I Dont Care

7 Everywhere


Notas iniciais
Esse cap a meio sem graça... Mas é pra vcs entenderem porq ele n se dá bem com o "papai"

Eu não podia sentir, não havia nada, simplesmente nada dentro de mim, eu era um vazio de emoções, apenas uma vontade restava, desaparecer, sumir, esquecer de tudo e que tudo se esquecesse de mim. Eu queria vê-la, mas ao mesmo tempo tinha um repulso só de pensar nela estirada naquela cama, como quem está em um sono do qual não quer ser acordado.

Chegando no hospital pude avistar o rosto de Jake, parecia cansado, o que não me causou pena, afinal minha mãe só mergulhava naquele mundo de drogas para fugir das decepções que ele causava, com traições, jogos e inúmeras outras coisas que ninguém em “sã consciência” suportaria.

Ainda quando muito pequeno, na época que ele ainda era meu pai, presenciei uma briga dos dois, ele havia passado 2 noites fora e minha mãe teve uma crise de ciúmes “muito justa”. A discussão foi se fortalecendo e quando percebi, ele já estava a estapeando, eu inocente fui “defende-la”, pobre de mim, devia ter no máximo uns 7 anos de idade, entrei no meio dos dois o fazendo ficar com mais raiva, ele me batia e quando ouvia dos gritos de minha mãe o fazia com mais força, eu nunca vou me esquecer da dor que senti, talvez não a dor nas feridas e hematomas, mas sim a dor que me destroia por dentro e até hoje está presente em mim. Faltei a aula por vários dias, pois minha mãe não queria que ninguém visse o que ele havia feito. Até hoje não entendo porque ela o suporta, nem ela deve entender.

Eu queria, queria mesmo ficar lá, mas não com ele com aquela cara de “bom marido” por perto, Cleire parecia ler meus pensamentos e com toda sua calma foi conversar com ele:

- Senhor Armstrong, pode ir descansar um pouco, nós ficaremos aqui e a qualquer noticia nova eu te comunico, ficar aqui se torturando não vai melhora-la.

- Está certo menina, amanhã bem cedo eu volto. – Foi seco como sempre, parecia não ter sentimentos, não ser humano.

- Você viu Cleire? Ele nem excitou em ir embora, para ele deve ser uma obrigação estar aqui e não uma preocupação.

- Pare de pensar nisso, vamos procurar alguém para saber de sua mãe – Dizia ela apontando para um médico ou seja lá o que fosse – Doutor, queríamos noticias sobre Catarine Armstrong.

- Vocês são a família dela?

- Somos, minha mãe já acordou?

- Ela ainda está inconsciente, mas é pelos remédios que demos, ela saiu do coma, amanhã ela deverá estar acordada, não se preocupem pois ela já está fora de perigo.

- Graças a Deus, já podemos vê-la?

- Ela está em observação, poderá ter visitas, mas não ainda, faltam muitos exames – Falou e saiu apressado.

- Obrigada Doutor – Falou a Cleire em voz alta, como sempre esquecendo onde estava, e gritando dentro do hospital.

- Pelo menos as poltronas parecem ser confortáveis, que tal sentar um pouquinho enquanto eu pego algo pra gente comer?

- Ta bom, mas não precisa ficar preocupada, eu estou melhor.

- Não estou preocupada Joe, estou com fome – Como sempre ela tenta me enganar mas não consegue, quando mente ela faz uma carinha diferente.

Esse lugar tem um ar tão carregado, não me sinto bem aqui, mas ia ter que me acostumar, pois parecia que minha mãe não ia ter alta tão cedo. Me sentei nas “tais poltronas macias” e comecei a pensar, em como as coisas mudaram em tão poucos dias. Os pensamentos me atordoavam e eu lutava contra eles sem sucesso, até que minhas pálpebras pesavam sobre meus olhos e eu adormeci sem muito esforço.

Quando tentei me espreguiçar, senti um peso diferente sobre meu ombro, um perfume doce penetrava pelas minhas narinas, abri meus olhos e vi longos cabelos negros que refletiam aquela luz branca das lâmpadas, parecia um anjo dormindo, era Cleire que parecia estar no 7º sono e que por não ter encontrado encosto mais macio deve ter vindo dormir comigo. Eu nunca havia reparado em como ela tinha os traços do rosto tão marcantes e ao mesmo tempo delicados, em como seus lábios eram bem desenhados, em como sua pele era sedosa. Comecei a acariciar seus cabelos que pareciam me chamar, eram tão macios, lisos, pareciam seda. Até que vi duas perolas azuis escuras se iluminarem, ela tinha acordado e me olhava com aqueles olhos penetrantes. Mas o que estava acontecendo comigo? Eu nunca olhei Cleire daquele jeito, e porque agora ela me chamava tanta atenção?

- Joe? O que foi? Você está bem? – Me fez cair em si e me deixou sem ter o que dizer.

- Não foi nada, to bem, estava só... Só...

- Só? E porque você está com essa cara de assustado? É tão ruim assim me ver acordar? Acordo tão feia assim?

- Não ! Você tá linda, quer dizer, você... – Até que uma boa alma me salvou

- Meninos eu trouxe algumas coisinhas para vocês comerem – Era a mãe de Cleire, com uma enorme cesta que cheirava muito bem

- Não precisava Senhora Wulkan.

- Claro que precisava, não escuta ele mãe...

- Cleire eu achei que você tinha ido pegar coisa para comer no restaurante do hospital, não que ia chamar a sua mãe.

- Ah, eu ia mais aqui só tem comida sem gosto – Era a mesma Cleire de sempre, apesar da situação ela continuava só pensando em falar besteiras.

Notas finais
Não se esqueçam do review ! Plxx ;/
QUero tanto saber se a fic tá boa e a unica que se pronuncia é a Death Girl! Bem que os outros 52 leitores preguiçosos podiam assim como ela deixar um review e me fazer feliz ! Ou não ... Hashuhusa