I Can Be The One Tonight - Extras (HIATUS)
4 Living In New York
Notas iniciais
CAPÍTULO 4 – Living In New York
— Eu nem acredito que esse apartamento é nosso. – Kurt disse, suspirando ao se atirar no sofá que recém havíamos colocado no lugar. – Só nosso...
— Também não consigo acreditar ainda. Somos tão novos e estamos aqui, em New York, casados, morando no nosso próprio apartamento e prontos para começar a faculdade. Nem acredito que você passou em moda e eu em música. Parece um sonho. – Eu disse após me sentar junto com Kurt e puxar o mesmo para mais perto de mim. – Você vai acabar se enjoando de mim. Nós moramos juntos, dormimos juntos, vamos juntos para a faculdade, voltaremos juntos para casa. Passaremos vinte e quatro horas juntos...
— Como se isso fosse algo pelo qual eu reclamaria. Eu te amo, B, eu não conseguiria me cansar de você nem que fosse obrigado a isso. Você sabe bem disso. – Sorri para ele, me inclinando e o beijando.
— Também te amo.
Um estrondo ecoou no nosso apartamento e nós acabamos nos assustando. Corri até a porta e a abri, deparando-me com uma menina escorada na coluna ao lado da porta, quase escorregando por não ter forças de se manter em pé.
— O que houve? – Perguntei atônito, levando meu braço até a menina para ajudá-la. – Eu te ajudo, entra aqui.
— Como sei que posso confiar? – Questionou levantando seus olhos até mim.
— Você não tem motivos para confiar, mas se aceitar minha ajuda, quem sabe posso ganhar sua confiança, não? – Sorri para ela.
A garota se apoiou no meu braço e mesmo assim quase caiu, então a peguei no colo e a levei até o sofá, voltando para a porta e a encostando, deixando bem claro que eu não a trancaria. Kurt se aproximou de nós já com um copo d’água em mãos, sentando-se em meu colo na poltrona ao lado do sofá.
— Vocês são um casal? – A menina tremia segurando seu copo. – Porque se sim, foram um lindo casal, são lindos mesmo.
— Awn, gentileza a sua. – Kurt disse um pouco tímido. – Mas sim, somos um casal. Recém casamos e estamos há uns dias aqui. Hoje que terminamos de colocar a mobília.
— Como eu disse, são lindos. Parabéns. Eu me chamo Julie, e vocês?
— Eu sou o Kurt e esse é o Blaine. – Kurt nos apresentou, sorrindo para a menina. – Você parece bem jovem. Mora sozinha?
— Sim, no apartamento ao lado. Meus pais me expulsaram de casa quando descobriram que eu estou grávida e esse foi o motivo de eu passar mal, sabem? Mas em relação à eu parecer novinha, bom, tenho dezoito anos.
— Como você paga pelo apartamento? – Perguntei. Estava horrorizado com a situação dela.
Julie merecia um prêmio por estar se virando sozinha sem ter desistido de seu bebê.
— O dono do prédio é meu amigo, por isso ele disse que eu posso ficar aqui até que meus bebês estejam com uns seis meses, então terei que arranjar um emprego. É melhor que nada. Mas ainda assim estou fazendo bico como cabelereira e manicure em um salão de beleza no centro da cidade. – Foi explicando. – A vida em New York não é das mais baratas e eu precisei abandonar a faculdade quando engravidei, justamente por ter sido expulsa, mas agora já me conformei com isso.
— Espera... – Pedi. – Você disse bebês, no plural... quer dizer que você...
— São gêmeos, na sexta-feira vou poder descobrir o sexo provavelmente. Mas a minha médica tem certeza de que serão duas meninas, não sei o motivo. Eu estou fazendo esse bico para poder pagar pelas consultas, só que elas parecem ficar cada vez mais caras e passando mal como ando passando só torna tudo mais difícil.
— Saiba que, se precisar, estaremos aqui. Sei que não nos conhecemos, mas eu quero ajudar você. – Proferi calmamente, vendo-a sorrir.
[...]
— Por que você pareceu tão comovido com a história dela? – Kurt me perguntou ao sair do banho, com a água ainda escorrendo por seu corpo e uma toalha enrolada em sua cintura. – E não me olha com essa cara.
— É que você não sabe o quão irresistível você é. Não tem ideia da vontade que estou sentindo de arrancar essa toalha fora. – Botei um enorme sorriso safado em meu rosto, vendo Kurt revirar os olhos para mim.
— Você pode arrancar ela fora, desde que me dê minha devida conversa antes.
Levantei e me aproximei dele enquanto ele ainda arrumava os cabelos em frente ao espelho, secando-os com uma outra toalha. Levei minhas mãos até sua cintura e encaixei meu rosto em seu pescoço.
— Por que não deixamos essa conversa para depois, uh? – Perguntei já virando ele de frente para mim. – Eu quero você... agora.
— Assim fica difícil negar um pedido seu.
[...]
Após um dia repleto de surpresas, com direito a momentos muito carinhosos por conta dos mais novos maridos, os dois jantaram enquanto conversavam sobre qualquer coisa e, após o jantar, sentaram-se na sala para finalmente terem a conversa séria que Blaine estava prometendo para Kurt.
— Agora você vai falar. – Determinou Kurt, atirando-se ao lado de Blaine.
— É bem simples, amor, senti que deveria ajudar ela. Por algum motivo, alguma força maior ou como quiser chamar, eu senti que era o certo a se fazer. Não sei o porquê disso, apenas sei que quero fazer isso.
— Da mesma maneira que você achou certo me mandar correr ao invés de me deixar lá com os meninos? – Perguntou Kurt, observando os olhos do marido desviarem dos seus. – Falei algo errado?
— Não, amor, não é isso. – Blaine disse, soltando um suspiro. – É que algumas vezes eu me lembro que fiz o certo, mesmo quando o que eu verdadeiramente queria era ter você naquela noite... só por pelo menos uma noite. Que bom que fiz o certo ao invés daquilo que eu desejava. Talvez eu me arrependesse até hoje.
— Não precisa pensar nisso, meu amor. Realmente, o que importa é o que aconteceu e não o que poderia ter acontecido. Estamos juntos agora, não é como se algo pudesse fazer com que a gente se separe. Além do mais, estou orgulhoso por você ter oferecido ajuda a Julie, isso só prova o quão diferente você está hoje, muito diferente de quando nos conhecemos. Sinto orgulho do meu marido e saiba que estou ao seu lado, te apoiando nisso. Se quer ajudar ela, então não vejo motivos para não ajudarmos.
— Eu já te disse o quão incrível você é e o quanto eu te amo? – Blaine perguntou de maneira dengosa, derretendo o idiota apaixonado dentro do Hummel.
— Hoje ainda não. – Brincou Kurt de maneira pomposa.
— Pois você é incrível demais e eu te amo muito.
— Isso é bom. – Riu o castanho. – E você já tinha dito hoje.
— Idiota!
— Um idiota que te ama muito.
Fale com o autor