I Gotta Go My Own Way
7 Capítulo 7 Descobrindo aliados
Notas iniciais
Descobrindo aliados!
Seu coração batia acelerado. Precisou piscar os olhos umas cinco vezes, pra poder assimilar que o que estava vendo era verdade. Seus dois novos colegas de trabalhos – que também foram seu júri e carrasco em um passado distante — estavam ali, na sala da sua mãe, quer dizer, da diretora do hospital. Esperando para ser apresentado ao medico chefe do mesmo. No caso ele!
– Senhores, este é o senhor Camus Katelie – Annalice falava orgulhosa por esta apresentando seu filho – como medico chefe — para dois subalternos, que possuíam excelentes indicações. Ela mesma pode comprovar a eficiência de ambos – ele é o medico chefe e o melhor cirurgião deste país.
– Boa tarde! – Camus falou surpreso.
Quando sua mãe o havia chamado na sala dela, não pensou que encontraria ali seu pesadelo e um dos causadores do mesmo (segundo historia contada por Milo). Ter Saga Arilles e Milo Kyrrillo era demais para o seu autocontrole, que por sinal, levou uma semana inteira para recompô-lo.
– Boa tarde senhor Katelie, faz tempo que não o vejo – Saga o cumprimentou formal e com um forte aperto de Camus.
– Bom ver você também Saga – disse retribuindo o cumprimento – mais pode me chamar somente pelo primeiro nome.
– Ah certo – concordou e deu um leve sorriso
– Eu não faço tanto tempo assim mais é bom te ver de novo Camus – Milo esperou Saga se afastar e veio cumprimentar o ruivo. Todavia, ao invés de um simples aperto de mão, deu ao ruivo, um de seus mais apertados abraços.
Um sorriu interno surgiu ao sentir o outro tremer em seus braços.
– Bem meu filho estes senhores vão compor nosso corpo de profissionais – disse ficando entre os conterrâneos – o senhor Arilles ficara na cirurgia e o Kyrrillo na pediatria.
O ruivo franziu o cenho, no entanto, sua mãe era a diretora, ela sabia o que fazia. Além do mais, ele tinha agir de forma profissional
– Ok! – ditou mordido. Seu coração estava aos pulos – os senhores poderiam me acompanhar vou mostrar o hospital pra vocês.
– Camus querido – chamou Annalice e viu o filho olhar pra si – quando terminar volte aqui preciso falar com você.
– Certo – confirmou e saiu sendo acompanhado pelos dois homens.
Camus mostrou o hospital — aos agora parceiros de trabalho — e informou as regras do mesmo.
– A área mais complicada é a pediatria – informou olhando o escorpiano – além das crianças, você também vai lidar com pais e mães que vão querer uma solução rápida e eficaz para seus filhos.
– Certo – falou admirando todo o profissionalismo do amigo, não gaguejara, não errara em nada e explicou tudo com paciência e mesmo estando no estado em que estava guiou os dois com calma e profissionalismo – e em que setor você ficar? – arriscou-se a indagar.
– Em todos os setores – respondeu evasivo – sou o medico chefe, a segunda pessoa que manda depois da diretora do hospital, tudo o que forem fazer que precisar de autorização deve passa por mim primeiro.
– Hum... entendi – comentou sorridente
– E onde necessariamente eu ficar? – indagou Saga.
– Você fica na sala de cirurgia que for destinada a você – informou – o hospital vai ter quarto cirurgiões e esses cirurgiões vão ter três auxiliares, no caso só contaremos com três por que o quarto sou eu e eu só participo quando se precisa de dois profissionais pra resolver o problema.
– Certo – o geminiano acenou positivo.
– Mais alguma pergunta senhores? – como obteve um aceno negativo de cabeça continuo – então vamos conhecer suas respectivas salas – virou-se e ia continuar a anda mais voltou à atenção novamente para os colegas – ah e antes que eu me esqueça, sei que disseram que vocês começariam hoje, mas, hoje você só me acompanharam – novamente, outro aceno positivo – ótimos vamos.
Camus foi primeiro a sala da pediatria. Milo gostou, era como as outras sala só que cheio de coisas pra entreter crianças birrentas, depois foram a sala de Saga e o geminiano não se fez de rogado, explorou-a toda.
– Sintam-se a vontade se quiserem mudar alguma coisa – disse Camus olhando no relógio constando o porquê do seu estomago estar reclamando — Você começam definitivamente amanhã por hora se quiserem ir almoça estão liberado.
– Não quer ir almoçar conosco chefe? – Milo tinha um tom zombeteiro na voz.
– Não posso senhor Kyrrillo – respondeu frio – eu tenho que falar com senhora Katelie.
– Que sorte a sua francês – falou Saga – trabalha no hospital que sua mãe dirige.
– Se esta dizendo... – Camus pegou alguns papeis que estavam em cima da mesa – você tem duas horas de intervalos, agora se me derem licença – saiu deixando os dois loiros a sós.
– Bem, parece que seremos só nós dois – comentou Saga.
– Não, será só você – retrucou virando-se pra ir embora.
– Você não vai almoçar? – indagou o grego mais velho
– Vou mais não com você – respondeu caminhando
– Não entendi – Saga andava ladeado com Milo
– É o seguinte – o loiro mais novo parou pra explicar — iriamos eu, você e o “chefe” se ele tivesse aceitado o que não foi o caso, então, eu prefiro ir almoçar sozinho – Milo saiu andando deixando um pasmo Saga pra traz.
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Shun e Hyoga se encontravam sempre que podiam e quando Ikki não estava vendo. O irmão do mais novo ainda não tinha aceitado que seu irmão estava namorando.
Os dois aproveitaram que Degel e Kardia haviam saído pra comprarem algumas coisas e levaram Ikki junto e resolveram se encontrar no estabulo, assim, ficava fácil o loiro dar a volta quando os outros chegassem.
– Ainda não tô acreditando que seu pai deixou você ficar – o mais novo estava todo alegre com novidade.
– Melhor que isso Shun – disse o loiro abraçando o menor – vou morar aqui com meu tio.
– Isso é maravilhoso Hyoga – falava o menor sonhador – assim vamos poder ir pra escola juntos.
– Com certeza será muito divertido! Mais... – Hyoga encostou a testa na do amado.
Mais... – incentivou-o a continuar.
– Quero mais que isso Shun – falou olhando o menor – quero namorar com você sem ter que me esconder, entende?
– Entendo... – Shun desfez o abraço que os unia e afastou-se um pouco do loiro – Hyoga, por favor, espere só mais um pouco tenho certeza de que vou convencer meu irmão.
– Mais um pouco quanto Shun? – Hyoga voltou a abraça-lo – entenda, eu quero te beija e te abraçar sem corre o risco de Ikki nos matar.
– Eu sei. Também quero isso! – formulou manhoso – mais meu irmão é uma pessoa muita ciumenta.
– Então me deixe falar com ele – pediu o loiro – tenho certeza de que posso convencê-lo.
– Hyoga... Estamos perdendo tempo com essa discursão boba – Shun enlaçou o pescoço de Hyoga com os braços – me beije que é melhor.
O loiro conformou-se e beijou o mais novo. Era sempre assim, quando se tocava no nome de Ikki a conversa fluía e quando ele pedia pra falar com o irmão do outro, sempre havia um desvio de atenção.
Não que ele não gostasse, mais se ele teve que enfrenta o pai — que ele sabia... Ikki era recém-nascido perto do mesmo — então ele espera que Shun fizesse o mesmo, afinal, ele não poderia depender do mais velho pra sempre.
Principalmente agora que só os beijos não contentavam mais, sempre queriam mais, sempre os corpos se esquentavam mais e sempre eles se provocavam mais.
– Hyoga é melhor pararmos – pediu Shun. O menor estava tendo seu pescoço atacado e sua blusa invadida.
– Por que seu irmão ainda não chegou – falou próximo ao ouvido do menor que, estremeceu, após escutar a voz rouca. Logo em seguida – depois que Hyoga mordeu de leve a cartilagem da orelha embranquecida – o aquariano escutou o mais novo gemer.
– Eu sei – outo gemido se fez presente – mais é que... é que.... – Hyoga parou o que fazia e mirou a face corada do menor. Via – através da íris nublada – o desejo do “namorado”.
– É exatamente assim que eu fico Shun, e não posso continuar por que seu irmão chega – Hyoga beijou o virginiano com volúpia – mais hoje ele vai demorar.
– Como? – Shun achou que tinha entendido errado, Hyoga já tinha planejado aquilo?
– É exatamente isso que você entendeu. Eu pedi pro meu tio levar seu irmão, disse a ele que queria conversa com você – confessou a ideia, que inicialmente, era conversar com Shun. Afinal, já estava na hora do irmão do menor saber que eles se encontravam, mesmo às escondidas — mais já que você não quer conversa, então vamos aproveitar.
O virginiano sentiu sua blusa ser puxada e sua boca atacada com fome e explorada a finco. O japonês pensou que no fim, o loiro tinha razão, ambos queriam ficar juntos e Ikki não podia impedir.
Ajudou Hyoga a tira a blusa e novos beijos recomeçaram. O roçar das peles nuas fizeram os corpos esquentaram ainda mais, o virginiano sentia-se em brasa no local que recebia os beijos do loiro.
As mãos atrevidas de Hyoga invadiam, despudoradamente, a calça do mais novo, tateando, buscando a carne virgem...
Hyoga sorriu com a entrega do menor, com beijos cálidos e extremo carinho, tomou Shun para si.
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Saíram de manhã cedo, já era quase na hora do almoço e ainda perambulavam sob o sol quente de Atenas.
– Não deveríamos tê-los deixando sozinhos – comentou Degel vendo Kardia tampar a visão, protegendo os olhos do sol forte.
– Por quê? eles são bem grandinhos, sabem se cuida – retrucou Kardia. Ikki aproximou-se com as coisas que haviam comprado, tudo estava devidamente ensacada.
– Você sabe o que pode acontecer – o aquariano cantarolou entre os dentes.
– E quem garante que já não aconteceu? – Kardia respondeu no mesmo tom.
Sabia que — embora Hyoga, por insistência do destino, tenha nascido sob o signo de aquário igual ao irmão e o marido — o loirinho tinha muito de si e de Milo, quando queria uma coisa não fazia rodeio para pega-la.
– O quê que já não aconteceu? – indagou Ikki já perto.
– Bom... er... – Degel enrolou-se, não sabia o que diria. Tinha consciência da posição do leonino quanto ao romance do irmão e o sobrinho do seu marido.
– Estávamos pensando se nossos irmãos já se entenderam – Kardia salvou o marido que o olhou como se perguntasse: será que eles também estão bem? – ou se ainda estão tentando se matar.
Ikki ergue uma sobrancelha.
– Aconteceu algo de muito ruim entre eles não foi? – indagou o moreno que embora tivesse menos de cinco meses trabalhando para o casal, não tinha formalidade, pôs os próprios patrões dispensaram tal ato.
– Digamos que eles dois são cabeças dura o suficiente pra não esquecerem o passado – falou Kardia entrando em um estabelecimento.
– Onde vai? – indagou Degel observando que o marido adentra ao local
– Come, estou morrendo de fome! — falou mostrando ao dois a placa do enorme restaurante – vamos, almoçamos aqui e levamos algo para o dois que ficaram em casa.
– Por fala nisso... Estou preocupado com o Shun – sentaram-se em uma mesa mais reservada — ele não tem comido muito bem ultimamente
– Deve esta apaixonado – alfinetou Kardia — já que a aparecia dele indica que esta saudável.
– É verdade – suspirou o moreno – mais não dá pra aceitar esse namoro.
– Por que? – Degel deu um discreto sorriso. Seu marido era muito malandro, resolveu dá uma de espião somente pra pegar informações para o sobrinho.
– Digamos que o que os separa são as classes – disse vendo seus acompanhantes olhar pra si – e eu não estou falando de escola.
– Ikki – dessa vez foi o ruivo quem falara – só se ama uma vez na vida, paixões são passageiras mais amor, amor é pra vida toda! Não importa classe, cor, língua ou religião o importante é o que se sente e como se sente. Quando isso acontecer, saiba aproveitar a oportunidade, pois, ela pode nunca mais se repetir, pois, como eu disse: só se ama uma vez.
Ikki sentiu-se mal com o que o ruivo disse, ele poderia esta condenando seu irmão a vida sem amor, mais também era verdade que o queria proteger do sofrimento.
– Você não gostaria de ser o responsável pela infelicidade do seu irmão não é? – Kardia perguntou vendo a confusão do outro.
– Eu só quero protege-lo – informou o moreno – não quero que se machuque.
– Ô meu bem, isso é o que queremos para aqueles que amamos – Degel pôs a mão sob a de Ikki que se estendia sobre a mesa – mais se não os deixarmos caírem, nunca saberão o que é dor e nunca poderão bater a terra que os sujam.
– E você vai se arrepender depois – Kardia copiou o gesto do marido – sem poder voltar no tempo, então tem que aproveitar o agora.
Ikki sentiu um calor diferente vindo dos dois homens a quem fazia companhia e sentiu que o mesmo acontecia com eles, pois sorriram cumplices um para o outro.
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Shun e Hyoga estavam tão entretidos em controlar as respirações que nem escutaram o som que o carro fez ao chegar, trazendo consigo, os outros três moradores daquela enorme fazenda.
– Shun — chamou Ikki ao descer do carro.
Ao escutarem a voz do mais velho Shun e Hyoga trataram de se vestirem como puderam. Ikki, não obtendo resposta do irmão, se dirigiu ao estabulo. Encontrou-o todo sujo de feno.
– O que estava fazendo? – indagou observando o estado do irmão
– Deitado no feno – respondeu como se fosse o obvio, afinal, pela sua aparência não era difícil de negar.
– Certo – Ikki desconfiou – quero falar com aquele mocinho que diz que quer namorar com você – disse vendo o menor arregalar os olhos – não se preocupe não vou brigar com ele.
Hyoga entrou em casa correndo e nem percebeu que seus tios estava descansando no sofá
– A brincadeira no feno foi boa? – indagou Kardia vendo o estado do sobrinho.
– Ótima – respondeu sorrindo sapeca – e como foi as compras? Compraram tudo o que precisavam?
– Sim compramos... – respondeu Degel demonstrando no olhar sua reprovação – que tal ir se livrar dessa palha toda? Depois venha almoçar — o loiro subiu e o aquariano olhou em direção ao escorpiano que começou a rir com o olhar que era lançado pra si.
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A semana estava corrida. Mesmo tendo dois profissionais mais que competente, Camus estava tendo dificuldades com algumas coisas. Ainda tinha que aturar o fator “Milo”. O grego não estava lhe dando sossego, sempre lhe cercando, lhe convidando pra fazer algo e ele sempre dando uma desculpa pra não ficar sozinho com o escorpiano.
– O que esta fazendo na sala da minha mãe? – indagou ao avistar o loiro sair da sala da diretora.
– Ela me chamou e eu vim ver o que ela queria – respondeu
– E o que ela queria – ficou curioso
– Convidar-me pra jantar na sua casa no próximo sábado – não era de todo mentira. A mãe de Camus só dera a ideia do jantar na casa dela, porem, o loiro já tinha um plano para o dia do aniversario do francês.
– Mais próximo sábado é... – o francês lembrou-se que sua mãe sempre fazia algo no dia do seu aniversario.
– Seu aniversario – concluiu o pensamento do ruivo — e sua mãe vai fazer um jatar e como eu sou seu amigo mais antigo, ela me convidou – Milo lançou um sorriso cínico na direção do ruivo, que resolveu encerrar aquela conversa e entrou na sala da mãe.
Milo por outro lado foi para sua sala todo alegre. Tinha conseguido um ponto a seu favor. Sua futura sogra resolvera lhe ajudar, se bem logo de inicio, a mulher lhe amedrontou um pouco, não era a primeira vez que era chamado na sala da diretora.
OooO
– A senhora mandou me chamar? – indagou o loiro que logo no segundo dia fora chamado pela diretora do hospital.
– Sim mandei – a mulher levantou e foi ate a porta e a trancou – sente-se, por favor.
– Em que lhe posso se útil – Milo estava nervoso, não se lembrava de ter feito nada que pudesse chamar a atenção da ruiva pra si.
– Sabe senhor Kyrrillo – começou a mulher
– A senhora pode me chamar somente de Milo
– Pois bem, Milo... Quando lhe apresentei ao meu filho ontem — Annalice passou a circundar o grego — notei que ele ficou um pouco perturbado e desnorteado, como se sua presença o incomodasse de alguma forma.
– O que a senhora esta querendo dizer com isso? – Milo não acreditou que só com um pouco a mulher notara que algo não estava bem entre eles
– Estou querendo dizer que aconteceu algo entre você e o meu bebe – Annalice foi mais direta.
– Olha senhora... – Milo tentou se defender, mais o que falaria? Com certeza ela o demitiria por falta de ética.
– Calma Milo – pediu ela — o que acontece entre você e outro funcionário fora do hospital não me interessa – disse a mulher mirando a expressão o homem a sua frente — a não ser se esse alguém seja meu filho — concluiu ela – entenda, eu sou uma mãe e como tal, pretendo protege minha cria.
Milo ficou nervoso.
– Se a senhora me deixa explicar – começou novamente.
– Me escute primeiro criança, depois você fala – Annalice recebeu um aceno positivo de cabeça – me lembro de você na minha casa na Grécia e sei que é o irmão mais novo do meu genro e não me envergonho do meu filho mais velho ser gay. Pra mim ele ainda é meu filho — Milo aliviou a expressão de preocupação.
– Se me lembro bem, você e meu filho viviam pra cima e pra baixo brincando e brigando, ate o súbito dia que Camus chegou em casa desesperado, dizendo que queria vir pra França de todo e qualquer jeito e eu não sabia o porque, mas, quando vi reação dele no dia em que eu o apresentei, pude ter certeza, você tinha algo a ver.
– Como a senhora chegou a essa conclusão maluca?
– Ora como... Embora meu filho não tenha contado quando eu fui busca-lo no aeroporto quando ele voltou da casa do meu filho Kardia, ele não estava bem, estava perturbado, melancólico e com pesares. Eu ate pensei que fosse por que Hyoga não veio com ele mais umas conversas aqui e ali ele me revelou que um mal havia voltado a perturba-lo.
Annalice não deixara um segundo de andar as costas de Milo, vendo-o mostrar um pouco de nervosismo a cada palavra dita.
– Então a senhora acha que eu sou esse mal que perturba seu filho? – o escorpiano indagou sem olhar pra mulher.
– Tenho certeza – murmurou bem próximo do ouvido do loiro.
– E o que lhe dá essa certeza?
– Além do meu instinto materno? – indagou a mulher — Lembra que eu pedi para o Camus vir falar comigo quando acabasse de mostra o hospital pra você e o senhor Arilles? – ternou a indaga recebendo um aceno positivo do homem – pois bem, ele me disse que você estava na fazenda com seu irmão, por isso liguei uma coisa à outra, por isso pare de enrolar e fale logo.
OooO
Milo sorriu ao lembrar-se de como fora difícil convencer a mulher de que não havia sido nada muito grave. Que Camus se magoara muito com sua pessoa e que queria a amizade do ruivo de voltar.
Por isso fora pedir ajuda a mulher que concordou sem pestaneja com sua ideia.
OooO
– Senhora Katelie eu poderia falar com a senhora? – indagou ao adentrar na sala da mulher.
– Sim meu bem em que posso lhe ajudar? – mulher mantinha seus olhos voltados para o papel sobe a mesa
– Bom sábado que vem é aniversario do seu filho – comentou ele não gostando da atitude da mulher
– E? – incentivou-o a continuar, mesmo sem olha-lo
– E eu gostaria que a senhora me ajudasse – pediu ele e sorriu consigo mesmo, pois agora tinha atenção da mulher pra si.
– Ora meu bem, em que posso lhe ajuda? – indagou ela vendo o sorriso do escorpiano.
– Eu queria que a senhora me ajudasse a reconquistar a amizade do seu filho – foi direto e sem rodeios, pois tinha plena consciência que a ruiva a sua frente era uma perfeita mãe grega e com elas, não era bom se brincar.
– Eu posso esta enganada meu bem, mais não é bem a amizade do meu filho que você quer – a mulher riu ao ver o loiro corar
– Não, a senhora tem razão! Entretanto, por enquanto, eu me contento com isso – informou ele.
– E o que você quer que eu faça? – indagou a Annalice
– Que a senhora convença ele a ir comigo á um restaurante – pediu ele.
– E o que você pretende fazer – perguntou – não pretende expor meu filho não é – a mulher já havia notado que o grego não era muito normal.
– Só um pouquinho – respondeu ele e explicou tudo o que tinha em mente á mulher. A mesma concordou de imediato e disse que não podia convencê-lo a ir ao restaurante com ele, mas, com certeza, Camus estaria lá. Milo anotou o endereço em um papel e deu a mulher
OooO
Fazia algum tempo que Camus estava dentro da sala da diretora e ela lhe passava informações por cima de informações, já estava cansado quando, a mãe lhe deu a informação que tanto almejava escutar.
– Camus aqui esta a ficha da paciente que estamos recebendo de fora – Annalice entregou uma prancheta com as informações da paciente que estava por vir.
– Ela é a menina de que a senhora me falou? – indagou vendo a foto da paciente.
Uma menina de quatorze anos com uma solicitação no sangue. Uma nadadora que disputava olímpiada representando seu país. Fazia pouco tempo que havia se descoberto doente. Sofria acidentes e não sentia dor, o que era bom, só que esse beneficio estava matando a jovem esportista, o medico anterior havia desistido dizendo, que a menina não tinha mais que três semanas.
– Sim é ela – respondeu vendo o filho ler por cima o perfil da paciente
– Vou ver o que posso fazer... – Camus fechou a pasta em que colocou todas as informações que havia recebido e olhou serio para a mãe – posso lhe fazer uma pergunta?
– Outra meu bem? – Annalice riu da cara que o filho fez
– Sim – Camus detestava quando a mãe era irônica – por que a senhora convidou o senhor Kyrrillo para o jantar de sábado?
– Por que ele é seu único amigo que eu conheço – respondeu a mulher – e como sabe que eu o convidei?
– O encontrei ai fora e perguntei o que ele estava fazendo aqui? – Camus respondeu
– Ah sim, entendo, agora me responda, eu não deveria convidá-lo? – a mulher notou que seu filho havia ficado nervoso.
– Não é isso mãe, é que não podemos dar favoritismo – respondeu tentando despistar a mãe, pois ainda lembrava-se da conversa que tivera com ela — ate onde eu sei a senhora não convidou o senhor Arilles convidou?
– Oh desculpe meu amor, eu não sabia que você fazia questão da presença dele – Annalice tinha um sorriso doce nos lábios com o desconcerto do filho
– Não faço! – claro que ele não fazia. No entanto, ter a presença de Milo muito próximo o incomodava. Nunca falou para a mãe o motivo dele e Milo terem se afastado um do outro, mas, sabia que a progenitora era esperta.
– Então... – Annalice incentivou o filho a fazer qualquer recusa que quisesse, mais claro, ela só aceitaria depois de uma explicação bem elaborada.
– Não é nada mãe, esqueça – pediu levantando-se, já era hora de voltar a trabalhar.
– Ah Camus, não programe nada para o domingo, tenho algo importante pra fazermos – a ordem veio direta.
A mulher queria ver o filho sorrir outra vez, por isso, concordou com o loiro doido. Devido à doença do irmão, Camus nunca foi sociável e a única pessoa que conseguira fazer seu filho sorri e ser mais sociável foi o novo pediatra.
– O que seria? – Camus estava curioso
– Surpresa – Camus detestava aquela palavra, mais o que podia fazer? força sua mãe a fala é que não.
Saiu da sala da mãe e foi trabalhar, deixou a bela senhora com seus pensamentos trigueiros.
Continua...
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