Notas iniciais
Oi? Lembram de mim? Só queria dizer que foi um pouco difícil escrever esse capítulo por motivos de bloqueio e euforia demais enquanto escrevo, sério EU ESTAVA PULANDO ENQUANTO ESCREVIA eu até escrevi uma parte dele durante a aula de matemática kkj Enfim, aqui está, me perdoem se tiver algum erro eu não pude revisar direito. Boa leitura!

Marlene estava nervosa, suas mãos estavam suando a cada segundo que se passava. Mesmo já sentada e dentro da loja ela encarava a tela do seu celular com o desafio que recebeu assim que chegou a Godric's. "DEIXE ELE ESCOLHER SUA TATUAGEM"

Os observadores do Nerve podiam ser jovens burgueses entendiados, mas ninguém pode dizer que eles não são criativos –e filhos da puta–

— Se o desenho for ruim, eu vou de matar! – Marlene vociferou alto o suficiente para Sirius ouvir da sala ao lado. Dava para ver ele e a tatuadora por uma janela, eles estavam conversando sobre como ficaria a tatuagem de Marlene. Tatuagem essa que o Sirius deicidiu fazer ser uma surpresa.

Assim que Sirius ouviu o que Marlene disse ele sorriu, disse alguma coisa para a mulher que estava próxima a ele e saiu em direção a porta, abrindo ela e olhando na direção de Marlene. — Não confia em mim?

— Um pouquinho sim, só to relembrando um fato.

Aquela espera estava sendo torturante. Ela queria ver logo como estava ficando a tatuagem, e ao mesmo tempo queria sair correndo dali. Que merda.

A loira suspirou. — Sabe, eu sempre imaginei que eu escolheria minha primeira tatuagem, queria que tivesse algum significado, entende?

Sirius assentiu se encostando no batente da porta, sem parar de mirar Marlene. — Já pensou em fazer uma tatuagem antes?

— Quem nunca? – Marlene sorriu torto. — Era algo que eu e meu irmão sempre discutíamos "qual tatuagem você gostaria de fazer no futuro?". No final ele fez 3 e eu nunca fiz nenhuma.

— E quais eram? – Se aproximou em alguns passos.

— Uma rosa, um navio e um relógio de bolso. – Marlene deu de ombros, nunca ligou muito para as tatuagens do irmão, embora hoje ela se arrependesse disso.

Jack morreu há dois anos atrás, um carro descontrolado tinha batido no carro que ele estava dirigindo. Foi muito difícil para Marlene e para todos que conheciam Jack já que ele era sempre um garoto dinâmico que adorava ser desafiado e correr riscos, ele só queria viver a vida o máximo que pudesse.

— Sinto bastante falta dele sabe? – Deixou escapar enquanto olhava para baixo. — É estranho pensar que daqui a um ano eu vou ter a mesma idade do meu irmão mais velho...

A expressão até então descontraida e divertida de Sirius foi substituída instantaneamente por uma mais triste.

— Tudo bem, isso já foi a bastante tempo. – A loira forçou um sorriso, porém Sirius continuava olhando ela daquela forma. — Olhe, eu não quero que você fique mal por conta dos meus problemas, deixa isso de lado, ok? – Pediu.

— Se quiser conversar sobre isso pode falar, não vou me importar de ouvir. – Sirius disse. Marlene não conseguiu evitar um sorriso ao ouvir aquilo. O que ele tinha para fazer ela sorrir e corar o tempo todo?

— Obrigada.

— Hey. – Uma voz chamou a atenção dos dois. Parada perto de uma porta do outro canto da sala estava a tatuadora da loja. — Esta tudo pronto, pode vir loira. – Disse antes de se virar e ir para a sala ao lado.

Marlene suspirou se levantando. Deu alguns passos em direção a sala sendo acompanhada de perto por Sirius. — Posso pelo menos saber o desenho?

— Não, vai ser uma surpresa, já disse. – Sirius sorriu de forma diabólica.

Ela está ferrada.

;;;

Quando Lily chegava naquele nível de preocupação nunca era algo bom de se ver, além da ruiva parecer que vai infartar a qualquer momento, é como se aquilo fosse contagioso e você também passa a sentir que vai infartar a qualquer momento só de olhar para ela.

E o pior é que quando ela está desse jeito, muitas vezes ela está certa. Parece que Lily tem uma espécie de sexto sentido, que sabe quando algo vai dar muito errado, e não um errado como você ser pego colando na prova, e sim um errado tipo você colocar fogo na sua própria casa.

E digamos que todos aprenderam a levar mais a sério esse sentido.

Tonks esperava Remus atender o celular pacientemente, provavelmente ele deve estar assistindo tutoriais no YouTube ou com os amigos dele, ele consegue ser bem previsível depois que se conhece bastante.

Lily estava roendo as unhas e volta e meia Alice precisava puxar as mãos da ruiva para perto de si para ela parar de estragar seu esmalte. — Se água com açúcar realmente funcionasse... – Tonks sussurrou para si mesma, se lembrando das vezes que sua mãe sugeriu que ela tomasse água com açúcar quando estava nervosa.

A ligação caiu na caixa postal. Já era a segunda vez que Tonks ligava para ele e ele não atendia, por acaso Remus tinha perdido o celular no modo silencioso? Suspirando, Tonks discou o número que já havia decorado e ligou mais uma vez, se ele não atendesse agora, ela iria desistir de gastar seu saldo.

No quarto toque ele finalmente atendeu, a primeira coisa que deu para ouvir era o som de vozes ao fundo, música e algo bem no fundo que era semelhante a uma bolinha de ping-pong batendo na mesa. Ele estava no Quartel. — Oi... – A voz de Remus soava rouca e ensonada, ele tinha acabado de acordar.

Tonks sorriu. — Desistiu de dormir no seu quarto? – Brincou.

— Oi Dora! – Ele soava mais acordada, como se ouvir a voz da namorada tivesse afastado todo o sono que estava sentindo naquele momento. — É, eu acabei dormindo aqui no sofá do quartel. Ontem fiquei acordado quase a noite toda, hoje me arrastaram para cá e não deixaram eu ir embora, toda vez que eu cogitava sair daqui eles diziam "ah não! Por favor fica! Vai ser divertido." – A garota de cabelos rosa riu, fazendo Remus sorrir do outro lado da linha, mesmo que ela não pudesse ver. — Por que está me ligando a essa hora?

— É a Marlene.

— O que aconteceu? – O tom de Remus mudou instantaneamente para preocupado.

— Ela está bem. – Tonks conseguiu ouvir um suspiro de alívio do outro lado da linha. — Ligações ruins só depois das 2 da manhã, lembra? E na verdade nem está tão tarde assim. Enfim, Marlene está bem, ainda, ela entrou nesse tal "Nerve".

— O jogo de desafios? – O sono estava voltando a se fazer presente na voz dele.

— Esse mesmo. Ela queria provar que sabia correr riscos e que não era uma garota sem graça, e agora ela está jogando, fazendo coisas insanas e a Lily está...bem, daquele jeito.

— E porque está me ligando?

— Tem um cara acompanhando a Marlene, os observadores estão fazendo eles completarem os desafios juntos e a Lily acha que tem algo suspeito nele. Acho que ela quer que você stalkeie ele. – A voz da garota soou mais baixa na última parte. Ela conhecia bem Remus, bem o suficiente para saber que ele não ajudaria numa situação dessas tão facilmente. Arranjar o máximo de informações sobre alguém apenas porque a Lily o acha suspeito? Era bem improvável.

— O Nerve tem as informações das redes sociais desse cara no perfil dele, qualquer observador pode ver.

— Sim, mas acho que ela quer... – Tonks suspirou, não acreditava que iria mesmo perguntar aquilo. — Que você dê uma senha para o aruba. – Droga, Lily.

— E eu não vou. – Respondeu imediatamente.

— Eu sabia que ia dizer não. – Suspirou a de cabelos rosa, colocando uma medeixa de cabelo atrás da orelha. — Elas são nossas amigas, a Lene nunca mais foi a uma festa, Lils só quer ter certeza de que ela está bem.

— Isso pode acabar comigo aqui, essas senhas são importantes para nós. Sabe disso.

— Nós não vamos comprar drogas! – Mesmo que não devesse, o tom de Tonks soou meio ofendido. — É sério, a Evans está começando a me assustar...

Os dois ficaram em silêncio alguns segundos, se prestasse um pouquinho mais de atenção até parecia que dava para ouvir os pensamentos de Remus.

— O que aconteceu com o Jack as afetou mesmo... – Ele finalmente quebrou o silêncio. — Olhe, talvez eu dê, mas vou precisar de algum motivo maior, algo como a Lene estar em perigo. Algo além do suicídio social que com certeza ela deve estar cometendo. — Acrescentou assim que Tonks fez menção de contar a ele o episódio de Lene correndo pela rua usando calcinha. Ele podia ler mentes?

— Obrigada. Agora vai embora daí, dorme, amanhã eu vou tentar chegar ai cedo e faço panquecas para você. – A garota riu baixo ao imaginar o sorriso bobo desenhado nos lábios do namorado naquele momento. — Eu te amo.

— Eu te amo, boa noite. – Respondeu antes de Tonks desligar a chamada e guardar o celular no bolso traseiro.

A de cabelos rosados se virou para as amigas que estavsm na mesa, agora com mais uma integrante. — Dorcas? Quando chegou?

— Olha quem percebeu minha presença. – Brincou. Ela estava de pé logo atrás de Lily e Alice que estavam sentadas olhando para o celular. — Cheguei quando você estava falando de "um cara acompanhando a Marlene", mas e ai? Como vai o amado?

— Bem. Ele disse que quando a Lene estiver correndo um risco além do suicídio social ele ajuda. – Lily revirou os olhos, porém Tonks ignorou o ato e se aproximou das garotas. — Como eles estão?

;;;

O sorriso de Marlene era tão grande que fazia suas bochechas doerem. Ela deveria estar a uns dois minutos em frente ao espelho admirando sua primeira e mais nova tatuagem. Era linda, devia ser mais ou menos do tamanho da palma da sua mão e ficava nas costas, em uma área próxima ao ombro direito. — É um farol... – Falou em um tom baixo, como se estivesse falando com um bebê.

Pelo reflexo dava para observar Sirius do outro lado da sala, com uma clara expressão de nervosismo e ansiedade no rosto. — Gostou mesmo?

— Claro que sim! – Marlene quase gritou se virando para ele, com os olhos brilhando igual a uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo. — Não é uma tatuagem muito elaborada ou rica em detalhes, exatamente como eu sempre quis minha primeira tatuagem.

Sirius deu dois passos para frente, totalmente sem graça depois da revelação da garota. Até aquele momento Marlene não tinha visto ele sem graça, e ver que agora era ele que estava desse jeito e não ela era um tanto estranho. E adoravel...

— Você me disse hoje que em um de seus livros favoritos, um farol significava os desejos e sonhos de cada pessoa. E seja lá o que o farol for para você, espero que você consiga encontrar. – Sorriu, agora ele estava a poucos passos de Marlene. — Soou muito clichê?

— Só um pouquinho. – Marlene riu, levando as mãos até as costas e fechando o ziper do vestido e cobrindo a tatuagem novamente. — Daqui a pouco você faz igual aqueles caras de histórias clichês e me traz um arranjo de rosas.

— Eu não faço muito o tipo que traz rosas. – Deu de ombros andando até uma estante onde estava o celular de Marlene, com a câmera virada para os dois os filmando. — Prefiro tulipas. – Marlene riu, e uma breve imagem de Sirius a levando para jantar com um arranjo de tulipas passou pela sua mente, uma cena estranhamente...fofa? O que estava acontecendo com ela?

Sirius pegou o aparelho e entregou para Marlene, ouvindo um barulho de notificação vindo do seu próprio celular e soltando um suspiro cansado. — Cansado por hoje?

— Só queria poder chegar em casa e dormir. – Suspirou, olhando de soslaio para Marlene.

— Eu também, mas esqueceram de colocar as minhas chaves dentro da sacola com essas roupas. E minha mãe está de plantão. Acho que vou ter que dar um jeito de alguma das minhas amigas me acolher.

— Se quiser pode ficar comigo. – Brincou, fazendo Marlene revirar os olhos. No fundo talvez não fosse tão ruim, seria melhor do que acordar com a irmã de Lily perturbando as duas ou a avó de Alice tocando músicas evangélicas. Nada contra a religião dela, porém o volume auto das músicas logo de manhã cedo não é nada agradável.

— O que diz ai? – Tentou fugir do assunto, voltando a se focar no jogo. Que cada vez mais parecia não ter fim, quando que chegam as finais?

— Esta perguntando se eu confio em você. – Respondeu. Marlene franziu o cenho.

— Vou ter que te escolher uma tatuagem? Mas eu queria fazer você por um piercing no septo! – Cruzou os braços fingindo estar decepcionada, arrancando algumas risadas de Sirius.

E então o celular recebeu mais uma notificação, Marlene se levantou e andou em direção ao rapaz e percebeu que ele tinha ficado subitamente tenso.

Ele estava pálido e com os olhos levemente arregalados, o que no fundo assustou Marlene. Tudo até aqui ele cumpriu de uma forma tão simples que pensar num desafio que o assustasse era quase impossível. — O que foi?

Ele respirou fundo. — Eles querem que-

— E ai Pads? – Uma voz masculina apareceu do nada assustando os dois que se viraram para a porta. Nela tinha 2 rapazes, um ruivo e outro que usava óculos e tinha os cabelos pretos e bagunçados. — Como vai indo? – O da cabelos bagunçados andou até ficar próximo a Marlene e ao Sirius. Ele tinha um capacete de motocicleta nas mãos.

O rapaz cumprimentou Sirius e depois Marlene, ele tinha um sorriso enorme no rosto e parecia ser bem simpático. — Você deve ser a Marlene, meu nome James Potter. Me tornei um grande fã seu.

— Obrigada. – Marlene sorriu e desviou o olhar para o rapaz ao seu lado, que continuava igualmente tenso como se James fosse um fantasma.

Potter entregou a Sirius o capacete e entregou a Marlene um adesivo que dizia "Nerve. 2017 Londres"

O garoto ruivo se aproximou com o celular e tirou uma foto dos três. Deve ter sido algum desafio deles.

— Talvez eu encontre vocês mais tarde. Boa sorte. – James falou, dando um leve aceno antes de sair pela porta junto com o garoto ruivo deixando os dois a sós.

Se eles não estivessem participando do mesmo jogo aquela cena teria sido bem mais estranha. Marlene se virou para Sirius, olhou para o adesivo em suas mãos, para o capacete que Sirius estava segurando, "boa sorte"...

Marlene pegou o celular de Sirius antes que ele pudesse impedir para ai ler as letras escritas em amarelo.

"DIRIJAM A 100 KM/H VENDADOS EM 2 MINUTOS.
10.000 LIBRAS"

— O QUE?! – A loira gritou, olhando apavorada para Sirius.

— Um de nós tem que dirigir e o outro tem que estar junto, é um desafio conjunto. – Sirius disse, tão aflito quanto Marlene embora tentasse não demonstrar.

— Mas não tem como, eu nem ao menos sei dirijir uma motocicleta! – O coração de Marlene estava disparado. — Beijar um desconhecido e fazer uma tatuagem eu posso lidar agora isso daqui é suicida!

— Eu sei! Não quero te obrigar a fazer isso, porém se não fizer, perdemos tudo. – Deu ênfase na última palavra, o que assustou Marlene.

— Eles tem nossos dados... – Marlene sussurrou para si mesmo. E se eles perdessem mais do que apenas o que conseguiram com o jogo? Balançou a cabeça negativamente suspirando pesado. Ela tem que aceitar. — Como vamos fazer isso?

Enquanto isso, eles estavam sendo assistidos por vários jovens em um bar. Tinham colocado no Nerve na televisão para que todos pudessem ver e Alice, Tonks, Lily e Dorcas assistiam incrédulas, com o coração quase saltando para fora do corpo.

— Não faça isso Marlene... – A de cabelos rosa desejou em voz baixa, assustada.

Marlene e Sirius foram para fora da loja de tatuagens, Marlene colou o adesivo no visor do capacete de um jeito que quem usasse não conseguiria enxergar. Eles decidiram fazer isso em uma pista reta, sem nenhuma curva, o grande problema eram os outros carros que circulavam por ali.

Marlene já até podia ver a motocicleta se chocando contra um carro, uma pedestre na calçada, um cachorro....

— Não pense em coisas ruins! – Sirius alertou assim que percebeu seu olhar distante, tirando-a dessa linha de pensamento. — Se você pensar em coisas ruins vai ser pior.

Marlene se segurou nos ombros de Sirius enquanto o mesmo colocava o capacete com o visor levantado. O moreno respirou fundo e fechou os olhos, criando alguma coragem para em seguida abaixar o visor e não conseguir ver mais nada. — Se lembre, você é meus olhos!

Marlene assentiu, estava tremendo. Às cegas, Sirius iniciou o cronômetro e deu a partida começando a seguir em frente com a moto em uma velocidade baixa. — Certo, continue indo em frente! – Orientou.

Aos poucos Sirius ia aumentando a velocidade, eles precisavam chegar a 100 km/h antes de acabar os dois minutos. Ele estava se aproximando demais de um carro. — Vira para a direita! – Ele se afastou do carro, e em compensação acabou passando para outra faixa e prestes a invadir a calçada. — Virou demais, virou demais! – Marlene soltou um gritinho fino e por instinto abraçou forte o torso de Sirius e os inclinou para a esquerda, fazendo a motocicleta se afastar da calçada.

— Não vai dar certo isso... – Marlene disse em voz baixa. Eles iam bater, com certeza iam acabar batendo.

— Você conseguiu desviar, certo? – Perguntou com a voz elevada e recebeu um som de concordância como resposta. — Vamos fazer assim, quando precisar desviar vai ser você que desvia eu só mantenho a moto acelerando! Preciso que você me diga se os semaforos estão verdes ou vermelhos!

Ela estava começando a entrar em pânico, porém tentou manter a calma e pensar em coisas boas. Sua casa, sua mãe, mais de 10.000 libras para gastar e um cachorrinho recém adotado não iriam aparecer do nada.

Espiou pelo ombro do Sirius e viu que eles já estavam a 50 km/h. Toda vez que eles se aproximavam demais de algum carro ou algo parecido, Marlene inclinava eles de volta para uma rota segura. — O próximo está... – Ela focalizou no semaforo que se aproximava cada vez mais. — Verde!

Sirius continuou acelerando e Marlene os inclinou para que passassem a andar entre os carros por causa da velocidade muito alta. A loira continuava observando os números subindo. Agora estavam a 60 km/h e tinham por volta de 1 minuto para chegar a 100.

— O próximo semaforo está...verde! – Agora a preocupação de Marlene estava sendo substituída por outra, eles estavam conseguindo se virar, porém ainda podiam não conseguir chegar aos 100 km antes de acabarem os 2 minutos.

De canto de olho até dava para ver alguns observadores nas calçadas gravando eles, o que seria completamente inútil já que em poucos segundos eles já estariam fora do campo de visão deles, porém isso não os impedia de filmar esses poucos segundos.

— Lene, qual o próximo? – Sirius perguntou. Fazendo Lene focalizar o semaforo não muito distante.

Estava amarelo.

O semaforo estava prestes a fechar, seo problema de ultrapassa-lo fosse apenas uma multa seria apenas mais uma no bolo de multas por velocidade que terão que pagar, porém tem um cruzamento após esse semaforo e se ultrapassassem seria bem provável que algum carro batesse neles.

— Lene? – Sirius voltou a perguntar por ela, começando a ficar assustado, mas do que já estava até porque ele está dirijindo uma moto as cegas! O semaforo estava vermelho agora.

Correr riscos, não é mesmo?

— Está verde. – A voz dela saiu mais baixa do que o esperado.

— O que?!

— EU DISSE QUE ESTÁ VERDE, ACELERA! – Marlene levou a mão direita para a frente e pôs por cima da mão de Sirius, acelerando bruscamente.

Eles passaram pelo sinal, e por muito pouco não foram atropelados mais uma vez graças aos freios do outro motorista, mais alguns centímetros e o pára-choque do carro poderia arranhar as pernas de Lene. Ela soltou um suspiro de puro alívio.

— NÃO FAÇA ISSO DE NOVO!

— FICA QUIETO E CONTINUA!O TEMPO ESTÁ ACABANDO!

Eles tinham agora cerca de 40 segundos para alcançar os 100 km e já alcançaram os 80.

— 85! – Marlene anunciava, cada vez mais entusiasmada conforme os números subiam. — 90!...95!...

Restavam agora 20 segundos. — 100! CONSEGUIMOS!! – A loira comemorou dando algumas batidas no ombro de Sirius, que de imediato levantou o visor do capacete conseguindo sua visão de volta e gritando em comemoração junto com Marlene.

Assim que repararam que já estavam no fim da estrada e prestes a bater nas escadarias de um prédio, Sirius freiou bruscamente fazendo com que a moto derrapasse por mais alguns metros antes de parar totalmente.

No bar onde as amigas de Lene estavam todos se levantaram e gritaram em comemoração a vitória dos dois, claro, todos menos as quatro que se contentaram em apenas liberar o ar preso nos pulmões. As quatro se entre olharam concordando telepaticamente que agora as coisas foram longe demais.

Sirius e Lene pularam da motocicleta aos berros, o moreno lançou o capacete para longe enquanto a loira dava pulinhos de alegria. Se sentia poderosa, destemida, incrível, era como se a Tomorrowland tivesse sido transferida pra dentro do peito da garota.

— AQUILO FOI FODASTICAMENTE ÉPICO! – Lene gritou se virando para um Sirius radiante.

— EU SEI! – Respondeu igualmente eufórico. Marlene estava respirando ofegante, mesmo senter corrido nenhum metro.

— Você foi incrível! – A loira disse se aproximando do rapaz, tentando recuperar alguma calma, embora parecesse impossivel.

— Você foi ainda mais! Foi a heroína de hoje! – Disse, olhando dentro dos olhos de Marlene. Que num impulso o puxou para um beijo.

De início Sirius ficou surpreso com a atitude impulsiva da loira, que o beijava de forma feroz, porém acabou se rendendo e retribuindo

Era um beijo totalmente diferente do primeiro que tinham trocado horas atrás, Marlene explorava cada canto da boca de Sirius sentindo um gosto de menta. Ele a puxou pela cintura mais para perto de si, deixando que a loira ficasse no controle do beijo que aos poucos foi ficando mais calmo já que a euforia-pós-desafio estava passando, porém a vontade de parar com o beijo continuava viva.

O beijo foi quebrado assim que os dois sentiram a necessidade de respirar, manteram os rostos próximos um do outro sem saber ao certo como reagir.

— AAEEEEE! – Os dois viraram os rostos para um carro que estava passando lentamente, cujo no bando traseiro tinha um pequeno grupo de jovens e um deles na janela filmando o casal com o celular.

Ambos riram da situação antes de voltar a se encarar com sorrisos tímidos.

— Quer sorvete? – Sirius perguntou com uma sobracelha arqueada.

— Sim, adoraria sorvete. – Concordou com a cabeça exibindo um sorriso sem graça.

Sim, Marlene McKinnon gostava de Sirius, e muito!

;;;

No bar, mais uma vez Tonks estava ligando para Remus, rezando para que ele não estivesse dormindo. Sim, o sono de seu namorado era menos importante que a segurança de sua melhor amiga, só que Remus quando está em sono pesado não consegue acordar por nada!

Ele atendeu logo nos primeiros três toques, afinal ele não estava dormindo. — Remus-

— Não precisa explicar, eu vi. – Interrompeu-a. — Ainda não fui embora daqui, e isto está virando um ponto de encontro de jogadores do Nerve, está uma grande festa.

— Vai nos ajudar, agora?

— Claro que sim, traga as meninas aqui no quartel, eu vou arranjar um cômodo vazio por aqui. – Tonks sorriu vitoriosa, agradecendo e logo depois desligando a chamada.

Ela se virou para Lily que esperava por uma resposta com os braços cruzados, com uma expressão impaciente no rosto. Tonks ficou consideravelmente mais feliz de poder dar uma resposta boa para ela. — Vamos logo, ruiva.

Notas finais
Pequena curiosidade sobre esse capitulo: eu pensei em fazer o Sirius desabafar junto com Marlene e também acabar matando o Regulus para isso, só pensei mesmo kkkj Espero que tenham gostado desse capitulo. E ei? Eles se beijaram! Vai que no próximo capítulo eles não vão molhar uns biscoitos hehehe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.