I Hate Loving You

12 Será que um dia ele vai mudar?


Notas iniciais
Olá cupcakes. Sorry, demorei eu sei. Tive mais provas e no fim de semana eu fiquei com preguiça admito. Agora estou aqui com uma puta de uma dor de garganta e gripada, por causa dessa merda de tempo que muda de uma para a outra. Ok, parei de encher o saco de vocês... Aproveitem...

O dinheiro vai e vem, já sabemos disso, o mais importante na vida é a pessoa que está ao seu lado, aqui e agora.

–Vin Diesel

Pov Annie

Ressaca é um porre. Por que eu fui beber tanto ontem? Claro por causa da coisa que eu não vou nomear. Com muito esforço eu abro os olhos, me amaldiçoei por isso, puta merda quem deixou a cortina aberta? Bufei.

Me espreguicei, mas meu braço bateu em uma coisa. Ai. Meus. Deuses. Pelo amor fala que eu não dormi com nenhum cara. Virei a cabeça lentamente, esperando encontrar um cara nu, mas a unica coisa que encontrei foi uma Thalia roncando. Ufa.

Me levantei devagar e uma puta dor de cabeça me atingiu, eu já disse que eu odeio ficar de ressaca? Fechei os olhos e respirei fundo duas vezes antes de seguir cambaleando em direção ao banheiro, precisava de uma ducha fria.

Tranquei a porta do meu banheiro e me despi, liguei o chuveiro e enfiei minha cara com tudo de baixo da água, que alivio. Tomei meu banho tranquilamente sentindo a água escorrer pelo meu corpo, é uma ótima sensação. Acabei lavando os cabelos, ele estava tão armado que até um leão teria inveja.

Quando acabei me enrolei em uma toalha e destranquei a porta do banheiro. Thalia não tinha movido um músculo, roncava que nem um porco. Revirei os olhos e e entrei no meu closet e coloquei uma roupa. Tínhamos combinado de ir para a casa da Rachel conversar até a o hora do baile, nos arrumaríamos juntas.

Fiz minha mochila colocando meus materiais e uma muda de roupa para amanhã, já que eu dormiria na casa da ruiva. Meu vestido estava na casa da Bianca, que iria levar o meu e o da Thalia para lá.

Desci as escadas até a cozinha, minha cabeça ainda latejava só um remédio milagroso para resolver isso mesmo. Entrei na cozinha e dei de cara com dona Atena tomando café.

–Bom dia, querida- ela me olhou rapidamente e voltou a teclar euforicamente em seu notbook.

–Bom dia mãe, onde tem aqueles remédios milagrosos para ressaca?- ela parou de digitar imediatamente e me olhou espantada. Não é pra menos, eu quase nunca bebo e quando bebo é bem pouco.

–É sério? Annabeth Chase pedindo-me um remédio para ressaca?- ela começou a rir, isso só fez com que minha cabeça doesse mais.

–Mãe, para. Minha cabeça já está explodindo chega você e ainda ri, eu não mereço isso- massageei minhas têmporas fechando os olhos.

–Desculpe, vou pegar o remédio- me joguei na cadeira e abaixei a cabeça. Fiquei no máximo dois minutos de cabeça baixa, só não dormi porque minha mãe me cutucou e me entregou o remédio e um copo de água.

Tomei-o rapidamente. Minha barriga roncou, que fome. Minha mãe deu uma risadinha e andou até a bancada da cozinha. Pegou um prato e colocou na minha frente, minha boca salivou, misto quente. Fácil de fazer, simples e gostoso.

Devorei o misto quente como se minha vida dependesse disso. Enquanto comia minha mãe conversava comigo, me perguntou como foi a festa e tudo mais. Também conversamos sobre o baile que teria hoje a noite, eu não tinha parceiro, não por falta de convites mas porque não queria ir com ninguém.

Thalia iria sozinha também, Clarisse vai com Chris, um cara novo que entrou no time de basquete, Bianca iria com o irmão, já que Thalia não tinha aceitado nem ele, nem Luke. Piper vai com Jason e Rachel vai com Leo, um cara do time de basquete também. Ou seja, eu e Thalia estamos sozinhas.

Dei um beijo na bochecha da minha mãe e disse que iria para a casa da Rachel, dormiria lá e iria para a aula no dia seguinte junto com a ruiva. Ela concordou e disse para mim ter juízo. Revirei os olhos. Mães.

–Ah, mãe mais uma coisa. Será que a senhora poderia falar para a Thalia ir para a casa da Rachel quando acordar?

–Thalia dormiu aqui?- assenti- sim eu aviso, Annie fica tranquila. Pode ir e diverta-se.

Assenti e peguei as chaves do meu carro. Joguei a mochila em cima do ombro, abrindo a porta da frente de casa, fechando-a logo em seguida. Meu carro estava parado na frente da garagem. Andei rapidamente até ele e destranquei, sentei no banco do motorista e joguei minha bolsa no banco de carona.

Acelerei até a casa da Rachel, tocava We Own the Night no rádio, do The Wanted, eu batucava os dedos no volante, adoro essa música. E em um timer perfeito, cheguei na casa da Rach quando a musica acabou.

Estacionei o carro, peguei minha mochila e saí. Andei em passos largos até a casa da ruiva e apertei a campainha. Já iria tocar de novo quando um Rachel descabelada e com olhos vermelhos atendeu a porta. Mas que diabos aconteceu?

–Rachel? Você está bem?- perguntei preocupada. Ela desabou a chorar, abracei-a franzindo o cenho. Que merda aconteceu? Esperei os soluços diminuírem para perguntar o que aconteceu- Rach, o que aconteceu?- os olhos verdes dela estavam repletos de tristeza e arrependimento.

–Eu...eu An-nie, eu sou uma idiota, devia ter te escutado- ok, agora eu boiei legal. Entrei na casa dela, fechando a porta com o pé. A conduzi até o sofá, sentamos uma de frente para a outra.

–Ei, o que aconteceu? Me conta- acariciei seu rosto de leve.

–Eu, ai Annie é tão vergonhoso- ela respirou fundo- eu transei com o Percy...de novo.

Era só o que me faltava. Pronto, estragou meu dia, e como sempre por causa daquele merda. Mas espera, ela não gostava dele? Porque ela está chorando?

–Rach, eu sei que ele é um babaca e tudo mais, mas você não quis?

–A questão não é essa Annie, olha- ela levantou a camiseta, ela estava de calcinha, mas esse não era o problema a parte interna das coxas dela estavam roxas e a cintura tinha marca de dedos, ofeguei- tem mais- ela virou de costas, a bunda dela estava toda vermelha, com marca de mãos. Eu não acredito, não acredito que ele foi tão baixo a praticar masoquismo, mas é hoje que esse moleque morre.

–EU NÃO ACREDITO QUE ELE FOI TÃO BAIXO PARA FAZER ISSO! NÃO ACREDITO, AAH MAS EU VOU ACABAR COM ELE E É AGORA- explodi, peguei as chaves do meu carro de novo. Podia ouvir a Rachel gritar para que eu não ir, ignorei. A raiva consumia todo o meu corpo.

Acelerei com ódio até a casa dos Jackson´s, ainda não acreditava que ele fez aquilo. Eu fui tão rápido que em menos de cinco minutos já estava batendo impacientemente na porta da casa daquela coisa. Quem atendeu foi Poseidon, engoli minha raiva.

–Oi Annabeth, desculpe pela demora- ele deu um sorriso meigo, como aquele homem podia ser pai de um moleque tão idiota?

–Tudo bem. O Perseu está em casa?- ele franziu as sobrancelhas- tenho um assunto sério para tratar com ele.

–Ahn- ele coçou a nuca- ele está lá em cima, primeira porta a direita. Pode entrar- ele abriu espaço e eu entrei.

–Quem é querido...aah Annabeth! Tudo bem?- Sally, um amor de pessoa, me pergunto novamente, como aquele casal incrível podem ter um filho com aquele? A vida e muito injusta mesmo.

–Oi Sally, tudo sim. Com todo respeito, mas eu preciso realmente falar com o Perseu.

–Ah querida, tudo bem. Pode subir.

Subi as escadas de dois em dois pisando duro, agora minha raiva já tinha voltado queria esfolar a cara daquele idiota no asfalto. Parei na porta que Poseidon indicou e comecei a socar a porta com raiva. Estava impaciente.

–Puta que pariu, já vai caralho...Annabeth?- dei um tapa estalado na cara dele, ele me olhou chocado. Empurrei ele para dentro do quarto e fechei a porta com raiva.

–SEU IDIOTA, RETARDADO DO CACETE, COMO VOCÊ PODE FAZER AQUILO? SEU MACHISTA FILHA DA PUTA! NUNCA PENSEI QUE VOCÊ PODERIA SER TÃO BAIXO A ESSE PONTO- explodi, eu queria matar aquele garoto. Ele estava com os olhos verdes arregalados.

–Do que você está falando Annabeth? E por que me bateu?

–POR QUE? PARA MOSTRAR COMO DOEU FAZER AQUILO COM A RACHEL- eu comecei a chorar, sério, chorar, Rachel era uma garota tão doce e frágil- EU SABIA QUE VOCÊ ERA UM GALINHA, MAS MASOQUISTA? O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA PERSEU?

–E-eu não fiz por querer, eu tinha bebido. Eu nunca faria aquilo com nenhuma garota- ele parecia desesperado.

–FODA-SE VOCÊ FEZ! ELA ESTÁ LÁ CHORANDO, ELA GOSTA DE VOCÊ SEU IDIOTA, COMO PODE FAZER ISSO JUSTAMENTE COM ELA? SEU DESGRAÇADO, EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA!- avancei em cima dele, mas ele me segurou pelos pulsos.

–Annabeth, me escuta. Para, se controla, eu não queria fazer aquilo. Eu já te disse, será que tem como acreditar em mim?- ele segurava meus pulsos fortemente.

–Não, não tem como. Eu até pensei que um dia você poderia mudar, ou até que uma garota que laçasse seu coração te aquietasse, mas eu estava completamente enganada, você não passa de um galinha, sempre vai ser assim. Então espero, sinceramente que você morra de AIDS- ele me olhava chocado, tirei meus pulsos violentamente e andei em passos pesados até a porta. Abri com força e a fechei do mesmo modo.

Tentava inutilmente secar as lágrimas que caiam pelo meu rosto. Quando desci encontrei Poseidon e Sally na sala, eles pareciam preocupados. Com certeza escutaram os meus gritos.

–Desculpe pela gritaria, eu já vou. Obrigada por tudo.

Não esperei respostas, saí da casa deles e respirei fundo, limpando as lágrimas que ainda rolavam pelo meu rosto.

Será que um dia ele vai mudar?

Notas finais
Tenso, muito tenso. Annabeth arrasou, não?! Comentem, falem o que acharam...a autora agradece. Não mereço nem uma recomendação? Nem uminha? Okay? Okay! *--* Bjos, gente até o próximo!