I Dare You

3 Bem-vindo ao Nerve


Notas iniciais
Escrevendo isso eu ri de nervoso, constrangimento, vergonha alheia e tudo mais...se divirtam.

Assim que Marlene chegou em casa ela jogou sua bolsa em um canto qualquer da sala e correu até seu quarto caindo toda esparramada na cama. Sinceramente, ela podia continuar ali por mais alguns dias, talvez anos, quem sabe se tornar parte da cama não seja tão ruim já que assim seus únicos problemas seriam alguém deitar nela.

A cara do Aiden quando ele viu que era Marlene que estava afim dele não ia abandonar a mente da garota por um bom tempo, céus, ele estava decepcionado.

Lene ouviu o barulho de uma nova notificação no celular que estava em seu bolso, ela gemeu de irritação e pegou o aparelho desbloqueado a tela e vendo que já tinha várias mensagens não lidas, algumas delas de Lily, outras de Tonks, e de mais 3 pessoas da escola que mandaram um link para ela pedindo para ela ser uma observadora, com certeza devem estar falando do Nerve.

Aliás, porque eles eram tão interressados naquela coisa? Aquilo já estava irritando, jogos de verdade ou desafio em festas do pijamas já eram irritantes e constrangedores o suficiente então para que gastar dinheiro com uma coisa dessas?

As pessoas estão ganhando dinheiro com esses desafios, e pelo o que da para perceber, não era pouco dinheiro. Se ela jogasse um pouquinho ela poderia pagar tanta coisa, incluindo câmeras melhores para suas fotografias ou até materiais para fazer desenhos, por mais que gostasse mil vezes mais de fotografias.

Dorcas disse que ela era sem graça, céus, o Jack não suportaria alguém dizendo aquilo dele, e por eles serem irmãos talvez isso também esteja em Marlene já que também estava incomodada com aquilo. Por anos ela tentava se convencer de que é segura e não chata ou entediante, mas depois do show de horrores que tinha acontecido na Dedos de Mel aquele pensamento era uma enorme mentira, Marlene não conseguiu nem mesmo ir pedir cara a cara o número do garoto de quem está afim, e pelo rosto dele estava na cara que ele esperava algo melhor do que ela.

Artistas sempre precisaram de um pouco de aventura em suas vidas de qualquer forma...

Sem pensar muito ela acessou o link que tinham mandado para ela, a tela do celular ficou preta temporariamente antes de começar um vídeo bem parecido com aqueles comerciais estranhos da MTV, que tinha uma voz robótica no fundo. — Olá, bem-vindo ao Nerve. Um jogo de verdade ou desafio, tirando a verdade, onde pessoas pagam para assistir e jogadores jogam por dinheiro e glória. Você é um observador ou um jogador? – O vídeo terminou e duas opções apareceram na tela, um botão verde de observador e outro vermelho de jogador.

Nem era preciso pensar nas opções, já tinha se decidido assim que acessou o link, então ela pressionou a opção de jogador e mais uma vez a tela foi preenchida com um video com gifs ruins. — Você escolheu jogador, as regras são simples, os observadores vão te mandar desafios que deverão ser gravados pelo seu celular, apesar disso os observadores são encorajados a gravarem também então não se assuste!

Claro, até porque ninguém vai se assustar se desconhecidos aparecerem do nada para gravar você.

Ainda não tinha acabado. — Só há duas formas de sair do jogo: desistindo ou fracassando. E lembre-se: dedo-duro se dá mal. Boa-sorte!

Depois disso a tela de celular mudou para um fundo preto onde estava escrito em letras verdes "Seu nome agora é @MMckinnon_97. Vá para o Três Vassouras para seu primeiro desafio."

Aquilo estava estranho, como assim "dedo-duro se dá mal"? Não parece coisa de algo que está dentro das leis. Bem, se não estivesse era suposto o jogo nem estar no ar ainda. Lene apertou o botão de "ok" e a tela se transformou na câmera frontal de seu celular, no canto inferior direito de seu celular mostrava o total de 0 observadores e em cima tinha as opções de trocar as câmeras do celular.

Um pouco estranho até ai, só que ainda nada de ruim aconteceu, não é mesmo?

Ela se assustou ao ouvir uma buzina de carro e quase deixou que seu celular caisse das suas mãos, correu até a janela e encontrou o carro de Tonks parado em frente a casa. Ufa! pelo menos não são observadores ou jogadores do Nerve que vieram atrás dela, isso seria muito esquisito.

Marlene pegou uma jaqueta vermelha com detalhes dourados que tinha próxima e correu indo para fora do quarto, antes de sair de casa também pegou sua carteira e chaves e só então saiu correndo até o carro de Tonks.

Abriu a porta do banco do carona e entrou no carro encarando a Tonks. — Por que veio aqui?

— Não viu minhas mensagens? Disse que ia vir aqui, a gente podia dar uma volta ou sei lá. – Ela sorriu enviesado para a amiga. — Sinto pelo o que aconteceu na lanchonete.

— Ok, só não comenta sobre isso. – Pediu colocando o sinto de segurança. — Podemos ir no Três Vassouras? Preciso ir para lá.

Tonks franziu o cenho. — Você nunca nem pisou perto do Três Vassouras, por que quer ir lá agora?

— Eu entrei pro Nerve. – Tonks arregalou os olhos surpresa pela revelação, o que fez Marlene revirar os olhos. Não era uma revelação tão grandiosa assim. — Não comenta, só dirige.

Tonks gemeu antes de voltar a dirigir o carro deixando a loira calada olhando pela janela do carro. Que tipos de desafios poderiam ser cumpridos em um pub? Melhor que não seja nada envolvendo bebidas já que sempre foi fraca com essas coisas.

— Sabia que um cara morreu em Liverpool enquanto jogava Nerve ano passado? – Tonks quebrou o silêncio.

— Já ouvi falar disso, deve ser lenda. Afinal não teriam continuado se tivesse mesmo gente morrendo.

— Não tem como parar o jogo. – Tonks disse calmamente enquanto mantinha seus olhos na estrada.

Lene olhou para ela curiosa. – Como assim não podem parar o jogo?

— É que ele não tem um servidor único, toda vez que alguma pessoa entra, jogadora ou observadora, ela acaba se tornando um novo servidor, assim fica impossível de tirar ele do ar.

— E como sabe disso tudo?

— As vezes gosto de ter informações que muitas pessoas não tem, sabia que nos usamos apenas 10% da-

— Internet, sim eu sei. – Interrompeu com um sorriso divertido no rosto. — Seu namoradinho da faculdade me falou isso uma vez. Você está é passando tempo demais com ele.

Tonks sorriu diante da menção de seu namorado. Ela e o Remus começaram a sair quando ele ainda estava no último ano do ensino médio, e digamos que a relação dos dois serviu para mantê-lo perto da roda de amigos, mesmo que ele continue um pouco distante e muitas vezes todos acabem segurando vela.

Quando menos esperavam as duas já estavam em frente ao Três Vassouras. As duas sairam do carro e entraram juntas no estabelecimento não muito cheio, o celular de Marlene apitou e a arregalou os olhos tendo que ler o desafio umas 3 vezes antes de conseguir dize-lo em voz alta. — "Beije um estranho por 5 segundos"?!

Tonks conteu sua vontade de rir da reação da amiga. Que ótimo jeito de começar. — Quer que eu te ajude a escolher alguém, Marley? – A garota assentiu em resposta começando a andar em passos lentos pelo local.

Escolher um estranho para beijar ali seria difícil, perto das duas tinha um cara incrivelmente gordo com espuma de cerveja no bigode, e não muito afastado dele tinha um cara que aparentava ter uns 30 anos e que tinha uma aliança na sua mão esquerda, ou seja, totalmente sem chance. O celular apitou mais uma vez agora com um aviso "Depressa!". — Ai não...

— Olhe, se acalma, só..só beija aquele cara ali. – Tonks apontou discretamente para um rapaz que parecia ter a mesma idade delas, ele tinha os cabelos longos e negros e por mais que parte de seu rosto estivesse escondida atrás de um livro, ele parecia ser bonito. — Vai lá e eu gravo. — Pegou o celular se sentando numa mesa próxima que estava vazia.

Marlene respirou fundo andando em direção ao rapaz, como que iria fazer isso? Teria que apenas chegar lá e beija-lo? Estava sendo mais complicado do que o esperado. Ela chegou perto da mesa do rapaz de cabelos pretos e leu o título do livro que ele estava lendo abrindo um pequeno sorriso. — É o meu livro favorito. — As palavras sairam antes que ela pudesse contê-las.

Ele desviou os olhos cinzentos do livro para a loira que agora pode ver seu rosto por inteiro finalmente. Meu Deus ele é lindo demais. — É verdade? – Ele sorriu torto recebendo um aceno de cabeça como resposta. — Então me diz como termina, eles encontram o farol?

— Bem, sim. Na verdade... – Se sentou ao lado dele, ele tinha um cheiro bom, que tipo de perfume é esse? — O farol é diferente para cada pessoa, é uma representação dos seus desejos e sonhos.

O rapaz assentiu com a resposta, e o olhar dela se pregou diretamente nos lábios dele. Ela teria mesmo que fazer isso, teria que beija-lo, e teria que fazer isso rápido. Marlene tirou seu olhar dos lábios do rapaz desconhecido para a Tonks que estava gravando tudo em uma mesa afastada, a amiga gesticulou com a mão dizendo para a outra se apressar.

E então, antes que pudesse pensar mais nisso, ela puxou o rosto do rapaz para mais perto do dela selando seus lábios. De início ele ficou sem reação, porém não demorou muito até ele retribuir o beijo movendo seus lábios lentamente junto com os da garota.

Tonks contava mentalmente de longe quantos segundos de passava, ao contar 5 segundos uma mensagem de "Desafio Completo. Recompensa de 80 libras" apareceu na tela do celular, porém Marlene e o rapaz continuaram se beijando. — Vamos logo, Marley... – Sussurrou Tonks.

Os dois continuaram o beijo por mais um tempo até que Marlene finalmente separou o beijo rapidamente, como se tivesse acabado de se dar conta do que estava fazendo. Ela o encarou sem graça os olhos do garoto que riu baixo ao perceber as bochechas vermelhas da loira. — Ok, tchau! – Ela disse forçando um sorriso largo, se levantando da mesa num impulso e correndo até onde Tonks continuava filmando.

Marlene se sentou na mesa em frente a garota e se abaixou no acento acolchoado. — Nossa, pelo visto estava ótimo.

— Tinha gosto de menta. – Adimitiu soltando uma risada nervosa. Tinha acabado de beijar um estranho! — Filmou tudo?

— Sim. Gravei uma série inteira, já tem 13 temporadas. – Brincou entregando o celular para Marlene.

A garota se apressou em pegar o celular, ali estava dizendo que 767 pessoas tinham assistido ao seu desafio, uma prova de que as pessoas gostam mesmo de ver pessoas beijando outras pessoas. Ela abriu as notificações do celular e viu uma da sua conta no banco, tinham dado dinheiro mesmo. — Ele ainda está lá?

Tonks espiou por cima do ombro da garota negando com a cabeça, fazendo Marlene soltar um suspiro aliviado. Poderiam ir embora sem ter que encarar ele de novo.

Dai uma música começou a tocar dentro do estabelecimento, era My Girl do The Temptations, assim que a letra da música começou as duas conseguiram ouvir junto a ela a voz do rapaz que Marlene tinha acabado de beijar cantando junto. — I've got sunshine on a cloudy day/ When it's cold outside/ I've got the month of May...

Ele estava cantando em cima de meses vazias, Tonks que ficava observando aquilo dava gargalhadas com a cena enquanto Marlene tinha uma pedra de gelo dentro do estômago. — Por que ele está fazendo isso?

— É um desafio. – Disse Tonks entre risos apontando para um funcionário do Três Vassouras que estava gravando o rapaz que continuava cantando a letra da música em cima das mesas como num filme musical.

— I guess you'll say/ What can make me feel this way/ My girl...— Enquanto cantava ele se aproximava cada vez mais da mesa onde as duas garotas estavam. Todo o sangue de Marlene estava concentrado em suas bochechas, cada segundo que se passava era como se estivesse mais perto de explodir.

A música foi perdendo o volume e quando as duas perceberam, o rapaz estava em frente a mesa das duas com um sorriso divertido estampado nos lábios ainda rosados. — Boa noite, senhoritas. – Falou educadamente.

O funcionário que estava gravando entregou o celular para o rapaz que se sentou ao lado de Tonks olhando para a menina loira. — Parabéns pelo desafio. – Era tudo que tinha para dizer.

— O mesmo para você, aliás, adorei o beijo, foi doce. – Brincou fazendo a loira corar ainda mais enquanto que a de cabelos rosa pressionou os lábios fortemente para não rir. — Qual o seu nome?

— Me chamo Marlene. – Respondeu num fio de voz.

— Sou Sirius.

— A estrela mais brilhante do céu noturno? – Indagou, Tonks.

— Essa mesma.

Lene pôs o seu celular no bolso. — Vamos embora. – A garota estava pronta para se levantar da mesa quando Sirius colocou sua mão por cima da mão de Marlene fazendo a garota congelar.

— Fica só mais um pouco, gostaria de te conhecer. O pouco que eu sei é seu primeiro nome e seu livro favorito que aliás eu nunca tinha ouvido falar na vida. — Adimitiu com um sorriso. — Me puxaram para aquela mesa e me deram aquele livro dizendo para eu ficar lá.

Marlene se sentou mais uma vez no lugar, se aquilo era mesmo verdade, será que teria sido apenas uma conhecidencia? Aquilo é bizarro demais para o gosto da garota. — Como sabiam que aquele era meu livro favorito? – Pensou em voz alta.

— Eles pegam todas as suas informações de suas redes sociais, família, amigos, tudo o que você posta...

— Ai merda... – Sussurrou começando a ficar preocupada, aquele era um jogo de hackers? O quanto será que sabem sobre ela agora?

— Ei, relaxa, se você não tiver nenhuma fobia você pode ficar tranquila. – Sorriu tentando tranquilizar a garota, o que funcionou, parcialmente.

Os celulares de Sirius e de Marlene apitaram ao mesmo tempo com a chegada de mais um desafio. "Vá com ele para a cidade. 200 libras" — Parece que os observadores gostaram de nós dois juntos.

— É, percebi. — Disse colocando seu celular sobre a mesa.

Sirius se levantou ajeitando a jaqueta que couro que usava. — Você vem? – Marlene negou com a cabeça. — São 200 libras.

— Também acho melhor não. – Tonks disse. — Não leve a mal, acabamos de te conhecer.

Sirius deu de ombros se rendendo, ele também foi ensinado desde pequeno a não sair por ai com pessoas que não conhece, no entanto tinha aprendido a quebrar essa regra também. — Ok. Boa sorte no jogo. – Acenou virando as costas e indo embora.

Marlene ficou com aquilo na cabeça, não aceitar ir com ele seria desistir, e ela estaria desistindo logo no seu segundo desafio do Nerve, tem tantas coisas ela poderia comprar com 200 libras e também ele não parecia nenhum assassino ou sequestrador.

Jack teria dito para ela ir...

— Eu vou com ele. – Declarou pegando o seu celular e também se levantando da mesa recebendo um olhar sério de Tonks. — Correr riscos não é mesmo?

— Marlene, por acaso ele usou drogas e você acabou entorpecida quando beijou ele? – Nossa, ela está parecendo a Lily.

— Ele não parece perigoso, e além disso, está sendo filmado. – Ela apontou para o celular dela. — Te vejo depois. – Foi em passos apressados atrás de Sirius, deixando Tonks sozinha.

Tonks suspirou, tirando de seu bolso o seu celular e abrindo o navegador. — Já que está sendo filmado...

Fora do Três Vassouras, Sirius já estava em sua motocicleta quando viu Marlene chegando até ele. — Mudou de ideia?

— Digamos que sim. – Ela deu de ombros, divertida. — Até a cidade não é mesmo?

Ele assentiu com um sorriso colocando o celular num suporte para que continuasse filmando-os enquanto ele dirige. — Sobe.

A loira subiu atrás dele na motocicleta e se abraçou firmemente ao seu tronco quando ele deu a partida e começou o trajeto em direção ao centro da cidade.

Ainda no Três Vassouras Tonks já tinha acessado ao Nerve e escolhido a opção de observadora, apareceu uma mensagem em sua tela com os dizeres "Seu nome agora é ANON6758. Para começar pague uma taxa inicial de 19 libras" — Nossa, querem o que? Meu primogênito também? – Reclamou enquanto apartava o botão de "Ok"

A da cabelos cor-de-rosa procurou por @MMcKinnon_97 e encontrou alguns resultados, um que apenaa mostrava uma tela preta devido ao celular de Marlene estar no seu bolso, outro de observadores e um do @padfootStar que mostrava mais claramente os dois numa motocicleta.

A visão deles foi interrompida pela ligação de "Alice Wonderland" que Tonks atendeu na hora, ainda se lembrava da vez em que Alice ligou, Tonks não atendeu e depois de umas 2 ligações perdidas Alice já estava a ponto de chamar a polícia. — A Marlene está jogando o Nerve!

— Eu sei, eu estava com ela, ela me abandonou aqui para acompanhar outro jogador até a cidade. – Tonks disse displicente.

— Nymphadora Tonks, como você deixou isso acontecer?! – Ouviu a voz de Lily no fundo, ela parecia zangada com a situação.

Sempre "mãe-de-nós-todas" essa Lily.

— Quando foi que alguma de vocês me de atenção para começar?! – Respondeu levemente irritada. Se a Marlene foi infectada pela loucura da Dorcas a culpa não era dela. — Ela me deixou aqui no Três Vassouras, eu sou só mais uma no grupinho, não tenho culpa se a senhora Lily não criou ela direito.

— Ela está com o @padfootStar, eu assisto ele, não é pessoa ruim.— Alice tentou acalmar Lily que deveria estar borbulhando de raiva. — Se acalma, mulher!

— Eu estou observando ela. Remus assiste isso, acho que Marley vai acabar desitindo.

— Tem certeza?— Perguntaram as duas em uníssono.

— Não.

;;;

Ao chegar na cidade Sirius parou a motocicleta em frente a uma loja de roupas. Os dois desceram a moto e Marlene ajeitouseu cabelo que tinha se bagunçado devido ao tempo.

— Bem aqui estamos. Desafio concluido. – Falou checando a mensagem em seu celular. — Obrigada por me ajudar a conseguir 200 libras.

— Por nada. Se quiser eu também te levo para casa.

— Não, eu posso chamar um táxi daqui. Sem problemas.

O celular do de Sirius fez um barulho com a chegada de mais um desafio, ele olhou para trás para o outro lado da rua e ai depois para Marlene. — Eu vou indo, tchau!

— Tchau, e boa sorte. – Deu um sorriso pequeno ao rapaz enquanto o observava se afastar.

Poucos segundos depois o celular da garota recebeu mais um desafio. "Experimente esse vestido", embaixado da mensagem tinha a foto de um belo vestido verde, que pela aparência deveria custar caro.

Estava escurecendo, poderia ir para a casa e ver algum filme já que sua mãe estaria de plantão no hospital, porém era apenas experimentar um vestido.

Só mais um desafio não ia fazer mal.

Um temporalizador apareceu abaixo da foto do vestido, marcando 5 minutos para ela completar o desafio. Marlene olhou para a loja de roupas do outro lado da rua, certamente o vestido estaria lá então ela aproveitou que não tinha nenhum carro passando no momento para correr em direção à loja.

E os desafios estão ficando cada vez mais complicados.

Notas finais
Espero que vocês tenham se divertido com isso porque essa foi uma das minhas cenas favoritas e eu ri muito escrevendo isso. Até o próximo capítulo, não sei exatamente quando vou atualizar mas talvez seja bem logo.