aquela cratera na sua bochecha. E mais uma vez no dia, eu ri.
Depois de algumas fórmulas e meu cérebro fritando para tentar entender, eu estava indo para minha última aula. E por magia alguém estava ao meu lado. Tom. Ele estava indo ao meu lado por que a sala de geografia era ao lado da de literatura.
— Um dia eu vou poder ouvir sua banda ao vivo? – Que parte idiota da minha mente disse aquilo?
— Claro! Nós ensaiamos dia sim, dia não na casa do Danny. Você pode ir lá um dia desses. – De onde surgiu esse ser tão simpático?
— Deve ser um máximo ver vocês tocarem!
— Acredite, não é. Ih, o professor já está dando aula. Merda. Outra hora a gente se fala Kat! – Disse Fletcher, correndo para a sua sala. Hm, as coisas estão melhorando.

Notas finais
Gente, é sério, se tiver alguém lendo, por favor, reviews. Muitos autores desistem de escrever por não receber reviews, ou seja, motivação :/ x