I Do
15 Capitulo 15: A Proposta
Notas iniciais
Pov Katniss
Nosso encontro foi maravilhoso.
Peeta foi cada vez mais doce, mostrando-me um lado dele, que eu não conhecia. Um lado que eu adorei.
Depois de tomarmos o sorvete, caminhamos de braços dados pela praça.
Flash Back On***
—Adorei o sorvete —Digo passando o guardanapo pela boca, limpando-a.
Tínhamos acabado de tomar o sorvete, e minha boca ainda estava gelada, devido o próprio.
Peeta se levanta de sua cadeira, e se põe ao lado da minha, estendendo sua mão, para mim pegar
—Mi lady —Diz fazendo uma reverência, e eu dou uma risadinha
Estendo minha mão para ele, que me “ajuda” a levantar da cadeira, e em seguida, seus lábios também gelados pelo sorvete, beijam minha mão.
Um arrepio sobe meu braço direito, envolvendo meu corpo todo, e eriçando meus pelos na nuca. E o arrepio não foi causado pelo gelado de sua boca.
—Ai —Reclamo rindo —Sua boca ta gelada
Ele dá um sorriso e diz por fim
—Você gostou que eu sei
—E quem te disse que eu gosto de boca gelada? —Falo chegando mais perto dele, que fica parado esperando minha reação
—É... eu não.. eu... —Começa a falar
Chego perto do ouvido dele, e digo
—Porquê essa pessoa, está certícima —Sussuro —Eu adoro
Dito isso, dou um beijo em sua bochecha.
A mesma reação causada em mim antes, foi causada nele, me fazendo ficar orgulhosa pelo que eu “posso fazer”.
Saímos da sorveteria, de braços dados, com Peeta falando coisas super românticas para mim. Nunca na minha vida, eu pensei que Peeta podería ser assim. Ele me faz sentir... diferente. Não um diferente ruim, mas um diferente bom. Como a mistura de chocolate com morangos, algo esplêndido e inesplicável.
Talvez fosse cedo para mim tomar decisões precipitadas, mas eu estava adorando sua companhia, e, pela primeira vez na vida, ele não estava perto de mim só por causa de desejos sexuais (talvez em partes), mas agora eu vejo e sei quem ele realmente é.
—Gosto do jeito que você anda, do jeito que se veste, do jeito meigo que sorri —Dizia Peeta, me deixando envergonhada — Do jeito que fica quando te elogio, do seu jeito que, hora é emo, hora feliz, hora rock.. enfim. Gosto de tudo em você
—Gosto do seu olhar, do seu leve sotaque, Dos seus lábios carnudos, do seu físico, sua voz... —Falo, olhando para ele. Dou um sorrisinho e falo — Da sua bunda grande
Ele começa a rir
—Como? —Pergunta
—É verdade! Você tem um bumbum gigante. Dá muita vontade de apertar —Falo tentando não corar
Gente, me sinto uma pervertida!
Sua mão passa pela minha cintura e ele me puxa para mais perto, seu rosto se aproxima do meu, e seus lábios tocam meu ouvido direito
—Fique à vontade —Susurra e nós começamos a rir
Flash Back Off**
Já era de manhã, e era sexta-feira.
Graças à Deus, era feriado, ou seja, um dia em casa.
Eu não via a hora de passar horas com os meus pais, e, segundo eles, a partir de agora eles vão ficar mais em casa, e não vão mais sair.
Uma mensagem chega no meu celular
“bom dia, Kat.”
Era de Peeta, óbvio.
“Bom dia” responde
“Está tudo certo para hoje à tarde?” pergunta
Quase ia me esquecendo. O trabalho de literatura sobre O Grande Gatsby era para segunda-feira, e ainda faltavam menos de cinco páginas para mim terminar o livro.
“Claro. Vem pra cá umas 16:00, ok?” respondo
“Ok”
Entro no banheiro, escovo meus dentes. Lavei o rosto, e depois, com uma toalha, o enxuguei.
Um nome.. na verdade.. uma cor não saía de minha cabeça desde a noite passada.
“Amarelo” pensei e voltei ao quarto para me vestir.
“Amarelo” a cor não me saía da cabeça.
Saio do quarto, desço as escadas, olho no relógio da sala
08:15 da manhã. Papai e mamãe devem estar se acordando. Entro na cozinha, pego uma xícara, ligo a cafeteira e, dois minutos depois, tenho um café quente nela. Misturo com um restinho de leite gelado de uma caixa qualquer de dentro da geladeira, deixando-o morno.
Sigo para a sala, com a xícara na mão, onde já dou de cara com a família toda reunida na própria.
Quando digo todos, quero dizer: até tio Haymitch e tia Effie estão presentes.
Se a família está reunida, significa que alguém está chegando.
Uma vaga memória me vem à cabeça. Ontem à noite, quando eu estava caindo de sono.. uma mensagem... de uma prima..
Ai meu Deus!
Arregalo os olhos, me lembrando. Mas tento me recuperar o mais rápido possível.
—Oi gente —Cumprimento— Bom dia
—Bom dia —Respondem
—Bença tia —Falo chegando perto de minha tia
Era uma tradição, e, por mais que seja brega essa coisa de pedir bença, fui criada assim.
—Oh, deus te abençoe, minha linda —Fala minha tia, me abraçando logo após.
Depois, vou em direção ao meu tio
—Fala coroa —Digo sorrindo
Ele não suporta que peçam bença para ele, ele diz que é a mesma coisa que chamar ele de velho
Porém, chamar alguém de coroa, não muda muito a situação.
Ele já ia responder quando a campaínha toca. É, parece que minha priminha chegou.
—Cheguei! —Grita Mô assim que minha mãe abre a porta para ela—Calma, calma. Sem tumulto, sei que todo mundo sentiu minha falta —Brinca e entra
Morgana, ou Mô, como todo mundo a chama, é minha prima, filha da irmã da mamãe. Esse é o momento que você se pergunta “Porquê Morgana?”, pois é, minha mãe estava com minha tia nesse dia, e minha mãe perdeu uma aposta num jogo (digamos que ela é bem competitiva), sendo meio que obrigada a colocar Morgana no nome da filha, mas lhe chamamos de Mô.
Mô tem vinte e dois anos, e é casada a um ano. Como ela mora do outro lado do país, com o marido, fica meio difícil conviver diariamente com ela agora. Principalmente agora.
Sua barriga de mulher grávida já estava ficando grande, sete meses e meio, e logo logo teríamos mais um integrante na família.
—Menos, Mô. Menos —Fala Clove rindo
Logo atrás de Mô, entra Sidney, seu marido.
Ele é alto, seus cabelos são castanhos escuros, e seus olhos são uma cor parecida com mel, só que um pouco mais claro. Seus braços são levemente fortes, do tipo que malha, mas não tanto, só para se manter em forma mesmo, e seu sorriso sínico de sempre pairava sobre seu rosto.
—Fala família! —Grita sorrindo— O homem gostoso chegou!
Todos caem na gargalhada e ele se faz de desintendido
E é aquele show de cumprimentos, um abraçando o outro, dizendo coisas do tipo “Nossa, você cresceu”, “Finnick, sua irmã ainda de chama de peixe?”, “da próxima vez que eu vier aqui, tenho certeza que você já vai estar quase casada” e coisas do tipo (que deixam meu pai e meu tio bufando de ciúmes)
Quando Sidney vai abraçar mamãe, ele diz
—Oh, Crystal. Que saudades —Ele fala
—Saudades de você também, querido —Fala minha mãe
—A propósito, preciso que você deixe sempre uma toalha perto de mim e de Mô, e que sempre haja água morna, pode ser? —Pergunta Sidney
—Ah.. claro, Sid, mas pra quê sería? —Pergunta minha mãe
—Eu realmente não sei, mas eu sempre vejo as pessoas falarem isso em filmes que tem alguma mulher grávida! —Fala Sidney e todos caem na gargalhada
Nos sentamos para conversar, e, levamos as malas deles para o quarto de hóspedes.
—E então, vocês já sabem como vão chamá-la? —Pergunto me referindo a filha dos dois
—Emma —Responde Sidney
—Ella —Responde Mô
—Emma —Insiste Sidney
—Ella
—Emma
—Eu já disse que ela vai se chamar Ella, Sidney! —Repreende Mô
A essa altura, todos nós prendiamos o riso
—Não. Vai ser Emma. Nós podemos chamar a próxima de Ella! —Fala Sidney
Mô dá a Sidney um olhar mortal, e ele abaixa o olhar
—Ok —Fala Sidney
—Oh, coitado. Você assustou o menino, Mô. —Fala tia Effie
—É —Diz Sid colocando a mão teatralmente no coração —Ela só faz isso comigo. Me assustar
Tia Effie se senta ao lado de Sid, afagando as mãos pela sua costa
—Pois é, Mô. Você poderia colocar o nome que ele quer. Afinal, Ella é um nome bonito! —Diz tia Effie
—Mas eu quero Emma —Diz Sidney e tia Effie olha para ele
—Oque? Você não queria Ella? Ah, então esquece —Fala tia Effie e em seguida, se levanta
Todos começam a rir, e Sid fica calado
—Ora, seu bobo —Diz Mô —É claro que o nome de nossa filha vai ser Emma. Não ligo se não puder colocar Ella. Quem sabe.. se tiver uma próxima, ela se chama de Ella? —Fala Mô e os olhos de Sid começam a brilhar
—Sério? —Pergunta
—Seríssimo. Mais sério do que isso, só Severina Binecourt —Fala Morgana, e eles riem de oque me parece ser uma piada pessoal
Ele beija seus lábios rapidamente, e posso ler seus lábios dizerem para ela sem emitir som algum, um “Eu te amo”, depois ele beija a barriga de Mô, onde sua filha, com finalmente um nome decidido, Emma habita.
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A manhã não podería ser mais engraçada.
Sidney não maneirava nas piadinhas e nas sacanagens. E, nem tio Hay nem eu mesma me segurava com as piadas.
Logo chegou o almoço, e, junto dele, vovó. É. Foi pura coencidência. Depois disso, foi só festa, e, claro, qualquer boa festa na minha familia tem muita bebida.
Deu 16:00 em ponto, Peeta chegou.
—Eu atendooo —Cantarolo levantando de cima de Finnick
—Graças à Deus seu namorado chegou! Você pesa, hein? —Fala Finnick me fazendo rir
—Ele não pe meu namorado...ainda. mas é questão de tempo —Brinco enquanto ele massageia a perna —Ta, pode parar de frescura que eu peso menos que você!
A perna dele estava marcada pelas dobras de meu jeans e eu apenas ri, bagunçando seu cabelo
—Vai lá, arrasa aquele coração, gostosa! —Grita Johanna pra mim e dá um tapa na minha bunda
Aposto que ela bebeu também.
Esse é o momento em que você pensa “Johanna bebe na frente dos pais?”. Quando eles estão bêbados, esquecem até dos filhos. Depois que recordam a memória, matam agente de gritos.
—Hey —Falo para Peeta abrindo a porta
—Olá —Diz ele.
Em suas mãos, uma caixa em formato de coração
—Own Peeta, são chocolates? —Pergunto já abrindo a caixa
Abro a caixa, e me deparo com o seu interior vazio. Olho para Peeta, procurando alguma explicação e ele ri, e, em seguida, abre a mochila, pegando outra caixa e me entrega
—Queria ver a sua reação. Agora estou satisteito —Fala e me dá um beijo na bochecha
—Obrigada, meu palhacinho —Falo o abraçando —Entra aí
Fecho a porta, e, seus dedos se enroscam nos meus por alguns segundos, até ele escutar Smooth Criminal do Michael Jackson vindo dos fundos da casa e sair dançando.
Clove gravava tudo em seu telefone, e, Prim se juntou a ele, dançando também.
—Annie that you ok? Annie that you ok? Are you ok? —Cantava Peeta para cima de Finnick
O hilário, era que Finnick vivia em cima de uma Annie na escola, e ele estava claramente rirando sarro da cara do Finnick
Depois que toda a palhassada acabou, Peeta perguntou onde terminaríamos de fazer o trabalho.
Expliquei para ele que, na área da piscina, nos fundos da casa, estava minha família pirando e bebendo. Então iríamos fazer na área de trabalhos da mamãe, o único lugar onde a música não pegava alto.
Ele abre o computador dele, e eu o meu.
Mostramos os resumos que já fizemos, eu mostro o meu sobre o climax do livro até o final, e ele do comerço até o climax.
Discutimos sobre o Porquê de Daisy nem sequer ter mandado simples flores à Gatsby em seu enterro, sobre os trabalhos de Gatsby para o Wolfshein, e sobre Daisy querer que sua filha fosse uma menina “tola”, pois segundo ela, meninas tolas sentem menos nessa vida, e não têm de sofrer com sentimentos aflorando e etc..
Duas horas e meia depois, estava tudo feito, e pronto para imprimir.
—Não pensei que fosse ser tão fácil! —Fala Peeta
—Nem eu —Falo me recostando na cadeira
Peeta olha ao redor da sala, e vê minhas fotos de quando eu era criança, e de Finnic e Johanna.
—Aquela alí era você? —Pergunta Peeta apontando para uma foto onde me falta os dois dentes da frente e meu cabelo está todo para cima, resultado de uma experiência com Finnick
—Sim —Falo rindo
—Não creio no que você está dizendo —Fala rindo
—Porquê? Não me beijaria se eu tivesse o cabelo assim hoje em dia? —Pergunto
—Pro cabelo eu nem ligo, mas duvido que eu te beijaria se você não tivesse os dois dentes da frente —Fala rindo, e eu rio também
—Ok, isso foi mal —Falo por fim
—Ei, olha aquela foto sua alí. Você está segurando o pescoço do Finnick dentro da piscina.
—Eu estava zangada com ele naquele dia... —Falo constrangida
—Porquê?
—Porque ele me chamou de foguenta, e foi nesse dia que eu o apelidei de Peixe
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—Vem! —Fala Peeta me puxando
—Mas onde nós vamos, Peeta? —Pergunto enquanto ele me puxa pela casa, descendo as escadas
—Você disse que está parte da família bêbada. Não vão lembrar de nada. —É só oque ele diz, antes de me carregar quintal a fora
Estamos indo para a piscina.
Não!
Ele pula na piscina comigo em seu ombro, como se eu fosse uma boneca sem vida, e enquanto eu tento voltar a superfice, sou surprieendida pelos seus lábios nos meus, dentro da água.
Quando o nosso beijo acaba, leio seus lábios falarem
—Quer namorar comigo, Kat?
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