I Found My Fallen Angel
9 Capitulo 09° – Punição
Notas iniciais
– Eu odeio isso! – Era a milésima vez que Santiago dizia a mesma coisa, eu já estava quase gritando para ele calar a boca, mas não queria passar vergonha no meio de tanta gente. – Vamos embora, pedimos para alguém comprar depois – Ele segurou minha mão, dei uma tapa em seu ombro com força.
– Não ouse fazer isso. – Murmurei. – Precisamos recompensar pelo que fizemos. Ainda mais você... Papai está quase te matando com os olhos e então você tem que se redimir mais que eu, já que não me deixou assumir a culpa também. – Falei enquanto olhava os vários quadros.
– Eu não podia deixar você fazer isso, sei o quanto está se esforçando para ganhar um cargo na empresa do papai. Se eu aceitasse, iria ficar mais difícil ainda para o seu lado. Além do mais, eu já sou crescidinho o bastante para assumir minhas responsabilidades. – Falou sério, sorri para ele.
– Obrigada – Ele deu de ombros e continuamos a ver os quadros.
Cinco galerias, nenhum quadro me agradou o suficiente para comprar, mesmo sendo para mamãe. Tínhamos gostos bem diferentes, mas, pelo amor de Deus, essas coisas que eu e Santiago vimos não eram quadros descentes para ocupar a sala!
– Isso é um saco – Murmurei irritada, puxei Santiago para falar com Henry.
– Então queridos, encontraram algo que gostaram? – Ele falou com seu lindo sotaque francês, fiz um biquinho de decepção e Henry logo ficou alarmado.
– Não, preciso de um favor. – Ele segurou minhas mãos, prestando atenção em minhas palavras. – Fale com aqueles pintores famosos, você conhece o gosto de minha mãe, explique para eles como ela gosta, consegue para gente três quadros únicos? – Seus olhos brilharam de ansiedade.
–É claro, minha querida. Irei providenciar isso o mais rápido possível!
– Henry, é surpresa. Isso não pode sair daqui. E não se importe com o preço, com tanto que os quadros estejam comigo até o fim da semana. – Falei séria, Santiago se mexeu desconfortavelmente ao meu lado.
– Claro, irei providenciar.
– Está bem, agora temos que ir. Tchau querido, obrigada. – Trocamos dois beijinhos no rosto.
– E você vê se não some, baby. A galeria fica mais bonita quando você entra. – Santiago arregalou os olhos e eu ri. Típico, pensei.
Dei um aceno sem graça e andei até a entrada. Ele correu para me acompanhar, abrindo a porta rapidamente, me deixando sair primeiro para depois vir atrás.
– Eu nunca mais irei vir aqui com você, o cara me cantou na maior cara de pau e você nem fez nada. – Olhei para Santiago indignada.
– Você já é bem grandinho para demonstrar masculinidade...
– Se eu demonstrar mais um pouco de masculinidade para ele, acho que Henry me agarra, sequestra e estupra. – Gargalhei revirando os olhos por causa do seu drama.
– Está certo, então mostre um pouco de cavalheirismo para sua irmã e a leve para tomar um suco.
–Mas é claro, madame. – Ele deu o braço para mim e eu sorri enlaçando o meu ao dele.
Andar de braços dados com Santiago era uma coisa extremamente desconfortável, às vezes, as garotas o olhavam cheias de cobiça e me encaravam com ira, mas eu sabia lidar com isso. Era só sorrir e ignorar.
–Ora, Ora. John Maxwell resolveu sair da empresa para dar uma voltinha pelo shopping, que novidade. – Desviei os olhos dos Prada na vitrine, então me deparei com John parado na nossa frente, junto com uma garota.
Ele estava deslumbrante como sempre. Um visual despojado, calça jeans preta, camisa vinho, seus cabelos estavam desalinhados, deixando-o com um ar sexy de morrer. Já a garota ao seu lado estava com um vestido, seus olhos eram azuis, seus cabelos longos, um sorriso animado nos lábios e eu tinha que admitir, ela se vestia muito bem.
– Resolveu acompanhar a irmã nas compras? – John me lançou um olhar malicioso.
– Pois é, hoje ela me fisgou. – Santiago fez um biquinho, revirei os olhos.
– Eu sou Rayssa. Já que John não tem a educação de apresentar. – Sorri e trocamos dois beijinhos.
– Hilary Owen. Amei seus sapatos! – Falei simpática, pude notar o olhar de John sobre mim. Me avaliando, queimando.
– Obrigada. John que me deu de presente ontem... Ele não tem um ótimo gosto? – John? Deu um sapato a ela? E o que ela era dele? – Ah! Amei sua bolsa, é Chanel?
– Sim, obrigada.
– E quem é você? – Os olhos dela se recaíram em meu irmão. Segurei-me para não revirar os olhos.
– Sou Santiago Owen. – Ele se aproximou dela, beijando sua mão.
– Tudo que penso ao te ver nessa saia justa é arrancá-la, te por de quatro e te foder todinha. – Ruborizei. Meus pelos da nuca se ouriçaram ao ouvir aquela voz rouca e extremamente sexy em meu ouvido. Olhei para ele e havia um sorriso pervertido em sua boca.
– Então porque não fode com sua acompanhante de olhos azuis? – Falei cínica. – O banheiro é logo ali. – Apontei com a cabeça. Quando voltei a olha-lo novamente havia um divertimento em seus olhos, fui até Santiago.
– Podemos ir? – Enlacei meu braço ao dele.
– Claro. Finalmente sairemos do shopping! – Meu irmão sorriu feliz, e todos riram, me contive com um sorriso. – Boa sorte John, sabe como é, mulheres... Loucas por roupas, sapatos, bolsas... Sua tarde vai ser longa! – John sorriu para Santiago.
– Pode deixar, sei como lidar com minha irmã. – Irmã? OMG! Meus olhos se esbugalharam e eu ganhei um sorriso cheio de divertimento de John. Santiago foi se despedir de Rayssa e John veio para o meu lado.
– Até. – Ele aproximou a boca da minha bochecha – Pode ter certeza que pensarei em um corretivo para esse seu comportamento. – Fechei os olhos devagar, tentando recuperar o senso.
– Tenho certeza que sim, da mesma forma que tenho certeza que não sairá como você imaginará... Afinal, eu sou Hilary Owen, querido. – Olhei em seus olhos e sorri divertida. – Lembre-se que da última vez que tentou me dar um corretivo, o tiro saiu pela culatra.. – Beijei o canto de sua boca e me afastei.
–Vamos, então? – Santiago apareceu ao meu lado, John estreitou os olhos para mim e então olhou para meu irmão.
– Hilary estava me falando sobre algumas coisas sobre o negócio que eu e o pai de vocês estamos fechando. Poderia acompanhar minha irmã por alguns minutos, Santiago? Não demoraremos com a conversa. – O olhei completamente assustada, ele não estava realmente fazendo isso...
– Tudo bem por você, Hilary? – Meu irmão me olhou sério.
– Está tudo ótimo! – John não esperou por minha fala. – Rayssa, se comporte. – Falou sério, então me ofereceu o braço. – Vamos? – Enlacei o braço no dele e ele me conduziu em direção ao segundo andar.
– O que você está fazendo? – Perguntei atônica.
– O que deve ser feito. Ninguém me desafia. – Murmurou sério.
Meu coração estava disparado enquanto ele me conduzia para sei lá onde. Pegamos um elevador logo que o mesmo se fechou, ele colocou uma chave que entrou pelo painel, o equipamento parou e ele se virou os olhos famintos em minha direção, me comendo.
– O que está fazendo? – Ele me prensou contra a parede logo que terminei de falar, seu corpo másculo me apertando contra a parede fria do elevador, uma mão espalmada ao lado da minha cabeça, a outra ele usou para passar o polegar em meus lábios, seus olhos fixos nos meus.
–Estou concertando as coisas, já que você resolveu bancar a mimada novamente. – Sua boca se aproximou de meu rosto.
Minhas pernas estavam bambas. Sua barba por fazer raspou em minha bochecha, enquanto seus lábios desciam por meu maxilar em direção ao meu pescoço. Fechei os olhos com força sentindo-me desconfortável lá embaixo.
– Você cheira a problema, Hilary. – Sussurrou, estava completamente perdida. Minhas mãos ansiavam para tocá-lo. – Não tem noção do quanto é minha vontade de te comer aqui, neste elevador. – Fitei seus olhos azuis, sua boca estava a centímetros da minha.
– Então porque não come? – Falei com um fio de voz.
– Ah Hilary... – Ele gemeu, então seus lábios amassaram os meus de forma bruta.
Agarrei seus cabelos e gemi contra sua boca que se movimentava contra a minha, suas mãos agarram minha bunda e ele grudou mais meu corpo no seu, pude sentir seu membro duro. Isso me excitou ainda mais.
John subiu minha saia, então senti seus dedos tocarem minha intimidade sobre a calcinha de renda, gemi contra sua boca. ele afastou a calcinha e me tocou lá, seu indicador massageou meu clitóris me fazendo ver estrelas.
– Toda molhadinha – Ele sussurrou descendo seus beijos por meu maxilar até meu pescoço. Colocou um dedo em minha entrada e eu gemi alto. – Shiii, não queremos escândalos! – Murmurou, sua boca viajando por meu ponto fraco, chupando a pele de meu pescoço, me torturando.
Gemi enquanto agarrava seus cabelos negros e o beijava, enquanto seus dedos faziam um trabalho maravilhoso lá embaixo. Eu podia sentir meu orgasmo chegar. Ele estava me deixando louca. Dentro de um elevador.
– Está gostando? – Pergunto em um sussurrou. Abri os olhos e sorri afirmando com a cabeça que sim, inesperadamente seus dedos deixaram minha intimidade.
– Ótimo! – Falou sério. O olhei completamente confusa e frustrada, minha intimidade gritava para ele voltar, suas mãos desceram minha saia e ele se virou tirando a chave do elevador, seus olhos fitaram os meus.
– Mas o que pensa que está fazendo...? – Perguntei irritada;
– Agora você vai para a casa e não ouse usar seus dedinhos para nada, pois você só vai gozar quando eu mandar. – Sua voz de comando havia me deixando mais excitada. Eu podia sentir o bico dos meus seios duros. – E ao final do dia, eu irei até sua casa para te buscar, se você for uma boa garota te dou o que deseja... – A porta do elevador se abriu e ele passou a mão no cabelo deixando o mais sexy ainda – E lembre-se de não me desafiar nunca mais. – Foi um aviso. – Vamos?
Pisquei algumas vezes, ainda sem saber o fazer. Ele não pode fazer isso comigo! Eu não deixaria isso barato, não mesmo. Era crueldade, nem eu havia feito isso com ele aquele dia em seu escritório, tá bom que não usei palavras educadas para falar com ele, mas isso era o cumulo!
– Isso vai ter troco. – Murmurei, quando passei por ele completamente furiosa e excitada. Ele veio ao meu alcanço.
– Eu sei que sim. – Sussurrou em meu ouvido antes de se afastar e continuar a andar ao meu lado. Peguei meu celular em minha bolsa e liguei para Santiago, o mesmo atendeu no terceiro toque.
–Onde você está? – Minha voz saiu extremamente irritada.
– No terceiro andar, na Gucci. – Respondeu um tanto remotamente – Já terminou a conversa com John?
– Estou te esperando no primeiro andar. Não demore, não estou com paciência parar ficar esperando! – Desliguei sem esperar obter uma resposta dele, completamente irritada com a pessoa que estava parada na minha frente com os braços cruzado e um sorriso malditamente sexy no rosto.
– Então você não é petulante apenas comigo, é com todos. – Foi uma afirmação, a qual eu não estava dando a mínima. – Não tem problema alguma gatinha. Irei dar um jeito nisso também. – Afirmou. O fuzilei com os olhos.
– Você não é meu pai para dar jeito em nada, John. Então porque não simplesmente deixa de ser mandão e idiota? – Seu sorriso se expandiu ainda mais, ele se aproximou de mim, seus olhos fixos nos meus, seu corpo a centímetros do meu.
– Idiota? Não foi isso que você gritou quando eu estava enterrado em você. – Sussurrou, engoli em seco cheia de tesão. Estava quase implorando por seu toque, seu beijo. – Isso é só um castigo, então se comporte minha querida, ou eu irei fazer ficar pior. – Então era isso? Ele queria que eu sentisse a frustração que ele sentiu quando o deixei colocando as calças em seu escritório, quando burlei seus planos de me dar umas “palmadas”.
– Farei o possível. – Ironizei. Me afastei a tempo de ver Santiago aparecer ao lado de Rayssa de braços dados, os dois conversavam animadamente sobre alguma coisa que eu não estava nem um pouco interessada.
Nos despedimos rapidamente e não me importei em ser educada. Eu pretendia ir embora, tomar um banho frio, resolver meu problema com meus dedos ou com meu amiguinho movido a pilha, mas Santiago me obrigou a ir com ele comer alguma coisa, como se não tivesse comida em casa.
– Você parece irritada. – Analisou tomando um pouco de seu refrigerante. Se ele soubesse quantas calorias tinha naquilo, nem chegaria perto.
– Então, o que rolou antes de acontecer aquilo tudo na festa? – Perguntei ignorando sua pergunta, ele deu de ombros – Você e Madelyn tiveram alguma coisa? Vi vocês juntos lá. – Ele revirou os olhos.
– Ela é uma garota legal, muito legal! – Um sorriso malicioso se abriu em seus lábios. – Mas não quero nada a sério e espero que ela compreenda isso. Estou muito concentrado na faculdade e nas corridas. – Murmurou, seu pão na chapa chegou e ele logo o mordeu, olhando-me em seguida.
– Claro, eu te entendendo. Mesmo achando você um idiota por estar deixando uma garota como ela ir embora assim. – Dei de ombros, então tomei um pouco do meu suco de laranja pelo canudinho, enquanto deixava meus olhos vagarem pelo lugar.
– Você fala isso porque ela é sua amiga. Se fosse outra garota estaria dando a maior força
– Também. Mas eu, como amiga dela sei que Madelyn é uma garota fantástica e que vocês formariam um ótimo casal, tem todo meu apoio. Agora essas outras garotas que você sai só estão interessadas no que você tem não no que você é. – Revidei séria, ele revirou os olhos e terminou de comer o pão. A conversa estava terminada, ele não iria mudar de opinião, e eu não queria me irritar mais do que já estava.
Chegamos à fazenda e eu tomei um banho frio, ainda desconfortável lá embaixo. O que John estava fazendo era muita crueldade.
Ao sair do banho, com apenas uma toalha em volta do corpo, encontrei Matthew deitado em minha cama com os braços atrás da cabeça, ele me olhou e então assoviou.
– Estou vendo que minha priminha não apenas cresceu mentalmente, como em outros atributos também. – Mostrei o dedo do meio para ele e sai correndo para o closet. – Relaxa, somos primos, no mínimo te vejo como um homem.
– Vai se fuder, Matthew! Não dava para você avisar que estava no quarto? – Gritei irritada, ele gargalhou e eu comecei a procurar uma roupa desesperadamente.
– Iremos cavalgar. – Ele avisou.
– Tá, agora cai fora do meu quarto e vá pedir para alguém arrumar os cavalos. – Mandei. Ficamos em silencio, a porta não foi aberta. Revirei os olhos e coloquei a roupa voltando para o quarto logo depois, ele estava na cama.
– Os cavalos já estão nos prontinhos. – Murmurou, puxei ele pela mão – Ui! A garota tem pegada. – O soltei.
– Cala a boca! – Mandei, saindo do quarto junto com ele. Passamos em frente ao escritório de papai, pude ver que Sebastian estava lá com ele em uma conversa séria. Estranho.
– Preciso que me ajude com umas coisas. – Matthew murmurou, pegando seu chapéu preto e o meu branco. O coloquei na cabeça e caminhamos para fora.
– O que você precisa? – Perguntei.
– Preciso que me ajude a escolher umas roupas formais. Ternos, camisas, essas coisas. Antes era minha ex que fazia isso, mas eu quero dar uma mudada no visual, e como você é minha prima e sei que tem bom gosto, resolvi pedir a você. – Ele passou o braço por meu ombro e me puxou para ele, abracei sua cintura. – Você me ajuda, priminha? – Me olhou com aqueles olhos verdes, pidão.
– É claro que te ajudo! – Ele abriu um sorriso lindo. – Mas nada de ficar falando mal dos meus gostos, como você disse Vamos mudar seu visual.
– Obrigada! – Me abraçou mais apertado.
– Boa tarde, Francisco. – Falei para o garoto que havia começado a trabalhar recentemente aqui na fazenda, ele devia ter uns 19 anos de idade e tinha o sonho de se tornar um grande competidor de hipismo, meu pai que adorava o esporte revolveu ajudar o garoto.
– Boa tarde. – Ele sorriu genuinamente enquanto erguia o chapéu para nos cumprimentar. Entregou as rédeas dos cavalos para mim e para Matthew, que logo montou em seu cavalo marrom. Sorri para Francisco em uma forma de agradecimento e montei em meu cavalo branco.
Eu e Matthew cavalgamos lado a lado por algum tempo em silencio apenas apreciando a linda vista do crepúsculo, Matthew estava inquieto parecendo querer me dizer alguma coisa, suspeitei que fosse algo de Santiago, afinal eles estavam cheio das conversas na manhã de hoje.
– Então, eu vou começar a trabalhar na segunda feira. – Anunciou enquanto saímos dos limites da fazenda, indo em direção à estrada de terra que seguia para outras fazendas.
– Sério? Onde? O que vai fazer? – Disparei, ele riu baixinho.
– Tio Isaac me ofereceu um trabalho lá na empresa. – Murmurou calmo, me olhando atentamente. ele sabia que esse era meu sonho, trabalhar na empresa da família. – Hilary? Tudo bem por você? – Perguntou atento. – Se você...
– Não, claro que tá tudo bem! Estou feliz por você – Sorri sincera, ele sorriu todo feliz e disparou a falar em como estava animado com tudo.
– Então, por isso que preciso mudar meu visual. Serei um homem de negócios agora, preciso mostrar respeito. Quero me dedicar muito, afinal eu só trabalhei com a fazenda lá no Texas do meu pai, mas sei muito sobre as coisas, fiz administração como você e pretendo ajudar muito o Tio Isaac com as coisas que eu sei.
– Tenho certeza que você será muito útil! – Falei com um sorriso, então soltei um pouco as rédeas do cavalo – Duvido que me alcance. – Falei alto, logo disparando com o cavalo.
Foi apenas uma tentativa de mudar de assunto, era obvio que eu havia ficado chateada. Trabalhar na empresa da família foi o que eu sempre quis em toda minha vida, e agora meu pai simplesmente chama meu primo para trabalhar lá, para mim era uma forma de demonstrar que eu não tinha capacidade, que ele me acha insuficiente.
Não falamos mais sobre o assunto. Cavalgamos, apostamos corrida, eu ganhei uma e ele uma, em um empate. Eu não gostava disso, mas era meu primo, não tinha um motivo para eu competir com ele.
Fomos diminuindo a velocidade quando estávamos chegando até o estábulo, já perto pude ver uma camionete parada, havia um caminhãozinho atrás, de carregar cavalos. Estranhei, engoli em seco ao ver John.
Estava de chapéu preto, calça jeans preta e camiseta preta. Como da primeira vez que eu o vi, os dois primeiros botões da camisa estavam abertos, mostrando um pouco de sua pele. Seus olhos azuis fixos em mim e em Matthew, me fizeram arrepiar. Paramos perto dele e meu primo desceu primeiro, papai saiu do estábulo tirando o chapéu e passando a mão pelos cabelos.
– Acho que semana que vem você já pode vir buscá-la, John. – Ele se virou para meu pai, todo sério e assentiu.
– Certo, isso é bom. Estamos todos ansiosos para ver o filhote desses dois. – Ah! Então meu pai e ele estavam negociando copula de cavalos.
– Sairá um filhote fantástico, tenho certeza! – Papai sorriu animado. – Esse é Matthew. – Papai apresentou – Esse é John. – Os dois fizeram um aceno com a cabeça, sem tocar as mãos.
– Bom tarde, John. – O cumprimentei. Ele tirou o chapéu, seus olhos brilhavam e ele estava sério. Francisco apareceu correndo em nossa direção, parecendo afobado.
–Sr. Owen, precisamos que venha conosco. Violeta está parindo. – Falou para o meu pai, enquanto tentava regular sua respiração.
– Se me dão licença. – Papai saiu junto com Francisco.
– Bem, se nos dá licença, eu preciso dar um jeito nesta senhorita. – Matthew me pegou no colo do nada, e eu o olhei assustada, enquanto ele me levava para longe de John.
– Me coloca no chão, agora! – Mandei, ele gargalhou e começou a correr em direção a casa, quando olhei para trás encontrei os olhos furiosos de John. – Você está louco? Não podemos fazer isso com visitas! É falta de educação! – Disparei a falar, ele gargalhou e me jogou no sofá. – Nem pense em fazer isso!
– Agora você vai ver quem é que manda, mocinha! – Então começou uma maratona de cosquinhas, enquanto eu tentava inutilmente afastar suas mãos e pegar um pouco de ar para os meus pulmões.
Minha sorte foi que Santiago chegou, então chamou Matthew para uma partida de sinuca na antessala. Corri para a fora na esperança de que John não tivesse ido embora. Sua camionete ainda estava perto do estábulo, entrei no mesmo, os cavalos estavam em suas casinhas.
– Você foi uma garota muito má. – Me virei, deparando com John.
Suas mãos estavam na fivela da calça, o sol que já estava quase fora do céu deixava apenas ver sua sombra, o deixando escuro. Meu corpo reagiu a sua presença e um fogo avassalador tomou conta de mim, ele se aproximou a passos lentos, já estava começando a ficar difícil respirar.
John parou na minha frente, ele passou o polegar por meus lábios liberando-o de meus dentes, seus olhos azuis estão cheios de desejo, mas sua presença séria e mandona demonstrava que ele devia estar pensando em algum corretivo para mim, o qual desta vez eu não estava nem um pouco com vontade de ganhar... Agora eu só queria seu corpo e o meu juntos.
– E garotas más merecem punições. – Sussurrou. O olhei tentando inutilmente tomar uma postura seria, mas não consegui. Então tomei a única iniciativa mais sensata para mim no momento, o empurrei em direção a sala que havia no estábulo, fechando a porta logo que nós dois estávamos dentro.
Ele me prensou contra a porta de madeira, seus lábios colidiram contra os meus, suas mãos seguraram minha cintura, dei um pulinho e com sua ajuda, enlacei as pernas em seu quadril. Tirei seu chapéu e joguei no chão, apertei seus cabelos entre meus dedos, enquanto retribuía ao seu beijo bruto. Ele andou em direção a mesa que havia ali, me colocou em cima da madeira.
Suas mãos afoitas desabotoaram minha camiseta xadrez, os lábios contra minha boca. Meu corpo estava em estado de ebulição, a cada toque dele eu queria mais. Meu corpo estava clamando por isso desde mais cedo.
Sua boca desceu por meu maxilar, distribuindo beijos e mordidas leves, passou demoradamente por meu pescoço, me deixando ainda mais excitada. Tentei desabotoar sua camisa, mas suas mãos seguraram as minhas com força, me fazendo gemer de dor e prazer.
Com a camisa já fora do meu corpo, seus beijos se aproximaram de meus seios, ele os tirou do sutiã e abocanhou o direito, chupando com destreza me fazendo gemer seu nome. Eu não estava nem um pouco afim das preliminares, eu queria que ele fizesse como só ele sabia, bruto e forte.
– John... Por favor. – Sussurrei com os olhos fechados. Ele sorriu contra minha pele.
– Diga o que você quer, Hilary. Deixe seus desejos fluírem. – Seus olhos ardentes fixos nos meus agora abertos. Aproximei meu rosto um pouco do seu.
– Eu quero que você me foda, do seu jeito, forte e bruto. – Pedi, ele abriu um sorriso de pura satisfação e malicia. – Eu estou pronta, pronta para você. – Sua boca se aproximou da minha. Ele mordeu meu lábio inferior e puxou em sua direção, suas mãos ainda seguravam as minhas, me impossibilitando de tocá-lo.
– Eu sei que você quer – Sua voz soou séria. – Mas não vou lhe dar isso, porque meninas más merecem ser castigadas. – Ele soltou minhas mãos. O olhei confusa. John se afastou pegando o chapéu no chão e colocando em sua cabeça.
– Você não vai fazer isso de novo. – Desci da mesa, não me importando se minha camiseta não estava em meu corpo.
– Até outro dia Owen. Tenha uma boa noite e não chegue perto de Matthew... Ou haverá consequências mais graves. – Foi um aviso. Ele abriu a porta e me deixou ali.
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