I Gotta Go My Own Way

9 Capítulo 9 interludio parte 1


Notas iniciais
Olá lindos (as), Ai está mais capitulo terminado, espero que gostem. Desejo boa leitura a todos e não se esqueçam de comentar. Comentem Please, ajudem a autora a ter expiração para continuar o próximo capitulo. Que dramática não? Beijos lindos (as).

Interlúdio — parte 1

Camus acordou naquela manhã de segunda-feira um tanto anestesiada pelo o ocorrido na noite anterior. Jamais imaginou que Milo iria consegui lhe surpreender daquela maneira.

Melhor, não imaginava que ele pudesse ir tão longe para conseguir reatar a velha amizade. Sorriu consigo mesmo, não sabia como iria falar com ele a partir daquele dia, mais... Teria que fazer uma forcinha. Afinal, prometera não foi?

Entrou no banheiro iria começar a se preparar para ir trabalhar não sabia ao certo ainda como ia agir mais iria fazer o que prometera

OooO

Ainda era quase nove da noite e sua mãe o apressava para um encontro. Aparentemente, segundo ela “sem fim importante”, era como Annalice costumava chamar um encontro de velhos amigos. E esse era o tipo de encontro que Camus mais detestava.

Ia estar em um ambiente pouco agradável com um monte de gente que não lhe interessava nem um pouco, conversando sobre coisas fúteis e sem futuro.

– Vamos querido ou vamos nos atrasar – a mãe lhe chamava mais uma vez.

Olhou o visual no grande espelho que havia em seu quarto, comprovando pela ultima vez, que estava apresentável para um encontro que ele nem sabia que porte ou fins tinha, mesmo assim ia sem reclamar.

Desceu e encontrou os pais já na sala bem arrumados e como sempre combinando um com o outro.

– Meu bem como está bonito – falou Annalice reparando no visual do filho.

Camus estava extremamente elegante, irresistivelmente tentador e acima de tudo, totalmente misterioso, ou seja, sua mãe estava indecisa sobre como comparar seu filho.

Foram ao restaurante que a mãe de Camus havia combinado com o grego de levá-lo. O problema era fazer seu filho entrar sem ela e o marido, pois o convite interessava somente a Camus. Annalice e o marido iriam fazer outro programa, que ao ver de Laurence, estavam mais que atrasados.

– Camus que bom te ver por aqui – comentou Saga que ninguém sabia de onde sairá – quer me fazer companhia? – indagou inocente e piscou para senhora como sinal de que ele fazia parte do combinado.

– Importa-se mãe? – indagou vendo que os pais praticamente estacionaram na frente do restaurante.

– Não meu bem, pode ir entrando que eu e seu pai entramos já – Annalice viu seu filho ser levado pelo outro.

– Sabe eu ainda não entendi nada dessa historia ate agora – comentou Laurence um pouco muxo – vamos mesmo fazer um programa a três quando já tínhamos combinado ser só nos dois.

– Não se preocupe querido, Camus ficara aqui no restaurante – disse a mulher – os amigos dele decidiram fazer uma festa surpresa e eu resolvi dar uma forcinha.

– Essas pessoas não conhecem o amigo que tem. Não sabem que ele não gosta de surpresas? — indagou o homem e a mulher sorriu.

– Vamos querido, vamos curtir nossa noite – entraram novamente dentro do carro e saíram.

Camus e Saga entraram no restaurante e sentaram-se numa mesa escolhida pelo geminiano que ainda não tinha dito por que estava ali.

O ambiente ate que era agradável. Tinha um jogo de luzes que piscava para todos os lados e um pequeno palco provavelmente para quem quisesse espantar um pouco com suas vozes

O aquariano estranhou a demora dos pais mais resolveu ser uma boa companhia para o loiro a sua frente, ao menos, não estava servindo de vela para os progenitores.

Fizeram os pedidos, Saga estranhou Milo estar demorando e já ia alertar o colega pelo celular mais desistiu assim que escutou uma musica conhecida soar pelo ambiente.

Camus assustou-se ao ouvir a voz grave tão bem conhecida entre uma estrofe e outra da bela musica.

Veja meu amigo como outro está
Preste muita atenção
Às vezes o pouco que nos parece ser
É um tesouro para seu irmão

– Dizer que te admiro e gosto de você é muito pouco. por que uma amizade como a nossa merece muito mais merece ser infinita para que todos possam saber e entender o que realmente ela representa nas nossas vidas


O loiro que já tinha subido ao palco olhava diretamente para mesa em que estava Camus.


O homem que nos disse que o amor constrói
Deixou para nós esta lição
Fazer o bem, mesmo sem olhar a quem
Unindo todos num só coração
Quem recebe o bem
Sabe o bem tem
E faz de alguém um ser feliz também.

– Não sei se lhe declaro, homenageio ou agradeço, por que se for para lhe declarar diria que sem você em meu caminho não haveria tantas coisas de bom a contar.

– O que ele pensa que esta fazendo? — indagou o ruivo com o coração aos pulos

– Acho que está se desculpando – respondeu Saga com um pequeno sorriso nos lábios


Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém

– Se fosse pra homenagear você gostaria de lhe oferecer o brilho das estrelas e o calor do sol e você ficaria muito mais consciente desse meu gesto.

– Se desculpando? — não acreditava, mais uma vez Milo estava sendo impulsivo. zangou-se com isso, fez menção de se levantar e ir embora, no entanto, foi impedido pelo geminiano

– Escute ate o fim – Camus olhou o grego d forma confusa – ele se esforçou tanto, ao menos escute ate o fim – Saga viu o ruivo respirar fundo e acalmar-se no local onde estava.

Vivendo aprendemos a plantar o amor
Semeando a compreensão
O bom jardineiro não esquece a flor
Cuidando com dedicação
.

– Também quero agradecer a deus por sua amizade dizer a ele que você foi o melhor presente que recebi em toda minha vida que você é realmente um ser iluminado que consegue trazer ao meu mundo um grande carisma e companheirismo pra mim você representa a nobreza da palavra amizade.


Aquele que só planta em seu coração
Flores de um mundo melhor
Também faz o mesmo pelo seu irmão
E a lição podemos ter de cor

Pois quem planta o bem
Colhe o bem que vem
E é assim que alguém nos faz feliz também

– Os parentes são amigos pelo corpo os amigos são parentes pela alma agradeço por de um jeito ou de outro você fazer parte da minha vida.

Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém

Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
E essa luz nunca se esquece de ninguém.

– Mais tudo o que quero lhe pedir hoje é que me perdoe pelo enorme erro que cometi. não quero perder sua amizade e não quero perder aquilo que construímos durante um longo período então, por favor, perdoe-me.

Todos os que estavam no restaurante estavam esperando alguém se pronunciar diante do pedido de desculpa.

– O que vai fazer? — Saga indagou baixinho

– Eu não o conheço – respondeu no mesmo tom.

Camus estava visivelmente constrangido, sabia que aquilo Milo tinha se esforçado muito para fazer aquilo, no entanto, fora pego de surpresa e não sabia o que fazer.

– Como não? — inquiriu Saga — ao menos dê a ele uma resposta

– Por que se importa tanto? — Camus estava perturbado

– Porque me sinto culpado – disse Saga — o que estão passando agora também é culpa minha — confessou

– Como? — o ruivo piscou confuso

– Não sabíamos que mascara e Shura queriam ferrar com você, se soubéssemos jamais teríamos participado.

Camus ficou sem saber o que fazer, estava confuso e estático com a situação em que se encontrava.

– Todo mundo merece uma chance – continuou o loiro — Camus por que Milo não tem esse direito?

– Não é que não tenha – ainda cochichavam – mais é que... é que...

– Tudo o que precisa fazer é ir ate lá e falar com ele – disse Saga – não dê mais razão ao seu medo, afinal, você também errou né?

Milo não esperava que Camus desse uma resposta logo de imediato. Sabia o quanto o ruivo era orgulhoso, desceu do palco um pouco triste, mais não desistiria. Iria esperar pela resposta do amigo.

Integrou o microfone ao novo cantor que se fez presente assim que o loiro terminou sua apresentação, iria se retira do restaurante. sabia que a partir de agora seria difícil encara ou ate mesmo falar com Camus, enquanto passava pelas mesas todos olhavam o escorpiano e compartilhavam sua dor.

Não passaria pela mesa em que Camus e Saga ocupavam, não queria expor o ruivo. Não poder deixar de conte uma felicidade ao escutar a voz forte e rouca de Camus lhe dizer o que não esperava vir tão cedo.

– Eu aceito Milo – o loiro olhou para Camus incrédulo – aceito seu pedido de desculpa.

Milo sorriu e abraçou o amigo com vontade, tendo atenção e palmas vinda de um publico desconhecido

– Desculpe-me por isso também – pediu assim que o abraço foi desfeito – não queria te expor de novo.

– Vai passar a vida toda me pedindo desculpa Milo?

– Não – respondeu rápido — é que com você me sinto sempre pisando em cascas de ovos. A qualquer momento pode quebrar

– Sou tão complicado assim? – Milo não quis responder. Mais sim, acha o ruivo muito complicado.

– Por que vocês não vão a outro lugar? precisam conversar com calma – sugeriu Saga.

O aquariano e o escorpiano foram passear pela orla e o ruivo prometera que iria, a partir dali, construir uma nova historia na amizade deles.

OooO

Camus voltou ao quarto vestido em um robe branco, pegou a escova e começou a longa batalha de pentear os cabelos, quando terminou foi ate o guarda roupas pegar seu uniforme e jaleco, ao pegar as peças de roupas alguns embrulhos caíram aos seus pés.

Pegou os dois embrulhos com cuidado, pois guardava os presentes que havia ganhado de Saga e Milo e ainda não tinha tido vontade de abrir. No entanto, naquele momento, a curiosidade em saber o que tinha ganhado apareceu e ele resolveu abrir os presentes.

O primeiro foi o de Saga. O geminiano havia lhe dado um conjunto composto por uma agenda, caneta e um livro tudo muito bem embrulhado com cuidado.

Pegou o de Milo e ficou incerto se abria ou não e mais uma vez resolveu dar razão a curiosidade e ver o que o grego doido havia lhe dado. Abriu o papel que encobria o presente e viu o que parecia ser um enorme livro aparecer.

A julgar pelo borrão de cola brilhosa na capa do livro, Camus percebeu que o objeto havia sido feito manualmente. O livro possuía uma capa preta, e tinha escrito – em letras prateadas — a seguinte pergunta: o que é o que é?

O ruivo folheou a grossa capa e dentro do aparentemente livro havia uma folha com uma foto colada nela, a imagem na foto demonstrava ele e Milo quando era pequeno estavam de mãos dadas e o grego tinha um sorriso infantil no rosto e perguntas adornando a foto.

É especial pra mim e esta sempre em minha vida?

É sagrado mais não é santo?

Folheou novamente e outras duas fotos foram reveladas, uma em cada folha. O ruivo se lembrava de cada uma delas e nos momentos em que fora feliz ao lado do amigo.

Me faz rir mesmo nos momentos mais difíceis e não é palhaço?

Me escuta horas a fio me desnuda a alma mais não é psicólogos?

Ao folhear novamente viu novas fotos, a festa na piscina, misturada com algumas de seus aniversários.

Brilha no meu céu mais não é estrela?

Ilumina meu dia mais não é o sol?

Me acolhe e me orienta mais não é guru?

Camus viu em cada passar de pagina que Milo tinha tido bastante trabalho em fazer aquele álbum, que o livro era um verdadeiro mar de recordações!

Quando aparece sempre é uma boa surpresa mais não é presente?

Adoça minha vida mesmo não sendo torta de morando ou bomba de chocolate?

Me fortalece e me enche de vitalidade mesmo não sendo vitamina de frutas?

Fotos e mais fotos trazia ao ruivo lembranças que havia esquecido lembranças. Lembranças boas e ruins e eram com Milo que Camus as dividia. Não importava qual a dificuldade, ali estavam às provas de que o loiro nunca havia lhe deixado sozinho ou na mão, sempre tomou seu partido.

Vê através das minhas palavras e alma mais não é raio x?

Descobri meus pensamentos e não é vidente?

Vibra incondicionalmente por mim e não é torcida de nenhum time?

Se ainda não descobriu que é vire a pagina

Camus obedeceu à sugestão e não pode conter as lagrimas que teimara em cair na foto seguinte, ou melhor, nas fotos seguintes. As mesmas eram uma comparação de suas vidas. A primeira foto tinha sido tirada por Kardia e ambos ele e Milo estavam virados de costas um para o outro e braços cruzados demonstrando que estavam zangados um com o outro.

E logo na foto acima eles estavam abraçados, Milo com o braço passado pelos ombros de Camus e o mesmo com braço passado na cintura do escorpiano e ambos com sorriso sapeca e adornando a foto tinha escrito:

Você... Meu melhor amigo e eterno amor

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Fazia algum tempo que Milo havia chegado ao hospital. Não havia conseguido dormir a noite toda, se sentia cansado por isso, porem, muito feliz. Feliz e ansioso! Camus havia prometido mudar o comportamento consigo, mais, quem garantiria que ele não o dissera somente para se livrar de sua pessoa?

“Não!” gritou em pensamento.

Iria confiar no ruivo, iria dar uma chance. O mais frustrante da historia era saber que tinha que ir com calma, mesmo tendo dado um passo enorme em sua relação com o aquariano. Sabia que se avançasse demais poderia por tudo a perder.

– Bom dia – Saga tirou Milo de seus devaneios quando entrou na sala com alguns envelopes em mãos – eu trouxe o resultado dos exames.

– Bom dia Saga – levantou-se e foi de encontro ao conterrâneo, e pegou os envelopes.

Já que havia chegado cedo, tratou de agilizar algumas coisas que precisavam ser feitas e fazer alguns exames. Como não dormiu e estava ansioso o trabalho foi o melhor remédio para mantê-lo calmo pelo menos ate aquele momento.

Era com muita felicidade que havia constatado a positividade da suspeita de Camus, agora era só espera ele chegar e entregar a ele toda aquela papelada.

O grego já estava próximo de arrancar os fios de cabelos quando chegou a hora do almoço e o aquariano não apareceu. O medico chefe sempre era o primeiro a chegar e o ultimo a sair e já era quase meio dia e nada do ruivo.

Era quase duas da tarde quando Camus chegou ao hospital. Não tinha conseguido se estabiliza emocionalmente antes disso, e quando o fizera já era bem tarde então optou por vir trabalhar somente na parte da tarde.

O ruivo foi direto pra sua sala sem dar muito atenção às pessoas que lhe davam boa tarde ou se perguntavam se ele estava bem. Não queria falar com ninguém, naquele momento não sabia nem como iria falar com Milo. Mesmo prometendo que iria mudar, estava muito difícil depois do álbum.

Entrou no espaço reservado a si, sentou na cadeira e colocou ambas as mãos na cabeça em uma clara demonstração de deslocação. Nunca pensou que assumir erros fosse tão difícil ou tão esmagador para mente, alma e coração, ainda lembrava da conversa na orla na noite anterior.

OooO

Depois de saírem do restaurante, andaram por longos minutos silenciosos. Nenhum dos dois ousava dizer nada, tinham medo de interferirem um ao outro em seus discursos ou pedidos de desculpas. Sim! Desculpas por que havia ficado bastante evidente que não foi apenas um que errou e sim os dois

Milo por não conseguir se contentar com o pouco que lhe fora oferecido e confiar cegamente em que ele já sabia não ser confiável e Camus por não ter dado ao menos uma chance do amigo se desculpar ou mesmo ouvir a versão preparada pra si, mesmo que fosse um completo absurdo.

– Espero não ter te constrangido novamente — chegaram ao local mais afastado da orla.

– Não se preocupe – o aquariano respirou fundo — eu só não esperava por tal loucura. Não sabia que era tão importante assim pra você desfazer um mal entendido de tantos anos.

– É por isso que quero desfazer esse mal entendido – confessou — acabou com a nossa amizade e com tudo que construímos – Milo tinha tristeza nas palavras — e eu quero de volta o que me foi tirado.

– Não posso te prometer nada – falou o francês olhando a beleza noturna do mar

– Eu sei – Milo sabia que era difícil, pois Camus ainda não entendia o que havia acontecido. Ainda não tinha tido tempo de processar tudo.

– Mais posso tentar – sua boca simplesmente falou em murmúrio o que sua alma gritava em alto e bom som.

– E o que sugere? – perguntou Milo avistando uma pontinha da esperança aparecer.

– Que passemos uma borracha no passado e sigamos com nossa amizade de agora em diante – sugeriu cansado de fugir.

– Poderia fazer isso por mim?

– Você ainda quer minha amizade?

– É tudo que eu mais quero

Nem se deram conta quando as mãos se entrelaçaram e puxaram os corpos para um abraço reconfortante. Há quanto tempo não fazia aquilo, não sentiam aquela sensação de segurança, de encontro, de conforto.

OooO

Tentou controlar os pensamento e a vontade chorar, precisava aniquilar aquela sensação de vazio que nasceu ao mergulhar nas lembranças trazidas pelo álbum feito por Milo. Escutou baterem na porta, focalizou em manter-se calmo e ordenou que a pessoa entrasse.

– Atrapalho? – indagou entrando e fechando a porta, aproximando-se da mesa do chefe olhou bem para o homem sentado a sua frente procurando algo que fizesse seu temor ir embora.

– Não – Camus levantou e em direção a Milo – em que eu posso te ajudar?

Milo sorriu diante o esforço do ruivo.

– Sim! trouxe isso pra você – esticou o envelope – foi os exames que me pediu lembra?

– Sim lembro, e o que deu? – o ruivo pegou com pressa o envelope

– Abra e confirme. Vai gostar do que vai ler – o loiro tinha um pequeno sorriso nos lábios. Sabia o quanto aquela resposta era importante para o francês.

Camus leu com calma todos os tópicos dos exames pedidos por Milo e o que eles representavam. Sorriu, a menina que chegara desengana, não era deus, mais tinha o poder que Camus e sua família sempre procuraram.

– Milo isso é... – o ruivo estava sem palavras

– Verdade! Sim! – confirmou o loiro.

O aquariano estava sem fala e com as mãos tremulas diante da emoção. A felicidade foi tão grande que puxou Milo pelo braço e o beijou.

O grego – que havia sido pego de surpresa — ficou estático e sem saber se correspondia ou se repelia o amigo, com medo do que poderia acontecer. Depois de ficar entravado entre a aceitação e a rejeição, sentiu que Camus iria se afasta se não fizesse algo logo.

Puxou o ruivo mais pra si e correspondeu ao beijo dado sem jeito pelo amigo, Milo deu graças a deus estar encostado na mesa de Camus, ou então teria se estatelado no chão com ele devido à supressa.

O francês tinha praticamente se jogar em seus braços, depois do susto inicial correspondeu com vontade, havia sentido muita falta daquilo. De beijar o ruivo daquele jeito.

Só tivera Camus em seus braços uma única vez, no entanto, se lembrava de cada detalhe, do gosto da boca, do sabor e macieis da pele, do cheiro do cabelo, das formas firmes que o outro tinha, claro que agora um pouco diferenciado, pois na época eram apenas adolescente com os hormônios a flor da pele. (ao menos ele)

Milo encostou Camus na parede e aprofundou mais o beijo. Não esperava que as coisas chegasse aquele ponto e não queria saber o que iria acontecer depois que a ficha caísse para a mente do ruivo. O importante era: aproveitar o momento!

Camus deixou os papeis que lhe fora entregues encontrar o chão. Passou ambos os braços pela nuca de Milo e colou-se mais ele. Querendo mais do gosto do loiro, mais das mãos atrevidas que brincava com seu corpo por cima da roupa, mais daquela sensação deliciosa que tanto sentiu falta.

Milo abriu alguns botões da blusa do ruivo e atacou o pescoço alvo do francês, e ao ouvi-lo gemer, prensou-o mais contra a parede e voltou a beija-lo, apertava-lhe as coxas firmes, levantando-as um pouco e elevando-as a altura de sua cintura. O menor abriu mais as pernas convidando Milo a encachar-se entre elas.

A pressão feita nos corpos era tanta que podiam sentir as ereções roçar um no outro.

– Mi... lo... – chamou Camus com um fio de voz. Não tinha força — nem vontade — de parar com aquela doce recordação. No entanto, tinham que fazer, afinal, aquilo era um local de trabalho. E se fossem pegos? Só de pensar no perigo e na falta de ética que estavam prestes a cometer, o ruivo afastou o loiro – não podemos! Não aqui – disse tentando realinhar os cabelos e as roupas.

– Eu sei – Milo deu um suspiro frustrado – só vim mesmo pra te dar à boa noticia – falava tentando recompor a respiração — se precisar de mim estarei em minha sala – o loiro saiu o mais depressa que pode.

Camus não entendeu seu súbito comportamento para com o colega, e agora não importava, conversaria com ele depois, resolveria de uma vez por todas os problemas que os envolviam. Agora tinha que cuidar de algo muito importante.

Continua...

Notas finais
A musica cantada no capitulo chama-se flor do bem. Eu não sei bem quem é que canta, pois ganhei o CD - pirata - do meu primo e tinha a musica e o nome mais o cantor. Achei a letra linda, e perfeita para historia. Beijão e ate o próximo.