I Hate Loving You

44 Eu te odeio- Parte 2- Bônus


Notas iniciais
OKAY. OKAY. Eu sei que tem muita gente querendo me matar, eu sei, estou completamente ciente disso. Então eu n vou enrolar muito aqui em cima, só queria agradecer pelos reviews- msm q a maioria sejam ameaças de morte- e dizer q esse é um dos meus caps preferidos. Espero que gostem!

'Eu já fiquei apaixonado. É doloroso e sem sentido e as pessoas dão uma importância exagerada para isso.'

–The Vampire Diaries

Nova York. A cidade que nunca dorme e, a capital do mundo. Também agora conhecida como casa. Pra mim é estranho, obviamente; morei durante 15 anos na minha amada San Francisco.

A Califórnia é o oposto de NY; lá o clima é quente, úmido e há o delicioso barulho do mar. Aqui é bagunçado, frio e os únicos sons presentes são as buzinas de carros.

Fucei mais uma vez no meu Facebook, respondendo mais mensagens explicando o porquê de eu ter me mudado para o outro lado do país. Meu pai, Fredderick Chase, recebeu uma proposta ‘irrecusável’, como ele próprio diz, do trabalho dele. No qual ele ganharia o dobro, mas com uma condição:

Mudar para o outro lado do país.

Que ótimo.

Respondi mais algumas mensagens, deixando minha cabeça descasar no encosto do sofá. Analisei o teto da minha nova casa, admirando o maravilhoso trabalho que minha mãe, Atena Chase, tinha feito em tão pouco tempo; sempre a admirei, tanto com o trabalho quanto com o caráter: ela era uma pessoa forte, independente, inteligente, além de ser uma ótima mãe e uma extraordinária arquiteta.

Minha mãe logo apareceu na sala falando algo que eu não pude entender muito bem, por estar completamente alheia aos meus pensamentos.

–O que?- Questionei, deixando claro que eu não havia entendido muito bem. Ela deu uma pequena risada, que fez com que eu revirasse meus olhos.

–Pode, por favor, pegar a última caixa no carro, querida?- Perguntou ainda rindo da minha cara, bufei e a olhei com desdém. –Não me olhe assim, eu sou sua mãe.

–Tudo bem, mãe, eu pego. –Respirei fundo, fazendo uma tremenda força para expulsar a preguiça do meu corpo e me levantar totalmente contra minha vontade.

Meus passos até fora de casa foram lentos e preguiçosos, passei pela porta da frente que estava escancarada no momento, me arrepiando com a brisa fria que me atingiu.

O tempo de Nova York estava igual meu humor hoje: uma bosta. O céu estava da cor dos meus olhos, cinzas, e o tempo estava feio e fechado, com cara de que ia chover.

Só faltavam poucas coisas para acabar totalmente com a mudança, e eu devo confessar que eu agradeço por isso, mudança é a melhor coisa se você quiser passar raiva e estresse. São tantas caixas, tantas mobílias, é um saco.

O carro da minha mãe estava estacionado logo em frente da porta principal, com o porta-malas aberto e algumas caixas vazias no chão em volta dele.

Peguei a tal caixa em meus braços; ela não estava tão pesada, mas minha fraqueza- por conta da preguiça- fazia com que ela pesasse uma tonelada. Tentei ao máximo equilibra-la em meus braços para que ela não caísse.

Andei com certa dificuldade até a calçada, onde finalmente consegui a ajeitar do jeito que eu queria. E quando eu comecei a andar até a porta da frente, aquela merda caiu, junto comigo.

Lembro-me de ter escutado um ‘sai da frente’ antes de ralar a bunda no chão. A raiva tomou conta do meu corpo, que ótimo era só o que faltava pra completar o meu dia maravilhoso.

–Droga! Vê se olha por onde anda, seu idiota. –Resmunguei irritada, levantando-me rapidamente e esfregando meu traseiro dolorido.

–Você que é surda, eu avisei pra sair da frente. –Encarei o estupido que me derrubou, e tenho que admitir que me faltou ar.

Cabelos negros bagunçados, olhos verdes-mar cristalinos, barba rala, lábios carnudos. Eu teria começado a babar pelo idiota que estava na minha frente, se minha raiva não fosse tão grande.

Mesmo assim, ele tinha carinha de bebe, uns 15 anos no máximo. Ele ainda estava sentando, encarando minhas pernas. Isso fez que minha raiva aumentasse; o idiota me derrubou, foi estupidamente grosso e ainda tinha a cara de pau de ficar me secando?

–Então a culpa é minha? –Cruzei os braços e observe-o levantar; ele era alto, eu batia na altura da boca dele.

–Mas é claro. Ninguém mandou você ficar plantada na calçada. –Olhei-o completamente indignada.

–Eu não sei se você percebeu, querido, mas eu estava com um pouco de dificuldade com essa merda. –Enfatizei o ‘querido’ ironicamente. –E pelo que eu saiba a calçada é publica.

Olhei para baixo, percebendo a bagunça que ele tinha feito. Os livros de arquitetura da minha mãe estavam todos espalhados pela calçada, ela ia me matar se visse aquilo.

–Olha o que você fez...- Bufei, abaixando-me para pegar os livros.

–Eu? A culpa é toda sua. –Olhei-o ameaçadoramente. Ele abriu a boca para falara outra coisa, mas foi prontamente cortado.

–Perseu!- Ele revirou os olhos, virando-se para trás onde uma garota morena dos olhos azuis muito bonita, se aproximava de nós com passadas rápidas e pesadas.

–Era só o que me faltava. –Ele sussurrou para si mesmo, olhando para o alto, como se desejasse que um milagre acontecesse. Já eu, não estava entendo absolutamente nada.

–Atazanando garotas de novo? –Encarei os dois estranhos na minha frente com um ar de dúvida.

–Foi ela... –Ele tentou revidar, mas foi impedido pelo olhar ameaçador da morena.

–Desculpe por isso, ele é um babaca. –Ela agachou ao meu lado, ajudando a recolher o resto dos livros. A agradeci mentalmente, pois mesmo que ela parecesse um pouco assustadora, ela foi muito legal comigo. Mesmo não me conhecendo.

Escutei o garoto bufar quando percebeu que estava sendo prontamente ignorado, isso fez com que um sorriso sacana aparecesse em meus lábios. Aposto que ele é um daqueles caras que ama ser o centro das atenções.

–Obrigada pela ajuda. –Sorri educadamente para a morena ao meu lado seguindo seu exemplo e o ignorando igualmente.

–Imagina. –Ela me entregou o ultimo livro. –A proposito, eu sou Thalia.

–Annabeth. –Coloquei o livro na caixa, olhando pra cima para encara-la. Ela sorriu minimamente pra mim.

–E eu sou Percy. Eu sei, não precisa dizer que é um prazer. –Revirei os olhos quando escutei a voz do garoto irritante que se encontrava atrás de Thalia.

–Não é. Desculpe. –Disse ironicamente, me colocando de pé e cruzando os braços na altura do peito.

–Eu sei que foi, afinal, eu sou incrível. – Percy piscou pra mim fazendo-me bufar e encara-lo com desdém.

–Já deu Percy. –Thalia o interrompeu, caminhando em sua direção. –Foi um prazer, Annabeth.

A morena pegou o braço daquele idiota, começando a arrasta-lo para longe de onde eu estava.

–Igualmente Thalia. –Respondi educadamente.

–Também adorei te conhecer, loirinha. Ah, e belas pernas. –Juro que sei eu ouvisse aquele otário falar mais alguma coisa, eu iria o derrubar, mas dessa vez seria de proposito.

Fechei os olhos com força, tentando acalmar meus nervos para não voar no pescoço daquela criatura.

Ele sorriu sacana e virou-se, acompanhando a morena ao seu lado.

Ótimo. Estou adorando Nova York.

***

Abri meus olhos em alerta, quando escutei o som irritante do despertador ao meu lado. 6 a.m., mais um dia de aula.

Eu não sei por que eles colocam essa merda tão cedo, saudades de quando eu estudava somente à tarde.

Levantei meu tronco de maneira preguiçosa, me espreguiçando e sentindo os ossos das minhas costas estalarem um á um. Coloquei meus pés para a fora da minha aconchegante e quente cama, estremecendo com o choque térmico.

Nova York era muito mais fria que San Francisco, com certeza, mas era absurdo o tamanho do meu frio.

Troquei de roupa o mais rápido possível; colocando uma calça jeans azul clara, uma blusa de lã preta, um casaco verde bem quentinho e um par de botas, também pretas.

Esgueirei-me silenciosamente pelo extenso corredor de minha casa, até estar no andar de baixo, onde meus pais já estavam tomando café sem demonstrar um pingo de sono.

–Como vocês conseguem? –Entrei na cozinha lentamente, ambos voltaram os olhos pra mim com um obvio ar de duvida. –Não ter sono.

–Você se acostuma. –Balbuciou meu pai, antes de levar a xícara branca de café aos lábios.

Sentei em frente à eles, pegando uma maça e deixando minhas costas relaxarem no encosto da cadeira.

–Bom dia pra você também. –Minha mãe revirou os olhos, idênticos aos meus. Mandei um beijo pra ela, para depois dar uma pequena risadinha.

–Já estou indo. Thalia pediu-me para chegar mais cedo na escola. –Dei mais uma mordida na minha maça; beijei a bochecha de meus pais, peguei minha mochila em cima do sofá e deixei minha casa pela porta da frente.

Caminhei o mais rápido que pude até a escola, deixando o resto da minha maça em um dos cestos de lixos que encontrei no meio do caminho.

Minha casa ficava bem próxima da Goode, o que facilitava muito as coisas para todo mundo. Alguns minutos depois eu pude enxergar o imenso prédio do meu inferno particular.

Ninguém habitava o estacionamento, nem sequer uma alma viva. Xinguei Thalia por me fazer ficar esperando nesse frio, aquela vaca disse que estaria aqui.

–Ora, ora. Quanta sorte a minha. –Quando escutei aquela voz, o sangue subiu a minha cabeça. Poderia ser qualquer um, mas não. É incrível como os Deuses me amam. Virei-me para trás, tendo a visão do garoto que fazia da minha vida um inferno todos os dias.

–Que desprazer te encontrar aqui, Jackson. –Sorri ironicamente, fazendo-o estreitar os olhos.

–Digo o mesmo. –Lambi os lábios, cansada de olhar para a cara daquele idiota. –O que faz aqui tão cedo?

–Não é da sua conta. –Respondi entredentes.

–Outch. Essa doeu loirinha.

–Não me chame de loirinha. –Disse irritada; ele riu da minha cara, fazendo-me pensar em um jeito de matar Thalia bem lentamente e da forma mais torturante possível. –Seis meses e você é a pessoa que eu mais odeio nesse mundo.

–É muito amor. –Ele soprou, olhando pra cima e cruzando os braços. O Jackson suspirou antes de voltar a falar: — Annabeth entenda uma coisa: Eu te odeio, e eu juro por tudo que vou infernizar a sua vida até meu ultimo suspiro. Se não, não me chamo Percy Jackson.

Boa sorte com isso. –Aproxime-me perigosamente dele, fitando seus olhos verdes. –Porque eu jogo para ganhar.

Percy se aproximou ainda mais, fazendo-me pensar que ele iria me beijar. Nossos narizes se tocaram e ele olhava fixamente para meus olhos.

–Então, que vença o melhor.

Notas finais
Eu, simplesmente, adorei esse final HAUHAUAHUHAUHAUAH Esse cap foi um pequeno bonus de quando nosso casal se conheceu. Mtas pessoas me perguntaram nos reviews se eu tinha realmente matado a Annabeth, guys esperem até o proximo para saberem AHUAHUAHUAHUAHUAA Espero que tenham gostado, deixem reviews, recomendações, favoritos e me façam feliz. Cheguei a conclusão de que irei fazer mais fic trágicas, assim mts fantasminhas aparecem. -CONTAGEM REGRESSIVA: 6 CAPS ATÉ O TERMINO DA FIC. VOU CHORAR. Beijoos, xuxuzinhos! Amo vcs!