I Hate Loving You
37 Com amigos assim, pra quê inimigos?
Notas iniciais
'A vida me ensinou a nunca desistir. Nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir'
–Charlie Brown Jr
Pov Percy
Abri os olhos, sonolento. O sol invadia as janelas, deixando o quarto claro.
Tateei a cama ao meu lado e percebi que estava vazia. O barulho de água caindo preencheu meus ouvidos, fazendo-me sorrir maliciosamente.
Levantei-me da cama, e caminhei calmamente em direção ao banheiro deixando minhas roupas pelo caminho.
A porta do banheiro estava aberta. Era revestido de paredes de ladrilhos azuis e brancas. Havia um espelho embaçado bem a minha frente, e em baixo uma pia de vidro.
O boxe era também de vidro e estava, igualmente, embaçado. A figura desfigurada de Annabeth estava lindamente tomando banho, fazendo-me lamber os lábios e uma parte de mim se animar.
A loira cantarolava baixinho uma música que não consegui decifrar. Andei sorrateiramente até o boxe, abrindo a porta devagar para Annabeth não escutar. O que parece ter funcionado.
Minha loira estava de costas, deixando a bundinha empinada pra mim. Seu cabelo estava molhado e ela o esfregava. Esperei ela enxaguar a cabeleira loira e devagar me aproximei.
Puxei-a pela cintura, fazendo-me gemer com o atrito lá em baixo e Annabeth soltar um grito de surpresa.
Ri e chupei o pescoço molhado dela, a loira apoiou a cabeça no meu ombro. A junção entre meu pênis e a bunda dela, estava me enlouquecendo.
Virei Annabeth, fazendo-a ficar de frente pra mim e ataquei seus lábios com fervor. Ela respondeu na hora, pressionei a loira na parede enquanto a mesma arranhava as minhas costas.
–Demorou hein...- ela sussurrou no meu ouvido e eu prendi seu lóbulo entre meus dentes.
Mas como tudo que é bom dura pouco e o meu azar está em um nível elevado, o telefone do nosso quarto tocou, estragando o clima.
Tentei ignorar e voltei a chupar o pescoço de Annabeth, mas algo ainda pior aconteceu.
–Olha, eu não o que vocês estão fazendo ai dentro e nem quero saber. Mas como vocês não atendiam o celular e nem o telefone, eu resolvi vir aqui e falar que saímos em vinte minutos.
Isso mesmo, Thalia brotou no nosso quarto.
–Vai se fuder Thalia- Annabeth gritou, enquanto a morena saia rindo do quarto.
–Continuamos depois- Annabeth me empurrou com força pra trás e saiu irritada do boxe.
Ah, como eu amo minha prima.
***
–Gracias- Luke respondeu para um cara com uma boina vermelha e se virou pra gente- no dia 31 terá uma festa na praia, com bebida e tudo. Meio que um luau sabe? Temos que comprar os ingressos na recepção.
–Ah que ótimo- Rachel exclamou animada- vai ser muito divertido.
–Iupê- falou minha loira ironicamente.
–Mal-humorada- a ruiva revirou os olhos e a Thalia soltou uma puta gargalhada. Fulminei minha prima com os olhos, e Annabeth pareceu fazer o mesmo.
–Ah mas eles tem motivos pra ficar assim- Thalia gargalhava, enquanto o resto do pessoal estava com uma cara de dúvida- acho que estraguei o que era pra ser uma transa matinal bem quente.
E foi ai que eu e Annabeth fechamos ainda mais a cara; um coro de risadas começou atraindo muitos olhares, mas ninguém parecia se importar.
–Eu odeio vocês- cruzei os braços fazendo uma cara de tédio. É, eu estava terrivelmente irritado por Thalia ter atrapalhado o que seria uma das melhores transas que eu já tive.
–Tudo bem seus bocós, vamos logo- revirei os olhos, andando em direção a um dos carros que tínhamos alugado.
***
–Larguem de ser chatos e entrem agora- Bianca gritou pra mim e Annabeth, os únicos que não tinham entrado no rio, onde caía umas cachoeiras mais visitadas de San Jose.
Eu e Annabeth estavámos mal humorados por causa de hoje cedo. Minha namorada esfregava as pernas uma na outra freneticamente e mordia os lábios. Já eu, não conseguia nem controlar o volume nas minhas calças.
–Não obrigada- Annabeth exclamou irritada. Até eu estava ficando puto por ela estar tão irritada. Ninguém mandou ela me provocar naquele avião e me deixar louco de vontade de transar com ela.
Levantei-me de onde estava sentando, fazendo Annabeth me olhar mortalmente. Tirei minha blusa, exibindo minha barriga definida e atraindo olhares de algumas meninas que se encontravam ali. Minha loira pareceu ficar com ainda mais raiva, porém não mexeu um dedo para me impedir.
–Aeeeee- Nico exclamou animado- finalmente hein Perseu.
Limitei a revirar os olhos e entrar na água fria do rio. Cada pelo do meu corpo se arrepiou com o contato da água. Poderia estar fazendo sol, mas eu ainda estava com frio.
–Se você abrir a boca mais um vez Di Ângelo, eu arranco a suas bolas.
Nico deu uma risada e nadou pra perto de Thalia, que conversava com Clarisse animadamente.
Mergulhei e nadei até a cachoeira, ignorando os arrepios que ainda sentia. Joguei minha cabeça pra de baixo da queda d'agua, e fiquei ali por um tempo.
Tirei minha cabeça de lá e abri os olhos. Uma garota morena, dos olhos azuis escuros que parecia ser um pouco mais nova que eu, apareceu na minha frente.
–Oi gatinho- a garota disse passando a mão pelo meu peito.
–Oi- respondi o mais seco possível. E desviando a sua mão com um tapa.
–O que você acha de irmos para um lugar- ela aproximou o rosto do meu e passou a sussurrar- mais reservado.
Sorri de lado. Ela acha mesmo que eu iria trocar uma loira linda, sexy, irritante, baixinha e a pessoa que eu mais amo no mundo, por mais uma puta qualquer?
–Eu adoraria- cheguei meu rosto mais perto do dela, como se fosse beija-lá- mas não vai dar.
A garota franziu as sobrancelhas e me olhou com cara de dúvida.
–Por que não gatinho?
–Porque eu sou comprometido com uma garota que da mil a zero em você e eu a amo muito- ela me olhou cínica e abriu a boca eu um perfeito 'o'- passar bem.
Me afastei daquela morena louca e olhei na direção onde Annabeth deveria estar. Deveria, porque não estava.
Franzi as sobrancelhas procurando-a com os olhos. Cheguei perto de Thalia que estava em uma roda conversando com algumas pessoas que não conhecia.
–Thalia!- chamei-a.
–Fala cabeção.
–Você viu a Annie?- a morena assentiu.
–Ela saiu daqui faz pouco tempo, parecia bem irritada- é oficial, eu sou a pessoa mais azarada do mundo.
–Valeu- sai correndo do agua, pegando minha blusa e sem me importar de estava molhado a vesti.
Corri pela trilha onde tínhamos passado e logo avistei uma cabeleira loira andando calmamente.
Andei mais rápido pra perto dela e a puxei pelo braço. Os olhos dela estavam vermelhos e rosto inchado, ela estava chorando. Aquela cena partiu meu coração em mil pedaços.
–O que você quer?- perguntou ela seca. Tentei passar a mão pelo rosto dela, mas ela foi tirada por um tapa- eu sabia. Sabia que você não iria resistir.
–Do que você tá falando, Annabeth?- perguntei preocupado.
–Não se faça de tonto Perseu- ela cruzou os braços- eu vi com os meu próprios olhos.
–Annabeth...
–Cala a boca- ela berrou fazendo-me recuar um passo. Mas que diabos...?
–Sabia que não podia acreditar em você, por um momento eu pensei que você me amava- ela negou com a cabeça- quanta ingenuidade.
–Pelos Deuses, é claro que eu te amo Annabeth. Que merda tá acontecendo com você?
–O que tá acontecendo comigo?- ela se aproximou perigosamente de mim e olhou em meus olhos, como se pudesse ver através de minha alma- pergunta para aquela garota que estava com você.
–Annabeth, pelos Deuses- eu ri irônico- você acha mesmo, que eu iria te trocar por ela?
–Pareceu, exatamente o que você estava fazendo- agora eu estava irritado, de verdade.
–Bom saber que você não acredita em mim. Ela veio falar comigo e eu a dispensei. Você, mais do que ninguém sabe pelo que eu passei e ainda continua achando que iria falar 'eu te amo' da boca pra fora? Uau. Acho que temos um problema aqui não é?- explodi.
Annabeth ficou estática. Ela me olhava com os olhos cinzas- ainda um pouco avermelhados- arregalados. Revirei os olhos e sai andando até fora da pequena floresta, completamente irritado.
Ela não veio atrás de mim. Isso me deixou ainda mais estressado e triste.
Claro, ela não acreditava em mim mesmo. Por que viria?
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