Notas iniciais
Olha quem está aqui pela segunda vez no diaaaa! Eu acho que tinha dito que iria finalizar essa fic em alguns poucos capítulos, mas mudei de ideia porque eu sou dessas kkkkk Vou fazer umas alterações e prolongar a história, mesmo que ninguém se importe. Falando em ninguém se importar, eu imploro aos meus leitores que comentem se estão gostando ou não, por favoooooorzinho Tenham uma boa leitura Nos vemos lá nas notas finais ♥

POV Annabeth
— ANNABETH – Acordei com um grito.
Minha mãe estava na porta do meu quarto com os olhos cinza iguais aos meus arregalados de surpresa. Sim, já tinha amanhecido e quando conferi o horário no relógio na minha mesinha percebi que eram 10:30 a.m. Quando olhei de volta pra ela entendi o porque do espanto da dona Atena, Percy estava do meu lado, e ainda dormia (não sei como depois do grito da minha mãe)
— Oi mãe – Sorri amarelo – Não é o que você tá pensando – bochechas vermelhas ativadas – Ele é só um amigo.
— Espero vocês lá na cozinha – Antes que eu dissesse mais alguma coisa, a porta já estava fechada e minha mãe já havia desaparecido.
— Percy – Sacudi ele – Percy – Tentei mais uma vez. Resolvi apostar em outra forma de acordá-lo.
Sentei em seu colo e dei um beijo em seu pescoço. Fui subindo os beijos, um perto da orelha, outro na bochecha e quando cheguei a boca ele ficou por cima e disse:
— Bom dia, Sabidinha. Muito esperto o seu jeito de me acordar.
Não me pergunte como mas eu consegui ficar por cima e respondi:
— Aham, sei. Sou muito esperta mesmo! Espera só pra me ver na aula de aritmética – Dei um selinho nele – Agora levanta garotão, a dona Atena tá esperando a gente lá na cozinha.

...
— Bom dia, mãe – Eu disse quando cheguei à cozinha.
— Bom dia, senhora – Percy disse, super recatado e do lar.
— Bom dia meninos – Minha mãe respondeu com o tom totalmente diferente do que ela usara mais cedo.
Sentei do lado direito da minha mãe e sugeri que Percy sentasse ao meu lado apenas com o olhar. Ele o fez. Com a mesa toda colorida e repleta de coisas gostosas, eu concluí que certamente todos os nossos ajudantes estavam de volta, até porque nem eu e nem minha mãe possuíamos o dom de cozinhar.
— Mãe, eu vou logo ao ponto... – Comecei mais fui interrompida.
— Eu não me importo de vocês terem transado, desde que tenham se protegido – Percy engasgou com o suco que estava tomando – Só fico magoada por você não ter me contado Annie.
— Mãe, a gente não transou – Tentei não ficar vermelha com isso.
— Mas ela não deixou de tentar, senhora Atena – Percy abriu a boca só pra falar merda. Como ele ousava falar isso?! E além do mais com a cara séria, sem rir, usando aquele tom maduro?! – E ela não tentou só uma vez – Ele concluiu.
— Por favor, Percy, esqueça o senhora me chame apenas de Atena – Ela disse toda simpática – Fico feliz pela sua sinceridade, uma ótima qualidade para um genro.
— Mãe, somos SÓ AMIGOS, vocês não perceberam que eu tô cavando um buraco pra enfiar minha cabeça, não? Eu estou morrendo de vergonha – Eu desabafei, porque sou dessas, e eu não ia ficar ali que nem uma bocó vendo o carinha que eu gosto e a minha mãe falarem de sexo e se tornarem amigos. Isso é inimaginável, principalmente vindo da minha mãe. Percy só piscou pra mim discretamente e me ignorou, assim como minha mãe.
— Percy, você não sabe o quanto estou feliz por ver Annabeth namorando. Isso é ótimo! Que tal se realizarmos um jantar para vocês oficializarem? – Ela se empolgou muito.
Vi que Percy perdeu um pouco a confiança, mas foi muito rápido, então aquele sorriso petulante (e lindo) estava em seu rosto outra vez. Resolvi entrar na conversa de minha mãe.
— Mãe, ainda está tudo muito recente, né Percy? – Ele ficou com cara de paisagem e eu chutei a canela dele por baixo da mesa – Não é mesmo, Percy?
— AI! Aham, sim – Respondeu ele rabugento – Preferimos manter tudo mais secreto.
— Aaaah sim, aquele negócio dos jovens de hoje de “O que ninguém sabe, ninguém estraga” – Ela fez aspas com os dedos – Acertei?
Percy e eu trocamos olhares cúmplices.
— Sim – Falamos em uníssono.
Eu dei o assunto por encerrado já que ela começou a ler o jornal e tomar café. Peguei um bolo de chocolate e Percy parecia bem com seu suco e algumas torradas.
— Pensei que você fosse passar alguns dias fora mãe. Você saiu ontem e não avisou nada, pensei que tinha viajado – Falei de boca cheia.
— Não filha, ontem eu saí com um amigo – Isso é a minha mãe corando?! Ai meus deuses!
— E só voltou hoje? – Sorri o meu melhor sorriso malicioso.
— SIM Annabeth! – Ela se levantou e espalmou as mãos na mesa – Preciso ir, vou para o escritório, volto mais tarde. Tchau Annie, mamãe te ama. Foi um prazer Percy.
Ela pegou a bolsa e saiu.
— Sua mãe é um amor de pessoa – Percy sorriu – Vocês são parecidas.
— Isso significa que eu também sou um amor de pessoa? – Perguntei.
— Sim, você é uma gracinha.
— Que tipo de elogio é esse? Não gostei – Ele gargalhou.
— Só falei pra saber qual seria sua reação – Ele continuou a gargalhar.
— Tudo bem, eu supero isso – Me levantei – Vou trocar de roupa, porque acho que você já se cansou dessa coruja no meu pijama, certo? – Sorri.
— Não, você fica linda de qualquer jeito – Fala sério! Quantos sorrisos maravilhosos esse cafajeste tem?
— Tudo bem, agora sim você acertou no elogio – Comecei a rir e ele me acompanhou.
— Acho que eu já vou pra casa, meu pai já deve estar se perguntando que amiga é essa.
— Tudo bem – Não consegui esconder a tristeza da minha voz. Talvez eu estivesse criando expectativas de uma tarde incrível ao lado de Percy – Eu te acompanho até a porta.
Caminhamos em silêncio até a sala, e depois nos dirigimos à porta. Eu estava em dúvida se falava tudo que estava sentindo ou se me calava. Não sabia se ele sentia o mesmo, eu não tinha certeza de nada. Estava tão confusa.
— Olha eu... – Falamos em uníssono.
— Pode falar... – Mais uma vez.
— Tá, eu falo – Ele começou – Annabeth, essa foi a melhor madrugada da minha vida. E acho que em relação a nós...
— Eu sei, foi um erro. Nos conhecemos a pouco tempo, tenho certeza que você só queria que eu ficasse calada...
E ele, mais uma vez, me calou com outro beijo. Um beijo que sanou todas as minhas inseguranças, com gosto de laranja.
— Percy, eu...
— Deixa eu falar Annabeth – Ele segurou minhas mãos – Eu sei que é muito cedo pra dizer isso, mas eu realmente gosto de você, não como amiga, eu gosto de você de outro jeito. Um gostar desse tipo – Ele me deu um selinho – Então por favor, não me diga que foi um erro e nem que se arrepende, porque eu sei que não.
Suspirei. Soltei suas mãos e segurei seu rosto em minhas mãos.
— Eu também gosto muito de você, e gosto do mesmo jeito. Mas que tal se fizermos do jeito que falamos pra minha mãe? Vamos continuar sendo amigos, vamos nos conhecendo melhor, vamos deixar rolar. Pode ser?
— Eu concordo, contanto que eu não fique longe de você – Ele fechou os olhos enquanto eu acariciava sua bochecha direita.
— Espero que isso não aconteça, espero nunca ter que ficar longe de você – Eu investi contra seus lábios. Nos beijamos calmamente, selando nosso acordo através daquele toque.
— Agora eu preciso ir – Ele me soltou.
— Tudo bem – Eu sorri mais conformada após o nosso acordo.
— Só pra confirmar – Ele sorriu debochado – Aos olhos de sua mãe, somos namorados?
— Sim, e mais uma coisa, não conte a nossa conversa de agorinha pra ninguém – Você me ouviu?
— Tudo bem – Ele jogou as mãos para o alto em sinal de rendição.
— Tchau Annie – Ele me deu um selinho.
— Hey, quem me chama assim é só a minha mãe.
— E eu não posso te chamar assim? – Ele beijou o meu pescoço.
— Nãaaaao, assim não vale.
— Vale sim – Ele abriu a porta, se virou pra mim deu uma piscadela e se foi.
Passei o resto do dia parecendo uma boba apaixonada, sorrindo pra tudo e de tudo. Mas, sendo sincera, era o melhor sentimento que eu já havia sentido.

Notas finais
Como eu já disse, estou postando pelo celular, então perdoem meus erros e a minha formatação. Espero que tenham gostado! Comentem o que estão achando ♥