Notas iniciais
Oláááá! Antes que nada, mil desculpas pela demora. Eu sei que tinha prometido capítulo para sexta-feira ou sábado, mas simplesmente não deu. Desculpa, de verdade, eu sei como é chato ficar esperando. Enfim, aí está o capítulo, espero que gostem! :)

Depois de mais de uma hora andando na que costumava ser sua loja favorita quando morava em Rosewood, Hanna finalmente decidiu provar alguma coisa. Havia escolhido um vestido longo na cor azul turquesa – a única exigência da noiva – com um generoso decote nas costas. Há cinco anos ela morreria por um vestido como aquele, em vez disso, sentia-se incômoda com tanta pele à mostra. De qualquer forma, queria ouvir a opinião das amigas, talvez elas a convencessem de que aquele vestido era ideal para a ocasião. Abriu a cortina da cabine e saiu, com certo nervosismo.

– Hanna, ficou maravilhoso em você! – exclamou Aria, levantando-se e indo verificar mais de perto. – E esse decote... – disse, fazendo-a dar uma volta para ver o detalhe nas costas. – É simplesmente fabuloso!

– Realmente, parece que foi feito para você! – concordou Spencer. – Você vai arrasar com esse vestido, Han!

Por mais que as amigas dissessem aquelas coisas, Hanna ainda se sentia insegura. Olhou para Emily, esperando que ela se pronunciasse. A morena a olhava com um sorriso, aquele sorriso que fazia seu coração bater acelerado.

– O vestido é lindo, e essa cor combina com os seus olhos. – disse a morena, fazendo o coração de Hanna derreter. Só Emily era capaz de fazer um comentário tão doce como aquele. – Mas sinto que você não pensa o mesmo, então, acho que devemos continuar procurando. – concluiu.

As duas trocaram um sorriso de cumplicidade, e Hanna entrou de novo na cabine para se trocar. Decidiram procurar outras lojas e depois de entrar em várias, finalmente encontraram um pelo qual a loira se interessou. Entrou na cabine para experimentá-lo, rezando para que coubesse. Tirou os jeans gastados que usava, seguido pela jaqueta, e por último a camisa preta, e vestiu a peça escolhida. Começou a subir o zíper nas costas, porém não alcançou para fechá-lo completamente, já que o mesmo ia até a nuca. Teria que pedir ajuda para alguma das meninas. Colocou a cabeça para fora da cortina, cobrindo o resto do corpo, pois queria fazer suspense.

– Alguma de vocês pode me ajudar a fechar o zíper, por favor? – pediu, e fechou a cortina, virando-se de costas, esperando que alguma delas viesse.

Alguns segundos depois sentiu uma mão em suas costas e seu corpo se estremeceu. Não foi preciso nem olhar para ter a certeza de que se tratava de Emily. Seu corpo a reconhecia, seu perfume era inconfundível e seu toque sempre tinha esse poder sobre ela. Levantou a cabeça, e seus olhos se encontraram através do espelho à sua frente. Encararam-se durante algum tempo, até que a morena desviou o olhar e se concentrou em sua tarefa. Foram exatos 13 segundos, que Hanna cronometrou, contendo a respiração e tentando controlar as batidas aceleradas que o contato havia provocado em seu coração. Quando terminou, Emily buscou seu olhar novamente e sorriu.

– Ele é perfeito. Você está linda. – disse a morena, pousando as mãos em seus ombros. E Hanna sentiu-se assim. – Acho que as meninas devem estar ansiosas para ver. – afirmou, puxando-a para sair da cabine.

– E então, o que acharam? – perguntou Hanna, com um sorriso nervoso, às duas amigas.

– Simplesmente deslumbrante! – disse Spencer, com um sorriso de canto à canto do rosto. – Você parece saída de alguma produção hollywoodiana dos anos 60, Han. – comentou empolgada.

– Hanna Marin, qual o seu segredo? – brincou Aria. – Tudo o que você veste fica incrível, mas esse vestido com certeza foi o vencedor. Você está linda nele! – disse, fazendo com que a loira sorrisse satisfeita com a escolha.

Depois de pagar pela compra, que lhe custaria quase um terço de seu salário, Hanna e as amigas decidiram que iriam almoçar em seu restaurante italiano preferido. Era caro demais para sua atual condição financeira, mas sentiu que devia isso às amigas, depois de todo o trabalho procurando por um vestido.

Pouco antes de sair da loja, Spencer avistou uma bolsa pela qual se apaixonou. Enquanto ela ouvia as opiniões de Emily e Aria, uns óculos chamaram a atenção de Hanna. Olhou a etiqueta, e quase desmaiou com o preço. O modelo, estilo clubmaster, custava muito mais do que podia se permitir naquele momento. A antiga Hanna Marin teria adorado colocá-lo na bolsa sem que ninguém visse. A adrenalina era para ela como uma droga para um viciado. Aquilo era algo de que havia se libertado há muito tempo, porém, qualquer um estava sujeito a uma recaída. Pegou seu objeto de desejo nas mãos, que suavam, observou à sua volta, e percebeu que ninguém parecia estar prestando atenção nela. Seu coração batia aceleradamente por conta da adrenalina e, um segundo antes de começar a escondê-lo no bolso de sua calça, ouviu que alguém a chamava. Estava tão fora de si, que no primeiro instante não pôde reconhecer a voz.

– Hanna, vamos? – disse Emily, se aproximando. – Você está bem? – perguntou, preocupada. – Está pálida e suas pupilas parecem dilatadas.

– Er... Sim, sim... Vamos. – respondeu apressadamente, colocando os óculos de volta em seu lugar. – Foi só um pequeno ataque cardíaco ao ver o preço desses óculos. – brincou.

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Enquanto almoçavam uma deliciosa massa italiana, as amigas conversavam descontraidamente, mas a mente de Hanna estava em outro lugar. Ela esteve a ponto de voltar ao antigo hábito de furtar. Não fosse por Emily, agora mesmo ela estaria se sentindo péssima por ter feito uma coisa que tinha consciência de que era errado. Sorriu ao chegar à conclusão de que ela era seu anjo da guarda, sempre a postos para salvá-la. Agora que parava para pensar, não sabia como havia conseguido ficar tanto tempo longe dela. Olhou para a morena, que conversava empolgada com as duas outras amigas sobre um assunto que ela não fazia ideia qual era. Ela era tão linda... Hanna jamais se cansaria de observá-la. Já que não podia tê-la, admirar sua beleza era seu passatempo preferido, apesar de que teria que tomar cuidado para que não percebessem seu encantamento.


– E você, Han, tem algum gato te esperando em NY? – perguntou Aria, com um sorriso malicioso.



– É... Não exatamente... – respondeu nervosa. Fazia muito tempo que não havia nenhum “gato” em sua vida. – Eu não tenho saído com ninguém há bastante tempo... – e provavelmente elas jamais saberiam que o motivo estava sentado naquela mesa com elas.



– Eu te entendo, Han. – disse Spencer, com um suspiro de conformismo. – Desde que saí de Rosewood depois que Toby... – ainda era doloroso para ela relembrar a traição e decepção que sofrera. – Bom, depois que descobrimos que ele era –A, eu tenho tido dificuldades em confiar nas pessoas e me entregar novamente à alguém.

– Mas você não pode se fechar assim, Spenc, nem todo mundo é como Toby... – disse Aria. – Com certeza existe alguém que é capaz de te fazer feliz e se negando a se abrir, você pode acabar perdendo a oportunidade de conhecer essa pessoa.

– Eu sei, mas é difícil, Aria... Eu sempre fico achando que só estão comigo por interesse, pelo meu dinheiro ou pelo meu corpo. Mas eu estou confortável em estar solteira, posso me dedicar 100% ao trabalho, me cuidar, viajar...

– Todas essas coisas são maravilhosas, mas de que adianta tudo isso se você não tem com quem compartir? – questionou a baixinha.

– Nossa, Aria, o casamento está te deixando tão dramática... – disse Hanna, rodando os olhos com impaciência. – Em algum momento a Spencer vai encontrar alguém... Todas nós vamos, talvez seja só porque ainda não chegou a hora.

– Ok, ok, vou parar de pressionar vocês... – aceitou Aria. – É só porque eu quero que vocês sintam isso que eu estou sentindo, sabe? Estar apaixonada... É tão bom! – suspirou.

Hanna não pôde evitar olhar para Emily nesse momento. Ela mexia distraída em uma mecha de cabelo, como fazia sempre que estava pensativa; um hábito que Hanna achava adorável. Sim, definitivamente era bom estar apaixonada, ainda que essa pessoa estivesse fora do seu alcance. Um telefone começou a tocar, afastando-a de seus românticos pensamentos. Todas começaram a procurar em suas bolsas seus respectivos celulares, tentando descobrir qual deles tocava. Era o de Emily.

– É o Sam. – disse, com um sorriso bobo, antes de atender. Spencer e Aria sorriram com cumplicidade, deixando Hanna confusa.

– Quem é Sam? – perguntou a loira em voz baixa para Aria.

– Em que planeta você estava no início da conversa, Han? – brincou a pequena. – É o namorado da Emily.

E foi assim, com uma única frase, que o mundo de Hanna desabou.

Notas finais
Espero os reviews de vocês. Obrigada a todos que acompanham e comentam. E aos que ficam só de BBB, espiando caladinhos, obrigada também! Acho que outro capítulo só no fim de semana, mas vou tentar o mais rápido possível! Beijos!