I Fell In Love With A Demon

4 Capítulo 4 — Demasiado perto


Notas iniciais
Aqui está o quarto capítulo, espero que gostem anjos *-*

Felizmente aquele dia tão agitado já tinha passado. Tudo parecia um sonho, ou pelo menos era assim que a garota pensava. Ela piscava várias vezes os olhos tentando acostumar-se à claridade que batia em seus olhos castanhos. Num movimento calmo e suave ergueu o tronco, pronto a levantar-se da sua confortável cama e começar um novo dia.

[…]

— Bom dia. — falou num murmúrio, porém foi desnecessário uma vez que ninguém se encontrava na sala nem na cozinha. — Ainda estão a dormir? — interrogou-se enquanto preparava o seu pequeno-almoço e deixava alguma parte para os dois rapazes.

A jovem foi em rumo à sua escola, encontrando Daiki no caminho.

— Hmm? A tua casa não é do lado oposto? — perguntou Sayaka enquanto caminhava do lado dele, inclinando a cabeça um pouco para o lado com curiosidade.

— E é. — respondeu quase de imediato. — Apenas vim ver um amigo antes de ir para a escola. Problemas?
— Não, não...Mas que amigo?
— Não te interessa! Deixa de ser chata sim?! — respondeu um pouco nervoso. — Tu és demasiado desconfiada, assim nunca vais arranjar um namorado. Mas não te preocupes eu posso... — inflizmente ele não conseguiu terminar a sua frase uma vez que Ayame literalmente saltou para o pescoço de Sayaka.
— Bom dia! — exclamou entusiasmada como sempre.
— Só se for para ti. — murmurou o loiro entre dentes, um tanto chateado por não ter tido a oportunidade de terminar a sua frase.
A jovem caminhou com ambos os amigos para o interior da escola enquanto conversavam animadamente, no entanto o seu pensamento encontrava-se em outro lugar. Em outro alguém.


[…]

Sayaka tinha as chaves na mão direita e a mala na esquerda, enquanto estava parada em frente à porta da sua casa. Introduziu as chaves na fechadura e rodou duas vezes, destrancando a porta, e adreentou para dentro da casa escura.

— Ainda ninguém chegou? — murmurou enquanto estendia a mão para o interruptor mas foi nessa altura que um barulho estrondoso se fez ouvir, um trovão. A morena caiu de joelhos no chão com o susto, todo o seu corpo tremia e os seus olhos estavam arregalados em surpresa.

— Tudo menos isso! — falou num tom de voz mais alto enquanto se levantava e colocava a mão no interruptor para ligar as luzes, mas o que a surpreendeu foi não haver qualquer reação com aquele ato, nenhuma lâmpada estava acesa. Ficou a matutar se seria as lâmpadas que tinham fundido mas era impossível uma vez que ela própria tinha verificado a condição das mesmas uma semana antes. Mais uma vez tentou acender, mas sem efeito. Voltou a repetir mais uma vez e outra sem conta, à medida que o seu desespero aumentava a força que usava para carregar no interruptor também tinha um aumento.
— Acende! Acende! — gritou já com o rosoto pálido e com suor frio escorrendo pelo seu rosto e mãos.
Sayaka foi a correr para baixo da mesa da sala e abraçou os joelhos fortemente enquanto enterrava a cabeça nos mesmo. Infelizmente a jovem desde nova tinha um pavor pelo escuro e também pelos barulhos estrondosos designados por trovões. A rapariga começou a murmurar palavras numa tentativa de se acalmar mas nada vinha á sua cabeça, o que a fez ficar realmente frustrada. Ouviu novamente o barulho de um relâmpago e o seu corpo estremeceu involuntáriamente. Aquele dia seria como tantos outros para a morena, iria passar a noite toda naquele pequeno espaço e só pensaria em sair dali quando amanhecesse. Tinha sido sempre assim e com o tempo Sayaka já se tinha habituado à solidão, no entanto não conseguia habituar-se à ideia de superar aquele medo um tanto irracional.

— É algum tipo de jogo novo? — perguntou uma voz grossa e rouca.
— Kaname? — indagou a morena surpresa por ver o jovem agachado bem à sua frente. — Quando é que chegaste?
— Agora mesmo. Como não ouviste a fechadura? — perguntou com um sorriso. — Mas ainda não me respondeste. O que fazes debaixo da mesa? — perguntou, inclinando suavemente a cabeça para o lado esquerdo de modo a conseguir olhar diretamente nos olhos da menina.
— Nada! — exclamou de imediato, virando o rosto de modo a evitar o contacto visual. Ela não planeava revelar que o verdadeiro motivo de estar ali era que tinha medo de trovões, certamente ele iria fazer pouco dela.
No entanto toda a sua racionalidade evaporou quando um trovão se fez ouvir novamente. A jovem sem pensar nos seus atos saltou para cima de Kaname, passando os braços pela cintura delee encostando a cabeça ao peito dele. Obviamente tal ação levou Kaname a desiquilibrar-se e ficar sentado, fazendo com que ficasse com uma mão no chão impedido a total queda. Agora estava sentado no chão e com as pernas completamente abertas o que contribuiu para Sayaka ficar encaixada na perfeição no corpo gélido do moreno.
— Está tudo bem? — perguntou um pouco preocupado e colocou uma mão na cabeça dela, e assim notou que ela tremia entendo de imediato a situação. — Boba. — mumurou, com os lábios ligeiramente abertos e se mexendo suavemente. — Podias ter-me dito que tens medo de trovões. — falou ainda num tom baixo e levou a mão àspera a afagar os cabelos castanhos da menina, a acalmando um pouco. — Já passou. Levanta-te e vai para o teu quarto descansar.
Sayaka nada falou e apertou mais a cintura de Kaname, o fazendo estremecer um pouco.
— O-Olha! Eu sou um homem. Senão me largar agora mesmo vou abusar de você. — ameaçou tentando fazer a sua voz um pouco mais grossa.
Mais uma vez a garota nada disse e voltou a apertar a cintura dele, com um pouco mais de força. O moreno suspirou pesarosamente e deixou a cabeça cair para trás pensando no que fazer com a menina.
— Não queres ficar sozinha, é isso? — perguntou, olhando para o topo da cabeça dela.
Sayaka abanou a cabeça negativamente várias vezes, parecia mesmo uma criança assustada o que era de certo modo engraçado.
— Entendi. — falou num tom sereno. Sem aviso prévio passou os braços pela cintura da garota, fazendo ambos ficarem de pé. Deslizou as mãos até às coxas dela e ergueu-a no ar, fazendo a mesma apoiar-se em seu ombro em seguida.
— O que está fazendo? — perguntou a rapariga com a voz ainda frágil.
— Tu disseste que não queres ficar sozinha não foi? Então vou-te levar para o meu quarto. — explicou sem dar importância. Ignorou por completo o que Sayaka dizia e caminhou para o quarto, entrando com ela ainda no colo e fechou a porta.
— Castiel teve de ir tratar dumas coisas, só volta amanhã. — explicou Kaname enquanto pousava a garota no chão cuidadosamente.
— Eu...Eu tenho de ir! — exclamou a menina nervosa e caminhando até à porta, até que Kaname a impediu. O moreno pôs ambas as mãos na porta, uma de cada lado do corpo delicado de Sayaka. Mesmo ela estando de costas conseguia sentir a respiração de Kaname deslizar pela curvatura do seu pescoço, o que a fazia sentir algo estranho nessa zona.

— Depois de tudo o que fiz e o trabalho que tive vais embora? — sussurrou ao ouvido dela, conseguido reparar que a mesma se tinha arrepiado.
— Eu tenho...de ir buscar roupas e... — quando ela ía explicar todos os seus motivos para ir embora, os longos dedos de Kaname passaram por seus lábios a impedindo de completar.
— Eu tenho camisas que te devem servir. Amanhã faz tudo o que quiser. — explicou. Afastou-se da rapariga e caminhou em passos largos até à comôda indo buscar uma camisa branca que serviri na menina sem qualquer problema. Avançou sobre ela novamente e entregou-lhe a camisa. — Isso deve ficar um pouco grande mas não vejo qualquer problema. Podes trocar-te.
— Obrigada. Mas... — olhou para Kaname de soslaio. — Podes virar-te de costas?
— Claro. — falou um pouco desapontado. Virou-se de costas e esperou a garota terminar de trocar de roupa. Quando voltou a virar-se de costas examinou as pernas de Sayaka fixando os olhos nas coxas durante algum tempo e deois subindo o olhar pelas curvas dela e terminando nos lábios carnudos da mesma.
— Podes não fazer isso? — perguntou Sayaka, pondo as mãos à frente do corpo como se estivesse a tentar esconder-se.
O moreno soltou uma longa gargalhada sonora e balançou a cabeça.
— Posso tentar. Mas não prometo nada. — falou dando de ombros.
— Não foi isso que eu pedi! — retrucou fazendo um biquinho.
— Já chega de conversa! Vem aqui. — pediu Kaname. O mesmo sentou-se na cama e deu tapinhas no espaço que tinha ao seu lado, indicando para ela ir para ali.
— Nós não temos de dormir na mesma cama. Eu posso ficar no chão. — falou desviando o olhar, sentia seu coração bater descontroladamente e em ritmo irregular.
— Anda duma vez. — voltou a pedir o jovem, mas agora num tom impaciente.
A rapariga obedeceu e caminhou em passos curtos até à cama, sentando-se do lado dele. Num movimento rápido que nem Sayaka conseguiu acompanhar com o olhar, Kaname fê-la deitar-se bem próxima dela. O jovem encontrava-se com ambos os braços em volta da cintura de Sayaka e a testa enconstada à dela.
Sayaka nada conseguiu dizer, olhava diretamente nos olhos castanhos de Kaname que pareciam hipnotizantes. Sentia o cheiro dele, um cheiro...embriagante. Tudo nele era viciante para ela.
— Estás...demasiado perto. — murmurou tão baixo que era quase inaudível.
Kaname deu uma risada discreta e nada comentou a respeito do múrmurio dela.
— Boa noite. — falou Kaname, puxando a cabeça da garota para o seu peito.
— P-Para ti também. — retribuiu a jovem um pouco atrapalhada. Deixou-se descontrair e relaxou, deixando o seu ouvido próximo do coração de Kaname na esperança de ouvir o bater do seu coraçaõ. No entanto não conseguia ouvir nenhum barulho. Nenhum sinal de vida. O que aquilo significava?

Notas finais
E foi isso >
Prometo que logo, logo há mais^^