I Found My Fallen Angel
20 Capitulo 20°- Pesadelos
Notas iniciais
*POV Hilary Owen*
Meu coração parecia que a qualquer minuto explodiria dento do meu peito de tanta felicidade, eu queria poder dar uma festa e comemorar minha vitória com todos que eu amava. Mostrar aos que não gostam de mim, que eu venci, que fui capaz do que eles me julgaram incapaz.
Joguei minha bolsa no sofá da casa de Ryan e então corri para seu quarto, precisava contar a novidade o mais rápido possível. Precisava comemorar com a pessoa que eu mais amo minha vitória, finalmente eu havia recebido minhas notas finais da faculdade, eu havia passado, em poucos meses eu teria meu diploma em minha mão.
–Nos vemos amanhã gatinho? – Parei, paralisando no corredor ao ouvir uma voz completamente indecente e irritante soando de dentro do quarto de Ryan.
–Amanhã, eu ligo para você... Então poderá me deixar conhecer mais desse seu corpo minha deusa – Fúria, ódio, tristeza, raiva. Era esses os sentimentos que tomavam conta de mim a cada segundo que eu passava paralisada ali naquela porta, ouvindo meu tão amado namorado e uma piranha qualquer trocarem palavras obscenas. Isso definitivamente não poderia estar acontecendo.
Dei um passo para trás quando a porta abriu, ela era morena, cabelos negros e lisos, olhos castanhos claro sorriso perverso e totalmente sexy com seu vestido preto que batia em sua coxa, saltos altos e definitivamente, eu me senti diminuída em sua presença.
–Desculpe querida, se ele não te achou suficiente – Ela estourou uma bolinha de chiclete e então sorriu, saindo desfilando em cima de seu salto alto.
–Hilary? – Fiquei parada na porta do quarto, assistindo Ryan apressadamente colocar seu jeans claro, comecei a tremer e sabia que a qualquer minuto teria um ataque, só não queria que fosse de lágrimas – Calma, vamos conversar – Falou vindo em minha direção, suas mãos grandes seguraram meus braços.
Seu toque não era mais o mesmo de quando fazíamos amor, de quando ele me dizia que eu era o amor de sua vida e que me amava, agora eu não sentia mais aquele fervor intenso na barriga, quando sentia seu toque e seus olhos sobre mim, agora eu sentia apenas nojo. Por ele ter a tocado como fazia comigo, por ter usado suas mãos para transar com uma pessoa sem ser a mim.
–Não me toque! – Gritei me afastando e batendo as costas na parede do corredor, seus olhos me encararam e ele parecia assustado.
–O problema não foi você, eu precisava de mais, não se sinta culpada – Eu tremia de raiva e queria batê-lo – Eu precisava saber se te amava de verdade Hilary, se era com você que eu queria ficar no final – Ele segurou meu rosto entre as mãos, começando a aproximar seus lábios dos meus, fechei os olhos com força, tentando inutilmente fazer com que ele se afastasse ao empurra-lo, mas ele era mais forte e assim, só me fazia lembrar dos momentos que eu me deixei ser dominada por ele, me entreguei de corpo e alma ao homem que eu imaginei que seria meu príncipe encantado – Eu amo você – Sussurrou roçando seus lábios aos meus – Acredite em mim.
–Me solta – Implorei apertando os olhos, agarrando seus braços com força e deixando minhas unhas fazerem seu trabalho – Agora Ryan! – Gritei começando a me debater ainda mais, respirando fundo ele se afastou – Não tente me dar explicações, eu sei exatamente o que aconteceu aqui... Agora licença – Sua mão segurou meu braço quando fui obrigada a passar ao seu lado, me virei e dei um tapa em seu rosto, fazendo-o virar o rosto e soltar meu braço – Nunca mais se aproxime de mim Ryan! Nunca mais! – Gritei encarando seus olhos, então saí dali o mais rápido possível.
Acordei assustada, dor no corpo, aquela cama não era a minha, onde eu estava? Que cheiro era aquele? Gotas de suor gotejavam por meu corpo, minhas mãos estavam em punho e eu estava ofegante.
–Meu docinho... – Pisquei algumas vezes, antes de encontrar os olhos verdes de meu pai, parecia cansado e extremamente preocupado, a gravata estava afrouxada e ele usava apenas duas peças de seus ternos caros – Está tudo bem, você está segura eu já coloquei aquela delinquente na cadeia e o irmão dela não poderá se aproximar de você – Fechei os olhos com força tentando reprimir as lembranças sobre John... Sobre Rayssa.
–Onde eu estou? – Minha voz estava péssima.
–No hospital, você está bem? – Assenti, eu odiava hospitais mortalmente.
–Meu amorzinho! – Mamãe entrou no quarto vindo rapidamente para o meu lado, sua mão estava quente quando segurou a minha que estava fria, pude ver o pânico em seus olhos. Que merda eu havia feito?
–Está tudo bem mãe... – Murmurei, em uma tentativa nula de fazê-la acreditar em mim.
–Não está tudo bem Hilary, você caiu de uma escada enorme, acha mesmo que vou acreditar que está bem? – Desviei meus olhos encontrando os olhos de meu pai, logo ele notou que eu precisava de ajuda.
–Elizabeth, vamos deixa-la descansar um pouco e então depois temos essa conversa. Venha – Ele segurou a mão dela, mamãe me deu um longo beijo na testa, troquei um olhar de agradecimento com meu pai e eles saíram, deixando Santiago entrar logo depois, abri um sorriso e ele fez uma careta.
–Você está péssima pirralha – Falou se aproximando, parando ao meu lado e cruzando os braços.
–Obrigada? – Ele sorriu de lado e então nossos olhos se encontraram, eu logo pude perceber que ele queria satisfações, as quais eu não estava nenhum pouco disposta a lhe dar, as quais eu não achava que ele merecia, porque no fundo, eu sabia muito bem o porquê ele queria.
–O que aconteceu entre vocês duas? – Pergunto suavemente mas ainda assim, mantendo sua postura séria.
–Porque quer saber?
–Porque sei que não é santa e que ninguém empurra uma pessoa da escada por nada – Desviei meus olhos dos seus, começando a notar o quão deprimente um quarto de hospital era.
–Isso não interessa Santiago, você deveria estar preocupado com o meu estado, não com o motivo que me fez ficar assim – Ele suspirou, passando a mão no rosto e então pegou uma cadeira se sentando ao meu lado.
–Eu estou preocupado, mas quero ser justo aqui – Murmurou segurando minha mão.
–O mundo não é justo, não me venha com essa conversa – Ele me olhou repreensivo, eu estava bancando a garota mimada e nos dois sabíamos que ele odiava isso – Ela é namorada de Sebastian, eu e ele tivemos algo no passado... Ela descobriu agora e pensa que ainda temos alguma coisa – Pude reparar que ele ficou chocado, soltei minha mão da dele, já esperando sua reação brusca.
–Eu sabia que você não era santa...
–Não é uma boa hora para me repreender Santiago, eu não tenho culpa se seu coraçãozinho frágil já a faz ama-la, agora tenha um pouco de consideração eu sou sua irmã, o mínimo de apoio você devia me dar – Seus olhos se esbugalharam, ele se levantou engolindo em seco, dando um passo para trás.
–Ela está na cadeia por sua causa!
–Eu estou aqui por causa dela! – Gritei furiosa.
–Você também tem culpa Hilary, admita! – Ele falou parecendo também furioso – Eu vou sair daqui, preciso pedir desculpas a ela – Fechei as mãos em punho, sentindo raiva por ele estar me deixando por ela, por uma Maxwell.
Eu fechei os olhos, ouvindo um monte de barulhos a minha volta, a voz de Santiago estava ao longe, junto com a de meu pai e mamãe, havia um bip alterado que parecia que iria fazer minha cabeça explodir a qualquer momento, então eu senti sono e devagar fui relaxando e me entregando para a escuridão dos meus pesadelos mais profundos.
*POV Rayssa Maxwell*
Grossas lágrimas banhavam meu rosto, eu devia ter me controlado, devia ter tido a cabeça no lugar. Agora eu estava aqui, neste lugar horrível, fedido, sem mordomia alguma, vestindo uma roupa laranjada que tirava qualquer pingo de autoestima que uma pessoa podia ter.
–Rayssa Maxwell? – Levantei os olhos do chão e encontrei um policial me olhando atrás das grades – Você tem visita – Suspirei, me perguntando quem seria, minha família havia saído a pouco tempo daqui, eu já sentia falta de todos, mas sabia que não voltariam agora – Me acompanhe – Me levantei e caminhei até a grade, ele abriu a porta e então colocou algemas em meus pulsos, me levando em direção a uma porta no final do corredor.
–Quem é? – Ousei em perguntar, porém não obtive resposta, ele abriu a porta e me deixou entrar, não havia ninguém na sala, apenas a mesa no centro com duas cadeiras, uma luz fraca e uma porta do outro lado.
Porém quando ele entrou, foi como se tivesse me dado um soco no estomago. Santiago Owen era como toda sua família, só havia vindo aqui para debochar da minha cara, para me falar mais merda ainda.
FlashBack ON
Eu tinha meus pais aqui e John ao meu lado, por mais cruel que minhas atitudes tivessem sido, eu estava arrependida pelo que havia feito e precisava saber se Hilary estava bem. Eu não podia ligar para Isaac Owen, ele fora o motivo por eu estar aqui. Eu podia ligar para Santiago, ele poderia me falar como ela estava, mesmo que eu estivesse desconfiada de seu caráter, porém, eu usei minha única ligação para ele.
–Alô? – Sua voz estava seria e preocupada.
–Santiago? – Minha voz tremeu e pude ouvi-lo se movimentar, sua respiração rápida.
–O que você quer? – Engoli em seco, sentindo suas palavras como um tapa na minha cara – Minha irmã já está no hospital por sua causa, veio me ligar para perguntar se ela já morreu? – Fechei os olhos com força, sentindo uma vontade imensa de chorar.
–Eu só quero saber se ela está bem.
–Para que você quer saber se ela está bem Rayssa? Você empurrou minha irmã da escada! Você poderia ter a levado a morte! Qual o seu problema garota? – Sua voz começou a se alterar, fechei minha mão no telefone, tentando controlar as lagrimas que ameaçavam a cair – Eu não quero que me ligue novamente está me ouvindo? Mantenha-se longe, você e toda sua família! E diga ao seu irmão que se caso ele vier aqui novamente, as coisas não vão ficar em apenas socos, eu e minha família estabeleceremos uma ordem para ele e a sua família ficarem bem longe da nossa família!
–Eu sinto muito – Sussurrei, um soluço escapou da minha garganta.
–Deveria ter pensado nisso, antes de ter feito – Foram suas últimas palavras antes do telefone ficar mudo, os braços de John me envolveram e eu o abracei forte, me sentindo um nada.
FlashBack OFF
–O que está fazendo aqui? – Perguntei o olhando seria, tentando me manter firme diante a ele.
Santiago estava com as mãos no bolso da calça, seus olhos verdes estavam encarando o chão enquanto suspirava. Calmamente ele ergueu o rosto e me olhou dando alguns passos em minha direção.
–Eu precisava te pedir desculpas – Falou firme com os olhos conectados aos meus – Dizer que sinto muito por tudo que eu disse – Dei um passo para trás, eu estava sonhando certo? – Dizer que você não tem culpa por ter perdido o controle – O olhei confusa.
–Eu não sou idiota Santiago, está aqui para debochar da minha cara – Disparei repentinamente com raiva.
–Eu só queria pedir perdão pelas coisas que eu te disse, minha irmã e você tem culpa pelo que fizeram, mas eu não devia ter lhe dito tudo aquilo. Talvez eu não mereça suas desculpas, mas estou aqui humildemente apenas para pedir seu perdão – Fiquei quieta, absorvendo suas palavras. Ele respirou fundo, então me deu as costas indo embora, parou com a mão na maçaneta.
Senti lágrimas em meus olhos, então ele veio em minha direção rapidamente, seus braços grandes me envolveram em um abraço forte. Deixei que as lagrimas caíssem enquanto sentia estranhamente confortável ali.
–Logo você estará fora daqui – Sussurrou afastando o rosto, seus lábios cobriram os meus em um beijo longo, o qual eu correspondi e parecia que eu precisava daquilo, como eu precisava de ar – Eu voltarei – Foram suas últimas palavras antes de ir embora, ele sabia que tinha meu perdão.
*POV Hilary Owen*
–Eu estou muito feliz por ver você aqui – Murmurei sorrindo para minha prima Andrezza, viajar de Nova York só para me ver era só para os fortes e eu sabia muito bem que ela devia ter largado tudo lá só para ver pessoalmente como eu estava.
–Eu estou feliz por estar bem, mas quero você fora daí logo garota – Falou abrindo um sorriso divertido – Então teremos que lidar com a pessoa que fez isso com você – Desviei meus olhos, repentinamente intrigada. Definitivamente eu queria me vingar da Princesinha Maxwell – Desculpe – Sussurrou olhando para baixo.
–Não! Tudo bem, você tem toda razão – Ela não sorriu, mas também não demonstrou seriedade, e eu sabia muito bem, que assim como na infância, agora eu também tinha seu pleno apoio.
Conversamos pelo que me pareceu minutos, mas na verdade foram horas, até a enfermeira me dar remédios e eu cair em meus pesadelos que tanto me atormentavam.
–Eu amo você John – Minha voz ecoava pela sala cheia de espelhos a nossa volta, enquanto ele me olhava com uma postura dura.
–Eu não amo você. Eu nunca vou te amar, para mim, você é apenas uma garotinha mimada que eu me aproveitei o máximo que pude, você é um nada para mim... Então apenas acorde!
–Hilary acorde! Acorde! – Abri os olhos, sentindo meu coração disparado em meu peito, gotas de suor caírem por minha testa e minhas mãos tremerem. Olhei para a voz que me pedia para acordar e então encontrei seus olhos azuis. Ah! Aqueles olhos azuis.
–O que diabos está fazendo aqui? – Perguntei quando me recompus, furiosa por vê-lo, por ter tido o sonho que mostrava toda a realidade que eu estava vivendo, mas eu não queria ter que ouvir tudo novamente, acordada.
–Eu precisava me certificar que estava bem – John se afastou dando um passo para trás, os olhos fixos nos meus – Eu estou tentando te ver a dois dias, ninguém me deixava entrar. Só agora que uma garota de cabelos castanhos liberou minha entrada – Andrezza, obviamente ela não conhecia ele, por isso havia deixado.
–Saí daqui John.
–Me deixe falar Hilary, eu...
–Eu não quero ouvir o que tem a dizer John! Eu odeio você! Odeio o que você fez comigo e odeio saber que estou aqui por causa da sua irmã! Eu não quero você perto de mim John! – Disparei furiosamente, vendo seus olhos se esbugalharem a cada palavra dita por mim.
–Você não me odeia – Sussurrou se aproximando, sua mão segurou a minha e eu inutilmente tentei me soltar, mas ele era muito mais forte e eu estava fraca, enquanto sentia o toque quente de sua pele contra a minha – Você me ama Hilary.
–Você não significa nada para mim, sinto muito, se minhas palavras pareceram verdadeiras, se você acreditou... Sinto muito se agora você quer dizer palavras gentis para tentar explicar o que seu coraçãozinho está sentindo, mas eu não quero saber John, eu estou pouco me importando para o que tem a me dizer, então saia daqui agora! – Ele soltou minha mão, dando passos para trás, parecendo um garotinho assustado.
Me pareceu que havia lagrimas em seus olhos, mas eu não me importei, ele não havia se importando quando lagrimas caíram por minha bochecha. Eu não me importaria com as dele, afinal, eram falsas, eu não significada nada para John Maxwell, eu sabia disso.
*POV Isaac Owen*
–Onde o senhor estava? – Perguntei ao ver Santiago fechar a porta de casa e entrar parecendo imerso em pensamentos. Eu sabia exatamente onde ele estivera e estava furioso por saber onde era.
–Resolvendo alguns assuntos – Murmurou caminhando em direção a escada.
–Precisamos conversar Santiago – Ele parou respirando fundo e virando para mim.
–Diga pai, Hilary está bem?
–Ah! Claro! Sua irmã é a última nas suas preocupações não é mesmo? – Ele ergueu uma sobrancelha, parecendo confuso – Você discute com sua irmã, altera os batimentos dela e então saí atrás daquela Maxwell, você ama realmente sua irmã Santiago? – Ele passou a mão pelo cabelo e então me olhou bravo.
–Eu amo minha irmã! Mas não vou sustentar os erros dela!
–Não me importa Santiago! – Rugi furioso jogando o jornal sobre a mesinha de centro – Eu não queria Hilary perto da família Maxwell, olha o que aconteceu, não quero você também, está me entendendo?
–O senhor não manda em mim! Além do mais você sabe porque isso tudo aconteceu? Porque sua querida filha teve um caso com seu empregadinho Sebastian, que era namorado de Rayssa! Hilary não é a filhinha santa que o senhor acha que tem, pai! – Obviamente havia sido um choque, Sebastian havia feito o que eu sempre disse para não fazer, ele se envolveu com Hilary o que para mim seria inaceitável.
–Você é um garoto Santiago, não sabe nada da vida! Devia ser o homem da família e assumir a empresa que eu deixarei, Hilary está assumindo seu lugar com muita postura e profissionalismo, agora, se não quer cuidar dos negócios da família, pelo menos seja decente o suficiente de não misturar seus sentimentos tolos no meio dos negócios. Sebastian não é mais meu empregado e sim meu sobrinho, então olha como fala dele! Agora pense melhor em suas atitudes e então conversamos – Fui para o meu escritório o deixando na sala, enquanto esperava ansiosamente a chegada de Sebastian.
Hilary e Sebastian, isso não podia ter acontecido. Eles eram primos e Sebastian nunca seria homem suficiente para ela, eu sabia que ele era trabalhador, podia ser um homem honesto quando queria, quando seus interesses não falavam mais alto, mas eu também sabia que Sebastian era um tremendo galinha e que nunca iria ser fiel a ela, por isso sempre falei para manter distância de Hilary, mas muito pelo contrário, ele se aproximou.
–Tio Isaac – Sebastian bateu na porta, murmurei um entre.
–Como foi de viagem? – Perguntei colocando as mãos no bolso da calça.
–Foi bem, pensei nas coisas que aconteceram aqui, tentando arrumar uma maneira de resolver tudo – Murmurou.
–Sabe que isso tudo é inaceitável, não sabe? Quando veio me dizer que se envolveria com Rayssa Maxwell, eu falei exatamente o que eu achava! Agora minha filha está no hospital porque você não controlou toda a situação, isso é um completo desastre e definitivamente teremos que atacar os Maxwell visivelmente por conta dessa situação – Ele me olhou sério.
–Eu sei Tio Isaac, eu e Hilary tivemos um caso repentino mas não estamos mais juntos a muito tempo.
–Não interessa, ela está no hospital por sua causa e Rayssa Maxwell na cadeia também por sua causa! – Ele respirou fundo.
–Eu irei resolver tudo isso, amanhã irei até a delegacia...
–Não, sua entrada não está permitida. Deixe a poeira abaixar, então resolveremos isso, está bem? – Ele assentiu– Agora pode ir, tenho que dar umas ligações então irei para o hospital – Logo saiu da sala e eu sentei em minha cadeira começando minhas ligações.
*POV Sebastian Owen*
Respirei fundo saindo da sala de Tio Isaac, era um dia péssimo, tudo estava saindo do controle aqui em Dallas, enquanto no Texas as coisas iam de vento a poupa.
–Wow! Calma aí cowboy! – Levantei meus olhos e encontrei pares de olhos castanhos escuros me encarando, um sorriso divertido em uma boca carnuda e cabelos enrolados. Ela tirou suas mãos de cima de mim se afastando, depois que trombamos.
–Desculpe, eu estava um tanto distraído – Ela sorriu colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
–Dia ruim?
–Péssimo – Sorri de canto – Sebastian Owen – Falei estendendo minha mão a ela, seu toque era suave e eu tinha uma vontade imensa de conhecê-la.
–Andrezza Becker – Ela falou me olhando – Sobrinha de Elizabeth e Isaac – Assenti compreensivo soltando sua mão – Eu estava indo dar uma volta pela fazenda, conhecer um pouco como é as coisas por aqui a noite... Então até, boa sorte com os seus problemas – Ela sorriu, me dando as costas, fui atrás dela.
–Gostaria de companhia? – Perguntei abrindo um sorriso de lado, ela suspirou parecendo pensar.
–Seria ótimo – Por fim respondeu, então saímos da casa.
Caminhamos em silencio por alguns minutos, apenas apreciando o ar úmido de Dallas e o vento refrescante da noite.
–Você veio de onde?
–New York – Ela falou me olhando de relance e logo voltando a olhar o lago que havia a poucos metros da gente.
–Pretende ficar por muito tempo? – Ela deu de ombros.
–Alguns dias, não sei – Sorriu para mim – E você mora aqui, certo? – Assenti.
–Bem, espero que seja tempo o suficiente para eu colocar na sua cabeça que Dallas é a melhor cidade do mundo e que você deve se mudar para cá – Ela gargalhou e eu adorei aquele som.
–Com toda certeza, você terá muito trabalho cowboy. Eu amo New York – Falou em meio a risos.
–Eu farei você mudar de ideia – Falei seriamente, ela riu e então continuamos a caminhar.
–É melhor eu voltar – Murmurou quando chegamos ao lago, eu podia ver seus olhos brilharem enquanto a lua iluminava nosso caminho – Está ficando tarde e eu não conheço muito bem as coisas por aqui. Podemos nos ver amanhã? Ou qualquer dia – Falou calmamente – Obrigada pelo passeio Sebastian – Ela se aproximou e depositou um beijo em minha bochecha.
–Não foi nada – Falei com as mãos na fivela, ela se virou depois de me dar um último sorriso, então caminhou de volta para a casa, me deixando estranhamente intrigado. Talvez ela tenha sido a primeira garota que não tenha ficado encantada com meu jeito e isso com toda certeza, me fez interessar por ela.
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