I Hate How Much I Love You

1 Capítulo 01 - O Reencontro - Parte 1


Notas iniciais
Bom, essa é a minha primeira FanFic. Resolvi escrever do nada, durante uma tediosa madrugada de sábado. Desculpem qualquer erro. Espero que gostem, e se não, espero que me digam com sinceridade.

As mãos de Emily suavam, ela nunca pensou que rever suas amigas a deixaria tão nervosa. Na verdade era mais do que nervosismo; uma mistura de ansiedade, curiosidade, e também um pouco de medo tomava conta de seu corpo e sua mente. Reencontrar suas amigas também implicava aflorar todos os sentimentos vividos enquanto estiveram juntas, e dentre eles, talvez o mais presente fora o medo.

Durante muitos anos suas vidas foram atormentadas por mensagens anônimas que tinham o poder de desestruturar tudo o que pudesse haver de bom ao seu redor. Escola, família, amigos, relacionamentos amorosos... Tudo naquela época foi conturbado e a possibilidade de ressuscitar esses acontecimentos lhe causava escalafrios.

Porém, paralelamente, estava a alegria de poder encontrar essas pessoas tão importantes em sua vida. Nesses 5 anos, poucos foram os encontros, e nenhum contou com a presença das 4 simultaneamente. Essa ocasião especial, o casamento de uma delas, foi a oportunidade perfeita para reunir as amigas de infância.

Pensar em abraçar suas 3 melhores amigas, confidenciar seus medos, angústias e compartilhar todas as conquistas alcançadas durante esse tempo que estiveram separadas arrancou, do então tenso rosto moreno, um sorriso.

Sentiu um toque em seu ombro, e quando se virou, deparou-se com aqueles olhos verdes, travessos e um tanto inocentes. Abraçou a amiga tão forte, que, ao dar-se conta, liberou um pouco os braços. Ela era, entre as 4, a mais frágil, tanto física, quanto psicologicamente.

– Eu não acredito que você está aqui! — disse Aria, com um enorme sorriso nos lábios.

– Nem eu! Já faz tanto tempo! — abraçou mais uma vez a amiga, afinal, não fazia isso há bastante tempo. — Ainda não acredito que finalmente conseguimos reunir as 4! — Começou a empurrar o carrinho que transportava suas 2 grandes malas, sendo acompanhada por Aria.

– Eu sei! Não é maravilhoso?! Não sei se conseguiria suportar todo o nervosismo se vocês não estivessem aqui. — Aria expressava um sorriso ilusionado, porém nervoso.

– Você sabe que não perderíamos esse momento por nada! Se há 5 anos atrás me dissessem que você e o Sr. Fitz se...

– Ezra! — interrompeu Aria, rodando os olhos e sorrindo. — Vocês nunca vão se acostumar a chamá-lo assim?

– Bom, acho que agora, de um jeito ou de outro, teremos que nos acostumar, não é? — Emily deu um empurrãozinho de cumplicidade em Aria, que sorriu sem graça. — Agora é definitivo! — disse entusiasmada.

Emily notou que a tensão tomou conta de sua amiga com a última frase.

– O que foi, Aria? Você ainda tem dúvidas? Porque se tem, talvez seja melhor...

– Não! Não é isso. Eu amo o Ezra... E quero passar o resto da minha vida com ele. É que... Não sei... Sinto toda essa pressão... Não sei se serei uma boa esposa, eu sequer sei fritar um ovo! E o Malcolm está naquela fase adolescente complicada, revoltado com tudo e com todos, e sua principal via de escape sou eu... Acho que ele sente que sou culpada por Ezra e Maggie não terem ficado juntos...

Emily sentiu-se mal pela amiga, e principalmente, sentiu culpa por não ter podido acompanhar e ajudar Aria durante esse tempo. Ela não fazia ideia de que o casamento com Ezra estava mexendo tanto com suas emoções. Quer dizer, ao menos, não desta forma.

– Eu acho que isso que você está sentindo são os nervos naturais de qualquer noiva. Você ama o Sr. Fi... Digo, o Ezra, e ele te ama! Não dizem que o amor supera tudo? Aposto que ele pode sobreviver às suas aventuras na cozinha, e se não, para isso existem os disque-entrega, não? — Emily tentou animar a amiga, porém, ela mesma ficara preocupada. — Eu acho que o que você está precisando é de uma boa "girls night"! Vamos sair, nos divertir, e você vai ver que toda essa ansiedade vai desaparecer.

As amigas chegaram ao carro de Aria, que estava no estacionamento do aeroporto. Descarregaram as malas e entraram no automóvel.

– É, eu acho que você tem razão. Quer dizer, eu vou me casar! É um grande passo! Anormal seria se eu não estivesse nervosa, né? — disse com um sorriso, tentando se convencer daquilo.

As duas se dirigiram caminho à Rosewood, de volta aonde tudo começou. Muita coisa havia mudado, outras nem tanto...

Notas finais
Espero opinões! (: