I Found My Fallen Angel

2 Capitulo 02° - Um simples peão


Notas iniciais
Boa leitura...

Sexta-feira, finalmente. Para muitos aqui em Dallas era um dia como qualquer outro, mas para mim era o começo do fim de semana e das festas. Por tal motivo tão agradável, desci para o café da manhã de bom humor.

–Bom dia gatinha – Encarei os olhos verdes de Santiago, que me olhavam de cima abaixo – Aonde você pensa que vai, assim? Toda arrumada – Revirei os olhos, então soltei um riso debochado.

–E quem você pensa que você é, para questionar onde eu vou? – Ergui uma sobrancelha, ele abriu a boca para revidar, mas minha mãe entrou na cozinha.

–Sem brigas logo de manhã – Avisou séria.

Minha mãe era uma morena de olhos claros, cabelos castanhos escuros até um pouco abaixo dos ombros, sorriso simpático e uma facilidade enorme para fazer amizade com as pessoas, sempre tentava ver o lado bom delas, tentando não julgá-las. Lembro-me quando eu e meu irmão aprontávamos quando mais novos, e ela sempre tentava amenizar as coisas para nosso lado com meu pai.

Ela odiava brigas no café da manhã, estar todos bem era sagrado para ela de manhã a mesma alegava que começar o dia mal, não é bom.

Roubei o suco que Santiago havia acabado de colocar para ele o mesmo me olhou bravo, mas respeitava muito a regra de nossa mãe para brigar comigo, sorri maliciosa e tomei o suco.

–Bom dia meninos – Papai apareceu na cozinha, já vestido para o trabalho.

Tínhamos uma ótima relação em família, mas é claro que tínhamos o lado escuro da família. Como por exemplo, quando meu pai queria que meu irmão estudasse para cuidar da empresa da família, e meu irmão não aceitou, alegando querer fazer engenharia.

–Bom dia pai – Eu e Santiago falamos juntos, papai caminhou até mamãe que pegava goiabada da geladeira, ela se virou e ele a beijou levemente, virei o rosto e me sentei na banqueta ao lado de Santiago.

–Hilary, quer ir comigo a uma reunião na empresa? – Papai perguntou e logo sorriu, eu adorava me envolver com a empresa, havia feito administração só para isso. Me sonho era um dia comandar tudo, eu era boa nisso e com os ensinamentos de meu pai eu podia ser muito melhor.

–Seria ótimo! – Sorrimos um para o outro e ele logo foi tomar seu café.

–Tchau para vocês – Santiago pegou sua jaqueta na banqueta.

–Vai com Deus meu filho – Mamãe falou toda carinhosa com ele – Boa aula.

–Obrigada mãe.

–Cuide-se Santiago, não corra, uma cerca estragou e tem alguns cavalos soltos – Papai avisou, desviando um pouco seus olhos do jornal.

–Pode deixar, tchau pirralha! – Ele passou a mão no meu cabelo bagunçando-o todo.

–Sai seu idiota! – Bati na mão dele, que riu se afastando – E preste atenção na aula, ao invés de ficar olhando para aquelas meninas! – É, mesmo vivendo na base de tapas com meu irmão, eu tinha um ciúmes enorme dele.

Depois do café corri para o meu quarto indo direto para o banheiro, fiz minha higiene bucal, dei uma ajeitada no cabelo, peguei minha bolsa e desci para o primeiro andar devagar por estar de salto alto, meu pai me esperava pacientemente.

–Podemos ir? – Perguntou, pegando as chaves do carro, assenti e caminhamos em direção a porta de saída, mamãe não estava mais a vista por isso não me despedi dela.

–Sobre o que irá tratar a reunião? – Perguntei, pegando meu celular na bolsa e o destravando para ver se tinha algo de importante.

–Os Maxwell fizeram uma proposta de sociedade...

–Bom dia Sr. Owen – Sebastian apareceu logo que viramos em direção aos carros, ele tirou o chapéu dirigindo o olhar a mim, estava com uma calça de couro apertada marrom, camisa jeans de botões, com as mangas arregaçadas – Hilary – Dei um pequeno sorriso debochado.

Era obvio que meu pai não sabia sobre eu e ele, Sebastian era um dos peões de confiança de meu pai e por mais idiota que pudesse ter sido ontem, eu preferia ter nosso “relacionamento” em segredo.

–Bom dia Sebastian, pode me informar se as cercas já foram concertadas? – Papai perguntou.

–Sim senhor, já terminamos de concerta-las, agora só falta pegar os cavalos que escaparam, Luke já está cuidando disso.

–Tudo bem, então cuidem disso. Até mais tarde, vamos Hilary?

–Até – Sebastian ergueu o chapéu me olhando e eu sorri indo em direção a Mercedes-Benz de meu pai.

Já no carro em direção a cidade, papai não teve a oportunidade de me explicar sobre a reunião, pois seu celular tocou, ocupando todo o tempo que tínhamos de viagem até a cidade.

Deixei minha mente viajar, e acabei não gostando do rumo que meus pensamentos tomaram. O cowboy de olhos azuis, sua imagem estava ali em minha cabeça sendo ignorada por mim como ele seria ignorado caso eu o visse novamente.

Chegamos na empresa e papai parou o carro na frente do grande prédio espelhado, com letras grandes escrito Owen. Papai tinha um orgulho imenso de ter conseguido administrar a empresa que vovô deixou para ele e para o tio Enzo. Eu sabia que Vô Isaac havia batalhado muito para construir uma empresa tão grande quanto essa, então era por isso que meu pai se importava tanto com ela, queria que seus filhos cuidassem da empresa já que tio Enzo não se importava muito com ela. Ele preferia ficar na Fazenda, com seus gados.

–Bom dia Sr. Owen – Zoey secretaria de meu pai, o cumprimentou logo que nos viu – Hilary, que bom vê-la aqui, querida – Falsa.

Estava na cara que ela tinha uma queda por meu pai, de olhos verdes, cabelos revoltos cor de cobre, corpo todo no lugar e sorriso encantador. Minha mãe que não ficasse sabendo disso, ela e meu pai tinham um ciúmes absurdo um do outro, e eu como filha deles, havia puxado esse quesito dos dois.

–Bom dia Zoey, como estão as coisas aqui hoje? – Ela pegou alguns papeis na mesa dela, então nos seguiu em direção a sala de meu pai.

–Estão calmas, mas todos estão ansiosos com a reunião com os Maxwell – Ela disparou a falar e eu me sentei na cadeira de meu pai atrás da longa mesa, ele riu revirando os olhos ao me ver ali. Eu fazia isso desde quando era pequena e ele me trazia para a empresa, para fazer tours rápidas.

–Entendo, meu irmão já chegou? – Ele perguntou avaliando rapidamente os papeis que ela havia entregado a ele.

–Não, mas ligou dizendo que já estava a caminho.

–Está bem, pode ir Zoey e leve para mim aqueles papeis da reunião logo que a mesma começar, pode ser?

–Pode deixar, precisa de mais alguma coisa? – Observei ela o olhar, para meu pai era um olhar inocente para mim era ela oferecendo milhões de coisas para ele, e não era apenas como secretaria, revirei os olhos e comecei a fazer desenhos em um bloquinho.

–Não, obrigada – Então ela deixou a sala.

–Então, do que se trata a reunião? – Fiz a pergunta pela segunda vez no dia, na primeira ele não pode terminar de explicar por causa de um telefonema, agora esperava que ninguém nos interrompesse.

–Os Maxwell tem uma mina de petróleo na fazenda deles – Ele falou enquanto avaliava os papeis em suas mãos, caminhou até onde eu estava sentada e eu sai indo me sentar no sofá que havia encostado na parede.

–Mas, temos contratos com várias fazendas petrolíferas, não precisamos da deles.

–Sim, temos. Mas eles provaram que o petróleo deles, é de muita boa qualidade, seria uma pena se não conseguíssemos bombear de lá.

–Quanto? – Perguntei o olhando, ele ergueu os olhos dos papeis e me olhou.

–Quanto o que?

–Quantos eles estão pedindo para nos deixar bombear petróleo da fazenda deles? – Ele fez uma careta.

–Essa é a parte ruim...

– Por quê? – Ele abriu a boca para responder, mas viu algo do lado de fora da sala, um sorriso genuíno se espalhou em seus lábios e ele se levantou da cadeira indo em direção a porta.

–Dê uma olhada nos papeis se quiser – Falou olhando para mim de relance, suspirei e me levantei me dirigindo a mesa, pude notar que meu tio havia chegado, dei um sorriso para ele que acenou com a mão, enquanto acompanhava meu pai para algum outro setor da empresa.

Havia umas irregularidades nas contas, eram quase imperceptíveis, mas eu reparei; Estávamos tendo muitos gastos com papeis e conta telefônica. Coloquei umas mechas de meus cabelos atrás da orelha, enquanto pensava em uma solução para isto. Podíamos fazer mais uso do Skype, assim usaríamos menos o telefone. Eu falaria com meu pai mais tarde sobre isso.

Ergui os olhos dos papeis, ao ouvir dois toques na porta. Meu coração disparou ao vê-lo ali parado me observando, com um visual completamente diferente ao que usou na segunda feira. Meus lábios ficaram úmidos. Eu era obrigada a admitir que ele estava muito lindo com aquela roupa, calça social preta, sapatos pretos, camisa azul claro e o paletó preto, seus cabelos também pretos estavam despojados.

–Olá Srta. Owen – Falou com um sorriso de lado, o observei impassível seus olhos azuis me fitavam com um misto de divertimento e arrogância.

–O que você faz aqui? – Perguntei petulante, ele colocou as mãos no bolso da calça social e entrou na sala parando a alguns metros da mesa.

–Eu vim com o Sr. Maxwell – Falou calmo – E você? Está fingindo que está trabalhando ai atrás dessa mesa? – Falou debochado, revirei os olhos.

–Porque ao invés de cuidar da minha vida, não vai ver se o Sr. Maxwell não está precisando de seus serviços? – Por mais que ele fosse bonito, era mais que obvio que ele era segurança dos Maxwell, ou algo do gênero.

–Tenho certeza que ele não está precisando de mim – Murmurou, bufei me levantando e abaixando meus olhos para os papeis, comecei a arruma-los na mesa do meu pai. Mas parei ao ouvir a porta se fechar, ergui os olhos e ele havia fechado a porta, como as cortinas estavam todas fechadas, não era possível ninguém de fora nos ver.

–O que está fazendo? – Questionei o avaliando, ele caminhou em direção a mesa na minha frente, ela era a única coisa que nos separava.

–O que acha que estou fazendo? – Seus dedos longos passaram na beirada da mesa, enquanto ele contornava a mesma lentamente.

–Não tenho a menor ideia, mas não pretendo ficar aqui com você sozinha – Falei o olhando seria, ele soltou um riso sarcástico.

John parou ao lado da mesa, e me avaliou lentamente, minha saia preta que ia até os joelhos, seus olhos pararam por alguns segundos em minhas pernas, e minha camisa rosa clarinha que estava aberta os dois primeiros botões, fazendo um pequeno decote.

–Eu andei pensando em você...

–Pensei que não conseguisse fazer duas coisas ao mesmo tempo, como andar e pensar – Retruquei antes de ele terminar sua frase, John abriu um sorriso de lado e ergueu uma sobrancelha parecendo bastante divertido com a situação.

–Ah, você não tem noção de quantas coisas consigo fazer ao mesmo tempo, você ficaria louca se soubesse – Ele abriu um sorriso pervertido, enquanto olhava em meus olhos.

Soltei o ar em meus pulmões devagar, não queria demonstrar minha ansiedade e desconforto de estar em um mesmo lugar que ele, e sozinhos.

–Enfim, andei pensando em você... – Ele se aproximou ficando atrás de mim, seus dedos passaram em meus braços lentamente, senti sua respiração em meu pescoço. Isso era maldade, pescoço era uma parte fraca no meu caso.

–E o que pensou? – Perguntei com a voz fraca, pude ver sua mão apertar o botão ao lado da mesa, para as portas se fecharem.

–Pensei que, talvez eu tenha te julgado mau em alguns quesitos – Minhas pernas estavam bambas, e por dentro eu estava brava comigo mesma, nenhum homem havia conseguido me deixar assim, ainda mais um simples peão.

–E isso te levou a que conclusão? – Perguntei devagar, senti seus lábios em forma de um sorriso, deslizarem por meu pescoço.

–Não acho que você vá querer saber – Murmurou, revirei os olhos completamente rendida.

–Não, eu não vou – Me virei rapidamente e segurei em seu paletó, sem mais delongas o beijei.

Suas mãos seguraram em minha cintura, me aproximando mais dele pude sentir o calor de seu corpo em contato com o meu, enquanto isso eu subi minhas mãos até sua nuca e puxei seus cabelos, sua língua explorava a minha boca da mesma forma bruta da primeira vez, mas esse beijo, tinha algo diferente... Havia ainda mais ousadia. Suas mãos desceram até minha bunda e ele me ergueu me colocando sobre a mesa.

John ficou no meio de minhas pernas, suas mãos corriam por todo meu corpo, até parar em meus cabelos os quais ele puxou, separando nossos lábios, e deslizando sua boca por minha pele, de meu pescoço até meu colo, soltei um gemido baixo, enquanto apreciava seus beijos lascivos.

Senti seus lábios subirem novamente, em direção a meu pescoço distribuindo beijos molhados e pequenas mordidinhas, eu já sentia um pequeno desconforto no meio de minhas pernas. John beijou meu maxilar, então chegou em meus lábios, com um último selinho, ele olhou em meus olhos e sorriu contra minha boca. Suas mãos ficaram sobre minhas coxas.

–Mas, pensamento bem – Sussurrou se afastando alguns centímetros, o fitei curiosa e um tanto frustrada por ele ter parado – Você deve saber, que minha nova conclusão é que você não é como as pessoas ao seu redor, só que gosta da companhia deles, pois pensa que eles não gostariam de como você é de verdade, você tem medo de ficar sozinha – Falou, fiquei quieta sentindo meu sangue subir. Ele sorriu – E pelo seu silencio, julgo que estou certo.

–Não, não está. – Olhei em seus olhos enquanto pronunciava as palavras lentamente – Agora dá o fora daqui... AGORA! – Rosnei, furiosa com suas palavras. Ele riu se afastando, logo depois de destravar as portas, foi em direção a porta, ele abriu a mesma e se virou em minha direção.

–Tenha um bom dia, princesa – Murmurou, saindo e fechando a porta atrás de si. Me deixando lá, frustrada, furiosa e completamente perdida.

Não deixe de ler as notas finais do capítulo

Notas finais
Olá para vocês?? Então, como vai tudo?Hmmmm... Então, eu resolvi postar um capítulo novo, um pouco mais rápido do que pretendia, para saber um pouco sobre a opinião de vocês, que parecem estar um pouco tímidos para comentar na fanfic. Se expressem meus amores, falem o que está achando... Nosso cowboy está se saindo a altura do que vocês imaginaram? Sim, ou não? rsrs. Vamos lá, vamos conversa por comentários, se dar certo, eu respondo cada comentário, aqui nas notas finais :) Perguntem, critiquem, elogiem... :) Até a próxima moçada!