Notas iniciais
Meu projeto de férias!!!! Uhuuuuul pessoal, voltei depois de um ano. Espero que ainda me aceitem. Só queria lhes falar que: eu escrevo melhor que antes.

Miley Daven PV~

Agora eu queria ver só o que aquela patricinha idiota iria fazer. Logo após de sair do banheiro, peguei o corredor da biblioteca, que aposto que Lilian nem sabia o que isso era. Por fim, cheguei alguns segundos antes do professor, sorrindo vitoriosa ao ouvir o sinal e ver que a menina que me atormentava não havia chegado. Sinto alguém me cutucar e vejo que é Sam. Lhe dou um sorriso sincero e ele retribui.

– Poderia, por favor, me passar a matéria da aula passada?

Olho para ele com curiosidade e num flash me lembro que ele dependia de bolsa para ficar naquela tão renomada escola. Num movimento brusco, me virando para pegar meu caderno, acabo derrubando aparentemente quase todos os meus livros. O professor me olha com uma expressão zangada e eu faço careta. Para a minha infelicidade ele vê.

– Pra mim senhorita Devan, cara feia é fome. Saia da minha sala, por favor. E leve-o junto. — ele aponta para Sam, que sem eu perceber estava pegando meus livros.

– Então o senhor deve morrer de fome. — pego meus livros rapidamente e puxo o garoto junto. Sem olhar para o rosto de ninguém em especial, mas sabendo que no rosto de Lilian havia um sorriso maldoso. Saio da sala batendo a porta, e só então reparo na cabeça baixa de Sam logo atrás de mim.

– Me perdoa. Por favor. Meu Deus! Vou me vingar desse professor. Ele vai aprender a não mexer com uma Devan.

O menino me olha de canto de olho e o vejo com as bochechas rubras.

– E agora? Não posso ter uma anotação sequer, se não, estou fora da escola. — ele diz com tristeza e um sentimento de culpa me invade

– Olha, eu vou te tirar dessa ok? Meus pais já estão cansados de receber notificações da escola pelo meu comportamento. — Minto dando de ombros. Ele apenas assente e o pego pelo braço, o puxando para meu armário, onde guardo minhas coisas.

– Se estamos livres das quatro aulas do Sr. Faminto, vamos aproveitar.

O puxo para a cantina, que no momento estava vazia. Pegamos umas daquelas esfiras de chocolate e saímos de lá rindo.

– Isso é muito bom, pena que só tem pras criancinhas — ele diz, dando mais uma mordida no alimento, o finalizando — Vamos, quero te levar pra um lugar.

Ele me leva pro corredor da biblioteca, onde tinha um pequeno jardim, que ninguém ia (biblioteca afastava qualquer pessoa daquela escola). No meio, havia um Ipê rosa, no chão suas flores estavam, e os ladrilhos antigos da escola, junto com um banco de praça, faziam aquilo parecer cena de filme.

– Você já veio aqui? — ele me pergunta, esperando um "não". Faço questão de decepciona-lo.

– Já, eu vivo naquele lugar que se chama biblioteca, logo ali. — Aponto para a porta velha que sempre rangia quando eu entrava. Ele sorri envergonhado — Tudo bem, não me espantaria se até minha mãe duvidasse que passo o meu intervalo todo dentro de uma biblioteca. — dou um suspiro longo e cansado — Era mais fácil para ela.

Ele franze a testa

– Não entendi.

– É o seguinte. Minha mãe era totalmente popular. Viveu sua adolescência como rainha. Ela quase chora ao ver que sua filha não nasceu com esse dom — dou um sorriso torto e ele apenas me olha com pesar. — Agora, conte-me de você.

Em alguns minutos, Sam me explica que depende de notas ótimas para continuar na escola, pois a mãe trabalha como faxineira lá, e tem seus benefícios. Mas as vezes, eles não tem comida para por na mesa de noite. Fico chocada com tal situação e prometo a mim mesma que vou ajudar a mudar a vida do garoto a minha frente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.