Luanna P.O.V

Acabou que eu não conversei com o Harry. Quando eu fui me despedir dele, ele colocou um papel escrito no meu bolso: “A gente precisa conversar. Pode deixar que eu vou dar um jeito de te ligar para a gente se ver. Harry.”. Agora eu estou no meu quarto me remoendo de nervosismo pensando em como o Harry vai conseguir entrar em contato comigo. O meu celular vibrando me tira de meus pensamentos. Era uma mensagem.

Tem como você vir até agora? Eu ia te chamar para sair, mas os meninos me conhecem bem demais para que eu minta sobre quem é a garota. Harry x”.

Como é que ele conseguiu o número do meu celular? Não pensei muito na resposta para essa pergunta, me concentrei na mensagem do Harry.

“Dá até para eu ir. Só que não vou suspeitar se eu chegar ai para conversar com você não?”

Mandei.

Eu até imaginei a cena de eu chegando lá, o Louis me olhando surpreso e eu indo conversar com o Harry. Meu celular vibra com a resposta do Harry.

“Os meninos saíram, eu estou sozinho aqui. Relaxa.”

Respondi:

“Beleza. Chego ai em dez minutos”.

Mandei essa mensagem, peguei as chaves de meu carro e fui dirigindo até o meu destino. Cheguei lá com exatos dez minutos. Quando eu toquei a campainha o Harry já abre, como se já estivesse com a mão na maçaneta.

- Oi... – comecei a dizer, mas fui surpreendida com o Harry me puxando para dentro, fechando a porta e me beijando.

- Por que fez isso? – perguntei depois de ter me libertado.

- Achei que era o que eu devia fazer – ele falou dando de ombros.

Deixei essa passar enquanto ele me conduzia até a pouco conhecida sala. Sentamos e ficamos nos encarando.

- Então? – quebrei o silencio.

- O que você achou do que eu fiz quando você chegou? – ele perguntou se referindo ao beijo.

- Na festa, eu estava embriagada o suficiente para te beijar, e ali na porta você me pegou de surpresa – enrolei ele não querendo falar o que eu senti.

Ele não respondeu e continuou me olhando.

- O problema todo aqui é o Louis não é? – perguntei.

Harry suspirou tudo e concordou.

- Eu nunca achei que eu fosse me envolver nesse tipo de situação. Eu conheço o Louis, sei o tanto que ele é ciumento. Se ele já é todo ciumento para cima de mim, eu nem consigo imaginar o tanto que ele deve ter ciúmes da irmãzinha mais nova dele – Harry falou um tanto frustrado.

- O que você quer de mim? – perguntei.

- Eu não sei – ele sussurrou depois de um tempo fitando o nada.

- Lembra do que você me disse na festa? “é só um beijo, não mata ninguém” – recitei – Você... A gente não está levando isso a sério de mais não? Foi só uma noite, foi só aquela noite. Não quero te pressionar nem me sentir pressionada a alguma coisa só porque eu sou irmã do Louis ou só porque você me vê como “a irmãzinha mais nova de um dos meus melhores amigos da qual eu não quero magoar”. Por isso eu volto a te perguntar: o que você quer de mim? Por que se você não quisesse alguma coisa, não teria me chamado até aqui.

- E você teria vindo se eu não quisesse alguma coisa? – ele devolveu a pergunta para mim de um outro jeito.

- Teria.

- Por quê?

- Porque eu quero saber o que eu fui para você há dois dias a trás. Seja sincero e não tenha medo de dizer que eu só fui mais uma.

Ele não respondeu de imediato.

- Eu estava olhando para você a um bom tempo e você nem olhava para mim, até que eu percebi que você estava um pouco tonta e aí finalmente você olha para mim e eu fiquei lá te olhando feito um retardado, querendo desviar o olhar, mas eu não conseguia. Quando eu menos esperava eu estava dançando com você e te beijando.

- Eu fui só uma não é? – eu sorri torto – Não tenha medo de admitir isso... Você me queria por uma noite e conseguiu.

- Mas, eu te beijei ali na porta – ele falou pasmo.

- O que você quer que eu fale agora? Parece que você falou isso para você mesmo.

Ele não respondeu e nessa hora a porta da garagem da casa se abre: os meninos tinham chegado. Eu e Harry nos levantamos rapidamente.

- O Louis não precisa saber o que já aconteceu entre a gente – eu falei rapidamente.

- Tudo bem – Harry concordou – Saia pela porta da frente.

- Eu te vejo depois... Aliás – eu me interrompi quando eu já estava com a mão na maçaneta – Foi legal ter ficado com você.

Ele abriu um sorriso perfeito mostrando suas covinhas e eu retribui o sorriso.

- Te vejo depois – ele falou ainda sorrindo.

Abri a porta e sai em disparada. Parei em frente ao meu quarto enquanto vi os meninos fechando a garagem e para a minha infelicidade eles saíram da garagem ao invés de ficar por lá mesmo e me viram.

- Maninha? – Louis perguntou surpreso quando me viu ali. Todos eles foram se aproximando. Senti um nó em minha garganta.

Todos eles me cumprimentaram com um abraço e um beijo no rosto.

- O que faz por aqui? – Liam perguntou.

- Eu... É... Hãn... Vim ver a Fernanda. Ela é vizinha de vocês lembram? – perguntei arranjando uma desculpa rápida.

- Ahhh! A garota do Zayn – Niall disse abrindo um sorriso.

- Foi você que disse isso – eu falei dando um sorriso tímido.

- Você bem que podia apresentar ela para o Zayn e ver se enfim ele para de falar que essa sua amiga “nunca mais abriu a cortina” – Louis falou gozando a cara do Zayn, que corou.

- Se você quiser Zayn... – falei, mas fui interrompida.

- NÃO... Que isso... Você iria me apresentar a ela como? “O garoto que fica te olhando trocar de roupa”? Não, acho melhor não – Zayn deu uma crise fazendo todos rirem.

- Quem sabe outro dia então. Preciso de ir meninos, nos vemos qualquer outra hora?

- Claro – eles concordaram e eu entrei em meu carro pensando na encrenca que eu tinha arranjado. Pois não é que o Harry estava certo? Louis é o irmão mais ciumento da face da Terra.


Notas finais
Ficou pequeno, sabemos.
Mas, pedimos reviews!