I Found My Fallen Angel

14 Capitulo 14° - Aplausos


Notas iniciais
Boa leitura

*PVO John Maxwell*

Não sei há quanto tempo estava a observando, me perguntando se aquela criatura inocente e frágil que estava deitada ao meu lado era mesmo a garota irritante, petulante e mimada que eu conhecia.

Sua face estava tranquila, seus lábios estavam avermelhados, enquanto ela soltava suspiros em meio ao sono. Gentilmente tirei uma mecha que cairá sobre seu rosto. Ali ela parecia delicada e sensível, eu sentia que se a tocasse poderia quebra-la com toda minha brutalidade.

Calmamente sai da cama, numa tentativa – Bem sucedida – De não acordá-la. Tomei um banho rápido, então coloquei uma calça jeans, camiseta branca e tênis. Quando sai do quarto ela ainda dormia e nos meros segundos que parei para contemplá-la, concluí que aquela Hilary mandona poderia ser apenas uma das falsetas que ela usava para não mostrar para as pessoas que ela também era humana, tinha um coração e não era tão insensível assim.

Desci até a recepção do hotel, peguei um cartãozinho e escrevi algumas coisas, mandei entregá-lo junto com o café da manhã para Hilary. Logo depois fui me encontrar com David no estacionamento, precisava fazer algumas coisas como comprar roupas para ela.

–Bom dia, Senhor – Murmurei um “igualmente” para David, que me entregou as chaves do Aston Martin. Entramos e eu sai do estacionamento logo encontrando o sol escaldante de Sydney.

–Alguma novidade? – Perguntei sem olhar em sua direção

–O Sr. Luis pediu para você ligar para ele o mais rápido possível! Estão todos preocupados com o acidente que você e a Srta. Owen sofreram. A família dela quer falar com ela e sua família também. Ainda não conseguimos achar o motivo de o jato ter falhado.

–É melhor acharem isso rapidamente, mas por enquanto não quero me estressar. Então me mantenha a par apenas do que seja de real importância. Ligarei para minha família logo que voltar para o hotel, imagino que todos estejam realmente preocupados – Falei mais para mim mesmo do que para David. Pensei logo em minha mãe, que deveria estar entre lagrimas e ajoelhada em frente a estatua de Jesus agradecendo por eu estar vivo. Rayssa devia estar junto, pedindo para que eu volte logo para ela.

–Então é só isso. Sem querer ser intrometido, mas para onde estamos indo? – O olhei de canto de olho. Sem querer ser intrometido? Mas já estava sendo! – Desculpe, Senhor – Falou voltando sua atenção ao tablet em seu colo.

Parei próximo a loja Chanel, então desci. David me seguiu sem perguntar nada. Fomos atendidos por uma moça de cabelos ruivos e ondulados, ela usava uma saia preta com uma blusa decotada que mostrava – Desnecessariamente – Metade de seus seios. Se ela fosse minha mulher, provavelmente levaria um belo castigo por usar esses tipos de roupas sem eu estar por perto.

–Eu quero calças jeans escuras, sapatos de salto alto, vestidos e blusas. Tente me trazer coisas claras, como branco, salmão e rosa – Pedi a observando, ela sorriu e murmurou um baixo e singelo “Sim senhor” e então se foi.

Enquanto esperava a ruiva voltar, comecei a olhar algumas roupas que haviam em amostra. Então pude reparar, Hilary não iria usar rosa, nem muito branco e nem muito azul. Ela gostava de coisas de cores fortes.

*POV Hilary Owen*

Quando abri os olhos o lugar ao meu lado estava vazio, o quarto estava silencioso, as cortinas estavam fechadas impedindo que a luz solar entrasse. Caminhei para o banheiro com uma leve dor no tornozelo. Fiz minha higiene matinal, então por fim, fui procurar o motivo por eu estar ali. John.

Não o encontrei, mas em troca encontrei uma mesa farta de comida, um vaso cheio de rosas brancas, e um cartão encostado ao vaso de flores. Peguei o envelope em minhas mãos e abri, encontrando as seguintes palavras.

Espero que tenha tido bons sonhos, voltarei em menos de uma hora.

John M.

Isso estava estranho. Eu nunca que poderia imaginar que John Maxwell iria deixar um bilhete de café da manhã e ainda mais para mim, a garota que faz da vida dele um inferno completo. Definitivamente estranho.

Eu precisava ligar para minha família, dizer que estava tudo bem e que estava viva. John já deveria ter feito isso, mas eu tinha que ter um pouco de consideração, eles deviam estar preocupados.

Procurei um telefone pela enorme sala, então acabei por encontrar um perto do sofá. Disquei o número de casa, enquanto esperava ser atendida, eu passava meus dedos por meu tornozelo, não estava inchado, apenas doía um pouco quando eu colocava o pé no chão. Isso era bom, eu não precisaria ficar sem andar de salto.

–Alô? – A voz sonolenta de Santiago soou do outro lado da linha, revirei os olhos contendo um riso fraco.

–Olá irmãozinho.

–Finalmente! Meu anjo, eu estava tão preocupado com você! Como você está? Esse cara está sendo legal com você? Os sequestradores lhe fizeram alguma coisa? – Sequestradores? Tentei ignorar essa pergunta.

–Está tudo bem, mas eu quero voltar logo para a casa.

–Mamãe vai falar contigo, volte logo para mim! – Ele falou rapidamente, então passou o telefone para nossa mãe.

–Ah! Minha filha! Como você está meu docinho? Está ferida? Fizeram-lhe alguma coisa? Você precisa voltar logo para nós.

–Mãe, está tudo bem.

–Me fale direito sobre isso, Hilary Owen, ou eu pegarei um voo para Sydney agora mesmo – Falou séria, mas sua voz estava embargada o que era óbvio que ela estava se segurando para não chorar.

–Eu estou bem, mãe. Apenas com um pouco de dor no tornozelo, mas você sabe que isso é por causa dos saltos – Falei pacientemente, não querendo deixá-la mais preocupada do que já estava – Está tudo bem, irei voltar o mais rápido possível!

–Está bem, querida. Seu pai não está aqui agora. Mas digo que você ligou.

–Tchau, mãe.

Enquanto tomava meu café da manhã, pensava sobre essa historia de sequestradores. O único sequestrador era John, mas era óbvio que eles não sabiam disso. Era tudo armado por ele. Mas imaginei que ele tinha tido pelo menos a decência de não ter deixado minha família preocupada.

Parei em frente a grande vidraça do quarto, contemplando a vista de Sydney. Lembrando-me do quão bom foi às férias passadas com Santiago e Matthew aqui, sozinhos. Aprontamos tanto, que nosso pai ficou maluquinho com a impressa.

–Hey – Me virei de braços cruzados, encontrando os olhos de John a me medir de cima a baixo. Havia sacolas em suas mãos, seus cabelos estavam desalinhados, e seu visual era jovial, completamente diferente do cowboy e do empresário que eu conhecia. Ele estava usando roupas de um cara de idade dele, calça jeans, camisa e tênis. Estava sexy e gostoso, mas ainda sim eu estava irritada com ele.

–Oi – Murmurei, ele me olhou intrigado e então deixou as sacolas sobre o sofá – Resolveu fazer a mulherzinha e ir às compras? – Ergui uma sobrancelha enquanto abria um sorriso cínico.

–São para você. Acho que a senhorita deveria agradecer – Falou rude – Qual o problema desta vez? – Sua voz soou irritada. Ele queria que eu agradecesse?

–Como você fez para me sequestrar? Qual a noticia que deixou para a mídia? – Perguntei, descendo os degraus que levavam a vidraça, ficando a poucos metros de distancia de seu corpo tão convidativo.

–Foda-se a noticia que eu deixei para a mídia, estamos aqui e não interessa mais porra nenhuma! Se continuarmos neste assunto eu irei me irritar. Você não quer outro corretivo, quer? – Ele abriu um sorriso pervertido, enquanto erguia uma sobrancelha. Aproximei-me dele, lentamente parando em sua frente, com o dedo em seu peito comecei a falar.

–Toque em mim novamente e eu faço o inferno na sua vida! – Seus olhos acompanharam meu dedo em seu peito, então ele olhou em meus olhos com um sorriso de lado, sua mão se fechou em cima da minha e ele me virou me mantendo de costas para ele, seu corpo estava colado ao meu.

Seus lábios beijaram meu pescoço, então sua mão subiu por minhas costas vagarosamente, me fazendo arrepiar por inteira, senti seus dedos entrarem por meus cabelos, então ele agarrou os cachos com força, puxando minha cabeça para trás. Seus lábios subiram até meu lóbulo o qual ele mordeu. Meu corpo estava em chamas.

–Você não pode fazer de minha vida um inferno, pois eu sou o capeta. Eu vivo no inferno, baby – Sua voz soou extremamente sexy.

Fechei os olhos, tentando inutilmente controlar minha respiração e me alto controlar. Eu estava louca de desejo por ele, como eu poderia sequer pensar em me acalmar com John tão perto? Indo contra meu orgulho, me virei e enlacei seu pescoço, o beijando com urgência. Sua mão desceu até minha cintura me puxando de encontro ao seu corpo, enquanto a outra agarrava meus cabelos com força.

Ele me encostou contra a parede, sua mão desceu até minha coxa e subiu deliberadamente, enquanto apertava minha pele. Seus dedos ágeis pressionavam toda a extensão do meu corpo, e acho que nunca fiquei tão ensandecida por alguém antes.

Suas mãos subiram apressadas por cima da camisa branca, de encontro aos meus seios, me fazendo gemer razoavelmente alto. Um sorriso ladino brotou de seus lábios e instantaneamente sorri junto. John os apertou novamente e meu gemido foi ainda mais alto, arrancando outro seu. Seus lábios voltaram a encontrar os meus e eu nunca desejei tanto estar sem roupa antes. Queria agarrar seus cabelos, retirar sua calça e me jogar em seus braços para ser possuída ali mesmo.

–Eu preciso de você – Murmurei, enquanto seus lábios desciam até meu pescoço o beijando e mordiscando.

–O quanto você precisa de mim? – Sua voz rouca soou perto de meu pescoço e não pude me controlar mais. Puxei seus cabelos então o beijei novamente, o calando.

Sua mão desceu até minha coxa e ele puxou minha perna até sua cintura, dei um pulinho e ele me pegou no colo, suas mãos em minha bunda enquanto me carregava para o quarto. John a apertou e levou-me de encontro ao seu membro já excitado e gemi um pouco alto, cravando minhas unhas na pele de sua nuca. Antes de chegarmos ao cômodo, sai de seu colo com rapidez, gemendo ao sentir o impacto do chão com meu pé dolorido. Arranquei sua camiseta branca com agilidade, sentindo sua pele contra a palma de minha mão.

Ele agarrou minha mão e puxou-me apressadamente. Entramos no quarto e eu o empurrei em direção à cama fazendo-o cair sobre ela. Subi sobre ele desabotoando sua calça e abaixando a braguilha. Pude sentir seu membro rígido contra a Box azul marinho quando desci a calça, isso me fez salivar.

John tomou as rédeas o que me fez gemer de frustração, ele se sentou na beirada da cama me fazendo ficar de pé em sua frente. Seus olhos se conectaram aos meus, enquanto suas hábeis mãos desabotoavam botão por botão da camisa branca. Pude sentir meu coração bater mais rápido a cada botão desabotoado.

A camisa se abriu, suas mãos subiram por minha barriga até meus seios os quais ele apertou, me fazendo gemer seu nome baixinho, seus dedos beliscaram meus mamilos, e então eu afastei suas mãos, tirando a camisa e a jogando longe, subi sobre ele e o beijei.

Suas mãos seguraram em minha cintura e ele me virou, se livrando de sua Box em uma pausa supersônica. Ele fez o que era preciso, me penetrou de uma vez só me fazendo gemer e arranhar suas costas sem pena alguma.

–Diz. Assume logo que por mais que me rejeite, adora o jeito que eu faço – Seus olhos conectados nos meus, meu corpo queimava clamando por seu toque bruto. Seus lábios beijaram meu maxilar, descendo até o meu pescoço o qual ele mordiscou enquanto distribuía beijos molhados, seus movimentos aumentavam a cada estocada deliciosa.

–Vai ter que suar bastante esse corpo para me ouvir dizer isso – Abri um sorriso cínico, ele soltou um riso fraco.

Agarrei seus cabelos puxando seu rosto de encontra o meu, seus lábios colidiram contra os meus e ele gemeu sentindo minhas unhas arranharem suas costas, descendo em direção a sua bunda, a qual eu apertei com força, sentindo-a, enquanto ele metia em mim sem gentileza alguma, me fazendo ver estrelas.

Senti meu ventre se contrair, meu corpo começar a dar os primeiros anúncios do ápice. John separou sua boca da minha, descendo até meu pescoço – Meu ponto fraco – Gemi alto seu nome, o sentindo atingir o ponto que apenas ele havia conseguido. Isso bastou, para eu explodir em estase. Ele me acompanhou depois de mais algumas estocadas firmes, desmoronando ao meu lado depois, me puxando para seu peito e me deixando ouvir seu coração acelerado.

Não falamos mais nada depois disso. Levantei-me preguiçosamente tomei um banho e depois quando ele ia em direção ao banheiro agradeci pelas roupas que ele havia comprado. Abri a sacola e olhei peça por peça, impressionada por John não ter escolhido roupas muito chamativas, ou como a irmã dele gostava. Me vesti, e me deparei com ele saindo do banheiro, apenas de Box branca e os cabelos molhados.

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–Então você comprou lingerie para mim! – Abri um sorriso malicioso, cruzando as pernas sobre a cama. John me mediu, e seus olhos me analisaram dos pés a cabeça. Mas havia seriedade em seus olhos, me impossibilitando de saber o que estava se passando por sua cabeça – Como foi entrar neste tipo de loja sem ter uma namorada? Imaginou-me com elas, enquanto escolhia? – Levantei-me, caminhando em sua direção.

John me ignorou e pegou sua calça preta sobre a poltrona, ele a vestiu e eu o observei, de braços cruzados, parada a alguns poucos centímetros dele. Pegou uma camisa branca e a vestiu. Revirei os olhos e me aproximei segurando a camisa em minhas mãos, bem na hora em que ele ia abotoá-la.

Seus olhos se manteram fixos em meu rosto enquanto lentamente eu abotoava sua camisa, botão por botão. A ajustei em seu corpo e encontrei seu olhar confuso. Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e cruzei os braços. Estava na hora de colocar as cartas na mesa.

–Vou tentar ser o mais sincera possível – Olhei em seus olhos – Não vou dizer que tudo isso que aconteceu nas ultimas horas, não tenha significado nada para mim. Eu sempre imaginei que você fosse um bruto que não tivesse a capacidade de ser gentil, mas você me impressionou. E eu digo obrigada por tudo – No meio de suas sobrancelhas havia uma ruguinha.

–Onde você quer...

–Cala a boca e deixe-me falar! – Pedi – Mas isso não quer dizer que eu não esteja com raiva de você por ter me colocado em grande perigo, mesmo não sendo sua culpa o jatinho ter caído. Você podia ter arrumado uma maneira melhor de fazer seu castigo, mas enfim – Respirei fundo – Eu não irei me render e espero que esteja preparado, John – Uma risadinha escapou de seus lábios – Agora ande rápido e se arrume logo, quero estar com minha família o mais rápido possível! – Dei-lhe as costas e sai do quarto, sem olhar para trás.

A viagem foi longa e quieta. Ele se sentou ao meu lado, limitando seus movimentos. Fiquei olhando pela janela enquanto o avião decolava, sabia que agora tudo iria mudar, eu não conseguiria ser castigada, não por John. Eu não iria conseguir engolir meu orgulho e dizer que eu não estava à altura dele, porque afinal eu estava. O único problema era que ele sabia me seduzir, e isto estragava totalmente o jogo... Em certos pontos.

Agora tudo irá ser diferente, quando Josh passar as ações para o meu nome, John irá meu odiar e sei que suas armas contra mim serão mais potentes. Mas ainda assim, não irei desistir, até porque uma Owen que se preze nunca desiste.

Quando desci do avião ao lado de John que se mantinha calado desde a hora em que saímos do hotel, os olhos de Santiago e de toda minha família pararam sobre mim, meu pai abraçava minha mãe e Santiago deu passos em direção ao avião.

A família de John estava ali também e sua irmã parecia inquieta no lugar. Santiago veio às pressas até a mim, me abraçando forte e me tirando do chão. Tentei ignorar o fato que John estava abraçando e conversando com sua irmã de um modo tão... Intimo e sem sua postura séria.

http://www.polyvore.com/found_my_fallen_angel_rayssa/set?id=107326724 Rayssa Maxwell.

–Que bom que está de volta, pirralha – Ele falou baixinho em meu ouvido, assenti sabendo que se falasse alguma coisa para ele, iria desabar a chorar – Vamos contratar seguranças para você, nem que eu tenha que andar ao seu lado para onde você vá, isso não ira acontecer novamente – Ele se afastou, então uma lagrima solitária desceu por minha bochecha, ele fez um biquinho super fofo e passou a mão em meu rosto limpando-a – Eu sei que sou um colírio para seus olhos, mas não precisa chorar, maninha – Soltei um riso fraco e o abracei novamente.

Logo fui abordada por meus pais e Matthew que se manteve um pouco afastado. Sabia que ele odiava momentos fortes como esse, porque no fundo, no fundo, ele tinha um coração de manteiga. John não largou sua irmã em nenhum minuto, ela me cumprimento do jeito fofo dela e continuou abraçada com ele. Não me importei, eu tinha meu irmão.

Mamãe com toda sua compaixão chamou os Maxwell para jantar conosco no sábado, em uma forma de agradecer a John por ter me protegido. Eu achei idiotice, mas ainda assim não disse nada. Ela não sabia que ele havia me sequestrado.

Foi uma noite conturbada, minha mãe não queria sair do meu lado em nenhum segundo. Imaginei que ela iria querer tomar banho comigo também, mas chegou uma hora que ela se tocou que eu estava bem. Meu momento com papai foi estranho, eu desejei feliz aniversario a ele e ele me abraçou, seus olhos estavam cheios de culpa e eu julguei ser pela discussão do dia do sequestro.

No outro dia de manhã, Florence veio ao meu quarto, com dois buquês de flores, uma presente, e uma bandeja de café da manhã. Agradeci e tentei acalmá-la assim como tentei acalmar a todos, ela se foi depois de eu abraçá-la e dizer a ela que estava tudo bem. Não era para menos que ela estivesse preocupada, havia cuidado de mim e de Santiago desde pequenos, havia se apegado a nós, assim como nós por ela.

Abri o cartão da primeira flor, lírios brancos, e extremamente cheirosos. Sabia exatamente de quem era e logo sorri ao ver a letra de Santiago.

Para a irmã mais linda e especial do mundo, te amo muito. Tive que sair cedo, mas espero te ver mais tarde, se cuide.

PS: Já depositei seu dinheiro em sua conta.

O buquê com rosas vermelhas também tinha um cartão, o qual eu abri logo depois de ler “John Maxwell” na frente. Logo li as palavras escritas por sua letra marcante.

Tenha uma boa manhã, apenas uma forma de me redimir pelo que passou. O presente que você comprou estragou, então comprei outro para dar a ele.

Abri o presente encontrando outra porta retrato, e por mais que a intenção do presente era dar ao meu pai, um sentimento de apego logo me possuiu ao pegar o porta retrato em mãos, ele ficaria comigo.

Quando desci já arrumada para sair, encontrei meu pai conversando com um cara vestido com um terno preto na sala.

–Querida, venha aqui, por favor? – Dei de ombros, então fui até ele, o cara era alto e bonito, eu devia admitir.

–Bom dia, Srta. Owen – O homem falou educadamente.

–Bom dia – Murmurei sem olhá-lo – Pai?

–Esse é o seu novo segurança, ele vai com você para todos os lugares – Ergui uma sobrancelha e o olhei.

–Eu não preciso de um segurança – Falei irritada – Pode ir embora querido, não irei precisar dos seus serviços – Dei as costas para os dois, caminhando em direção ao hall.

–Até mais tarde, querida – Ouvi o papai falar, então antes que eu chegasse ao meu Audi, o segurança estava ao meu lado, todo formal.

–Será como se eu não estivesse aqui, me espere pegar o carro, por favor – Ele saiu em direção a uma Mercedes, e eu revirei os olhos. Não queria um segurança, entrei em meu carro e sai de lá rapidamente.

Era sábado, o relógio marcava sete e quarenta em cinco da noite, eu já estava pronta para o jantar. Apenas estava dando os últimos retoques na maquiagem, precisava estar linda para as surpresas noturnas.

Santiago estava a minha espera na porta do quarto, trajava um terno cinza, com coletinho e sem gravata. A camisa era branca e os sapatos marrons, seus cabelos estavam despojados da mesma forma de sempre, o deixando lindo de morrer.

–Você está deslumbrante – Ele sorriu de lado – Posso acompanhá-la? – Me deu o braço e caminhamos pelo corredor da mansão.

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–Hey! Me esperem! – Matthew logo estava nos acompanhando. Usava uma calça preta, camisa branca, gravata verde, e casaco de lã preto. Estava também muito bonito. Eu ainda me encantava com a beleza dos homens da minha família.

Descemos as escadas de braços entrelaçados, eu no meio dos dois, e enquanto descíamos nos deparamos com a família Maxwell chegando. Emily esposa de Luis estava cumprimentando meus pais, John e Rayssa estavam juntos de braços entrelaçados, rindo de alguma coisa que John falara a ela.

Então nossos olhos se conectaram, ele me olhou de cima a baixo. John trajava um terno cinza claro, coletinho, camisa branca, gravata preta, seus olhos azuis eram o destaque de todo o visual. Seus cabelos negros estavam jogados de forma extremamente sexy.

–Boa noite – Os cumprimentei quando eu, Matthew e Santiago terminamos de descer as escadas.

–Boa noite, querida – Luís beijou minha mãe, e Santiago cumprimentou Emily com um beijo – Você está muito bonita – Me elogiou, dei-lhe um sorriso.

–Que isso, o senhor que está! – Rimos juntos e eu fui cumprimentar Emily e os outros, deixando Matthew com Luís.

–Nossa! Como sempre uma princesinha – Falei para Rayssa que corou, dando uma voltinha ao lado de John, que me olhava sério como sempre. O vestido dela era lindo, cheio de brilhos, a pulseira ainda mais.

http://www.polyvore.com/found_my_fallen_angel_rayssa/set?id=106953585 Rayssa Maxwell.

–Obrigada – Ela sorriu com seu modo fofo. Eu já devia me acostumar com isso, afinal, ele não era uma má pessoa e eu estava pensando bem nas propostas de ser sua amiga.

*POV Rayssa Maxwell*

Conversávamos na sala de estar da família Owen, Elizabeth era uma mulher muito fofa e receptiva. Mas mesmo diante a tanta simpatia de todos os Owen, eu me sentia desconfortável com os olhares nada discretos de Santiago Owen.

http://www.youtube.com/watch?v=pco91kroVgQ Coloquem para carregar

Meu celular tocou em minha bolsa, e eu o peguei vendo o nome de Sebastian na tela. Pedi licença e sai da sala, indo atender ao telefone em uma biblioteca que achei.

–Alô? – Comecei a observar ao meu redor, e era tudo muito bonito. Todas as prateleiras estavam organizadas por assuntos. A biblioteca era espaçosa e recheada de livros de todas as espécies e tinha uma vista linda da piscina lá de fora.

–Oi, meu amor! – A voz de Sebastian soou do outro lado da linha, sorri feliz ao ouvi-la. Ficamos no telefone por alguns minutos, ele estava na cidade cuidando de alguns assuntos que não pode falar, não pressionei, sabia que Sebastian tinha seu lado quieto.

Play na música, por favor?

Quando me virei deparei-me com os olhos verdes de Santiago, dei um passo para trás assustada. O que ele estava fazendo aqui atrás de mim? Eu não estava confiando muito em mim ultimamente perto dele.

Fico aqui de pé esperando

Você bater o gongo

Para arrebentar a crítica dizendo

Isso está certo ou está errado?

–Olá! – Ele abriu um sorriso de lado, dando um passo em minha direção, dei outro para trás.

–O que você está fazendo aqui? – Ele colocou as mãos no bolso da calça, olhou para chão e então me olhou, com um sorriso torto, que me fez derreter por inteira. Porque diabos ele tinha esse poder sobre mim?

–Vim ver você – Engoli em seco, tentando reprimir as borboletas no estômago que eu estava sentindo. Eu era uma garota comprometida, não podia cair aos encantos de Santiago Owen, por mais que ele fosse lindo, charmoso, inteligente, engraçado e gostoso.

Se a fama tivesse um intravenoso

Amor, eu poderia aguentar

Ficar longe de você, eu

Encontrei a veia, coloquei-a aqui

–Acho melhor voltarmos lá para fora – Ele deu outro passo em minha direção, ignorando minha fala. Ele parecia ter algo em mente, e parecia confiante em fazer o que estava em sua mente – Santiago...? – Tentei me fazer de desentendida — É melhor eu voltar – Dei a volta em direção à porta, ele segurou meu braço e me puxou em sua direção, nossos corpos se chocaram, agarrei seus braços fortes para não cair dos saltos. Seus olhos verdes se conectaram aos meus.

–Eu estou pouco me fudendo se alguém nos pegar aqui, eu quero fazer isso há muito tempo – Seu rosto se aproximou do meu, tentei me afastar.

–Não posso, eu tenho namorado... – Tentei, mesmo sabendo que era em vão. Ele estava confiante e era Santiago Owen.

–Ele não te merece – Falou com raiva – Você não sabe quem Sebastian é – Suas mãos afrouxaram o aperto em meu braço – Eu irei provar que sou muito melhor que ele – Minhas pernas estavam bambas, enquanto seu rosto se aproximava do meu.

Sua mão segurou minha cintura e ele me puxou com força em direção ao seu corpo, sua mão em meu rosto fez o contornou até minha nuca e agarrou meus cabelos com força, seus lábios colidiram contra os meus sem gentileza alguma.

Sem conseguir me segurar, agarrei seus cabelos e retribui ao beijo com volúpia, gemi em seus lábios sentindo seu membro rígido contra meu ventre. Santiago me encostou na parede, descendo sua mão até minha coxa e a agarrando como força. Tentei me recordar quando eu havia ficado tão quente como agora. Ele beijava tão bem, que eu estava vergonhosamente molhada.

Vivo pelos aplausos, aplausos, aplausos.

Vivo pelos aplausos, aplausos.

Vivo pelos aplausos, aplausos.

Vivo pela maneira que você me anima e grita por mim.

Pelos aplausos, aplausos, aplausos.

Senti meu corpo esquentar, sua mão subiu até minha bunda a qual ele apertou com sua força máscula. Eu não devia estar beijando-o, eu tinha um namorado, precisava honrar meu relacionamento, era uma garota de família. Mas perto de Santiago, sentindo seus beijos, apreciando seu cheiro e sentindo sua pele macia acariciar meu corpo, eu não conseguia pensar.

Resolvi me entregar ao desejo que me consumia, senão eu passaria o resto da minha vida me perguntando “E se”. E o beijei com vontade, arranhei com vontade sua nuca e Santiago sorriu durante o beijo. Eu sei que deveria me sentir culpada pelo que estou fazendo, porém eu nunca me senti tão certa na vida.

Arranhei suas costas largas, depois de tirar sua camisa de dentro da calça. Seu corpo estava um pouco frio o que ajudava com a temperatura quente de meu corpo. Seus beijos desceram até meu pescoço, beijando e mordiscando, suas mãos desceram um pouco mais agarrando minha coxa, gemi em seu ouvido.

Me dê aquela coisa que eu amo

(Vou apagar as luzes)

Coloque suas mãos para cima, faça-as tocarem

(Faça muito barulho)

Me dê aquilo que eu amo

(Vou apagar as luzes)

Coloque suas mãos para cima, faça-as tocarem.

(Faça muito barulho)

–Santiago? – A voz de Elizabeth soou no corredor, ele agarrou minha mão e me levou para uma porta que eu não sabia que existia ali. Entramos em um banheiro, ele fechou a porta e me segurou, colocando-me em cima da pia de mármore, agarrei seus ombros, e suas mãos subiram meu vestido agarrando minhas coxas com vontade.

Seus lábios logo estavam nos meus novamente, sua língua brincava com a minha de forma sensual. Ele gemeu quando puxei seus cabelos da nuca, segurei seus lábios entre meus dentes e o puxei em minha direção, ele sorriu de olhos fechados... E eu o contemplei, soltando seu lábio e o beijando novamente.

–Você é uma garotinha muito travessa! – Santiago disse assim que desgrudou nossos lábios. Sua boca estava suja de batom vermelho e acredito que nunca o tenha visto tão sexy na vida – Temos que voltar agora, mas isso não termina aqui – Foi uma promessa, pude sentir em sua voz.

*POV Hilary Owen*

–Esse seu vestido sim mostra a real garota que você é. Mas não tente bancar a poderosa, Hilary, ou eu irei fazer o que veio em minha mente assim que eu vi você essa noite – O sussurrou baixo de John em meu ouvido me fez arrepiar. Engoli em seco e então o olhei.

–O que veio em sua mente? – Ergui uma sobrancelha, um sorriso pervertido se abriu em sua boca sedutora.

–Te colocar de quatro e meter em você até você admitir em meio a um berro, que eu sou o único que consegue te levar ao prazer extremo – Soltei um riso debochado. Ele não sabia o que o esperava.

A-P-L-A-U-S-O-S

(Faça muito barulho)

Coloque suas mãos para cima, faça-as tocarem

A-P-L-A-U-S-O-S

(Faça muito barulho)

Coloque suas mãos para cima, faça-as tocarem.

Me sentei na mesa ao lado de Santiago que estava com os cabelos desgrenhados e a aparência divertida, completamente diferente de como estava antes, olhei na direção em que seu olhar estava cravado. Rayssa Maxwell. Ela estava corando.

Analisei o estado de seu cabelo e o vestido levemente amassado e então tudo se encaixou. Eles com certeza haviam se pegado na hora que ela saiu para atender ao telefone.

–Acho que esse cara tem algum problema com você – Matthew sussurrou divertido em meu ouvido, ao sentar ao meu lado. Ri baixinho.

Ouvi por acaso sua teoria

“Nostalgia é para os nerds!”

Acho que sim, senhor, se você diz

Algum de nós apenas gosta de ler

–Ele só está deslumbrado com minha beleza – Falei divertida, rimos e ele beijou minha bochecha. Pude sentir os olhos de John em cima de mim, me queimando.

Faltava pouco para o jantar ser servido, quando Luís se levantou com uma taça de champanhe e sorriu para mim. Era agora, minha vingança estava a poucos segundos de ser apreciada.

–Gostaria de um minuto da atenção de todos – Todos ficaram em silêncio, prestando atenção nele. Abri um sorriso tímido, minhas mãos suavam de ansiedade para este momento tão esperado – Queria parabenizar Hilary Owen – Luís veio ao meu lado e eu me levantei, quando ele segurou minha mão e a beijou – Eu não poderia estar mais feliz, por ter uma garota simpática, elegante, bonita e inteligente, como minha sócia na Empresa Maxwell, com 50% das ações do grupo! – Sorri.

Num segundo, sou uma arte, então

De repente a arte está em mim

A cultura pop está na arte

Agora a arte está na cultura pop, em mim!

Isso era resultado de uma semana conquistando Luís. Ele era um cara legal e não havia sido difícil ter reuniões com ele. Óbvio que ele me elogiava, mas nunca passara dos limites, amava demais sua mulher, que em algumas das reuniões da semana falou sobre ela com tanto carinho que me fez querer ter um marido como ele um dia.

Mas enfim, agora eu era dona de 50% da Empresa Maxwell, eu iria controlar e poderia tirar John Maxwell da presidência logo depois de provar minha capacidade aos diretores.

Essa era minha vingança, meu pai estava atônito. Afinal, era óbvio que ele nunca havia cogitado a ideia que eu fosse conseguir isso, eu estava ali jogando na cara dele a minha capacidade de conseguir as coisas sem precisar dele. Já John, me olhava com os olhos cheios de ira. Mas ele não podia reclamar, eu havia avisado que não iria ceder.

Vivo pelos aplausos, aplausos, aplausos.

Vivo pelos aplausos, aplausos.

Vivo pelos aplausos, aplausos.

Vivo pela maneira que você me anima e grita por mim

Pelos aplausos, aplausos, aplausos.

Não se esqueçam das notas finais, babys

Notas finais
Oiiii meus amores lindos e fofos! Então....Como vocês estão? O que acharam do capítulo? Curtiram? Entenderam porque chama Aplausos? hshshs AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Hilary boto para fuder com tudo! OMG OMG! Emocionada por ter escrito isso! E a parte no hotel? E... FINALMENTE a Princesinha Maxwell, pegou o charmoso do Santiago Owen, felizes? OMG OMG! Precisamos conversar, me digam uma coisa, tem 50 pessoas acompanhando a historia, porque nem a metade comenta? Eu me sentiria bem mais segura se vocês compartilhassem suas opiniões comigo, eu agradecia muito e até tentaria postar mais capítulos e regularmente. A opinião de todos vocês, é muito importante... Comentem okay? Não vai cair o dedo, rsrs. Espero que tenham gostado. Obrigada pelos comentários anteriores, eu respondi, estavam perfeitos! ;) Grande beijo Até o próximo capítulo Bkristene