I Found My Fallen Angel
18 Capitulo 18° - Surpresas
Notas iniciais
*POV John Maxwell*
Respirei fundo sentindo o cheiro dela, seu corpo colado ao meu e sua mão sobre minha barriga me mantendo preso a ela. Era assim que eu me sentia ultimamente, preso a uma garota que eu sempre julguei fútil, eu não conseguia passar um dia sem olhar para seus olhos verdes, sem lhe irritar, ou sem agarra-la em algum canto na empresa.
Eu sabia que precisava resolver tudo isso entre eu e Hilary, nós éramos como dinamites e estávamos prestes a explodir a qualquer erro cometido por um dos dois. Eu estava cansado de nossas briguinhas tolas, queria poder conter ela para ficarmos juntos, para tentar fazer dar certo. Mas ao mesmo tempo eu tinha meus problemas, Hilary havia saído com o namorado da minha irmã, eu tive um passado que até hoje me traz problemas emocionais e psicológicos.
Toda culpa, toda raiva, todo ódio, toda frustração pelo que aconteceu no passado, ainda estava presente em mim, ainda me fazia querer quebrar tudo que estava na minha frente. Mas ainda assim, eu tinha responsabilidades, precisava ser o homem da família, mostrar que eu estava melhor e que havia superado tudo que aconteceu.
–Pretende passar quanto tempo me olhando? – Pisquei, então olhei para ela. Seus olhos verdes estavam sobre mim, me analisando meticulosamente. Suspirei então tirei uma mecha de seu cabelo que caia em sua bochecha a colocando atrás da orelha.
–Quero que almoce comigo hoje – Ela se virou, mantendo o lençol branco envolta de seu corpo, se sentou na cama e continuou a me olhar.
–Você tem uma reunião com alguns acionistas da Becker, não podemos almoçar...
–Agora a Srta. cuida da minha agenda? – Perguntei erguendo uma sobrancelha cinicamente, ela revirou os olhos.
–Apenas não imaginei que a garotinha fútil, que só pensa em dinheiro, não fosse tão importante para você desmarcar uma reunião – Ela murmurou se aproximando sorrateiramente, suas mãos pararam em meus ombros e seus lábios se aproximaram dos meus.
–É isso que você pensa de si mesma? – Hilary bufou, então sentou sobre os calcanhares e me encarou seria.
–Não, mas é o que você pensa – Passei a mão no cabelo, subitamente arrependido por ter lhe dito isso.
–Hilary... – Antes que eu pudesse continuar meu telefone soou na cômoda e ela suspirou, me levantei e o atendi, quando me virei novamente ela já estava com seu vestido e calçava os sapatos
–John Maxwell – Murmurei, enquanto me perguntava o porquê de ela mudar de humor tão rapidamente.
–Sr. Maxwell me desculpe por incomoda-lo em pleno sábado, mas Ryan Miller CEO da Empresa Owen espera pelo senhor na sala de reuniões, alegando ser um assunto de seu interesse – Olhei para a porta onde Hilary saia passando a mão no cabelo, suspirei.
Se for para eu ter ela, terei que enfrentar os contras desse relacionamento, um deles era seu ex- Ryan Miller. Um idiota mimado que repentinamente resolveu voltar para Dallas depois de tanto tempo.
–Resolva isso. Chego o mais rápido possível – Desliguei sem esperar uma resposta descente de sua parte, então fui atrás de Hilary a encontrando na sala pegando sua bolsa – Hey! – Agarrei seu braço a virando para mim – O que foi isso?
–Isso o que? – A olhei irritado – Isso sou eu indo para minha casa, trocar de roupa e ir para a Empresa – Franzi as sobrancelhas – Eu já recebi a mensagem para ir para lá – Deu de ombros – Nos vemos daqui a pouco – Sorriu minimamente antes de me roubar um beijo e ir embora.
*POV Hilary Owen*
Tamborilei os dedos no volante do carro, querendo que o sinal abrisse logo. Estava tudo muito lento hoje e eu estava agitada, desesperada e perdida em todo esse turbilhão de sentimentos que se misturavam dentro de mim. Eu amava John? Eu o queria para mim, apenas para mim? Ele me amava? Isso que estávamos fazendo era certo?
Eu não queria que meu pai me odiasse para sempre, eu queria seu amor não sua ignorância. Sabia que estando com John era isso que eu teria, a pergunta era, eu estava disposta a largar tudo, a lutar com todos por ele? Para manter ele ao meu lado como um amante, namorado?
Ah larga de ser idiota Hilary! Ele é John Maxwell, você é simplesmente a garota mimada da cidade para ele, apenas um divertimento. Como pode ser tão imbecil?
Certo, eu não podia reclamar, John mesmo me irritando e me tirando do sério, sabia muito bem me fazer derreter, talvez fosse isso que tenha me feito estar ao lado dele até agora, mas porra!
Como pude me deixar levar dessa maneira? Eu havia perdido total controle sobre a situação e agora, sabia muito bem, que não iria conseguir recupera-lo facilmente... Mas na verdade, eu não estava me importando em ter perdido todo o controle, estar com John, era como estar em um parque de diversões, cheio de adrenalina, frio na barriga, medo, risadas e vários outros sentimentos.
–Bom dia Srta. Owen – Acenei para Laura e então continuei a andar em direção a sala de reuniões, fiquei sem fôlego ao vê-lo ali.
Lindo de morrer, vestia um de seus ternos feito sob medida que deixava ele ainda mais sexy. Estava de costas para mim, me deixando obter a visão de suas belas costas e de poder ver o quão imponente ele era, apenas ali, de costas com as mãos no bolso olhando os prédios de toda Dallas pelas janelas que iam do teto até o chão.
–Olá Chefe – Murmurei fechando a porta atrás de mim, ele se virou.
Seus cabelos lisos estavam como sempre despojados e deixando-o natural, como um ator de cinema. John abriu um sorriso mínimo e então se aproximou lentamente me medindo de cima a baixo.
–Olá, gostei da sua roupa – Sorri maliciosamente e antes que ele pudesse segurar meu braço, desviei andando envolta da grande mesa de madeira escura da sala, pude sentir seus olhos sobre mim, enquanto eu me sentava na cadeira do outro lado da sala e o mais longe dele.
–Obrigada – Pude ouvi-lo suspirar então colocar as mãos no bolso da calça.
–Onde pretende jantar hoje? – Perguntou mantendo os olhos fixos nos meus, peguei uma caneta segurando-a com as duas mãos enquanto girava a cadeira e sorria para ele.
–Não sei, imaginei que eu seria o jantar – Ergui uma sobrancelha de modo cínico, John se mexeu desconfortavelmente e então passou a mão pelos cabelos negros.
–Eu prefiro comer a sobremesa antes da refeição principal – Piscou sorrindo de lado, fomos retirados da nossa bolha particular com Laura batendo na porta e colocando a cabeça para dentro.
–Podemos começar a reuniões senhor? – John assentiu me olhando e eu sorri continuando a rodar levemente a cadeira, após Laura sair, Ryan entrou e meu sorriso se desfez.
Usava um terno preto listrado e tinha sua postura seria de CEO. Contive minha vontade de revirar os olhos e me perguntei o motivo de ele estar ali. Que eu saiba ele não representava a Empresa Owen inteira e sim meu pai.
–O Sr. Owen está resolvendo alguns assuntos importantes e pediu para que eu o represente hoje, bom dia Maxwell – Apertou a mão de John, suspirei olhando para os dois homens a minha frente. Um deles um dia foi à pessoa mais importante para mim, hoje não era nada, já o outro, eu não conseguia mais viver sem, pois ele era meu vício – Hilary – Deu um leve aceno o qual eu respondi com um olhar duro.
–Podemos ir direto ao assunto, não gosto de perder tempo com mesmices – Contive um sorriso, enquanto John abria o paletó e se sentava na beirada da mesa ao meu lado.
–Não pretendo me demorar muito por aqui, só preciso que o senhor assine esse papel – Ryan tirou alguns papeis da pasta e deu a John, me dando uma copia logo depois – Estou aqui para representar a Empresa Owen e seus direitos, por isso, como a Empresa Maxwell não cumpriu com o contrato de entrega de Petróleo, resolvemos reagir e então cobra-los pelos danos causados a nossa empresa. Vocês têm vinte e quatro horas para entregar o Petróleo na quantia exata que fora combinado no contrato, ou teremos que tomar a Empresa Maxwell com nossos direitos redigidos no contrato.
–Isso é um absurdo! – John se levantou furioso, jogando os papeis na mesa. Definitivamente isso era um absurdo, coloquei os papeis na mesa e prestei atenção nos dois – Não irei assinar nada disso, se é o que espera.
–John, não tenho culpa se não foi capaz de cumprir seus contratos – Ryan falou serio com as mãos no bolso, mas era claro que estava debochando da situação de John. Me levantei pegando os papeis em minhas mãos e então ficando no meio dos dois.
–Ryan, vocês não podem vir aqui e dar vinte e quatro horas para resolvermos isso. É lei vocês avisarem uma semana antes que estão recorrendo, isso que estão fazendo é crime. Então é melhor você voltar com esses papeis, ou iremos recorrer aos nossos advogados.
–Desde quando você é a dona da Empresa? – Ele ergueu uma sobrancelha me olhando cínico.
–Não importa se ela é ou não, Hilary tem a metade da Empresa em seu nome, então as palavras dela são as minhas, pegue seus papeis – John espalmou os papeis no peito de Ryan – E caia fora da minha Empresa Ryan Miller, agora – Seu jeito todo bruto e machão de me proteger e proteger a Empresa, fez com que eu vibrasse por dentro e me senti-se importante para ele naquele momento.
–Nossos advogados vão contata-los – Ryan murmurou pegando sua maleta – Tenham um bom dia – Ele saiu deixando a porta aberta, a qual logo foi empurrada com força por um John furioso.
Ele passou a mão no cabelo enquanto andava de um lado para o outro, era visível que se ele pudesse tinha cortado a garganta de Ryan. Por algum tempo, fiquei quieta apenas o olhando, então por fim suspirei quando ele parou e ficou olhando a vista de Dallas pela ampla janela.
–John, você quer conversar comigo? – Perguntei me aproximando devagar, com medo do que ele poderia dizer.
–Não – Suspirei, desta vez não querendo lhe retrucar, era totalmente compreensível sua reação. Eu era filha do cara que estava querendo ferrar com a Empresa de sua família, era obvio que ele queria que eu estivesse o mais longe possível dele – Eu disse que não queria falar com você, não que queria que fosse embora – Parei na metade do caminho até a porta.
–Então o que quer? – Perguntei me virando, ele estava me olhando com as mãos no bolso da calça, ainda puto, mas lindo de morrer.
Sem dizer uma palavra John veio em minha direção rapidamente, agarrou meus cabelos antes de grudar os lábios nos meus. Agarrei as laterais de seu paletó sentindo sua boca contra a minha, sua mão esquerda descer até minha cintura e me puxar em sua direção, me mantendo ainda mais colada ao seu corpo.
Era bom saber que ele se importava com o que eu pensava, porque mesmo assim, me beijando da forma mais intensa que alguém podia ser beijada, eu sabia que ele não estava aqui de corpo e alma e sim comendo o coração de Ryan e de meu pai fritos.
–Você precisa de um tempo – Murmurei quando partimos o beijo, ele suspirou me olhando nos olhos, enquanto eu encarava sua gravata e passava o dedo devagar.
–Sim eu preciso – Murmurou baixinho, devagar ele tirou uma mecha do meu cabelo do rosto, analisando-me – Diga-me Hilary, fala para mim o que eu tanto espero – Engoli em seco, sentindo meu coração disparar e minha boca secar, eu não podia dizer isso. Não agora, eu não estava pronta.
–John, eu não posso – Balbuciei baixinho – Isso é um grande passo para mim, não quero dizer sem me sentir totalmente segura com o que estou fazendo – Ele franziu a sobrancelha e por fim suspirou.
–Então é melhor você ir Hilary, quando estiver pronta eu estarei aqui – Nos afastamos e ele passou a mão no cabelo parecendo tão perdido quanto eu – Eu vou convocar uma reunião para podermos resolver tudo isso – Suspirei magoada por ele ter mudado o comportamento tão rapidamente, antes um John tentando resolver nossa relação, agora um CEO obstinado para resolver os problemas da Empresa.
–Não vou ficar aqui – Seus olhos dispararam em minha direção e eu pude reparar que estava confuso – Caso algo dê errado, não quero que pense que fui eu quem estraguei seus planos e fui contar ao meu pai – John franziu a sobrancelha e então olhou pra baixo, com as mãos no bolso parecendo pensativo.
–Você não precisa ir Hilary – Seus olhos azuis estavam fixos nos meus – Eu te quero aqui, ao meu lado – Foi quase como uma suplica, mas eu sabia que essa não era uma boa alternativa.
–Você sabe que é melhor eu ir John – Ficamos nos encarando pelo que me pareceu uma eternidade e eu não me importei, eu passaria o resto da minha vida olhando-o, para tentar acreditar que eu o tinha ao meu lado – Até – Dei lhe as costas e sai daquela sala, deixando John.
–Srta. Owen – Oliver deu um sorriso pequeno, abrindo a porta do Audi para mim. Eu não disse nada mas também não esperei ele ir para o carro dele, eu apenas arranquei dali o mais rápido possível, querendo fugir de todos e apenas enfrentar o culpado pelos acontecimentos.
Estava tudo em seu lugar, certo demais. Como pude ser idiota, era óbvio que uma hora meu pai iria atacar e não iria ser um golpe fraco. Foi uma pena que ele tenha escolhido o pior momento.
No banco ao meu lado o celular disparou, tocando sem parar e eu sabia quem era. Oliver não estava nem a um pé de saber para onde eu estava indo, então esperava que eu diminuísse para ele poder me alcançar, mas eu já estava cansada de ter um segurança na minha cola, medindo cada passo a minha volta, como se eu fosse uma criancinha que não sabia se cuidar.
Parei o carro rapidamente, vendo a terra levantar lá atrás. Desci e contemplei a visão da casa Owen na fazenda, eu sentia falta daqui, mas se era para ter meu pai contra mim, não moraríamos no mesmo teto.
–Bom dia Srta. Owen – Pisquei algumas vezes antes de olhar para Francisco que levava um cavalo para baia.
–Bom dia – Murmurei, então segui rumo à entrada, então trombei com Ryan – Já veio contar sua derrota ao meu pai?
–Veio tentar ajudar o incompetente do seu namoradinho? – Retrucou abrindo um sorriso cínico, sorri passando a mão no cabelo.
–Vamos combinar Ryan, se você fosse tão competente para menosprezar os outros como faz, não seria John que teria uma mulher como eu ao lado dele e sim você. Não seria ele que estaria na Presidência da uma grande Empresa e sim você. Não é mesmo meu querido? – Seu sorriso se desmanchou devagar a cada palavra dita por mim e eu sorri triunfante – Agora, por favor, me dê licença, eu tenho mais o que fazer do que perder meu tempo com você.
Ele saiu da minha frente e eu entrei na casa, indo em direção à escada. Eu precisava falar com meu pai, esclarecer tudo isso que acontecera. Cheguei em seu escritório e não bati na porta, apenas entrei.
–Precisamos conversar – Falei o olhando seria.
Ele estava sentado em sua poltrona olhando alguns papeis na mesa de mogno, trajava um de seus ternos e estava sem gravata. Um típico CEO que está relaxado neste dia porque já esta cantando vitoria antes do tempo.
–Bom dia Hilary – Ele encostou-se à poltrona e me olhou atentamente – O que te traz aqui nesta manhã maravilhosa meu raio de sol?
–Pai, agora você deixa qualquer um cuidar de seus interesses? – Perguntei tentando soar o mais calma possível – Tudo bem podia ser qualquer um, mas o incompetente do Ryan? – Ele desviou os olhos rindo debochado.
–Hilary, não começar a falar sobre as pessoas que eu escolho para estar na minha Empresa, eu sou o dono, eu coloco quem eu quiser – Revirei os olhos.
–O que significa aquela ceninha hoje na Empresa Maxwell? – Perguntei agora seria novamente, ele passou a mão no cabelo e então deu de ombros.
–São apenas normas, não tenho culpa se a Empresa Maxwell não cumpre os prazos prometidos no contrato.
–Não, você podia ter avisado que iria recorrer, é lei. Isso que fez, só deixou mais claro para todos que seu objetivo é destruir os Maxwell – Ele riu sarcasticamente.
–Você sempre soube disso, nunca tentei esconder – Murmurou – Agora, eu também não tenho culpa se John Maxwell não consegue administrar a Empresa direito, isso só fez a me ajudar – Fiquei o encarando por um tempo indeterminado, ele continuou a me olhar parecendo esperar uma resposta a altura da dele, então eu a dei, porque eu tinha certeza dos meus sentimentos por John agora e tinha certeza que era essa a resposta que acabaria com os argumentos de meu pai.
–Eu o amo, eu amo John Maxwell – Logo pude ver que ele ficara surpreso e que de forma alguma esperava que eu dissesse aquilo, depois pelo que me pareceu dois séculos ele me respondeu.
–Diga a ele então, se der tudo certo, venha até aqui com ele e eu darei minha benção aos dois – Falou calmamente, franzi as sobrancelhas desta vez surpresa com sua resposta, eu não sabia o que responder, então desta vez, eu o deixei dar a ultima palavra e sai da sala, determinada pela primeira vez a fazer o que meu pai havia mandado, estava na hora de dizer a John o que eu sentia.
–Hilary! Espere! – Parei a alguns passos do carro e me virei, Sebastian parou na minha frente e seus olhos verdes me analisaram enquanto ele sorria de canto.
–Precisamos conversar – Ergui uma sobrancelha – Sobre nós, venha – Ele me puxou para o estábulo e então se virou para mim me encarando serio.
–O que você quer?
–Você está se envolvendo demais com John Maxwell, estar sendo seu aliado não me parece estar sendo uma boa coisa, não estou ganhando nada com isso — O fitei e então dei de ombros.
–Não estou pedindo para que continue a ser – Ele me olhou surpreso, então suas mãos seguraram meus braços e rapidamente ele me prensou contra a parede do estábulo o olhei assustada – O que pensa que está fazendo, Sebastian?
–Ah Hilary, vai me dizer que não se lembra de como éramos quando estávamos juntos? – Ele beijou meu maxilar, descendo por meu pescoço – Dos meus beijos, dos seus gemidos abafados, dos meus toques...
–Sebastian...
–Não tente me enganar – Murmurou, distribuindo beijos por meu pescoço, coloquei minhas mãos em seu peito e então nos virei o deixando contra a parede.
–Eu não estou mais nessa, adeus – Me soltei dele e o deixei, eu precisava de John.
Lá estava eu pela segunda vez em frente à casa da família Maxwell, onde havia trepadeiras por toda a parede formando uma casa acolhedora e familiar para mim. Toquei a campainha e logo fui recebida por uma senhora de olhos castanhos e sorriso acolhedor.
–Olá Senhorita, o que deseja?
–Eu gostaria de falar com John – Ela abriu a porta para mim e me deixou entrar – Ele está, certo?
–Sim, eu vou chama-lo.
–Hilary querida! – Emily estava saindo de um cômodo quando me viu e então sorriu amorosamente – Que bom vê-la por aqui – Trocamos dois beijos no rosto.
–Olá Emily, como vai? – Perguntei sorrindo amigavelmente.
–Bem querida, eu posso ajuda-la?
–Eu queria falar com John – Ela assentiu compreensiva.
–Pode subir, no corredor siga reto e vire a esquerda em uma porta escura – Assenti.
–Obrigada Emily, mesmo – Ela deu de ombros.
–Não tem de que – Peguei a escada e segui o mandamento dela, bati na porta em que ela havia me indicado e então pude ouvir sua voz sexy e familiar mandando entrar – John – Ele se virou e seus olhos logo se conectaram aos meus.
–O que faz aqui? – Engoli em seco fechando a porta atrás de mim, então me aproximei dele parando a alguns poucos centímetros de seu corpo.
–Eu precisava dizer algo – Falei olhando em seus olhos azuis – John eu amo você – Foi como se um peso fosse tirado das minhas costas e uma onda de alivio me possuísse.
Eu o amava e estava definitivamente certa sobre isso. Eu o amava e precisava dele ao meu lado, precisava saber se esse amor era correspondido.
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