Notas iniciais
Olááá, meus amores! Desculpem, mais uma vez, pela demora. Eu estava com bloqueio criativo. :X Bom, antes que nada, espero que leiam esse capítulo com a mente aberta. Eu sei que tinha prometido que o sofrimento da Hanna chegaria ao fim, mas essa foi a única maneira que eu encontrei de reaproximá-la da Emily sem enrolar a fic. Assim como vocês, eu também quero que elas fiquem logo juntas. E falta MUITO pouco pra isso: só mais dois capítulos, contando com esse. Enfim, obrigada a todos pelos comentários, por favoritar e recomendar essa história. Espero que gostem do capítulo! Ahhh, no primeiro parágrafo tem uma referência à Grey's Anatomy, um dos seriados que eu mais amo.

Todo mundo tem a sua pessoa. Alguém com que você pode contar em qualquer situação, que não se importa com o que você tenha feito, sempre te apoiará e amará do jeito que você é. Aquela pessoa, que você liga para compartilhar os momentos mais felizes da sua vida. Assim como ela é a primeira pessoa que você procura em um momento de desespero. Emily era a pessoa de Hanna.

Por isso, quando recebera a notícia que fez o seu mundo desabar, Emily foi a única pessoa que desejou ter por perto naquele momento. Hanna vestiu seu casaco e secou com a mão as lágrimas que desabavam sem descanso por seu rosto há exatamente... Trinta e oito minutos, constatou ao olhar no relógio. Ainda parecia irreal que sua avó tivesse partido. Ela era tão forte para sua idade, tão cheia de vida, quem mais lhe entendia e sempre apoiava. Os melhores conselhos, o melhor colo para chorar, a melhor sopa de letrinhas que tanto marcou a sua infância, e que ela insistia em fazer cada vez que ia visitá-la depois de adulta. Pensar que nunca mais sentiria o seu perfume de alfazema, tão característico, fez com que Hanna voltasse a soluçar enquanto descia as escadas de sua casa.

Sua mãe provavelmente escutou da cozinha seu pranto e correu em sua direção. Ela também estava visivelmente abalada pelo falecimento da ex-sogra. Apesar de seu divórcio com o pai de Hanna, as duas não haviam perdido o contato e Ashley tinha um enorme carinho pela senhora.

– Han... – murmurou a mãe. Seu olhar continha um misto de tristeza e preocupação.

– Mãe, eu preciso... – interrompeu a jovem. – Eu preciso sair, preciso absorver tudo isso.

– Certo, mas não chegue tarde. O... – sua voz se quebrou. – O velório será amanhã de manhã e você precisa descansar. – Ashley se aproximou da filha e a abraçou. – Querida, eu sinto muito.

Hanna apenas retribuiu o abraço de sua mãe e saiu em direção à casa de Aria, onde esperava encontrar Emily. Precisava dela. Não havia ninguém que ela quisesse ver naquele momento a não ser sua melhor amiga.

Andava depressa pelas ruas de Rosewood com o capuz de seu casaco protegendo sua cabeça da chuva fina que caía. Ela sempre achara ridículo como em todas as situações tensas de filmes havia chuva, mas a verdade era que o clima chuvoso refletia muito seu estado de espírito naquele momento: escuro, frio, triste. Apressou os passos quando a chuva começou a se intensificar e sentiu as gotas grossas se misturarem com as lágrimas que desciam pelo seu rosto.

Ao avistar a casa de Aria, quando dobrou a esquina, passou então a correr; tanto pela urgência em ver Emily e sentir seu cuidado e carinho, quanto para se abrigar da chuva, que cada vez era mais forte. Bateu impacientemente na porta e, para sua surpresa, Mike apareceu ao abri-la. Quase havia se esquecido de que ele estava na cidade. O rapaz vestia um moletom com aparência desgastada e seu cabelo estava bagunçado. Ao notar a perturbação estampada em suas feições, se afastou, dando espaço para que Hanna entrasse.

– A Em... – Hanna pigarreou ao notar sua voz sair tão débil e rouca. – Ela está?

– Não... Ela saiu para se encontrar com alguém no Café. Hanna, está tudo bem?

– Eu... Não! Está tudo péssimo! – a loira disse, finalmente retirando o capuz de seu casaco e se sentando no sofá da sala, mesmo sem ter sido convidada, mas tinha medo de que suas pernas falhassem a qualquer momento. Ao se sentar, a jovem apoiou os cotovelos em suas pernas e abaixou sua cabeça até as mãos. Começou a soluçar novamente, e se perguntou se algum dia a dor cessaria, se seria capaz de voltar a respirar novamente, se seu coração voltaria a adquirir os batimentos cardíacos normais.

Depois de minutos que ela não soube calcular quantos foram, chorando sem parar, Hanna tentou se recompor. Levantou a cabeça e avistou Mike sentado na mesa de centro a sua frente. Ele lhe encarava entre curioso e preocupado.

– Você tem alguma coisa com álcool aí? – perguntou Hanna, limpando suas lágrimas com o dorso da mão.

O rapaz sorriu.

– Tenho algo melhor do que álcool. Venha, vamos para o meu quarto.

Antes que pudesse raciocinar, Hanna já estava no quarto de Mike, sentada em sua cama enquanto ele vasculhava entre suas gavetas procurando algo. O jovem sentou ao seu lado, com uma caixa de acrílico em mãos. Dela, ele retirou uma caixinha redonda prata – que a loira não conseguiu identificar o conteúdo – e um papel de seda.

Hanna não entendeu do que se tratava até que o rapaz abriu a caixinha prata e retirou com os dedos uma pequena quantidade de erva, enfileirando-a no centro do papel de seda para logo começar a enrolar o fino papel. A loira pôs-se rígida. Nunca havia experimentado nenhum tipo de droga. A falta de controle sobre si mesma e a possibilidade da dependência lhe apavoravam.

– Mike, eu acho que vou ind... – ela começou a se levantar, mas foi impedida pela mão do rapaz, que lhe segurou de maneira firme, mantendo-a no mesmo lugar.

Quando lhe encarou, Hanna notou o jovem passar a língua na seda enquanto mantinha contato visual com a loira, fazendo-a sentir-se hipnotizada pela cena. Não por ele, porque apesar de toda sua beleza estonteante, não lhe atraía; mas sim pelo cigarro. O proibido sempre causava essa sensação em Hanna. O sangue parecia correr mais rápido por suas veias, a adrenalina tomava conta de seu corpo e a anestesiava de tudo que estava ao seu redor. Talvez não fosse uma má ideia, no final das contas. Só hoje. Ela precisava ser transportada a algum outro lugar onde não houvesse essa dor que dilacerava seu coração dessa maneira insuportável. Uma única vez, só o suficiente para aliviar toda essa sensação de solidão e impotência.

Assim, quando Mike acendeu o cigarro, tragando uma parte da fumaça e liberando a outra em sua direção, ela decidiu que aquilo não poderia lhe fazer mal. Seria só dessa vez.

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Emily mal havia trancado a porta com a chave que Ella lhe havia dado no dia em que chegou a Rosewood, quando ouviu risadas vindas do andar de cima. Revirou os olhos, pensando que certamente se tratava de Mike com alguma de suas conquistas. Conforme subia as escadas o som se fazia mais audível e paralisou, em choque, ao identificar uma delas. Hanna! O que ela fazia ali? E o mais importante: o que fazia com Mike?

Subiu o restante dos degraus, de dois em dois – para chegar mais rápido – enquanto ouvia a risada de Hanna. Não tinha dúvidas de que era ela. Emily seria capaz de reconhecer a voz de sua amiga de olhos fechados. Parou na porta do quarto e girou a maçaneta. Deparou-se com uma cena que fez seu coração perder uma ou duas batidas. Hanna estava apenas de sutiã, girando com o braço levantado a blusa que provavelmente havia acabado de tirar. Mike estava sentado na cama, sem camisa e olhava para a loira com um olhar que fez seu estômago revirar em repulsa. Não havia paixão, era algo puramente sexual, como um predador olharia para sua presa.

Sua repulsa aumentou ainda mais ao notar o forte cheiro de erva que tomava conta do ambiente. Ela podia reconhecer o odor tão característico graças aos seus anos de universitária, quando frequentemente o sentiu pelos corredores do alojamento da universidade. Mas nunca teve sequer curiosidade de experimentar. Sabia que não era algo que valesse a pena. E aquele filho da puta havia arrastado sua melhor amiga para esse caminho perigoso. O ódio subiu pelo seu corpo, atingindo sua mente e já não teve consciência de seus atos a partir daí.

– Seu... Seu imbecil! Idiota! – esbravejou a morena, ganhando a atenção dos dois, que até então não haviam notado sua presença.

Hanna, que estava de costas para ela, se virou e um sorriso brotou em seu rosto. A loira veio andando meio desengonçada em sua direção.

– Emmmmmmm! – disse de forma arrastada. — Você veio se juntar a nós? O Mike vai te ensinar uma parada muito maneira! – e puxou a morena.

– Não, Han! – gritou, soltando-se. – Eu não acredito que você entrou na onda desse babaca! Você sabe que ele não presta! Sabe que ele só se mete em coisas erradas! Eu não acredito que se deixou levar por esse filho da puta! – disse, irritada, mesmo sabendo que no estado em que sua amiga se encontrava, não levaria a sério o seu sermão. Prova disso foi que Hanna começou a rir descontroladamente.

– Mike, eu acho que a Em está... – ela não conseguiu terminar a frase sem antes cair na gargalhada novamente, provavelmente efeito da maconha. O rapaz apenas a olhava, com um sorriso cínico. – Acho que ela está brava com a gente! Vamos, Em... É divertido, experimente!

– Eu não quero experimentar nada! Agora vista a sua blusa enquanto eu dou uma palavrinha com esse imbecil aqui... – talvez tenha sido o seu tom de voz autoritário que finalmente fez Hanna levá-la a sério. A loira, que tinha os olhos avermelhados, lutava com sua própria blusa, tentando achar a manga para vesti-la. Ela ria, achando graça da sua própria incapacidade de realizar uma tarefa tão simples e cotidiana. Mais um efeito da erva. O ódio da morena aumentou ao ver sua amiga naquele estado tão deplorável. Aproximou-se de Mike, que ao ver sua atitude agressiva e pronta para uma briga, se levantou da cama adotando uma postura defensiva.

– Ela chegou aqui chorando, perguntando por você. Como você não estava, eu tive que arranjar um jeito de consolá-la... – se justificou ele, com um sorriso debochado que fez Emily ter vontade de socá-lo e deformar aquele rostinho perfeito. – E pelo visto funcionou, eu não a vejo mais chorando, não é verdade? A gente poderia ter se divertido mais, se você não tivesse atrapalhado...

– Escuta aqui, seu nojento... – a morena se aproximou perigosamente do rapaz, ficando a escassos centímetros, com o dedo apontando para ele. – A Hanna é minha melhor amiga e também da sua irmã. Eu sei que você não se importa de magoar a Aria e a sua mãe com as merdas que você faz, mas eu-não-vou-permitir... – disse dando ênfase em cada palavra. – ...que você arraste a Hanna para esse buraco em que você se enfiou. Eu quero você bem longe dela, me entendeu? Ela, ao contrário de você, é uma pessoa maravilhosa e eu não quero ter que presenciar novamente minha amiga nesse estado deplorável em que você a deixou. E se por acaso eu te vir perto dela, principalmente induzindo-a a fazer essas coisas de gente fraca que você faz, pode ter certeza que eu terei uma conversinha com a sua mãe e a Aria sobre uns segredinhos seus. E eu tenho certeza que elas não ficarão nada contentes em saber. – murmurou ameaçadoramente e viu a atitude debochada do jovem vacilar para uma mais tensa. A jovem dispôs-se a se afastar do rapaz, mas voltou. – Mais uma coisinha... Isso aqui é pra você aprender a não se meter com as pessoas que eu amo. – segundos depois, ouviu-se o estalo da mão de Emily se chocando com a face esquerda de Mike.

A morena não deu chance sequer de o rapaz responder. Virou-se e encontrou Hanna ainda tentando vestir sua blusa.

– Vamos, Han. – puxou a amiga pelo braço. – Eu te ajudo com isso lá embaixo. – disse pacientemente, levando em consideração o estado da amiga. – E você... – dirigiu-se uma última vez a Mike, apontando o dedo para ele, desta vez de longe. – Está avisado.

Notas finais
E aí, o que acharam da Emily defendendo a Hanna? E a coitada da Hanna não para de sofrer, tadinha. Mas agora a Em estará decidida a ajudar a amiga, e assim elas se reaproximarão. Quem sabe aí está a chance delas se reconectarem, né? Me deem as opiniões de vocês! Críticas construtivas são sempre bem-vindas! Prometo que amanhã respondo todos os comentários de vocês! ;) Ahh, antes que eu esqueça! Caso hajam fãs da Shay por aqui, eu tenho uma página sobre ela no facebook com notícias, fotos, vídeos, etc... Ainda está no começo, estou organizando aos poucos, mas caso queiram, podem curtir, adicionar, etc... Perfil: https://www.facebook.com/mitchies.brasil Fanpage: https://www.facebook.com/MitchiesBr Ask: http://ask.fm/MitchiesBrasil Por hoje é só isso... Espero que tenham gostado. E se não, me digam no que eu poderia melhorar. Beijos! E obrigada pelo apoio!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.