I Dont Wanna Change...but Its Takes!
3 I can't believe that I doing this!
Acordei com a minha mãe me cutucando levemente.
—Vamos Le, acorde!
—Não quero!
—Por mim...por favor.. — ela disse com a voz tristonha.
—Af! Ok! — eu disse me sentando á cama.
—Vou preparar algo pra comermos! — ela disse saindo do quarto.
Eu não quero, simplesmente não posso! Ele...ele...não tem esse direito! Eu não o quero ver. Mas infelizmente, tenho que ir. Me levantei, fiz mais uma vez minha higiene matinal e me arrumei para ir. Desci as escadas e fui á cozinha.
— Está linda meu anjo.
—Obrigada, a senhora também. — disse me sentando e já pegando uma torrada.
—Já sabe como se comporta, não? — ela disse logo depois pegando o copo de suco e tomando.
—Sim...Não será facil! — eu disse comendo.
—Mas tem que fazer isso!
—Ok..— eu disse.
Comemos e fomos pro carro. O caminho até o aeroporto foi meio tenso. Eu liguei a radio, mas nem eu, nem minha mãe cantamos as musicas ou demos qualquer sinal de alegria.Chegamos ao aeroporto e fomos até o desembarque. Depois de meia hora, ele apareceu. Minha mão o viu, e então acenou, acenou de um modo derrotado. Ele veio até nós.
—Olá Mary! — ele disse.
—Olá Paul. — minha mãe disse friamente.
—Minha princesa! — ele disse vindo até mim, me abraçando, eu retribuiu o abraço.
—Olá p...—não consigo dizer pai — p...PAI! — consegui.
—Quanto tempo não vejo as duas!
Ele estava muito bem arrumado, aparentemente sozinho.
—Vamos?
—Aonde? — minha mãe perguntou.
—Almoçar...
—Ahhh. Vamos.
—Está linda Mary, não mudou nada!
—Digo o mesmo.
—E você Leigh? Linda demais, não? Puxou a mãe.
—Sim..pai. — eu meio que cuspi o "pai" — puxei minha mãe em muitas coisas! Enclusive, em aprender a viver sem você! — sem querer deixei minha raiva e grosseria escapar.
—LEIGH! —minha mãe gritou.
—Desculpa...— eu pedi.
—Tudo bem, não foi nada. — ele disse.
Arg! Fomos á um restaurante e comemos. Meu pai e minha mãe ficaram conversando, ele estava feliz em nós ver, não digo o mesmo. Eu apenas botei meus fones de ouvido e dei play na minha playlist em meu iPhone, e fingi que ele não estava ali. Isso deu certo, até minha mãe me chamar pra irmos embora.
—Eu vou ficar num hotel. Dou uma semana pra você pensar Mary. — ele disse.
Pensar? Em que diabos ela vai pensar?
— Tchau minha filha! Te vejo depois! — ele disse me dando um beijo na testa.
Arg! Não sou criança.
—Tchau pai! — eu disse friamente.
—Tchau Mary, nós vemos depois! E pense bem! — ele disse a abraçando.
—Ok Paul. Pensarei. — ela disse friamente.
Ele então pegou um taxi, e eu e minha mãe fomos para o carro. Chegando ao carro, entramos e antes que ela pudesse ligar o radio, logo perguntei:
—Pensar em quê?
—Ele me propôs algo...
—O quê...?
—Ele me propôs morar em Nova York... Pra ele ficar perto de você, sem tirar você de mim.
—NÃO! NÃO E NÃO!
—Leigh..pense bem.. é uma boa proposta!
—NÃO MÃE! NÃO VAMOS SAIR DAQUI!
—Mas Leigh..
—NÃO MÃE! NÃO VOU DEIXAR MEUS AMIGOS! NÃO!
—Isso tudo é muito recente.. seu pai aparecendo, propondo uma mudança, ele quer recuperar o tempo perdido, é melhor pensarmos..
—Não tem o quê pensar mãe, não! — eu disse, ligando o radio e a ignorando.
E foi assim até chegarmos em casa.. eu ignorando-a e ela, provavelmente pensando na proposta de meu pai. Chegando em casa, subi direto pro meu quarto, me troquei e fui deitar. Alguns minutos depois ouvi minha mãe me desejar boa noite pela porta. Logo depois disso, eu dormi.
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