Notas iniciais
Oi amores!!!! Eu nem estou tão sumida assim, vocês nem podem reclamar, tô postando praticamente uma vez por semana. :D hahahaha Chegamos aos 100 comentários, ÊÊÊÊÊÊ! :D Muito, muito, muito obrigada por comentar, favoritar, acompanhar,recomendar, cada gesto é muito importante pra mim e motiva a continuar. Um agradecimento especial também à MaryMelo pela recomendação! Vocês são todos uns fofos, e por isso merecem um capítulo, mesmo que seja pequeno. Esse capítulo é dedicado à AnaM, que me deu a sugestão da Hanna se abrir com alguma das meninas. Como eu super concordei com o ponto de vista dela, aqui está. Espero que vocês gostem e continuem dando opiniões, compartilhando as experiências de vocês (prometo responder todos os comentários amanhã). Obrigada por tudo, e agora vamos ao que interessa. Enjoy it! :D

As quatro finalmente chegaram em Rosewood, indo direto para a casa de Spencer. Antes de descer do carro, no qual seguiriam as três amigas, a morena convidou Hanna para ficar com ela, oferecendo-se para ir deixá-la em casa mais tarde.

— Por que você só convidou a Hanna? – perguntou Aria, indignada.

— Bom, eu achei que você estaria cansada, e se tem alguém aqui que precisa estar bem disposta amanhã é você... – justificou-se, tentando soar o mais natural possível. – Afinal, será o grande dia! Mas se quiser ficar, você sabe que não precisa de convite. E o mesmo serve para você, Em. – sorriu, na tentativa de parecer simpática.

— Não, você tem razão... Eu estou morta! – concordou a pequena. – Além disso, ainda tenho que preparar algumas coisas para amanhã... Fazer as malas para a lua de mel, e... OH, MEU DEUS! – arregalou os olhos com expressão de pânico. – OS MEUS VOTOS! Eu ainda não escrevi os meus votos!

Aria abriu a porta do carro e rodeou, indo em direção à porta do motorista, ainda com o desespero estampado em sua cara. Não podia acreditar que havia se esquecido de escrever seus votos matrimoniais. E se Ezra também tivesse deixado passar despercebido esse pequeno e importante detalhe? A verdade era que as chances disso acontecer eram mínimas, já que ele era super metódico e provavelmente já tinha preparado seus votos com bastante antecedência. Chegar à essa conclusão só fez seu desespero aumentar, o que resultou bastante cômico para as amigas, que riam de sua situação.

Abriu a porta do motorista, obrigando Spencer a sair de seu lugar. Ocupou o assento do motorista, ligando o carro rapidamente, mal dando tempo de Hanna descer do automóvel, e Emily sentar no banco do carona, ao lado da pequena.

Após se despedirem apressadamente e combinarem de se encontrar logo cedo na casa de Aria, Hanna e Spencer entraram na casa dos Hastings, subindo diretamente para o quarto. Largaram suas mochilas no chão, e Hanna não esperou para saciar sua curiosidade.

- Me diga logo, o que você está planejando? Eu também tinha pensado em preparar alguma surpresa para a Aria, mas não consegui pensar em nada criativo. Mas ainda bem que nós contamos com o QI dos Hastings a nosso favor! Então, desembuche: no que você pensou? – a loira falava atropeladamente devido ao entusiasmo, completamente alheia às reais intenções da amiga.

- Cala a boca e senta aí, porque nós temos que conversar seriamente. – disse Spencer, com seu melhor tom autoritário, que era capaz de fazer até o presidente se sentir acuado. Apontou para a cama, indicando que a amiga se sentasse.

- N-nossa, mas e-eu pensei que... – gaguejou a loira, enquanto obedecia a ordem.

- Escuta, eu preciso que você me prometa que vai ser sincera, ok?

- Spence, eu não estou entendend...

- Prometa. – interrompeu Spencer.

- E-eu prome-eto. – Hanna começara a ficar nervosa com aquela conversa. Será que o assunto se tratava do que Spencer havia presenciado durante o banho que havia dado em Emily?

- Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? – perguntou Spencer, puxando a cadeira de sua escrivaninha em sentando-se de frente à amiga.

- Claro que sei, Spence, você está me assustando... O que de tão importante você tem para falar comigo que não podia ser na frente das meninas?

- Ok, eu vou ser bem clara e direta, e você tem que me responder da mesma maneira, certo?

- S-sim. – Hanna engoliu seco, já prevendo o que estava por vir. Era isso, ela sentia, Spencer tinha descoberto tudo. Aliás, até que havia conseguido esconder por muito tempo, considerando que se tratava de Spencer.

- Bom, eu estive observando você e... a Em... e... – a morena ficou estranhamente nervosa, o que era totalmente inesperado para ela. Suspirou, tomando coragem para invadir a intimidade da amiga dessa maneira, mas sabendo que era necessário e que era para o bem delas. – Han, você sente alguma coisa pela Em? Eu me refiro a... você sabe, mais que como amigas? – disse essa última parte olhando fundo nos olhos da amiga.

O coração de Hanna batia acelerado, devido ao nervosismo, e ela desviou o olhar da amiga, tentando encontrar a maneira de explicar o que vinha guardando para si durante tantos anos. Ela não havia se preparado para isso. Sabia que esse momento chegaria algum dia, mas não imaginava que seria assim, tão de repente. Ela sequer havia notado que estava sendo observad... Espera, então aqueles comentários... Como pôde ser tão burra? Ela deveria ter sacado quando Spencer começou a usar aquele tom malicioso em seus comentários relacionados à Emily e ela.

Hanna não podia acreditar que tinha sido tão obvia. E pensar que havia se esforçado tanto para disfarçar, reprimir seus sentimentos, e agora, ali estava, com Spencer observando-a atentamente, à espera de uma resposta. Sabia que lhe faria bem compartilhar com alguém tudo o que se passava em sua mente e em seu coração, e ninguém melhor para essa tarefa do que uma de suas melhores amigas. Tinha a certeza de que não seria julgada, Spencer a amava e jamais seria capaz de julgá-la por seus sentimentos. Sempre soube que era a coisa certa a se fazer, mas nunca teve a coragem suficiente para isso.

- Sim. – suspirou, voltando a olhar nos olhos da amiga, e vendo que a confissão não a havia impactado. Sentindo-se aliviada, prosseguiu. – Eu amo a Em, Spence. – sentiu como se tirasse um peso enorme de suas costas ao pronunciar aquilo em voz alta. Pela primeira vez proferiu aquelas palavras e sentiu um turbilhão de emoções. E então, para a surpresa de Spencer, e até dela mesma, começou a rir. Gargalhava, sem entender muito bem o porquê, deixando a amiga confusa, mas pôde notar que ela sorria da situação.

Depois de pelo menos 3 minutos rindo sem parar, Hanna tinha lágrimas nos olhos, de tanto rir, e seu estômago doía devido às contrações que as gargalhadas lhe causaram. Não podia explicar a que se devia aquele ataque de riso, mas sentia um extremo alívio por ter finalmente compartilhado com alguém seus sentimentos. Spencer apenas a observava divertida.

- Você é louca, sabia? – comentou a amiga. – O que foi isso? Se algum dia você pensa em se declarar para a Emily, certifique-se de não ter essa mesma reação, porque é zero romântica, além de extremamente bizarra. – recebeu uma língua, em reação ao seu comentário. – Que tipo de pessoa revela que está apaixonada pela melhor amiga e começa a rir incessantemente do nada? – sentiu um leve tapa em seu ombro, e as duas sorriram com cumplicidade, sentindo que essa confissão as unia ainda mais como amigas.

Se abraçaram e mantiveram-se assim por alguns minutos. Hanna pôde se sentir apoiada e amparada. Era bom saber que contaria, a partir de agora, com alguém para confessar tudo o que sentia; seus medos, seus ciúmes, e principalmente todo o amor que cultivava ao longo desses anos. Quando se afastaram, Spencer decidiu que teria que partir para a parte prática de sua missão como amiga.

- Han, você já pensou em dizer para a Em tudo o que sente? – perguntou séria.

- Claro, Spence... Milhões de vezes! É o que eu mais quero, já não aguento guardar isso pra mim. E agora que nós nos reencontramos só fez alimentar ainda mais esse sentimento... Mas... É complicado, você sabe. – murmurou a loira com tristeza. – Nós somos amigas de infância e... se ela não corresponder a esse sentimento, isso poderia colocar em risco a nossa amizade. – apontou, aflita. – Você tem noção das consequências que isso pode trazer pra nossa amizade, a de nós quatro?! Eu não posso fazer isso, Spence. Por mais que eu queira, por mais que eu me sinta tentada, eu não posso. – liberou um suspiro de resignação.

- Não se nós tivermos antes a certeza de que ela sente o mesmo! Pensa só, se nós conseguirmos um jeito de descobrir que ela também é apaixonada por você, não há problema algum em você revelar seus sentimentos para ela. – concluiu, sorrindo, como se o que acabara de dizer fosse simples e pura lógica.

- Mas Spence, como nós vamos conseguir descobrir isso? Você não acha que eu passei todos esses anos me torturando, procurando o menor sinal que fosse de que ela correspondia aos meus sentimentos? – se levantou da cama, indo em direção à janela. – Acha que eu não me iludi com cada carinho, cada mostra de afeto que ela me dava? Mas logo tudo ia por água abaixo quando ela aparecia com alguma namoradinha nova. – disse, com um sorriso de tristeza e ironia. – Além do mais, agora ela está com o tal do Sam. – olhou para a amiga e pôde ver que seu sorriso de satisfação não havia se apagado, o que indicou que Spencer já tinha algum plano, e qualquer plano de Spencer Hastings era garantia de êxito. Por mais que se estivesse desmotivada, Hanna sentiu uma pontada de esperança brotando dentro de si, e sorriu.

Notas finais
E aí, o que acharam? Me deem opiniões! O que vocês acham que elas devem fazer pra tentar descobrir se a Emily corresponde aos sentimentos da Hanna? Não deixem de comentar, por favor. O próximo capítulo será bem movimentado, casamento de Ezria, Sam na cidade, Spencer agindo seu plano... hahahaha Continuem acompanhando. Beijos, beijos :*