I Hate Loving You
10 Festas sempre dão merda...
Notas iniciais
O verdadeiro amor não tem final feliz, porque o amor verdadeiro nunca acaba.
–Miley Cyrus
Pov Annie
Como a maioria das festas dos Di Angêlos, essa estava ótima. Á um quarteirão de distância já dava para escutar a musica. Como posso descrever a casa deles, bem Hades era uma cara bem rico, apesar de ser dono de uma funerária. Sinistro não. Perséfone, sua esposa e madrasta do Nico e da Bianca, é uma advogada bem sucedida.
Eu sei é muito confuso, até porque a Bianca e o Nico são meus primos de não sei quantos graus, já que minha mãe filha de Zeus, o que faz da Thalia minha tia...ai Deuses, que família confusa eu fui arrumar. Bem, nós não levamos em consideração essas coisas de primos. Na nossa família primos podem ter um caso, até porque nem todos são primos de sangue.
Ah quer saber foda-se, estou confundindo minha mente á toa. Enfim, chegamos á festa. O jardim já estava cheio de copos, garrafas e pessoas bêbadas dormindo (ou não) ou pessoas se comendo. Até aí tudo normal.
Mal acabamos de entrar na festa e a Pips já foi se agarrar com o Jason, Luke e Nico vieram pra cima da Thalia, coitada da Punk. Eu e a Rach fomos para a pista dançar, enquanto a Clarisse e a Bianca foram para o bar.
A música alta que tocava era da Demi, Neon Lights, eu simplesmente amo essa música. Rebolei no ritmo da música acompanhada pela Rachel que dançava comigo. Percebi vários olhares masculinos pra cima de nós. Até que aconteceu, Travis Stoll, um jogador de futebol, pegou a Rach e tascou um beijo de dar inveja. Fudeu, agora eu tô sozinha. E a agarração não parava...
Resolvi sair dali, fui para o bar ver se achava alguma das meninas, nem sinal delas.
–Uma tequila por favor- o barmen colocou um copo na minha frente e eu virei ele com tudo.
–Epa, vai com calma- senti um respiração no meu pescoço. Arrepiei. Olhei para trás e a não. Sério, isso virou perseguição!
–O que você quer?- gritei mais alto que a música, com raiva.
–Será que nós podemos conversar? Não vou tentar nada, prometo- seus olhos verdes transmitiam sinceridade. Assenti.
O segui para o que parecia um escritório no segundo andar. Entrei logo seguida por ele, que fechou a porta.
–O quer comigo? Eu já disse para você me deixar em paz- disse ainda virada de costas. Eu me sentia usada, e aquilo me doía de uma maneira que eu queria que não doesse.
–Vou ser rápido. Eu queria me desculpar, sabe por ter feito aquilo lá em casa.
–Devia ter pensado antes de fazer- me virei pronta para ir embora, quando estava chegando, senti um mão firme segurar o meu pulso- você já se desculpou. Pronto, será que eu posso ir embora?
–Você não respondeu se me desculpa ou não.
–Não, eu me senti usada. Me senti uma puta. Me senti um vadia. Para você pode não significar nada, mas para mim significa e muito.
Me virei em direção a porta tentando soltar sua mão do meu pulso, não deu certo. Ele não gostou, pois apertou ainda mais a mão envolta do meu pulso, causando um dor leve.
–Será que dá para me escutar, porra!- seus olhos agora mostravam irritação. Estremeci, nunca tinha visto seus olhos desse jeito. Eu sempre via aquele olhar divertido ou irônico, mas agora eles estavam mais escuros, como o mar agitado- você não sabe o que eu passei, não conhece a minha história. Não sabe o quanto eu sofri, não sabe porque eu faço isso! Você acha que não me senti culpado? Você acha que eu nunca amei? Pois sim eu amei uma garota e sabe o que aconteceu? Ela me trocou! Me trocou por um idiota. O idiota que eu me tornei, um galinha.
A essa altura ele já gritava, confesso que senti medo. Olhei para ele chocada, nunca tinha pensado qual o motivo de ele ser um galinha. Senti pena dele, ninguém nunca tinha comentado nada dele ter tido uma namorada. Era por isso que quando eu perguntava para as meninas o que tinha acontecido para ele ter se tornado um galinha elas ficavam tensas.
Ele afrouxou o aperto no meu pulso.
–Isso não é motivo para ter me tratado como uma vadia- respondi ríspida, escondendo o sentimento de pena que tinha dele.
–Eu sei, é por isso que eu pedi desculpas- ele soltou o meu pulso- eu sei como está se sentindo, Thalia veio falar comigo mais cedo...-olhei para ele incrédula.
–Então você veio se desculpar comigo porque a Thalia mandou? Você não tem vergonha na cara não? Seu cachorro, idiota, desgraçado, ingrato...-fui calada por um beijo. Ele enfiou a língua na minha boca e eu tive vontade de vomitar.
Empurrei ele pra trás e estalei um tapa na sua cara, sai do escritório pisando duro em direção ao bar, pedi uma vodca e virei com tudo.
Um tempo depois eu já dançava loucamente com um cara que eu não fazia a menos ideia de quem era.
–Ei, Annabeth- senti alguém me arrastando para fora da casa, eu esperneava mas os braços eram muito fortes.
–Eu quero voltar, me deixam voltar- minha voz estava toda enrolada. Eu sentia uma dor de cabeça terrível e minha garganta queimando, mas eu não estava nem aí.
–Annie você está bêbada- Nico me soltou e eu bufei.
–Vamos, vou te levar para casa- até a Thalia, ela que disse para mim aproveitar a vida. Ahh vão tudo para puta que pariu esse povo. Tentei correr de volta para a casa de novo, mas os saltos não ajudavam e logo eu estava sendo carregada por Nico para o carro da Thalia. Bufei.
Só me lembro de alguém me dando banho e me colocando na cama. Dormi instantaneamente depois disso.
Pov Piper
Jason. Gostoso do caralho. Como ele beijava bem, eu estava completamente apaixonada por ele. Ele era lindo, gentil, fofo, romântico, gostoso, sexy...ai Deus, que homem perfeito.
Estava no bar, fui pegar um bebida para nós, fazia uma semana em que estávamos namorando. Eu não poderia estar mais feliz. Pedi dois ponches, não tinha muito álcool e eu nem queria. Ele me esperava no jardim.
Fui até lá, quando cheguei me arrependi de ter ido, deixei os dois copos cair no chão, despertando o casal que estava dando um amasso.
–Pips, eu posso explicar...- não deixei ele terminar, saí correndo. Eu não acredito, eu pensei que ele estava feliz ao meu lado. Drew, aquela vadia. As lágrimas caíam descontroladamente pelo meu rosto. Me reprendi internamente por estar chorando por ele.
Sentei no meio fio e desabei a chorar. Não acredito, estava tudo tão perfeito. Mas claro que tem que acontecer alguma merda, sempre tem. Afrodite só pode estar brincando com a minha cara!
–Pips, o que aconteceu?- senti a Cla sentar ao meu lado. Chorei mais ainda- ei, ei calma- ela me abraçou e eu chorei no ombro dela. Estava me sentido despedaçada. Como pude ser tão burra.
Clarisse sussurrava algumas coisas para me tranquilizar, para logo perguntar o que aconteceu. Falei tudo para ela, ela assentia e fazia cara de quem ia matar alguém.
–Ah, mas esse Jason me paga- ela ia levantar mais eu peguei seu pulso.
–Não Cla, só me leva para casa, por favor- ela exitou, mas cedeu.
Logo estávamos dentro do meu carro, indo em direção a minha casa. E eu só pensava em como essa festa foi uma bosta. Mas não iria ficar assim, não, Jason ia me pagar.
Ah, se ia.
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