I Gotta Go My Own Way
17 Capítulo 17 Epilogo – a ultima lembrança!
Notas iniciais
Epilogo – a ultima lembrança.
– Aceito – a voz do ruivo ecoou pelo recito, deixando Milo e os presentes muito felizes.
O escorpiano não via a hora do juiz finalmente encerra aquela união e ele ter a certeza de que estavam finalmente casados.
Levara a maior bronca quando fizera o pedido, e o ruivo passou uma semana inteirinha embirrado com ele, mais tudo tinha valido a pena, pois agora tinham assinado um papel para oficializar que, finalmente, eram um do outro.
OooO
Dois anos depois, finalmente, Kardia havia concluído o periódico de fisioterapias cardíacas, e tanto ele quando Gabrielle, passavam bem, tanto que pequena já tinha ate voltado a competir. E foi aproveitando isso que Milo teve uma brilhante ideia.
Gabrielle havia convidado Camus e a família para vê-la competir em sua modalidade que era natação. E todos foram ate onde ocorreria a competição.
Por insistência de Milo foram uma semana antes para verem os treinos e darem uma força extra a pequena que voltava naquele ano às piscinas, aquela seria sua primeira competição depois da cura da doença.
Iam todos os dias visitar Gabrielle e no dia da competição a menina estava realmente disposta a vencer, parecia que ela tinha um motivo bem maior.
Camus, Kardia e Degel haviam sentado na primeira fileira do lado direito, Hyoga, Shun e Ikki do outro lado, ficando somente um espaço de três cadeiras entre eles, sendo que a cadeira da ponta ao lado de Camus estava vazia, pois era para Milo que não apareceu a competição inteira.
Camus já estava ficando preocupado, Milo foi quem mais perturbou pra irem ver pessoalmente a competição e agora que estavam ali, o escorpiano simplesmente sumira?!
– Onde será que ele esta? – indagou baixinho, e por esse fato não obteve resposta.
Depois de uma disputa muito acirrada Gabrielle ganhou arrancando gritos de felicidades de muitos ali. Ate mesmo de Camus que se esquecera de Milo por breves segundos!
Bom, pelo menos ate ver o mesmo entrando em quadra pra entregar pessoalmente a medalha de ouro a jovem nadadora.
– O que ele esta fazendo ali? – indagou o ruivo indignado, Degel e Kardia se olharam já prevendo alguma apronta de Milo.
O que se sucedeu a segui deixou todos de boca aberta, logo após os agradecimentos de Gabrielle que inseria o nome de Milo, Camus, sua mãe e outros... Milo pegou o microfone das mãos do jornalista que a entrevistava e fez algo que muitos não esperavam, pelo menos, os que não o conheciam ficaram exasperados.
– Camus meu amor– começou ele – eu sei que ainda é um pouco, mas, você quer se casar comigo? — perguntou.
Camus não sabia onde enfiar a cara. Desejou do fundo de seu intimo que um buraco se abrisse e o engolisse, pois pra piorar a situação sua imagem foi posta ao vivo na tela de acompanhamento de esportes e agora o ruivo tinha toda atenção do estádio voltada pra si.
“Milo eu vou matar você” – falou em seu intimo, tentando a todo custo não sair dali correndo – como é que ele consegue essas coisas? – indagou baixinho. Suas bochechas estavam mais que rosadas.
– Por você eu consigo tudo – como se tivesse lido os lábios e o pensamento de Camus o loiro respondeu.
Depois disso Camus passou uma semana inteira sem dirigir a palavra ao escorpiano, fazendo-o somente pra dizer que aceitava se casar com o loiro.
OooO
A cerimonia tinha sido algo bem simples, tendo como testemunhas parentas e amigos, já a festa corria solta na fazenda, que foi o lugar escolhido pra fazerem a festa de casamento.
– Feliz Milo? – indagou Degel ao irmão.
– Muito – respondeu o escorpiano.
– Então vê se toma juízo e para de tentar matar seu marido do coração – falou o irmão dando um abraço apertado no mais novo que sorriu com o comentário.
A festa foi feita durante o dia e ocorreria ate a noite, e tendo em vista que todos estavam se divertindo, Milo foi atrás de Camus que depois de ter casado havia sumido.
Já Degel foi procurar o marido, foi ate os estábulos ver se o mesmo se encontrava por lá mais não o encontrou. Continuou a procurar e nada de achar!
– Onde você esta? – indagou baixinho, pensando em onde o marido poderia estar, andava distraído, não escutou os passos do cavalo ate o mesmo estar bem próximo.
– Carona? – indagou o loiro com sorriso matreiro.
– Depende, pra onde o senhor esta indo? – indagou suave.
– Depende, pra onde você que ir? – indagou malicioso.
– Com você...? Pra qualquer lugar – falou charmoso.
– Então, vamos pra qualquer lugar – volveu estendendo a mão para que Degel pudesse subir no cavalo.
– É incrível como ele cresceu não é? – Degel havia subido no cavalo ficando na frente de Kardia, passou a alisar o dorso do animal, fazendo o mesmo dar um relincho baixo diante do carinho.
– Ele é forte – comentou também passando a mão no dorso do bichinho. As mão de Kardia e Degel encontraram-se e entrelaçaram-se
– Obrigado – disse o escorpiano levando a mão do marido aos lábios e beijando-a
– Pelo que? – perguntou Degel.
– Por estar sempre ao meu lado – respondeu olhando o rosto que deu um sorriso singelo.
– Sempre vou estar – volveu beijando o amante, o cavalo que andava sem rumo certo relinchou, fazendo os amantes pararem. Avistaram um vastoso campo todo florido.
– Então é aqui que você se esconde quando quer ficar sozinho? – indagou o aquariano descendo do cavalo e admirando o local.
– Sim – afirmou — Shun e Hyoga que me mostraram esse lugar – disse também descendo.
– É bem bonito – falou.
– Eu estava pensando em algo – disse sem maior interesse e abraçando o ruivo por trás.
– E o que seria? – indagou gostando do calor que o corpo de Kardia emanava.
– Camus e Milo vão sair em lua-de-mel, então eu estava pensando em fazer o mesmo – falou e estalou na bochecha do aquariano um beijo.
– Uma lua-de-mel a quatro? – Degel tinha achado a ideia estanha.
– Não! Eles vão pra um lugar e nos pra outro — explicou
– Por que isso agora? – gostou da ideia, indagou somente por curiosidade.
Degel devido a minha doença nos nós privamos de muito – falou receoso — não tivemos uma lua-de-mel descente, ou, mesmo normal – Degel sorriu e virou-se entre o abraço que Kardia lhe dava.
– Pois eu acho que vivo em uma eterna lua-de-mel com você – falou o ruivo acariciando o rosto do loiro.
– Não quer viajar? – indagou manhoso.
– Quero, ou melhor, vamos – afirmou o aquariano.
– Não precisa fazer se não quiser – disse apertando um pouco mais o cerco no corpo do outro.
– Eu quero – afirmou — já disse, com você vou pra qualquer lugar! – afirmou.
– Eu amo você Degel – ditou o maior sorrindo e fazendo o mesmo com o outro.
– Eu amo você Kardia – beijaram-se com vontade, estava decidido iriam viajar, entrar em uma nova lua-de-mel.
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Milo procurou Camus por toda a fazenda e nada de encontra-lo, aquietou-se após Hyoga dizer que Camus tinha ido a cidade, havia ido comprar umas coisas.
O escorpiano não gostou daquilo, Camus deveria ter pedido ajuda a ele e não ter ido sozinho, antes do anoitecer o aquariano voltou e foi falar com Milo que lhe olhou embirrado.
– O que você tem? – indagou o ruivo.
– Nada – respondeu áspero.
– Milo... – chamou o ruivo, sabia que “nada” na verdade era “tudo”.
– Você deveria ter me avisado que iria sair, ter me chamado pra ir junto – falou o escorpiano zangado e Camus suspirou, era aquilo que teria que aguentar.
– Milo o fato de estarmos casado não quer dizer que eu tenha que te dizer pra onde vou toda vida que for sair – ditou o aquariano.
– Como? – indagou o escorpiano estreitando os olhos.
Pra isso dar certo, você tem confiar em mim assim como vou confia em você – volveu o aquariano.
Milo acalmou-se, Camus tinha razão! Estava dando chiliques por que o outro saiu sem avisar, e quando ele não pudesse fazê-lo o que faria?
– Desculpe-me – pediu manso.
– Tudo bem – falou o aquariano
– O que você comprou? – Milo sempre fora curioso.
– É segredo! — ditou o ruivo
– Segredo...? – o escorpiano ponderou se aquilo realmente deveria existir entre eles.
– Pelo menos por enquanto – falou o ruivo já prevendo problemas — não se preocupe você vai gostar – Camus viu Milo aproximar-se com um olhar desconfiado.
– Ok, vou confia no que você diz – falou bem próximo ao rosto do ruivo que o beijou.
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Na manhã seguinte tanto Camus e Milo, quanto Kardia e Degel estavam no aeroporto, Hyoga iria ficar com os avos e Ikki e Shun iriam fazer companhia ao loirinho.
– Então vocês vão Itália? – indagou Milo
– Sim, e vocês? – volveu Kardia.
– Egito – respondeu Camus.
– Lugar exótico – falou Degel.
– Quanto tempo vão passarem na Itália? – indagou Camus ao irmão
– Dois meses – respondeu Degel
– Isso ainda é mudável – retorquiu Kardia
– Tarado — falou Milo
– Ah é bonito, então me responde, quanto tempo você quer ficar com meu irmão no Egito? – indagou o loiro.
– Pra sempre! – respondeu Milo sorrindo.
Ambos os aquariano pegaram seu escorpiano e dirigiram-se para os portões de embarque, ou, aquilo iria durar pra sempre.
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Depois que se acomodarem na poltrona do avião, Camus abriu um livro pra tentar ler enquanto estivesse sobre as nuvens.
– Camy você ainda não me disse o que você foi comprar na cidade – falou o loiro lembrando de que o marido saíra no dia anterior e não disse pra onde.
– Eu tinha dito que era segredo – falou sem se interromper.
– Mais eu achei que “o segredo” você me contaria ontem mesmo – retrucou o escorpiano.
– Não se preocupe você vai ver quando chegarmos ao hotel – falou.
Não tinha comprado nada, tinha ido ate a cidade pra fazer uma reserva que Milo só saberia o que era quando chegassem ao hotel, era um presente de casamento que Camus daria ao marido.
Uma noite de núpcias com sensualidade, erotismo e paixão, faria ate um Strip tease, e só de pensar em tal possibilidade ficava vermelho.
Milo encostou a cabeça no ombro de Camus e adormeceu, a viagem seria longa mais valeria apena, amava Camus e qualquer lugar com ele não teria tempo ruim.
O escorpiano fora muito ingênuo quando mais novo, e perdera seu grande amor por conta disso.
Aprendera as duras que não é bom confiar em todos e que escutar o coração pode fazer seus desejos se realizarem, mais que somente um amor de verdade é que vale qualquer sofrimento.
Camus lhe dera uma nova oportunidade e não á deixaria escapar, lhe lembraria todo dia o quanto o amava e faria da lua-de-mel deles, não somente uma noite, mais todos os dias e noites, uma eterna redoma amor!
Fin...
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