I Got You

2 Capítulo 2


Acordei com o som do meu celular tocando, tateei a cama em busca do celular e no lugar dele achei Austin, percebi que havia caído no sono enquanto tinha minha crise de choro. Me levantei e encontrei meu celular no chão ao lado da cama, o peguei e atendi.

– Allyson Dawson onde você está?! – Meu pai gritou do outro lado da linha.

– Eu tô na casa do Austin, vim pra cá ontem depois da briga, acabei dormindo. – Disse.

– Você não pensou em avisar que iria passar a noite ai? Eu quase morri de preocupação.

– Foi mal, eu não lembrei.

– Vou passar ai em dez minutos e te buscar, você tem que ir pra escola.

– Pera ai, eu não tô suspensa?

– Qual a sua ideia de suspensão?

– Ficar em casa.

– Haha, na verdade você tem que ir pro colégio.

– Ugh... Tudo bem.

Desliguei o telefone e fui acordar Austin. Comecei a pular na cama até que o loiro começou a se mexer, ai me joguei em cima dele.

– Sabe Ally, precisamos mudar a forma como você me acorda quando dorme aqui. Sério um dia você vai me matar – Ele disse e soltou uma risada.

– Haha, você ama que eu me jogue em você, admita. – Provoquei.

– É claro que eu amo, sabe o que eu também amo? Suas panquecas, faz pra mim?

– Infelizmente eu não posso, meu pai tá vindo me buscar pra me levar pro colégio.

– Mas você não tá suspensa?

– Pelo o que parece estar no colégio faz parte da suspensão.

– Ah.

– De toda forma, meu pai já chegou te vejo no colégio.

A grande vantagem na casa do Austin é que ele morava sozinho, ele e os pais não se davam muito certo então quando ele fez 18 os pais dele deram uma casa pra ele. A casa do Austin era muito mais tranquila do que a minha, mas também era muito mais solitária.

Quando sai da casa meu pai estava me esperando, entrei no carro e vi que Tyler não estava com ele. Meu pai não parecia com raiva, ele nunca ficava com raiva quando eu fugia para a casa do Austin após as brigas, ele entendia que as vezes eu precisava de ficar longe pra colocar minha cabeça no lugar. No entanto meu pai parecia chateado.

– Onde tá o Ty? – Perguntei.

– Ele tá na casa da sua tia Rose.

– Mamãe?

– Ela foi embora, Ally. Ela nos deixou.

– Como assim? De uma hora pra outra ela resolveu partir?

– Não. Ela já tinha tudo planejado, só estava esperando o momento certo. Ontem após você sair da casa ela arrumou as malas e disse que estava indo embora, ela pegou um voo para a França ontem à noite.

Senti as lágrimas inundarem meus olhos, logo eu estava chorando descontroladamente, eu nem fazia ideia do por que. Por muito tempo eu havia esperado ansiosamente pelo dia em que minha mãe sairia da minha vida e agora quando isso aconteceu estou chorando feito um bebê. Meu pai me levou para casa, eu ainda tinha que me arrumar para a escola, ele avisou que tinha uma viagem de negócios que não poderia ser adiada, então durante a semana Tyler ficaria com a minha tia Rose e eu estaria por conta própria, nos despedimos e fui me arrumar.

Quando estava pronta liguei para Austin vir me buscar, quando entrei no carro despejei toda a história para ele que ouvia atentamente cada palavra.

– Ei, Ally, você sabe que não precisa dela na sua vida. Vai ficar tudo bem.

– Eu sei.

– Ei que tal a gente matar aula hoje, melhor ainda que tal a gente viajar essa semana?

– Você tá doido? A gente tá no meio do semestre!

– E? Você não vai ter aula de verdade essa semana mesmo, fora que nem tem prova essa semana. Seu pai só volta no domingo não é?

– É, mas...

– Sem “mas”, vamos pra casa de praia dos meus pais essa semana.

–Eles não vão se importar? Sua mãe não vai se importar?

– Eles só vão para lá em Dezembro, alem do mais minha mãe está muito ocupada com qualquer coisa sem importância pra se lembrar do filho.

– Tudo bem, vamos viajar.

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Uma hora depois estávamos na estrada em direção à casa de praia dos pais do Austin. Eu já havia ido lá algumas vezes, normalmente na festa do Ano Novo, mas nunca havia ido lá sozinha com Austin, era até animador, o lugar era lindo, uma super casa de praia, provavelmente a maior da vizinhança. Após uma hora e meia de viagem estávamos estacionados em frente a casa.

Havia outro carro parado em frente a casa e reconheci como sendo o carro do nosso amigo Dez.

– O Dez também veio? – Perguntei.

– Sim, eu chamei ele e a Trish. Algum problema? – Disse Austin

– Claro que não.

Desci do carro e peguei minhas malas, quando entrei na casa encontrei Dez e Trish discutindo sobre quem iria ficar em qual quarto, esses dois viviam discutindo, eu tinha certeza que ficariam juntos algum dia.

– Vocês ficam sozinhos por 5 minutos e já começam a brigar. – Disse Austin atrás de mim.

– A culpa é dele por não me deixar ficar no quarto com vista para o mar. – Disse Trish.

– Mas eu quero aquele quarto! – Disse Dez e os dois começaram a discutir novamente.

– Já chega! – Gritei – Eu vou ficar com aquele quarto e fim de discussão.

– Mas Ally... – Os dois protestaram em uníssono.

– Sem “mas”, a Ally vai ficar com o quarto e vocês procurem outro, e sem mais discussões, por favor. – Disse Austin.

Os dois subiram para escolherem um dos quartos disponíveis.

– Muito obrigada, eu não aguentava mais aquela gritaria. – Eu disse.

– Tudo bem Ally, alem do mais viemos aqui pra ter um pouquinho de paz.

– Por que você chamou os dois então?

– Você é uma péssima amiga – Ele disse rindo.

– Não, eu apenas sou sincera.

– Okay, senhorita super sincera, vai arrumar suas coisa que eu tô louco para ir à praia.

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O sol brilhava no céu como se fosse um perfeito dia de verão, o que era irônico, pois estávamos no fim de Outubro. Austin e Dez estavam surfando enquanto Trish e eu estávamos deitadas em cadeiras de praia.

– Acho que essa foi a melhor ideia que o Austin já teve. – Disse Trish.

– Estou começando a concordar, isso tá incrível.

– Odeio vir com o assunto chato, mas como você acha que vão ficar as coisas?

– Sem a minha mãe? Bom, meu pai provavelmente vai viajar mais, Tyler vai ficar chateado quando descobrir...

– Ele ainda não sabe?

– Não, meu pai disse pra ele que minha mãe está em uma viagem de negócios.

– Ah.

– Ele vai se sentir abandonado. Eu só quero estar lá pra ele quando meu pai contar. As coisas vão ficar difíceis, isso eu garanto.

– Mas o importante é manter o pensamento positivo.

– Ally! Trish! Venham a água tá incrível! – Gritou Dez.

– Um pouquinho de água gelada não faz mal a ninguém. – Eu disse e corri em direção ao mar.

Sempre amei a água, principalmente gelada, era como se levasse todos os meus problemas embora, deixando para mim apenas uma sensação agradável de conforto.

Passamos o resto do dia na praia e quando escureceu fizemos uma fogueira e ficamos cantando musicas até estarmos desmaiando de cansaço, quando finalmente fui pra cama estava com um sorriso no rosto, esse foi o primeiro dia em muito tempo que senti como se meu mundo não estivesse desabando e eu não tinha palavras o suficiente para agradecer Austin por isso.

Notas finais
Obrigado a todos que comentaram no primeiro, continuem comentando e eu aceito recomendações também ;) P.S.: sigam meu tumblr please : www.onlyanother-girl.tumblr.com