I Can Hear My Heart Go - SkyeWard
1 Não Queria Estar Nessa Sala
Notas iniciais
A Primeira foi um comentário na minha outra fanfic, de uma garota que disse curtir muito "SkyeWard" Então... Pode considerar que foi pra você essa fic, Raah! :)
A segunda coisa foi uma música que eu ouvi, - clipe na verdade - da Chloe Wang, nossa querida Skye da série,isso mesmo, ela já gravou um clipe, (ela está cantando em Chinês, só pra avisar) e eu descobri isso a pouco tempo.. hihihi ^^ (Eu pasmei quando assisti)quem quiser assistir o clipe, está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=pNUvqIsYo7k
Enfim, a fic possui dois únicos capítulos e eu espero que curtam. Comentários e sugestões são sempre bem-vindos! :)
Boa Leitura!
- Maldita sala de interrogatório! – Pensava comigo mesma enquanto encarava os olhos frios e negros de Ward. A sala era escura, em formato de colmeia ou o que quer que aquilo seja... Mas definitivamente, não parecia algo bom. A luz era quase inexistente, dando um ar misterioso e dramático – propositalmente – para me deixar mais nervosa. Ele, por sua vez, deixava o corpo tenso cair sobre a cadeira – que parecia quase tão desconfortável quando a minha presença naquele avião – enquanto me olhava dos pés à cabeça, procurando mais algum argumento ridículo e preconceituoso para justificar minha invasão à S.H.I.E.L.D.
Ele era do tipo que seria mais bonito se sorrisse um pouco mais, ou no caso dele, se simplesmente sorrisse. Mas parecia que havia um escudo lacrando e protegendo seu suposto bom-humor de vir a público. Em alguns minutos, fiz a minha primeira análise daquele agente blindado à minha frente e descartei qualquer possivelmente remoto sentimento que pudesse querer aflorar dentro de mim, devido a sua tão incontestável beleza.
- Qual o seu nome?
“Qual o seu nome?” repeti, ridicularizando a voz dele na minha cabeça. Nunca tinha ouvido essa pergunta sair tão soberbamente dos lábios de alguém e sem nenhuma cordialidade. Quem ele pensa que é? Okay, “Sou um agente bem treinado da S.H.I.E.L.D. e poderia te matar a qualquer momento se quisesse.” Qual é! Estava na cara que esse era o tipo de coisa que ele estava acostumado a falar.
- Skye. – Respondi levantando os olhos para encará-lo.
- Eu perguntei seu nome de verdade. – Ele reclamava sem paciência.
- Tudo bem... Me pegou. – Dei uma pausa, levantei-me e estendi a mão para ele. – Prazer, eu sou Charles Manson.
Ward quase explodiu de raiva nessa hora. Podia ver as veias do pescoço dele enrijecerem enquanto ele virava o rosto impacientemente, procurando forças para não voar em cima de mim.
- Olha garota, eu não estou aqui pra brincadeiras, então acho melhor você me levar a sério, para o seu próprio bem.
- O que você acha que eu sou? Uma Terrorista? Uma psicopata?
- Uma groupie maníaca que tenta nos derrubar?
- O quê?! – Exclamei em protesto àquela insanidade – Okay, Senhor Esquentadinho – Debochei enquanto aproximava meu rosto dele, sentado do outro lado da mesa – Eu não tenho culpa se o seu chefe ali lhe injetou um Martini de primeira, tá legal? Eu só estou atrás da verdade...
- Verdade? Nós os protegemos da verdade a qual não estão preparados para ouvir. E além do mais, quem me garante que você não é alguma Cosplay fanática querendo apenas fazer fama?
- Você só pode estar brincando. – Falei, já ficando cansada daquela conversa louca.
- Me diga você.
Respirei fundo e me pus de pé, apoiando as mãos sobre a mesa. Pela primeira vez naquela sala, resolvi falar sério.
- Olha, eu não confio em você o suficiente para lhe falar. Sinto muito. Isso é confidencial.
Deixei escapar um sorriso nessa ultima parte, afinal, estava dentro de uma sala ultra secreta num avião da S.H.I.E.L.D, onde tudo era confidencial e eu estava me recusando a dar informações para um agente nível 7. Sim, eu só poderia estar ficando louca.
- Esta não é uma resposta válida, Skye. – Ele estranhamente pronunciou meu nome sem a dose esperada de nojo que eu havia previsto.
- Sim, eu faço parte da Maré Crescente e hackear é algo bastante natural para mim. Eu e o meu grupo coletamos informações que vocês tacham como “confidencial” e repassamos às pessoas, pois acreditamos que essa é a maior forma de libertação humana: O conhecimento. Trabalhamos juntos, construindo a solução coletivamente. Eu simplesmente amo isso... É onde eu vivo.
- Você não... – Hesitou – Não tem família. – Ele deu um palpite mais afirmando do que perguntando.
- O quê?! – Soltei uma gargalhada em deboche – Não brinca! O homem de lata tem coração agora? – Brinquei quebrando a seriedade da conversa.
- É que eu sei reconhecer casos como esse.
Engoli em seco e meu sorriso se transformava em uma expressão um tanto quanto séria, enquanto voltava meu olhar para a mesa estática, mexendo com os dedos aleatoriamente, como se estivesse respondendo a pergunta dele de forma silenciosa.
- É... – Suspirei – A minha infância não foi das melhores. – Continuei, sem desgrudar os olhos da mesa.
- Eu não sou exatamente o exemplo de amigo... – Dizia Ward, meio desconcertado e sempre sério. – Mas não sou tão robô quanto pareço.
- Caramba! Quanto tempo dura o efeito desse soro da verdade? Seu chefe precisa me dar alguns desses para a viagem...
- Dá pra parar um pouco? – Dessa vez ele segurou meus cotovelos e me fez olhar pra ele antes de continuar. – Eu estou tentando ajudar aqui.
- Eu... Sei. – Abaixei o tom. Sinceramente não esperava aquela atitude da parte dele. – E eu agradeço a preocupação, mas eu não pedi sua ajuda.
- Só estou fazendo o meu trabalho. – Ele tentava recuperar a compostura.
- É... Sob o efeito de uma droga poderosa. – Novamente brinquei, não estava a fim de entrar naquela conversa.
Ele pareceu ter desistido. Levantou-se da cadeira e ficou dando voltas pela sala diminuta, como se estivesse tentando marcar o piso todo com a sola de seu sapato. Eu permanecia sentada, esperando alguma coisa que nem eu sabia o que era – uma porta se abrindo e alguém para me torturar, ou sabe-se lá o quê – mas estava começando a achar que aquele não era bem o estilo da S.H.I.E.L.D.
- Nós salvamos vidas aqui. – Ele reiniciou a conversa – Trabalhamos com coisas que nem todos podem ter acesso devido a sua alta taxa de periculosidade. Detectamos objetos, pessoas, pesquisas, informações de origem desconhecida e determinamos os riscos para que não caiam mãos erradas. Nós somos o limite entre a ordem e o caos.
- Okay. Eu acredito, cara grande e de terno da S.H.I.E.L.D. – Dei um sorriso – Então deixe-me ajudá-los...
- Por que você continua criando apedidos para mim? – Ele dizia, um tanto incomodado.
- Não sei, juro! – Levantei as mãos em sinal de rendição – Sai naturalmente.
- Tudo é natural, pra você?
- Tudo... Exceto ser sequestrada da minha van por dois caras de terno preto para dentro de um avião ultra secreto da organização internacional sem rosto mais confidencial dos últimos tempos.
- Esse não é um avião ultra secreto. – Ele discordava, devolvendo o deboche.
- Você entendeu o que eu quis dizer, Ward. – Ele fez uma expressão de estranhamento ao ouvir seu nome saindo dos meus lábios, mas não falou nada. – Você poderia me apresentar o avião, agora que tivemos nossa pequena DR e fomos sinceros um com o outro. Sempre quis saber como eram essas unidades móveis de espionagem... Ah! – Disse com certa empolgação enquanto apontava pra ele com as duas mãos. – E você pode não imaginar, mas eu sei o que S.H.I.E.L.D Significa. – Ele me olhava fingindo desinteresse – Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuação... S.H.I.E.L.D!
- Uau! Agora sim você está pronta pra entrar pro time. – Disse ironizando.
- Muito engraçado, Ward. — Agarrei-o pelo braço, autoritariamente – Agora, apresente-me o avião.
Fale com o autor