I Hate Loving You
18 Restos mortais de Percy e declaração nível ninja
Notas iniciais
"Acredito nos atos simples de bravura, na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa de outra"
–Divergente
Pov Percy
Enterrei a cabeça em minhas mãos, eu só faço merda mesmo. Olhei o papel em na minha frente. Tinha perdido média em 8 matérias e as que não perdi tinha ficado na média por dois pontos no máximo.
Larguei meu boletim do meu lado na cama e me levantei, precisava dar um jeito na minha vida me focar nos estudos. O campeonato de basquete começa semana que vem, vou ter que encurtar os treinos e estudar mais, Annie pode me ajudar nos estudos.
Coloquei uma camiseta e uma jaqueta de couro por cima, estamos no outono e Nova York começa a ficar insuportavelmente gelada. Peguei as chaves do meu carro em cima da mesa da sala e saí de casa abraçando meu corpo, como de costume estava atrasado para a primeira aula, que era de Literatura.
Acelerei pelas ruas geladas de Nova York, pensando o quanto esse mês passou rápido e em como eu tinha mudado, eu não via mais graça em ficar com qualquer vadia que passava e estava disposto a esquecer Reyna e entrar em outro relacionamento sério. Só precisava achar uma garota legal.
Estacionei o carro em qualquer vaga, o estacionamento estava vazio obvio todos estavam em aula. Peguei minha mochila e joguei-a sobre meu ombro direito, fechei o carro e corri para a entrada da escola. O vento gelado batia na minha cara e aquilo incomodava muito.
Andei apressadamente pelos corredores tão conhecidos por mim, indo em direção a direita onde parei em frente à terceira porta e dei três leves batidas, rezando para todos os Deuses que a sra Jones me deixe entrar.
A porta foi aberta revelando um homem de meia idade usando cadeiras de rodas, cadê a sra Jones?
–Olá, sou o professor Quíron, substituto da sra Jones. Entre.
Não discuti, entrei apressadamente e sentei-me a frente do Luke, que dormi que nem uma pedra. Revirei os olhos.
–Como eu ia dizendo antes do...
–Percy- disse.
–Antes de o Percy chegar, a sra Jones foi transferida para outra escola e o Diretor Dionísio me enquadrou para dar aulas no lugar dela. Espero que possamos nos dar muito bem esse ano, já que é o último de vocês. Então tiraremos essa aula para nos conhecermos um pouco.
E eu sabia que aquela aula iria ser um saco.
Pov Annie
–Thalia, você tem que se decidir não pode dar esperanças para os dois- falei pela vigésima vez.
–Eu sei Annie só que eu ainda estou confusa- revirei os olhos.
Abri meu armário, deixando meu livro de Matemática ali e pegando o de Química. Fechei meu armário e me despedi de Thalia, nenhuma das garotas tinha essa aula comigo, mas Nico estaria lá.
–Annabelly- revirei os olhos, o que esse puto que comigo?
–É Annabeth.
–Tanto faz. Fiquei sabendo que você o sr Jonhsonn são amigos agora.
–É sim, e o que isso tem haver com o senhor?
–Siga-me.
Bufei. Ele andou até a sala bizarra dele e eu o acompanhei logo depois que eu entrei ele fechou a porta, Meus Deuses eu vou ser estuprada.
–Gostaria que você olhasse isso aqui- ele me estendeu um papel, olhei pra ele com cara de interrogação e ele acenou um tanto faz com a mão, balancei a cabeça e desdobrei o papel. Levei um susto quando o abri, era as notas do Percy e Meus Deuses, o que é isso? Eu nunca vi notas tão ruins assim.
–Já era de se esperar não acha?- olhei pra ele chocada- a sra Jackson telefonou aqui e pediu para eu solicitar aulas extras para ele. E como você já fez isso uma vez, acho que não seria incomodo para você dar estas aulas para ele.
–Não. De modo algum.
–Ótimo- levantei-me da cadeira meio incrédula. O Percy é lerdo sim, mas burro eu achava que ele não era e quando ele pretendia contar isso para mim? Já faz mais de uma semana que o resultado saiu.
–Era só isso?
–Sim, pode ir para a sala- acenei com a cabeça e sai daquela sala do inferno que na maioria das vezes só me trazia problemas. E não foi diferente dessa vez, só que agora eu não estou com um problema. Estou com um problemão: ensinar a matéria para o Percy.
Deuses, eu tô fudida.
Pov Piper
Andava tranquilamente pelos corredores do colégio. Meu professor de história tinha tirado licença, pois estava doente. Annie caminha ao meu lado, um tanto quanto quieta tem alguma coisa errada, ela não é tão quieta assim.
–Ta bom, para- disse- o que está acontecendo Annie?
–Só estou preocupada- ela soltou um suspiro, levantei minha sobrancelha direita- Percy.
–Qual é o problema agora?- ela parou no meio do corredor e começou a procurar alguma coisa em sua bolça. Dali, ela tirou um papel, estreitei os olhos, desconfiada. Abri o papel e quase cai dura no chão, o que era aquilo? Não é possível que isso era o boletim do Percy.
–Meus Deuses- levei a mão a minha boca, chocada- fala que isso mentira!
–Não, não é.
–Mas o que você tem haver com isso?
–O Sr D quer que eu volte a dar aulas particulares para ele- ela soltou mais um suspiro.
–É, Annie, boa sorte- disse dobrando o papel- você vai precisar...
–Eu sei.
***
Estava na hora do intervalo, eu e as meninas estávamos sentadas na nossa mesa de sempre. Menos a Annie, que foi procurar o Percy, não vou ficar surpresa se encontrar só os restos mortais do Percy.
Eu andava triste desde o dia em que o Jason me traíra, mas não deixava transparecer. Várias vezes ele me ligou, deixou mensagem, tentou falar comigo, mas eu ignorava. O que ele fez foi imperdoável, como ele pode me trair com menos de uma semana de namoro? Como ele pode?
Suspirei, cansada. Rach percebeu, pois me cutucou lançando-me um olhar de compreensão. Ela era a que mais me entendia a respeito disso.
O refeitório inteiro parou as conversas do nada, estranhei o que teria acontecido? Virei-me de costas e me deparei com Jason segurando um ursinho de pelúcia gigante e um buque de rosas vermelhas, minhas preferidas.
–Pips, só me deixa falar- eu assenti, minha raiva dele já tinha passado há tempos, dando lugar a tristeza- há um ano atrás eu conheci uma garota linda, inteligente, meiga, sexy, fofa, completamente apaixonável. Ela é dona do sorriso mais lindo, dos cabelos mais macios e perfeitos e dos olhos mais estranhamente apaixonantes. Eu me apaixonei perdidamente por ela, só que não tinha coragem o suficiente para dizer-lhe isso, então há um mês eu finalmente me abri pra ela e por incrível que pareça, ela me correspondia.
“Mas então, eu fiz um burrada imensa e a perdi. Eu sofri muito, mas tenho certeza de que ela sofreu mais e eu me culpo todos os dias por vela triste ou chorando, porque de algum modo eu sei que foi minha culpa. E agora, eu estou aqui, para pedir o perdão da garota mais perfeita do universo e saber se eu, um mero mortal, tem chance com uma deusa grega maravilhosa.”
Minhas bochechas estavam completamente encharcadas, meus olhos podiam estar inchados e vermelhos, mas eu continha um sorriso de orelha a orelha na minha cara.
–Então Pips, aceita ser minha namorada... de novo?
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