I Could Die For You

1 I always be with you...


Notas iniciais
Sinceramente, não sei porque coloquei "16 anos" na classificação, talvez pra chamar mais atenção[?].

Enfim... Boa leitura. ♥

~ 17 – 01 – 2009 ~

Era uma manhã fria, mais uma manhã de inverno. O loiro despertou com a brisa gelada que entrava pela janela que havia deixado, mais uma vez, aberta. Aos poucos foi abrindo os olhos, deparando-se com o outro loiro baixinho ao seu lado. O mesmo desenhava nos lábios o belo sorriso que tanto encantava o maior, suas bochechas estavam levemente avermelhadas, talvez pelo frio. Ele trajava um pijama branco, composto por uma blusa de mangas longas, que ficava larga no mais novo, e cobria até o meio de suas coxas, e conseqüentemente cobria também o pequeno short que compunha o conjunto, ambos com pequenos detalhes em azul clarinho, deixando-o com um jeito completamente infantil e adorável. Reita só fazia sorrir ao ver o noivo que conseguia ser tão belo, logo pela manhã.

- Está frio, meu amor, vai se resfriar. – Reita dizia baixinho à Ruki, que apenas lhe sorria em resposta. Talvez fosse exagero de sua parte e não estivesse tão frio assim. – Vou preparar nosso café.

E se levantou, deixando o quarto, e o pequeno deitado na cama, com aquele sorriso meigo, que fazia seu coração se aquecer. Reita caminhou primeiro até o banheiro, levando não mais que quinze minutos com sua higiene pessoal. Dali foi direto à cozinha, deparando-se com o pequeno cachorrinho, que pertencia à Ruki, pelo caminho. Ao chegar ao cômodo, Reita viu seu amado sentado sobre a mesa, ainda trajava as mesmas roupas, e ainda levava consigo aquele belo sorriso. O cachorrinho correu até o dono, abanando o rabinho, querendo chamar sua atenção. Reita e Ruki caíram na risada com a cena.

Após alguns minutos, o loiro que naquele dia não usava sua típica faixa, já terminava de preparar o café, o cheiro gostoso da bebida já se espalhava por todo apartamento. Colocou um pouco do líquido quente em duas xícaras, uma em especial era decorada, a de Ruki, que tinha desenhos simples, em suas cores favoritas. O menor sempre a usava, foi presente de uns amigos do casal, Aoi e Uruha. Aoi, principalmente, sempre foi muito próximo ao menor, eram praticamente irmãos. Já Uruha, sempre foi mais amigo de Reita, o que também não diminuía o enorme carinho que tinha por Ruki. Ambos haviam presenteado o menor com aquela xícara em um de seus aniversários, há muito tempo. Naquele dia, disseram a ele, que na simplicidade, sempre iriam encontrar algo inacreditável. Reita só foi entender o que queriam dizer com isso, muito tempo depois.

- Aqui está, meu anjo. – Reita depositou ambas as xícaras sobre a mesa, vendo o outro brincar com o cachorrinho em seu colo, simplesmente adorável. O mais velho pegou um pote de biscoitos, colocando-o sobre a mesa. – Já venho, hn.

Reita sorriu, caminhando até a área de serviços, pegando de um vasinho de vidro, uma bela flor branca que havia comprado na noite anterior. Caminhou novamente até a cozinha, fitando o pequeno que tomava seu café e comia um biscoito. Sentou-se na cadeira, ficando de frente para o menor, que lhe sorriu, olhando curioso para a flor que o mais velho trazia.

- Feliz oito anos juntos, meu amor. – Reita entregou à flor para Ruki, que sorriu largo, ainda assim, docemente. Reita sentiu seu coração bater mais forte, ao mesmo tempo em que o sentia apertado, fazendo com que algumas lágrimas rolassem por sua face. – Eu te amo muito. – Após dizer isso, viu seu amado esticar-se, podendo então sentir os lábios docinhos do outro tocar os seus por alguns instantes. Aquele beijo era como uma brisa quente que o tocava, pra ele era uma das melhores sensações do mundo.

Após tomarem o café, Reita foi até a sala e jogou-se sobre o enorme sofá, aonde havia uma coberta, que havia deixado sobre ele na noite anterior. Deixou um enorme sorriso tomar-lhe a face, assim que o corpo do menor juntou-se ao seu. Se suspirasse fundo, Reita podia sentir o perfume dos fios clarinhos do outro. Assim que o amado se aconchegou ao seu corpo, o mais alto jogou a coberta sobre ambos, e logo o cachorrinho também correu para o sofá, deitando-se perto dos dois. O maior ligou a televisão, deixando num canal de desenhos qualquer. Fazia parte da rotina do casal, assistir desenhos após o café da manhã aos domingos. E assim passavam praticamente o dia todo. Assistindo TV, comendo besteiras, trocando carícias. Naquele dia ambos dormiram. O mais velho pôde sentir o afago gostoso nos cabelos, que o menor sempre fazia até o mais velho dormir, sempre adorou aquilo.

Na verdade, não havia nada que não adorasse em Ruki. Pra ele, o menor sempre foi o garoto perfeito. Adorava cada gesto, cada carícia, cada manha. Adorava também, até o jeito que o outro ficava quando estava bravo. Ruki parecia até uma criança, Reita sempre disse que só o faltava dizer que estava “de mal”, quando brigavam. Sempre por motivos bobos. Mas nada que não resolvessem logo. Nunca iria se esquecer da vez que brigaram, porque Reita havia levado morangos no meio das frutas com chocolate que havia pedido.

~ Flashback ~

– Sabe o quanto odeio morangos! Só pode ter feito isso de propósito! Eu sei que foi! – O menor batia os pés no chão, olhando indignado sobre a mesa, os três palitinhos com frutas com cobertura de chocolate. Havia apenas um morango em cada um dos três palitos.

- Mas koi, era só uma em cada um, eu não poderia mandar ninguém arrancar os morangos daí. Eu imaginei que você tiraria quando fosse comer. – Reita dizia calmo, nunca ousou levantar a voz para o mais novo, simplesmente não tinha coragem, por mais que o outro gritasse.

- Não, Reita! Você quer é me ver morto, você não gosta de mim! – Ruki dizia entre gritos, algumas lágrimas escorriam por seu rosto. Reita não se conformava que tudo aquilo havia começado por causa de morangos.

- Chibi, os morangos não vão te matar, muito menos eu... E nunca mais diga isso, sabe o quanto te amo... – O mais velho ainda dizia baixinho, podia-se perceber o tom choroso em sua voz.

- Ama? – Ruki já voltava a falar baixo, as lágrimas ainda corriam pela face bonita.

- Claro que amo... E muito. – O mais velho sorria suave e sincero, os braços já envolviam o menor, que também o abraçava.

- E promete que não vai me deixar? – Ruki o olhava, tinha os olhos pidões, ainda molhados pelas lágrimas, e uma expressão extremamente infantil na face. Como não resistir aquilo?

- Prometo, eu vou estar pra sempre ao seu lado, não importa onde esteja. – Disse sincero, depositando um selar sobre os lábios do menor, que apenas sorria, enquanto o apertava entre os braços.

~ Flashback ends ~

Nesse dia, Reita acabou comendo os únicos três morangos que havia no meio das outras frutas. E depois disso nunca mais havia levado daquelas frutas pra casa. Nem que tivesse que comê-las no caminho, mas por suas mãos, Ruki não veria mais nenhum morango. Naquele dia, Reita podia jurar que teve medo de perder o ser que tanto amava por causa de simples frutinhas. Mas também não podia negar que adorava aquele jeito do outro, de mudar completamente de humor, transformando gritos em palavras de amor.

Após algumas horas dormindo, o maior despertou, olhando assustado o relógio de parede que havia na sala. Passava um pouco mais de três da tarde, e quase havia se esquecido de que Aoi e Uruha iriam para uma visita. Levantou-se com cuidado do sofá, ainda via seu pequeno dormir ali. Caminhou até o banheiro novamente, tomando um banho que não durou mais que vinte minutos. Dali foi direto ao quarto, deparando-se com o menor sentado sobre a cama, que lhe sorria sapeca. Reita riu baixo, caminhando até o roupeiro, pegando duas camisas, uma preta e uma branca. A preta tinha alguns detalhes simples e discretos em prata, o que a tornava ainda mais bela, a branca, ainda mais simples, não possuía nenhum detalhe. Estendeu as duas em frente ao corpo, virando-se para o menor.

- Qual delas? – Perguntou, vendo Ruki de imediato apontar para a camisa branca. Tinha certeza de que o menor escolheria aquela, sempre foi a favorita de Ruki. Aquela era a camisa que Reita havia usado no dia em que começaram a namorar. Outro dia que seria inesquecível.

Foi em uma tarde de inverno como aquela. Reita trajava aquela camisa branca de mangas compridas, sobre ela um casaco de couro, o seu favorito, e um jeans preto. Ruki usava um casaco preto, e uma camisa na mesma cor por baixo, o pescoço era adornado por um cachecol vermelho, e também usava um jeans preto. Naquele dia foram ao parque, Ruki nunca havia comido tanto algodão doce em toda sua vida. E em meio a tantas risadas e sorrisos, Reita tirou uma pequena caixinha aveludada do bolso, ao abrir a mesma, exibiu uma aliança prateada. Os olhos de Ruki nunca haviam brilhado tanto.

~ Flashback ~

~ 17 – 01 – 2001 ~

- Ruki, aceita namorar comigo? – Reita disse receoso, exibindo as alianças àquele que seria seu futuro noivo. Mordiscava levemente o próprio lábio inferior, nunca esteve tão nervoso.

- Reita eu... – Ruki mordiscava levemente os lábios também, enquanto uma expressão pensativa tomava-lhe a face, deixando o maior mais apreensivo do que já estava. — É claro que aceito! – Disse animado em seguida, sorrindo largo. Reita suspirou aliviado, exibindo um sorriso semelhante ao do outro em seguida.

- Ah, Ru-chan... Eu te amo tanto... – Reita o abraçou forte, o soltando em seguida, apenas para pegar uma das alianças e colocar no dedo do menor.

- Eu também te amo muito, nee. — Ruki sorria largo, fitando a jóia prateada no próprio dedo, pegando a outra em seguida, colocando no dedo anelar do maior. – Só me promete uma coisa? – Ruki disse baixo, ainda mantendo um sorriso singelo nos lábios, fitando o maior.

- O que quiser. – Reita assentiu, exibindo um belo sorriso.

- Promete que vai estar pra sempre ao meu lado? – Ruki o olhava intensamente, os braços envoltos à cintura do maior, apertando-o levemente.

- Claro que sim. – Reita disse, selando os lábios do menor, envolvendo-o num abraço apertado. — Eu vou estar pra sempre ao seu lado, não importa onde esteja.

Aquele foi um dos dias mais felizes de suas vidas. Eles sempre se amaram, essa era a grande verdade. Desde o colégio, quando eram apenas adolescentes que estavam descobrindo o que era a vida. Nesse dia decidiram que descobririam juntos, não importava o que fosse, bem ou mal, mas que passassem juntos. Dois anos depois, já estavam morando juntos, no apartamento que Reita havia ganhado de seus pais no aniversário. E aquele presente veio bem a calhar. Ali os dois construiriam sua vida juntos, ali construiriam seu amor e compartilhariam todos os seus sentimentos, dos mais tristes aos mais felizes.

~ Flashback ends ~

~ 17 – 01 – 2009 ~

Reita vestiu a camisa que usara naquele dia, não só a camisa, mas também o casaco e a calça. Tudo sob a aprovação do sorridente Ruki, que o fitava de cima a baixo. Sorriu largo, ao perceber que as roupas ainda lhe serviam depois de tanto tempo. Em seguida ajeitou os cabelos no moicano que tanto gostava, fez uma maquiagem simples e colocou uma faixa sobre o nariz. No pescoço havia uma corrente, e pendurada nela, sua aliança de namoro. Desde o noivado com Ruki, onde havia trocado as alianças, decidiu que nunca se livraria daquela, então o mais novo deu a idéia de que as usassem em correntes. Reita olhou o relógio em seu pulso, nem havia percebido que tinha perdido tanto tempo apenas para se arrumar, já era quase cinco horas, e seus amigos chegariam lá as sete, e ainda havia tanta coisa pra fazer.

- Vamos? – Reita dirigia-se a porta do quarto novamente, estendendo a mão para o noivo, que logo o alcançou, e assim deixaram o cômodo.

Reita voltou até a sala, dirigindo-se diretamente a uma estante, onde havia alguns livros. Sobre a mesma havia também um pequeno porta-retratos, que trazia consigo uma foto de uns dois anos atrás. Eram Reita e Ruki, no dia que haviam noivado. Reita não conseguiu evitar um sorriso ao ver a fotografia, pegou o porta-retratos, um papel e uma caneta, então caminhou até o sofá. Ali passou mais de meia hora, escrevendo palavras que eram difíceis de sair. Vários sentimentos o invadiram, enquanto escrevia naquela folha de papel. Sentimentos que havia guardado somente para si durante um bom tempo.

Ao terminar de escrever caminhou até a porta de entrada do apartamento, destrancando-a, e a deixando entreaberta. Sabia que Aoi e Uruha chegariam antes do combinado, eles sempre faziam isso. Olhou novamente no relógio, era quinze para as seis da tarde. Caminhou até o quarto novamente, ainda segurando o porta-retratos e a carta nas mãos. Ao adentrar o cômodo, viu o cachorrinho brincar no tapete do quarto. Deixou a foto sobre a cama, junto à carta que havia escrito, e em seguida pegou o bichinho no colo, o apertando brevemente entre os braços, sorrindo ao mesmo, que abanava o rabinho.

- Eu gosto de você, Koron-chan, seu bobo. – Riu baixo, caminhando até a porta, apertando novamente o cachorrinho entre os braços, antes de colocá-lo pra fora, e fechar a porta. – Eu gosto dele, sabia? Ele é um mimado, me odeia, mas eu gosto. ¹ – Reita disse, virando-se para Ruki, que estava sentado na cama, rindo baixinho. O loiro sempre havia feito cena por causa do cachorrinho. Vivia dizendo ao namorado que não gostava do cachorro, e que o cachorro também não gostava dele. Na verdade morria de ciúmes do bichinho, sempre dizia que Ruki amava mais o cachorro do que a ele. – E eu nem vi você entrar, está ficando bom nisso, sabia? – Reita riu baixo, sendo acompanhado por Ruki.

Reita caminhou até a cama, pegando novamente o porta-retratos e a carta que havia deixado ali em cima, sentando-se no seu lado da cama. Deixou a carta sobre o criado-mudo que havia ao lado, e abriu a gaveta do mesmo em seguida. Pegou ali um pequeno vidrinho, fitando-o de forma intensa, enquanto se deitava. Desviou o olhar para Ruki, que o fitava sério, pela primeira vez, depois de tanto tempo.

- Ah Chibi, não me olhe assim, eu prometi. – Reita disse baixo, e por mais que tivesse um sorriso nos lábios, sentiu várias lágrimas rolarem pelo seu rosto. Num suspiro mais longo, voltou a fitar o vidrinho em suas mãos, abrindo-o. – Eu tive que optar por isso, era o único jeito. – Dizia para o menor que sabia que ainda estava ali.

Sorriu e deitou-se com calma, fitou outra vez a foto dos dois por alguns minutos, sentiu lágrimas rolarem por seu rosto novamente e ainda assim continuava a sorrir. Pousou o porta-retratos sobre o peito em seguida, apertando-o levemente contra o corpo, suspirou longamente, então fechou os olhos e despejou todo o conteúdo líquido do vidrinho nos lábios.

Reita sentiu um mal estar horrível, sentia como se todos os seus órgãos queimassem por dentro. Sentia dor, sentia uma dor indescritível. Desse jeito ficou durante longos minutos, até conseguir abrir os olhos novamente. Percebeu seu amado deitado sobre si, uma leve brisa tocara seu rosto, era a carícia que Ruki fazia. O menor sorria, tentando acalmá-lo, enquanto sussurrava que iria ficar tudo bem, e Reita sentiu-se feliz ao ouvir a voz que há tanto lhe fazia falta. Há tanto tempo Ruki havia parado de falar com ele, e aquilo já estava o deixando angustiado.

- Me des... Desculpe... Pela demora, amor... – Reita disse baixo, com as últimas forças que ainda restavam em seu corpo, ainda pôde ouvir o amado sussurrar que estava tudo bem.

De repente todo o mal estar e toda a dor se foram. Reita sentia-se leve, sentia seu coração falhar, sua respiração falhar, ainda assim sentia-se leve. Não tinha mais forças para mover um músculo sequer de seu corpo, mas aquilo não importava. A sensação de êxtase que lhe invadia era melhor, a sensação de alívio era melhor, saber que logo estaria junto a quem tanto amou, era simplesmente perfeito. E assim adormeceu... Sem sonhos ou pesadelos, simplesmente adormeceu. Para sempre...

o.O.o

- Koi, eu espero que ele esteja bem... – Disse o loiro de lábios cheinhos ao moreno, enquanto aninhava-se ao seu corpo. – Ele estava tão desanimadinho quando nos falamos no telefone ontem... – Uruha formou um biquinho nos lábios, fitando o moreno.

- Está tudo bem, Kou. – Aoi disse, selando o bico que o namorado fazia, suspirando baixinho em seguida, fitando o painel do elevador, que acusava que já haviam chegado ao andar desejado.

Assim que as portas de metal se abriram, os dois seguiram calmos até o apartamento do amigo, que ficava no final do corredor. Uruha parou em frente à porta, preparando-se para bater, desistindo de fazê-lo, assim que notou que a mesma estava entreaberta. O loiro franziu o cenho, virando-se para o namorado, que não hesitou em abrir logo a porta e adentrar o apartamento. Uruha sentiu seu coração apertar ao entrar ali. Mesmo depois de tanto tempo, temia que o pior acontecesse.

- Rei-chan...? – Aoi dizia calmo, enquanto mantinha-se parado no meio da sala, olhando para os lados, à procura do amigo, não obtendo resposta alguma. – Reita, está aí? – E o silêncio reinou novamente no local.

- Reita, cadê você? – Uruha dizia com a voz preocupada, a falta de resposta já estava deixando o loiro agoniado. O loiro correu até a cozinha, procurando Reita por lá. Uruha ficou estático, ao ver uma flor branca e duas xícaras sobre a mesa, uma delas estava completamente cheia, era a que haviam dado para Ruki. – Aoi... Aoi vem aqui! – Chamou pelo namorado, que logo correu até a cozinha, deparando-se com Uruha chorando, apontando para a flor e as xícaras sobre a mesa.

- Ele... Por quê? – Aoi estava completamente confuso, aquilo não fazia o menor sentido. Já fazia tanto tempo... Há dois anos não via aquela xícara sobre a mesa, há dois anos não fazia mais o menor sentido aquela xícara estar sobre a mesa. – Droga, Reita... — O moreno já sentia algumas lágrimas escorrerem sobre a bela face, sentia um aperto no coração, ao lembrar-se de tudo. Não que tivesse se esquecido... O dia que marcou a vida de todos para sempre.

o.O.o

“Há alguns anos, eu fiz uma promessa. Prometi que estaria sempre ao lado dele, que nunca o deixaria e que sempre estaria aqui para cuidar dele. É uma promessa da qual eu nunca me arrependi, pois era só à ele que eu queria me dedicar, apenas ele e mais ninguém. Me sinto tão perdido sem seus sorrisos, sem seu abraço, seus beijos, suas manhas... Não sabem o quão torturante é ficar longe de quem se ama, o quão triste são meus dias sem tê-lo aqui... E apesar de tudo, eu sentia a sua presença, a cada brisa quente que batia no meu rosto... Ele me chamava. E ele está precisando de mim agora. E eu mais do que tudo, preciso dele.

Não faz mais sentido ficar aqui. E é por isso que estou dando um fim a tudo isso... Pra poder continuar.

Eu os amo muito, Kou e Yuu, mas há alguém que precisa muito mais de mim, e eu mais do que nunca, preciso dele. Agora sim, tudo estará bem...

Eu vou estar pra sempre ao seu lado, Ru-chan, não importa onde esteja.

Reita. “

Notas finais
¹ Esse pedaço é dedicado à Matsu e o chibi dela. ♥ -qq

E aí, pessoal? *-*
Sentiram minha falta? *-* /nãoq
Essa fic é pra abrir a minha volta e... [?????]-qq

Mas enfim, o que acharam? Bom, é a minha primeira Reituki, eu estava numa vontade louca de escrever algo com o casal, e numavontade louca de escrever um drama bem dramático[?], então juntei os dois e saiu isso. ♥ ~ -q
Espero que não tenha ficado muito confuso, e que ninguém queria me matar por matar os dois[?]. q

Enfim, esperam que tenham gostado, quem sabe eu não escrevo mais com o casal? *-* /nãoshimanãoq

Em breve volto a postar Ironic, e vem mais duas fics por aí. *-* *Le propaganda* -qqq

Parei mesmo. ♥ -q

Reviews? :3 ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!