Notas iniciais
Qualquer erro me avisem.

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Turn down the light; turn down the bed. Turn down these voices inside my head.

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“O que vocês podem dizer da nova turnê e do novo cd? Qual de vocês está solteiro? Qual são os planos para o futuro? Sobre qual famosa você tem uma quedinha?”

Sempre as mesmas perguntas. Sempre as mesmas respostas. Às vezes, com algumas sentenças trocadas, como uma rotina de monotonia. Sempre com pessoas envolta de você, mas sempre se sentido sozinho em um mundo onde só existe você.

“Zayn!” Liam disse, puxando-o mais velho pela gola de jaqueta. “Você tem tempo de sobra pra dormir, depois da entrevista.”

E com um sorriso, ele já havia ganhado o dia.

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Lay down with me; tell me no lies. Just hold me close; don't patronize.

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“Você quer sair hoje com os meninos, Zayn?” Louis disse com a voz arrastada e com um leve biquinho em seus lábios rosados.

Era um dia calor. Era loucura ficar dentro de um hotel trancafiado, entre quatro paredes, com duas janelas e mais nada. Era como uma prisão, a única diferença é que eles tinham o direito de pensar nela. Mas, em silencio, sem jamais falar sobre os pensamentos. Muito menos sobre liberdade, a menos que ela envolvesse alguém atrás de você.

“Não, eu estou bem.” Ele disse com um sorriso e uma leve piscadela, voltando sua atenção para o teto.

“Você tem certeza?” Louis sentou-se do lado e se cobriu no meio da bagunça de cobertores, encostando a cabeça no ombro do amigo que deu um breve suspiro. “Eu não acho que você tem certeza, vai ser legal.”

“Louis!” Harry apareceu na porta do quarto e não era uma surpresa como ele só vestia suas boxers. “A gente vai se atrasar. Zayn, você vem junto né? Eu sinto saudade de você.”

E como se fosse um maquina desligou seus pensamentos e fingiu jamais ter ouvido as palavras do menino de cabelo encaracolado, era como se tudo fossem mentiras, suspiros; não era como se alguém realmente se importasse ou sentisse falta do outro.

E com uma porta rangendo, saiu de seus devaneios. Eles já haviam saído, mas isso também não era uma surpresa.

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Don't patronize me.

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“Zayn, você tem certeza que vai ficar?” O irlandês perguntou e mesmo com aquele olhar adorável, não conseguiu o tirar de seu caixão particular.

E ninguém jamais tentaria o fazer de novo, porque seria uma perca de tempo e não era como se eles tivessem todo o do mundo.

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'Cuz I can't make you love me If you don't. You can't make your heart feel something it won't. Here in the dark in these final hours, I will lay down my heart and I'll feel the power; but you won't.

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“Zayn!” A porta se abriu com um estrondo, seguido de um jovem menino com um copo de bebida em suas mãos.

“Leeyum! O que você está fazendo aqui, você não deveria estar na festa ou clube ou eu não sei o que com os meninos?” O menino puxou as cobertas até o pescoço, como se fosse um tipo de escudo. Ele não se sentia bem, não com aqueles dois pares de olhos castanhos o vendo assim tão ingênuo.

“Eu prefiro ficar com você.” Ele andou até a cabeceira da cama e engatinhou até chegar ao lado. O lado direito da cama.

Desde que eles haviam compartilhado a primeira noite juntos, eles se adaptaram as regras que jamais eram faladas da boca pra fora. Liam sempre ficaria no lado da direito da cama como Zayn ficaria no lado esquerdo.

Mas, eles tinham dinheiro o bastante para comprar – quase – um hotel inteiro. Então, eles não precisavam mais dividir camas.

“Li, você tá bêbado.” Zayn disse suspirando – e ultimamente as poucas coisas que as pessoas eram permitidas ver alem dos suspiros de Zayn, eram as tragadas no cigarro. A nicotina era quase como uma droga, que entrava nos seus pulmões e esvaziavam seu coração.

“Sabe Zayn, hoje eu estava pensando e eu descobri que eu nunca havia beijado você. Mas, eu já beijei o Niall.” Ele fez uma breve pausa para dar uma risada que havia resoado por todo o quarto. E Zayn não era uma das pessoas, mas, alegres ao ouvir isso, não com seu coração quase sangrando. “Então, eu decidi que eu tinha que vir aqui pra fazer isso.”

Foram uma questão de minutos até que o maior havia pulado da cama com seu celular em mãos.

“Não, Liam.”

Era como se sua mente tivesse gritando e palavras nunca machucaram o como essa.

Dizer não para alguém que se ama, é a mesma coisa que se jogar de um avião em quanto ele se movimenta, é quase a mesma coisa que pular de um precipício ou cheirar cocaína. Você ia se sentir tão forte e orgulhoso de si, que depois ficará tão triste quem nem saberá mais a razão porque você ainda quer existir.

E ele estava pressionado contra a parede, havia doido, mas ele não ia falar. Ele não tinha mais controle de si mesmo.

“Zayn.” E o menino se aproximava mais e mais do menino, que não tinha mais para onde recuar.

E os lábios macios estavam pressionados contra o dele. E haviam mãos por toda a parte do seu corpo, explorando-o. Mas, ele não havia se deixado levar – não ainda.

E com um sorriso novamente, ele havia ganhado o dia. Aquele sorriso, era quase impossível de não se perder nele assim como nos olhos, talvez fosse errado, mas ele iria esquecer por alguns instantes sobre isso e deixar o tempo o levar.

“Liam.” Um gemido tão baixo, quase inaudível, mas que não passou despercebido pelo outro que o pressionava contra a parede.

E a mordida nos seus lábios, foram como uma chave para deixar a língua viajar dentro de sua boca e ele iria ignorar os outros gostos ali, iria ignorar, que essa não era a primeira vez que ele fazia isso. Ele iria fingir que não sabia que aquele não era o gosto dele, mas sim de alguém, talvez um estranho.

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I'll close my eyes. Then I won't see, the love you don't feel when you're holding me.

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“Nós conseguimos!” Liam disse pulando do sofá e sendo recebido por abraços de todos ali presentes.

“Mais um disco!” Louis disse subindo em cima do sofá e pulando nas costas do Harry. “Mais prêmios pra nos, baby.”

“Não me chama assim na frente deles.” O garoto de cabelos encaracolados disse com uma falsa inocência.

“A gente bem que podia comemorar isso, não?” Niall disse e o sorriso no menino parecia mais brilhante que a lua, junto dos olhos que eram como o mar e os cabelos que eram como o sol. A combinação perfeita, para alguém tão pequeno.

Zayn levantou-se do sofá e foi recebido por um abraço de Niall, que disse algumas palavras talvez sílabas ele não tinha certeza do que estava ouvindo, era a alegria do momento ou talvez era apenas porque ele não estava tanto atento.

E longos braços fortes estavam envoltos da sua cintura e ele não precisava abrir os olhos para saber quem era, ele conhecia o cheiro, a textura da pele, talvez até como a respiração dele era contra o seu pescoço.

“Hey!” Liam disse olhando-o nos olhos.

“Hey!” E deu um beijo no queixo do menino. Um beijo demorado, talvez mais demorado do que deveria. Ele só queria poder por alguns momentos coletar lembranças para depois revivê-las.

“Eu te amo.”

E ele não precisava olhar para cima, pois ele já sabia que desse amor ele não precisava, não vindo dele.

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Morning will come, and I'll do what's right; just give me till then to give up this fight.

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“Zayn, olha isso você tá na capa do jornal. Não é uma novidade, eu sei, mas você tá bonito, não que você não seja, eu só quero dizer que você está mais bonito.” Niall disse, se atrapalhando nas suas próprias palavras e com um sorriso tímido, olhou para seus sapatos.

“Não fala assim dele. Ele é meu.” Liam disse, puxando Zayn para sentar-se do seu lado. “Não é, Malik?”

E Zayn foi surpreendido mais uma vez pelo menino. E dessa vez ele não tinha palavras para responder aquela pergunta. Porque ele nem mais se tinha, então ele não podia ser de ninguém, até ele finalmente se encontrar, talvez em uma nuvem de fumaça do seu cigarro, ou a fumaça de um trem.

Ou viajando para outro mundo, onde nada disso é possível. Fingindo uma vida que nunca viveu. E talvez assim, essa dor iria passar e ele finalmente teria paz.

“Erm...” Zayn disse e voltou sua atenção para o cereal na sua frente. Ignorando os ruídos vindos da cozinha que ele já sabia que eram Louis e Harry, e os dois fingiam que não havia feito nada como se as marcas no pescoço e o vermelho dos lábios, já não os entregassem.

E os braços do menor passavam por trás da sua cadeira.

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And I will give up this fight.

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“Meninos, está jovem senhorita é a Perrie e ela é minha namorada.”

Notas finais
E eu recomendo muito vocês lerem essa fic ouvindo a música na qual ela foi inspirada. Bon Iver, é muito bom e eu acho que ele é um dos melhores artistas que poderiam ser usados pra song-fics de Ziam.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!