I Can Be The One Tonight - Extras (HIATUS)
1 Will You Marry Me?
Notas iniciais
Espero que gostem ♥
CAPÍTULO 1 – Will You Marry Me?
— Hey, Blaine! – Ouvi Quinn me chamar na saída do ensaio do coral. – Você sabe o motivo de Kurt não ter vindo hoje?
— Ah, Quinn, ele não estava se sentindo muito bem. Ele está assim há uns dias, mas hoje até com febre ele estava. – Respondi meio triste. – Por isso tenho que ir logo para casa.
— Tudo bem. Diga a ele que desejei melhoras. – Sorri para Quinn e segui meu caminho.
Meu irmão tinha me dado um carro além do apartamento e isso facilitou muito a minha ida para a casa de Kurt, que estava me esperando e com febre ainda por cima. Passei em um mercado e comprei chocolate, queria derreter e fazer um chocolate quente mais que especial para Kurt.
Hoje nós estamos fazendo um ano de namoro e eu tenho uma surpresa planejada para ele, mas não quero apressar as coisas caso ele ainda não esteja bem quando eu chegar. Quando abri a porta da frente da casa dele me deparei com um silêncio de fazer eco.
Subi as escadas chamando por ele e ele me disse que estava no banho. Segurei minha vontade de me juntar a ele e fui em direção à cozinha. Burt estava ali.
— Eu já estou voltando para o trabalho. – Me avisou ele. – E eu vou sair. Sei que é o aniversário de vocês e não quero atrapalhar.
— Você não está atrapalhando nada. – Disse sincero. – Ele está melhor?
— Me disse que estava com dor de cabeça agora pouco, por isso mandei ele tomar um banho e depois disso deitar para descansar. – Apenas assenti. – Sei que não é o ideal para um aniversário de namoro, mas ninguém espera ficar doente.
— Mas isso não é um problema. Vou ficar ao lado dele igual. – Dessa vez foi Burt quem assentiu, logo saindo e me deixando sozinho na cozinha.
Aproveitei sua deixa para preparar o chocolate quente de Kurt. Se ele iria deitar, nada melhor do que um doce quentinho para o animar um pouco. O amor realmente me mudou... e para melhor, é claro.
Eu fico cada dia mais feliz por saber que tenho Kurt ao meu lado, principalmente por ele ser sempre tão amoroso e paciente comigo. Eu ainda tenho algumas crises, normalmente de ansiedade e então eu acabo me lembrando do acidente e fico assustado. Sempre tenho crises pesadas ao me lembrar do ano passado e lembrar de todas as consequências de meus péssimos hábitos.
É horrível ser fadado e lembrar eternamente das coisas ruins que fiz, mas, ao mesmo tempo, é bom saber que tenho alguém ao meu lado. Alguém que em momento algum me julgou ou culpou. Kurt está sempre ali comigo e pronto para fazer qualquer coisa que eu precise. Eu simplesmente amo Kurt. Não me vejo mais sem ele ao meu lado.
Com chantilly eu desenhei um coração em cima do chocolate quente e sorri com o que eu mesmo tinha feito. Quem diria que eu, aos vinte anos, estudante do quarto ano do ensino médio – bem atrasado, eu sei – ex-usuário de drogas estaria agora comemorando um ano de namoro e planejando mais um passo para darmos.
Eu nunca me imaginaria fazendo uma coisa dessas, nem mesmo nos meus mais doces sonhos.
Peguei a caneca fumegante e subi as escadas, vendo Kurt vestir com dificuldade sua camiseta de pijama. Ele estava mesmo colocando pijama àquela hora da tarde? Não julguei, sabia que ele estava se sentindo fraco e já estava assim fazia uns dois dias. Me aproximei e o ajudei com a camiseta, dando um selinho nele em seguida.
— Vamos, amor, deite-se. Vou ficar aqui com você. – Avisei, encaminhando-o diretamente para a cama e arrumando as cobertas em cima dele.
Voltei até a cômoda e peguei a caneca quente, levando-a diretamente para Kurt e a deixando em suas mãos, que estavam frias. Tirei meu calçado e meu casaco, sentando-me ao lado dele em seguida.
— Você é um amor. – Sorriu para mim ao olhar para o coração de chantilly. – E isso aqui está delicioso. Obrigado.
— Faço qualquer coisa para ver esse sorriso no seu rosto. – Ele corou. – Você é adorável.
— E mesmo depois de um ano nós ainda ficamos nos elogiando sem cansar. – Lembrou-me ele, rindo e me beijando em seguida. – Desculpa estar assim... me sinto um inútil.
— Kurt, esse é o nosso primeiro aniversário de namoro, fica calmo, ainda teremos muitos outros para comemorar.
— Assim espero. – Seu tom era brincalhão, mas eu sabia que não era bem uma brincadeira.
A tarde se passou tranquilamente. Assistimos a um filme, onde na metade Kurt acabou dormindo escorado no meu ombro. Ele estava cansado e com sono, mas ficou o tempo inteiro me dizendo que queria aproveitar o nosso dia, até que eu o convenci a dormir um pouco.
Eu faria o jantar para nós, então lá pelas seis eu comecei a arrumar tudo. Podem me chamar de bobo apaixonado ou de idiota, mas eu enfeitei toda a cozinha com velas e balões vermelhos. Eu sei, é meio clichê e de um romance bem antigo, mas eu não pude evitar de fazer isso.
Minha maior alegria era conseguir arrancar sorrisos tão lindos e sinceros por parte de Kurt e eu sabia que isso o agradaria. Eu não queria simplesmente passar uma noite com ele e tornar isso a nossa comemoração – não que isso não estivesse nos planos e, por ele não estar bem, eu tivesse descartado a possibilidade – o que eu realmente queria era que ele se sentisse especial da mesma maneira que, todos os dias, ele fazia com que eu me sentisse.
Quando já era perto de nove horas eu subi as escadas e o encontrei já mais arrumado, usando uma calça preta e um suéter azul claro, tão lindo quanto os seus olhos. Eu também estava de calça preta e estava com uma camisa roxa escura.
— O jantar está pronto, mas tem algo faltando para enfeitar aquela cozinha. – Eu disse de maneira sapeca, o fazendo franzir o cenho.
— E o que seria isso?
— Você. Tem algo mais bonito do que você? Eu acho que não. – O puxei pela cintura, usando todas as táticas possíveis para parecer o mais charmoso que conseguisse e, pelo sorriso dele misturado com o seu olhar, eu podia jurar estar no caminho certo.
— Só se antes disso você me der um beijo. – Falou fazendo bico e eu aproximei mais nossos corpos.
— Ora, só um? Te dou quantos beijos você quiser. – Sorri mais ainda para ele, selando nossos lábios em um beijo amoroso e maravilhoso.
Quando nos separamos, após uns vinte minutos resumidos em beijos, abraços e alguns toques mais ousados, descemos as escadas de mãos dadas e fomos jantar. Kurt elogiou diversas vezes tanto a comida, quanto minha decoração que eu tanto considerava cafona. Eu sabia que ele iria gostar. Falei, não falei?
O melhor em Kurt é que nunca era realmente difícil agradá-lo. Acho que apenas minha existência já o agradava, mas eu sentia que precisava de mais do que apenas existir para deixa-lo feliz, por isso me puxava tanto. Como eu disse, a alegria dele é a minha. Simples, não?
Nosso jantar se seguiu tranquilamente e Kurt me disse que queria sair um pouco de dentro de casa, então andamos para o pátio e sentamos no gramado, abraçados e observando as estrelas. Quando não aguentei mais o silêncio, ajoelhei-me na frente de Kurt e o encarei sorridente.
— Ah, B, eu tenho uma coisa para você, mas está lá no quarto. – Kurt disse, pegando minha mão e a segurando. – Eu te amo.
— Eu também te amo, meu amor. E eu disse que não precisava comprar nada.
— Mas eu comprei. Você sabe que eu sou teimoso. – Ri, assentindo com a cabeça. – Feliz aniversário de namoro, amor.
O encarei profundamente, sentindo que meu corpo estava tremendo mais forte do que a maneira acelerada que meu coração pulsava. Segurei suas duas mãos. Era agora ou nunca, por mais exagerado que isso possa soar.
— Feliz aniversário do... quer casar comigo?
Ele me encarou por um instante, era quase como se ele não estivesse acreditando na minha pergunta, mesmo que eu estivesse bem sério. A fim de convencer que não era uma brincadeira, segui falando:
— Sei que recém fizemos um ano de namoro, sei que é relativamente pouco tempo. Sei que devem ter inúmeras perguntas borbulhando em sua mente agora e que você deve estar um pouco assustado. Acredite, K, eu também estou assustado. Também estou nervoso e também estou a ponto de ter um ataque cardíaco. – Acabei rindo nervosamente, segurando suas mãos ainda mais forte. – Sei que você recém tem dezoito anos e que eu tenho vinte, sei que vários “e se” devem estar te atormentando, mas vamos ignorar tudo isso. Não importa o que vai acontecer, porque se tudo der errado ainda teremos um ao outro. Eu te amo e não me vejo saindo do seu lado, espero que você também não veja isso. – Ri novamente e ele continuava aparentando estar paralisado. – É por isso que eu estou aqui perguntando ao amor da minha vida se ele aceita casar comigo, porque eu não vejo a minha vida sem você. Eu não vejo sentido algum se eu não estiver ao seu lado.
— B...
— Kurt, você não precisa responder agora. – Me senti um idiota por usar a mesma insegurança idiota de quando o pedi em namoro. – Eu só preciso que me diga, pelo menos, que vai pensar, porque esse silêncio está me matando.
— B, você consegue me surpreender a cada dia mais. Eu te amo, te quero e também não me vejo longe de você. Na verdade, desde que te conheci eu não me vejo saindo do seu lado. Desde aquele dia, quando você sussurrou para que eu corresse, algo fez meu coração acelerar e não era apenas a adrenalina se misturando com o meu medo de algo acontecer. Era algo diferente. Te conhecer foi a melhor coisa que já me aconteceu, B, e eu quero passar o resto da vida ao seu lado. E é óbvio que eu quero me casar com você. Daqui cinco anos, um ano, agora, eu quero casar com você.
E eu não me aguentei, pulei em cima dele e o abracei, enchendo seu rosto de beijos, algo que causou várias risadas vindas por parte dele. Como eu amo esse menino. Peguei a caixinha e tirei de dentro nossas alianças, ele me disse que eu realmente pensava tudo e, mais tarde quando entramos na casa, ele me levou até seu quarto e me deu meu presente.
Ele foi tirando a roupa e... estou brincando. Não era ele o meu presente, mesmo que eu o considere meu melhor prêmio por algo que eu nem mesmo precisei fazer para ganhar.
Kurt me deu um violão, um lindo violão. Ele sabia do meu amor por piano e violão e acabou me presenteando dessa forma. Depois sou eu a pessoa que pensa em tudo.
Definitivamente, amar Kurt é a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Fale com o autor