Notas iniciais
Bem, é o seguinte. Essa é a primeira fic decente que eu consigo fazer KK mas talvez o capítulo 1 não tenha ficado muito bom. Bem, é o primeiro né? Aceito críticas. Obrigada por lerem, enjoy :3

Liam.


Andava pelos corredores do colégio o mais rápido que podia. Pode parecer bobagem, mas eu tinha medo de que me encontrassem. Um garoto de 10 anos jamais teria chance contra os alunos do sétimo ano do colégio. Eu sei que eu deveria contar a alguém o que acontecia, mas eu não tinha coragem de dizer a alguém o quanto eu era um idiota covarde. Era tarde demais para fugir. Um deles me puxou pela mochila e me empurrou nos armários do colégio com força, segurando meu braço. Eu não podia gritar, não havia mais ninguém ali.


– Tava fugindo, idiota? — perguntou Luke, um dos três garotos que estavam lá. Fred soltou uma risada e apertou mais meu braço. Fechei os olhos e implorei mentalmente para que aquilo acabasse logo, mas ao invés de sentir seis mãos começarem a me bater, ouvi uma voz delicada. Abri os olhos e vi uma garota do meu lado. Ela era mais baixa do que eu. A reconheci como uma das meninas da minha classe, mas nunca havia falado com ninguém da minha sala, então não a conhecia. Tinha os cabelos castanho claro soltos, segurava a alça da mochila que estava nas costas com uma das mãos e usava o uniforme do colégio. Seus olhos azuis cobertos por um par de óculos encaravam Fred.

– Não me ouviu? — ela disse. — Solte-o. — a encarei incrédulo. Ela havia mesmo enfrentado aqueles garotos para me defender?

– E quem você pensa que é para mandar em mim, garotinha? — ele enfatizou o garotinha como uma ameaça.

– Ninguém. — ela deu de ombros. — Apenas uma pessoa tentando impedir um garoto covarde que nem ao menos tem coragem de procurar alguém do seu tamanho. Mas saiba que se você fizer alguma coisa com ele, pode ter certeza que hoje a polícia vai bater na sua porta. — Ela sorriu. Fred fechou a cara e me empurrou nos armários de novo, me soltando, saindo logo em seguida. Os observei até saírem de meu campo de visão e então olhei para a garota. Ela me encarava com um sorriso orgulhoso no rosto. Retribuí o sorriso.

– Obrigado. — disse. Seu sorriso se alargou.

– É sempre um prazer ajudar. Sou Alexis Lawthorne, mas pode me chamar de Alex. E você? — ela estendeu a mão.

– Liam Payne. — disse pegando sua mão, a balançando de leve.

– Vamos andando antes que eles voltem. — ela disse. Não respondi. Tinha medo de que aqueles garotos voltassem e agora eles talvez também batessem em Alex, e a idéia de ver aquela pequena nas mãos de Luke, Fred ou John me apavorara. Não disse nada enquanto andávamos até a saída do colégio, mas depois uma pergunta me veio a mente.

– Hey, porque eles ficaram com medo do que você disse da polícia? Você não tem prova nenhuma. Eles podiam simplesmente negar. — indaguei olhando para ela.

– Meu pai é o delegado de Wolverhampton, e eles sabem disso. — ela riu. Ri junto com ela. — Meu pai sabe que eu não minto e faria eles falarem a verdade em menos de cinco minutos.

– Hum... — murmurei. — Porque me ajudou? — perguntei. Essa era a pergunta certa. Eu não a conhecia direito. Só a via nos intervalos, nas aulas e em festas do colégio ou do bairro. Porque tinha me ajudado a não levar uma surra? Ela me encarou como se a resposta da pergunta fosse óbvia.

– Eu já vi isso. Pessoas que xingavam e batiam em outras por diversão. Meu pai sempre me disse que se algo assim acontecesse comigo eu deveria contar imediatamente a ele. Eu senti que não podia deixar que fizessem isso com alguém bem na minha frente. — ela disse abaixando a cabeça.

– Obrigado. — repeti. — Mas e se agora eles fizerem algo com você?

– Não vão. — ela riu divertida e de repente ficou séria. — Já falou sobre isso com seus pais? — perguntou preocupada.

– Não. — neguei abaixando a cabeça envergonhado e parando de andar. Senti ela parando ao meu lado.

– Hey. — ela levantou meu rosto. — Quem tem que se envergonhar com isso são aqueles garotos, não você.

– Eu não sei, Alex. Mas meus pais vão ficar com vergonha do covarde que eu sou.

– Vão ficar orgulhosos por seu filho ter dito a verdade e não ser como aqueles garotos. Liam, eles só vão te apoiar, tenha certeza disso. — ela apertou minha mão. Era estranho como parecia que eu a conhecia a muito mais tempo do quê a somente alguns minutos.

– Você acha? — perguntei.

– Claro. — ela sorriu. Alex era extremamente madura para uma garota de 9 anos e isso me impressionava. — Eu também vou te apoiar. — ela disse de repente. — Você parece ser um garoto legal, Liam. — ela riu e eu também. — Amigos? — ergueu a mão novamente sorrindo.

– Amigos. — repeti apertando sua mão.


E acredite, depois desse dia, Alex e eu nunca mais nos separamos. Éramos como irmãos, sempre estávamos juntos em todos os lugares. Alex me convenceu a fazer aulas de boxe. Minha mãe ficou um pouco ressentida no começo, mas acabou aceitando. Depois que falei com meus pais eles conversaram com o diretor do colégio, que suspendeu os garotos e eles nunca mais me incomodaram. Eu confesso que no começo das aulas de boxe eu sempre acabava machucado e cheio de marcas roxas pelo corpo, mas apesar de tudo, isso me incentivou. Eu fui melhorando a cada diz e continuei com as aulas durante muito tempo. Eu havia mudado. Ao invés do garoto acima do peso que eu era, estava em meu peso normal e tinha até alguns músculos. Hoje faziam 5 anos que eu havia conhecido Alex. Estava em casa sozinho, enquanto decorava dois cupcakes que havia feito para mim e ela. Cantava uma música qualquer distraído. Olhei para a porta da cozinha vi Alex me encarar boquiaberta com os olhos meio arregalados.


– Que foi? — perguntei rindo, me virando para que ficasse de frente para ela.

– Eu ainda consigo me surpreender com você cantando. É lindo. — ela disse perplexa.

– Sério? — me fiz de desentendido. Ela sorriu e se aproximou de mim. Não usava óculos hoje e seus olhos azuis brilharam levemente. Me deu um tapa de leve no braço e sentou no balcão de frente para mim.

– Não se faça de idiota. — ela disse. — Deveria se inscrever em um programa de caça-talentos.

– Eu não sei. — me afastei um pouco dela e coloquei o pote de confeitos que usava para decorar os cupcakes em cima do balcão.

– Você e essa sua...insegurança. — ela disse fingindo indignação, erguendo os braços. — Eu odeio isso. Você tem talento, Liam. Você sabe cantar. Sua voz é incrível! — sorri. Era incrível como quando eu recebia um elogio de Alex meu coração disparava. Mesmo a atitude mais simples dela me dava vontade de sorrir. Eu tinha uma certeza. Mesmo tendo ficado com outras garotas esses anos, nada significou. Elas eram o tipo de garota que nem ao menos olhavam na minha cara quando eu era apenas um garoto sem graça que sofria bullying. Alex falou comigo mesmo quando eu era daquele jeito. Mesmo quando eu parecia um idiota.

– Sendo assim, Liam 'o inseguro' Payne vai se inscrever para o X-Factor. — disse fazendo aspas no ar, enfatizando o inseguro. Ela deu aquele sorriso que eu amava.

– Faça isso sim. — ela disse apertando meu nariz. Olhou para o lado e viu os dois cupcakes. — Que tava fazendo? — ela riu e voltou a me olhar rindo ainda mais.

– Tentando fazer. — corrigi.

– Isso explica o glacê azul na sua bochecha. — ela passou dois dedos em meu rosto. Fiquei nervoso. Como sempre ficava quando ela se aproximava demais de mim. Então ela levou os dedos até a boca e lambeu. — Hum... — murmurou. Peguei um cupcake e entreguei a ela erguendo o outro.

– À nossa amizade? — não gostava da palavra 'amizade'. Não era bem isso que eu queria que ela representasse para mim.

– À nossa amizade. — ela repetiu. Peguei minha câmera e tirei uma foto de nós dois com o rosto melado de glacê, enquanto mordíamos o cupcake. O dia foi bem divertido. Sim, eu me inscrevi para o programa, e fui elimidado. O jurado, Simon Cowell, me disse para voltar em dois anos. Não queria ir, mas depois de duas horas de um "vai, por favor" da Alex eu acabei repensando a idéia de voltar para o programa em dois anos, mais preparado e menos nervoso. Eu achava que podia superar tudo se Alex estivesse do meu lado. E estava certo. Então, tudo mudou. Alguns meses depois, Alex me chamou para um canto afastado da festa que acontecia na minha casa. Ela ficou em silêncio por um tempo com a cabeça abaixada e então eu percebi que ela chorava.


– Hey, hey. — eu disse levantando seu rosto. — Não chora, pequena. Porque você tá chorando? — perguntei a abraçando. Ela retribuiu o abraço, e então me afastou.

– Eu...eu vou embora, Liam. — ela disse soluçando. Minha Alex iria embora.

– Porque? — perguntei triste.

– Meus pais querem morar em Nova York. — ela disse ainda chorando. — É só por um tempo, mas eu não quero ficar longe de você, Liam. — ela me abraçou de novo. Não a disse para parar de chorar. Aproveitei ao máximo seu abraço confortável em silêncio. Beijei o topo de sua cabeça enquanto uma lágrima rolava de meu rosto.

– Eu também não quero ficar longe de você, Lexi. — sussurrei. — Não se preocupe. Nós ainda vamos nos falar. Eu vou te ligar todos os dias. Sempre. Vou te visitar, vou estar sempre do seu lado. — beijei sua testa, enquanto seus soluços se acalmavam. Ela se afastou do abraço e ficamos nos encarando durante minutos. Olhando naqueles olhos azuis, tudo o que eu mais queria fazer era dizer tudo a ela. Dizer o que sentia por ela de verdade. Mas eu não o fiz. Ela tinha razão. Eu era inseguro o bastante para não conseguir me declarar a garota que eu mais amava nesse mundo. Ouvímos um barulho de carro e ela se virou para de onde o som vinha. Então voltou a me encarar.

– Eu preciso ir. — sussurrou. Outra lágrima rolou de seus olhos e eu a limpei com meu dedo indicador. Ela sorriu triste e me deu um beijo na bochecha. A abracei novamente e então me afastei.

–Espera. — peguei o colar dourado que estava em meu pescoço. O pingente era um pequeno mandala cheio de detalhes. Ela adorava aquele colar. Abri sua mão, coloquei o colar nela e fechei seus dedos sobre a palma. — Nunca esqueça de mim. — sussurrei.

– Nunca. — ela disse. Então pegou em seu bolso um broche dourado. Era seu broche da sorte. Tinha a figura de um lobo e era o preferido dela. — Não se esqueça de mim nunca, Daddy Payne. — ela disse e deu um sorriso triste. Me entregou o broche, e então correu para o carro, acenando até que saísse da minha vista.


Fui para meu quarto, esquecendo da festa que acontecia no quintal. Precisava de um tempo sozinho. Deitei em minha cama e comecei a chorar. Chorei até que meus olhos ficassem pesados e eu adormecesse.


Nós continuamos mantendo contato, até mais do que eu esperava. Dois anos se passaram e eu voltei ao programa. Simon decidiu que seria melhor juntar a mim e mais quatro garotos como uma banda. A idéia não foi ruim. Agora eu tinha mais quatro melhores amigos: Harry, Louis, Zayn e Niall. Alex sempre acompanhava o programa pela internet e estava sempre votando em nós. Não ganhamos o programa. Ficamos em terceiro lugar o que já é ótimo. Mal posso acreditar que nossa banda agora é a mais famosa de toda a Londres. Os meses que se seguiram foram cheios. Tinham entrevistas e compromissos o dia inteiro. Eu achava que nada poderia ficar melhor na minha vida desde que foi criada a One Direction, até hoje.


Alex.


Estava saltitante de tanta alegria. Eu iria voltar para a Inglaterra. Recebi a notícia a uma hora atrás, durante o almoço. Era meio dia. Preciso avisar ao Liam. Liam! Não dá para acreditar que em breve vou estar vendo aqueles olhos, aquele sorriso, aquele garoto por quem sou apaixonada desde que o vi pela primeira vez... Mas essa última parte não importa. Liam jamais olharia para mim. Para ele sou apenas uma amiga. Tiro esse pensamento da cabeça, corro para meu notebook, e aviso a Laura que vou contar a novidade ao Liam. Laura Shields é minha melhor amiga britânica. Ela viajou junto comigo para fazer cursos de moda em Nova York. Ela é um ano mais velha que eu, tem 18 anos e vai começar a faculdade de moda em Wolverhampton. Liguei o skype e o Liam estava online. Que sorte! Chamei ele para o bate-papo e liguei a webcam.


– Hey, daddy. — berrei. Ele deu uma gargalhada. Estava lindo como sempre. Usava uma camiseta preta estampada e foi só o que pude ver.

– E aí, pequena? Como você tá? Estou morrendo de saudades. — ele disse sorrindo.

– Pois pode parar de sentir saudades. — ele me olhou confuso. — Eu tô voltando para o Reino Unido, Payne. — ele arregalou os olhos e então abriu o sorriso mais perfeito de todo o mundo. Me derreti ali mesmo e quase não consegui retribuir o sorriso.

– Sério? Ah, essa foi a melhor notícia que eu recebi nesses últimos dois anos. — ele disse.

– E o sucesso do CD, garoto? Eu amei o Up All Night. — ri e peguei do meu lado o CD e o DVD que havia ganhado dele. Cada um tinha uma dedicatória dele e uma pequena mensagem de cada um dos meninos. Ele sorriu.

– Que bom. Mas então, quando você volta mesmo?

– Meu pai disse que meu vôo é às duas da tarde. Então ainda tenho duas horas até lá. Fiz as malas assim que ele me disse que eu viria.

– Então vai se arrumar logo, pequena. Eu quero te ver o mais rápido que puder! Não perde esse vôo, por favor. — ele juntou as mãos e fez um beiço.

– Anw, certo, Payne. Vou o mais rápido que eu puder. Eu vou direto pra Heathrow e depois para Wolverhampton. Chamaram meu pai pra voltar a ser delegado de lá! — disse animada.

– Então, até breve. — ele disse acenando.

– Espera. — falei. Peguei meu celular e liguei para ele, que olhou para os lados, achando o celular, e atendeu. — Vamos nos falar por aqui enquanto eu me arrumo. — ri.

– Ok. — ele riu. Desliguei a webcam, peguei meu fone de ouvido e liguei no celular.

– Como estão os meninos? — perguntei tirando os shorts e a camiseta que havia colocado depois do almoço, quando tomei um banho.

– Bem. Eles me perguntam por você todo dia. Tomara que eles não queiram roubar você de mim. — ele pareceu uma criança falando. Vesti uma camiseta branca enquanto ele falava.

– Ah, mas eu não sei se eu resistiria. O Harry parece ser um melhor amigo perfeito. — provoquei.

– Muito engraçado. — ele riu sarcástico. Liam sabia que eu havia me apaixonado por aqueles cachinhos e olhos verdes. Harry era lindo. Assim como os outros. Me sentei em minha cama e vesti uma meia calça preta.

– Que é isso, Liam? Deixa de ciúme. — disse séria. Vesti um short jeans e coloquei um casaco preto de couro por cima da camiseta.

– Não é ciúme. — ele resmungou. — Onde você vai ficar?

– Acho que em Wolverhampton, na mesma casa onde eu morava. Mas ainda vou sentir sua falta. Não vou mais te ver todo dia. — disse triste. — Meu pai não quer me deixar morar sozinha no nosso apartamento em Londres. — dei de ombros, apesar de saber que ele não podia ver.

– Vem morar comigo? — ele fez a pergunta tão rápido que não tive certeza se havia mesmo feito.

– O quê? — perguntei.

– Vem morar comigo? — ele repetiu mais devagar.

– É sério? — eu ri.

– É sim. Pensa sobre isso. Eu moro sozinho numa casa enorme. Seu pai confia em mim o suficiente para cuidar da filha dele? — ele riu.

– Acho que sim. — ri. — Vou falar com ele, Payne. — disse enquanto apertava na mão o pingente do colar que ele me deu à dois anos atrás. Ouvi a voz de meu pai me chamando. — O Sr. Monsen tá me chamando. Beijos.

– Até logo. — ele riu. — Manda um beijo para todo mundo.

– Certo. Você também. Principalmente para o Harry. — é, eu adorava provocá-lo.

– E você para a Laura. — ele disse irônico. Rimos e então desligamos. Guardei o celular no bolso e desci às escadas até a cozinha.

– Pai? — o vejo sentado em uma das quatro cadeiras da pequena mesa de vidro de nossa cozinha. Ele sorriu ao me ver.

– Oi, princesa. — me aproximei dele, depositei um beijo em sua testa e me sentei em uma cadeira de frente para ele. — Aconteceu alguma coisa? — hesito antes de falar.

– Lembra que eu pedi pra morar no nosso apartamento em Londres? E você me negou esse pedido. Porque disse que não queria que eu morasse sozinha. — respirei fundo antes de continuar. — E se eu não fosse morar sozinha? — perguntei.

– Aonde você está tentando chegar, Alex? — ele perguntou erguendo uma sobrancelha.

– O Liam, pai. Ele mora em Londres. Ele perguntou se eu não gostaria de morar com ele. — disparei. Esperei que ele gritasse comigo, mas isso não aconteceu.

– Morar com o Liam em Londres? — perguntou. Assenti, mordendo o lábio. Ele pensou por um tempo. — O Liam é um garoto bem responsável. — comentou. Ergui as sobrancelhas em expectativa, ainda mordendo o lábio. Então ele sorriu. — Tudo bem, Alex. Mas se esse garoto não cuidar de você, ele vai se ver comigo. — brincou.

– Ah, obrigada, pai! — gritei e dei um pulo da cadeira, abraçando-o.

– Agora vai pegar suas malas. Mas vai ter que nos visitar sempre em Wolverhampton. — advertiu sério. Sorri.

– Ok, papai. Eu te amo! — dei um beijo em sua bochecha e saí correndo.


Em apenas duas horas eu já estava sentada na cadeira do avião, junto de meu pai, minha mãe e Laura, indo para Heathrow. Depois de algumas horas demoradas no avião, finalmente faltava apenas uma hora para o fim da viagem. Eu estava ansiosa demais, então peguei meu Iphone e entrei no twitter. Resolvi mandar uma DM para o Liam.


"Tô chegando, daddy Payne x"


Cliquei em enviar. Um minuto depois, vi que o Liam tinha um novo tweet. Comecei a ler.


@Real_Liam_Payne: Falta pouco pra eu matar as saudades da minha heroína haha :D


Tive que rir. Minha mãe e meu pai olharam para mim e Laura se limitou a dar uma risadinha. Fiquei imaginando que tipo de coisas falariam para mim se soubessem que era eu a heroína de quem o Liam falou. Quando ele criou o twitter, eu fui uma das primeiras pessoas que ele seguiu. E me xingaram muito durante um tempo. Eu não dava a mínima, mas sorria com as carinhosas mensagens de "parabéns" por ter sido seguida pelo Liam Payne. Mas nenhuma dessas pessoas sabia que muito melhor do que ser seguida pelo Liam Payne, é ser amiga do Liam. Pouco tempo depois, apareceram cinco novos tweets na minha timeline. Atualizei e vi que um era do Harry, respondendo a mensagem do Liam e o outro a resposta do Liam. Os outros três eram apenas tweets de pessoas que eu seguia.


@Harry_Styles: @Real_Liam_Payne Hey, daddy, não vai esquecer de apresentar ela a gente.

@Real_Liam_Payne: @Harry_Styles Vou sim, Harry. Mas não se esqueça daquilo que eu te falei uma vez


Agora eu fiquei curiosa. O que será que o Liam falou para o Harry? Olhei minhas DM's e tinham duas. A primeira era do Liam.


"Hey, Hawthorne. Vou te fazer uma surpresa assim que chegar em Londres x"


E eu respondi com palavras que expressavam intensamente minha curiosidade.


"Ah, Payne. Por favor, fala logo. Quer me matar do coração, é?"


A segunda DM era do Harry.


"É bom que o Liam apresente você pra gente logo, ou ele vai ter pesadelos com colheres x"


Com essa eu tive que rir de novo. Respondi logo.


"Tô louca pra conhecer vocês, Harry. O Liam vai me apresentar pra vocês sim, se não eu mesma mato ele, guy x"


Eu achava Harry muito fofo. Postei uma última mensagem no twitter antes de dormir segurando o Iphone.


"@alexishawthorne: Londres, estou chegando :)"


Liam.


Depois da mensagem que postei no twitter, começaram a chegar as mentions. 50, 300 e só subiam cada vez mais. Algumas perguntavam o significado da mensagem, outras apenas pediam para que eu seguisse e tinham também mensagens que apenas diziam o quanto me amavam. Sorria ao ler mensagens assim. Como eu gostaria de poder responder e seguir a todos. Mandei uma DM para Alex e respondi a mensagem do Harry. Vi que ela tinha respondido minha mensagem. Aguarde, Alex. Ri de leve. Me levantei da cama e joguei o celular em cima dela. Peguei uma calça jeans e ouvi a campanhia tocar. Era o Niall. Ele havia me ligado e dito que viria aqui. Abri um pouco a porta e ele entrou.


– Tá aprendendo com o Harry a ficar pelado dentro de casa? — ele ergueu uma sobrancelha.

– Eu acabei de sair do banho, Niall. — respondi. — Além disso eu não estou pelado. — corrigi. — O que você quer? — comecei a vestir a calça enquanto ele falava.

– Nós vamos pra casa do Harry amanhã, já que estamos de folga. Você vai?

– Vou. E vou aproveitar para levar a Alex já que ele está maluco pra conhecer ela. — ri.

– A Alex tá vindo? — ele sorriu. Assenti. — Quando?

– Agora. Eu vou buscar ela no aeroporto. Mas ela não sabe.

– Vou com você.

– Não. Seria suspeito demais, Niall.

– Tem razão. — ele disse e deu de ombros. — Vou embora. Tchau, Liam.

– Tchau, Niall. — ele foi embora.


Subi até meu quarto, peguei uma camiseta vermelha, um boné e óculos escuros. Saí de casa cautelosamente, e entrei no meu carro. Fui para o aeroporto, que estava cheio. Tentei fazer com que ninguém me reconhecesse, me misturando a multidão de pessoas que circulavam por todo o aeroporto de Heathrow. Passado algum tempo, já eram duas da manhã. O próximo vôo, que devia ser o da Alex, iria pousar a qualquer momento. Pude ver o avião quando chegou e meu sorriso foi inevitável. Fui até área de desembarque. Não tive que esperar muito para vê-la. Parecia estar fazendo alguma coisa em seu celular. Peguei o meu no bolso e mandei uma mensagem para Alex.


"Olha pra frente. Surpresa :D x"


Enviei e esperei um minuto. Vi ela sorrir e então olhar para frente. Sua sobrancelha estava erguida e tinha uma expressão confusa, mas assim que me viu, abriu a boca e a fechou no mesmo instante com a mão, olhou para seus pais que estavam atrás dela e então voltou a me olhar e correu em minha direção. Assim que chegou perto de mim se jogou em meus braços.


– Liam! — gritou. Coloquei uma mão na boca dela.

– Shh! Tá querendo que umas dezenas de fãs comecem a me perseguir agora? — sussurrei rindo. Ela riu também.

– Senti tantas saudades. — disse me abraçando mais forte. Era confortável tê-la em meus braços de novo. Como se todos esses anos não tivessem passado de um sonho ruim, esquecível. Ela estava do mesmo jeito que sempre foi. Ainda era mais baixa do que eu, seus cabelos castanhos cacheados estavam caindo nos ombros e seu sorriso ainda era contagiante.

– E aí, garoto? — o pai de Alex chegou ao nosso lado rindo. Abracei Alex de lado, e ela segurou minha cintura com a cabeça encostada em meu braço.

– Olá, Srº Hawthorne. — cumprimentei. Ele riu.

– Vai cuidar bem da minha garotinha, entendeu? — isso quer dizer que...

– Ele me deixou morar em Londres! — ela gritou.

– Sério? — perguntei a abraçando de lado.

– Espero que tenha arrumado um quarto para mim na sua casa, Payne. — ela disse séria.

– Mas é claro. — eu disse. Não dava para acreditar que ela iria morar comigo. Alex se afastou do meu abraço, e se despediu de seu pai, sua mãe e de Laura.


Já estávamos dentro do carro. Alex ligou o som e tocava uma música da One Direction. Ela sorriu.


– Fico feliz pelo seu sucesso. Você realizou seu sonho.

– É, você tinha razão. Eu não deveria ter medo. Mas foi bom ter sido eliminado daquela vez. Porque eu pude conhecer os garotos. São como meus irmãos. — comentei. Ela riu.

– Eu sei, Liam. — ela disse e então começou a cantar. — Everyone else in the room can see it, everyone else but you.– ri baixo enquanto ela cantava, ela riu, continuando. — Baby you light up my world like nobody else, the way that you flip your hair gets me overwhelmed, but you when smile at the ground it ain't hard to tell...– ela colocou a mão em punho na frente da boca, fingindo ser um microfone, e começou a cantar mais alto dançando no banco do carro, enquanto eu apenas ria. — Para de rir. — ela me deu um tapa no braço.


Chegamos na minha casa. Saí do carro e tive tempo de vê-la abrir a boca surpresa.


– Uau. — ela disse e riu.


Lá dentro, a levei até um quarto que havia no primeiro andar, no fim do corredor.


– Vou te deixar arrumar suas coisas. — disse, e dei um beijo em sua testa. — Você deve estar cansada. — comentei, vendo a bocejar.

– Um pouco. — ela sorriu. — Devo dizer 'boa noite' ou 'bom dia'?

– Diga 'bom descanso'. — rimos. — Tchau, Alex.

– Tchau, Liam. — ela me deu um beijo na bochecha. Saí, fechando a porta.



Notas finais
então, esse foi o primeiro capítulo. espero que gostem >< deixem reviews, por favor :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.